Te Amo nos seus Gestos
O amor verdadeiro é aquele que surge do nada, independente de ações, palavras ou gestos...você simplesmente ama.
Sentada à mesa ao jantar, perfeita na metáfora dos gestos; pegando o suco, molhando os lábios, encanto abrupto nos calores honestos. Sei dessa vida o meu vagar, sinto-me amar e vou dizer: tenho prazer nos excessos dos seus ardentes hinos, sendo inteiramente felina nas horizontais de prazer.
Prefiro uma palavra afiada dita com sinceridade , do que gestos bondosos, dizeres melosos, ditos e feitos com falsidade.
Não devemos ignorar que aqueles que hoje nos iluminam com gestos e palavras, podem ser os mesmos que, no silêncio do tempo, apagarão a luz que nos orienta. Assim é a natureza humana — instável, paradoxal, profundamente imperfeita. Furucuto, P. D.(2025)
O poder de nossas palavras e gestos não precisa nunca ser subestimado, eles são sementes de compreensão que se plantam nas vidas alheias e podem florescer em formas inesperadas.
"O valor de uma pessoa não está na conta bancária, mas na conta de gestos sinceros que ela faz por quem precisa."
Hoje, eu decido voltar para mim.
Depois de tantas esperas, silêncios e gestos que nunca vieram,
hoje eu paro de procurar fora o que sempre mereci dentro:
respeito, presença, delicadeza, reciprocidade.
Fui ficando em silêncio por medo de perder,
quando, na verdade, eu estava me perdendo.
A cada não dito, a cada gesto ignorado,
a cada vez que eu quis ligar — e não pude —
um pedacinho meu ficava mais longe de mim.
Mas agora, não mais.
Não é que eu deixei de amar.
É que comecei a me amar também.
E isso muda tudo.
Percebi que o que me machuca não é a ausência de lembrancas fisicas.
É a ausência de significado por trás disso.
É a ausência de presença.
É a ausência de mim na vida de alguém que esteve inteiro na minha.
Eu me entreguei. Me doei.
Esperei sinais, aceitei migalhas, li entrelinhas.
Mas agora, eu leio meu próprio coração.
E ele grita por mim.
Hoje, eu volto para mim.
Para a mulher que cuida, que sente, que merece ser cuidada também.
Para a mulher que não quer viver de "quases",
mas de inteiros.
Se alguém não sabe me amar, tudo bem.
Eu sei.
E vou recomeçar — daqui, de dentro, com calma e verdade.
Porque eu sou minha. E isso… basta.
Hoje, eu volto para mim.
E não me deixo mais sozinha.
A infância não termina com a idade.
Ela mora na gente — nos gestos espontâneos, nos medos antigos, nas memórias que doem e também nas que salvam.
Nasci com gestos que nunca fiz, nasci com asas, mas nunca abri os braços. Com sonhos que me foram tarde. Senti o mundo e fiquei por um triz. Entre o querer e o que me guarde. Fui poeta antes da palavra, artista no silêncio vão. Cada cor que em mim se lavra, não passou da intenção. Não fui por medo, ou por costume, ou porque era cedo ou já era. A alma é chama, mas sem lume, é só cinza que espera. Nos dedos tive a arte pura, mas escondi-a por amargura. Quantos como eu vivem assim, inteiros no que não fizeram? São vultos que, dentro de si foram tudo, e não se deram. O mundo quer som, luz e dança, o resto somente rascunho de ser. Mas há quem, por pura esperança, aprenda a se esconder. Não verá meu quadro, meu canto. Não verá meu verso, meu traço. Tampouco saberá do meu cansaço. Nem saberá do quase em mim. Sou o talento que, de tanto, ficou calado até o fim. Por ser demais a madrugada fui grande em mim, somente em mim.
Tem olhares que dizem: 'tô aqui'. Tem gestos que sussurram: 'eu cuido'. Amar, às vezes, é isso, falar com o coração, sem uma palavra.
"Em um mundo digital, a verdadeira amizade não se mede pelos likes, mas pelos gestos que tocam o coração."
Entre Nós
Nos gestos suaves do dia que nasce,
há um toque sutil que o amor disfarça.
É no olhar que repousa a esperança,
no silêncio que a alma se abraça.
Afeto não grita, ele dança em segredo,
num cafuné feito em meio ao medo,
num abraço que chega sem ser chamado,
num “tô aqui” sussurrado ao passado.
O carinho é chama que nunca se apaga,
é cuidado em forma de palavra.
É o cobertor nos dias de frio,
a presença que aquece sem fazer barulho.
E quando a conexão acontece,
não é só corpo — é alma que tece.
São corações que se reconhecem,
em cada toque que não se esquece.
Amor é mais do que só paixão,
é afeto que vira canção,
é cuidado, ternura e verdade —
um elo profundo em plena liberdade.
Os mais velhos se veem à margem, isolados.
Seus gestos, suas palavras, desvalorizados.
Enfrentam solidão, tristezas ao lado,
ansiedade e preocupações, tudo agregado.
Livro: O respiro da inspiração
Querem fama pelas grandes façanhas, mas são os pequenos gestos que geram laços eternos: abraços, sorrisos e acolhimentos.
