Talvez eu Esteja Precisando de Voce
Esperança no céu
Talvez a esperança seja a uma única estrela
no céu quase coberta por nuvens
Ela ainda insisti em brilhar, Ainda ofuscada,
solitária, ela ainda insiste em Existir, em brilhar, em reluzir...
No céu a única que brilha, quase apagada
Ela não desisti, ela se recusa a ser ofuscada,
Ela se recusa a se apagar, pois sabe que é a única
Que inspira alguém a não desistir, a não deixar
A esperança se apagar
A vida é cheia de histórias. Ou talvez a vida sejam só histórias.
Um dia, quando esse mundo chegar ao fim e a Terra deixar de existir, talvez possamos novamente fazer parte de um enorme vórtice. E então, nós vamos nos encontrar de novo.
"Apesar do copo estar cheio, foi talvez aquela última gota que deu sentido a realidade ao qual os olhos insistiam não enxergar, por fim transbordar toda mágoa que se fazia represar"
Falam tanto sobre mim , sem me conhecer ou talvez me conhecem tão pouco e me julgam.. se pelo menos me deixassem transparecer o que realmente sou , mas não! Falam o que escutam por aí.. o que ouvem da boca dos outros .. o meu eu mesmo são poucos que sabem . A minha verdade , minha essência poucos enxergam !! Mas quem realmente me conhece a fundo sabe da minha transparência e isso basta ! Pro resto não preciso provar nada !!! Que falem, que digam que especulem... enquanto isso eu sigo plenissima.
ABANDONO
Talvez, tudo, já ti tenhas esquecido
A saudade já não é mais frondosa
Em uma parte do passado, a rosa
E os ternos suspiros já sem sentido
Perdeu-se aquela forma carinhosa
Pois, agora, um vazio enternecido
Aquele palavreado a nós divertido
Se calou, o que já foi a boa prosa
Do olhar, apenas, breve recordar
Da rizada, dos gracejos, um dia
Cá na ilusão, o apesar, contudo
Só, errante, a poesia a murmurar
Sob o céu do cerrado, penosa via
Passado, deves ter esquecido tudo!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30 de abril, 2022, 11’38” – Araguari, MG
Vivemos felizes com tão pouco, que quando conquista o muito não agrada como antes, talvez seja a paz ea tranquilidade que acabou.
A Dor!
Existem diversas formas de Dores.
A Dor mais cessante de um ser humano é talvez aquela do desapego.
A Dor do sentir, do imaginar ter. Possuir algo e no entanto entorperce-mos nosso ãmago e compreender que jamais nada tiveramos.
A Dor causada pela morte.
Portanto passemos ao outro que não há teu, meu.
E compreender junto ao próximo de ter a alegria da Gratidão.
N a m a s t ê
Pare de buscar certezas. Nada é garantido nesta vida. Hoje estamos aqui, amanhã talvez não estejamos. Lute para fazer o seu melhor, com equilíbrio e inteligência, de acordo com as possibilidades que você tem. Se você viver buscando certezas, passará o resto da vida angustiada, ansiosa e, possivelmente, frustrada.
O amor adoecido
vai-se
embora
sozinho
Talvez por praga ou sorte
Como se fosse corpo levado
pela morte
A coragem pode ser estúpida às vezes, mas o medo é quase sempre. Talvez seja uma combinação precisa dos dois que torne alguém realmente corajoso.
" Passar pela reafirmaçao positiva da auto-imagem deveria ser libertador. Talvez seja, mas... por quanto tempo?"
Sobreviver e viver sobre
Sou ao meu modo de quase todas as maneiras.
Talvez me falte sentir o quanto de mim perco nesses instantes,
Nesse jardim excessivo que me vigia,
Vestindo-me de ventos e formas imaginárias.
Sou o pé que não pisou a nitidez da escarpa,
Que dançou com todas as coisas que não tive,
Com cada seixo perdido nos extremos indivisos.
Cada viagem é um retorno, um extremo flamejante,
Como se fosse possível possuir uma fração do universo
E, essa fração, fosse a totalidade infinita.
Meu espírito sente que não há solidão nem término
Nesse pequeno abismo disposto em degraus, em espirais,
Onde as criaturas todas clamam pelo mesmo Deus,
Distante da matéria, próximo do mistério,
Do grandioso silêncio que surge sereno e solitário,
E vem ensopar de sulcos
As migalhas espalhadas nas florações.
Sei que nada possuo para aproximar-me
Do invisível, do sucessivo embaraço onde não me encontro.
O manto despido dos vales e montes murmura:
Ainda há pedras à tua frente
E tumulto no mundo submisso, vago e diverso
Como um rio anterior às chuvas,
Quase exausto de tanto ser rio.
[Cada ser é uma escultura filarmônica e simbólica].
No meu peito uma lívida linguagem soluça,
Um cantar sinuoso suspende-me as pálpebras dormentes,
Como um ciclone simultâneo.
Durmo e já não vejo como me via.
Adentro no que é tudo,
Na mínima festa que passa dentro das noites melancólicas.
As cascatas ocluem o choro das rochas,
As tessituras feitas de teias abandonam o limbo,
Para além das urgentes estrelas que não alcanço
E me vivem, e me sustentam quase metaforicamente, me circundam.
Sou as vegetações em desequilíbrio,
As veladuras,
O vazio aquecido e dúctil,
A fosforescência,
A muda eternidade.
Sou uma alma que transborda pela arca dos signos
E não mais sustenta a visão que me subverte e me corrompe
Nem me sabe antes que, como um novo e absoluto nascimento,
Louca, intensa e imperfeitamente, eu a saiba – igual a mim.
A VIDA IN VITRO
Talvez não seja preciso decifrar tanto a vida...
Apenas executá-la
transitando entre conjecturas com cara de ciência,
o irracional dos sentidos
e o pragmatismo do fazer.
Talvez.
Não saber, ou melhor, saber que a incerteza é certa e que o amanhã talvez não venha
Sentir que o caminho a ser trilhado, mesmo sabendo que apenas exista esse, não nos leve ao lugar esperado
A Vida tem disso, ou melhor, a vida é composta apenas disso
Esperar o incerto e saborear a certeza da sua chegada
Lembro-me de a memória me ter falhado em certas ocasiões da minha vida. Talvez seja este um dos casos. Acontece a qualquer um. Não é nenhuma tragédia. Há quem viva fazendo de conta que não tem memória. Certamente uma grande tragédia.
Talvez se nos encontrarmos denovo,
em outro tempo e lugar,
e seu coração calmo
"estiver nevando"
nos apaixonamos outra vez...
...ou não.
Um parágrafo por vez; talvez apenas uma linha ou palavra, não importa.
No fim de um capítulo sempre haverá outro, a não ser que seja o fim do livro.
Talvez tenha que rasgar a pele, para que lhe surjam as asas, para que haja uma revelação do que se escondeu no exterior das pedras e, só então, decodificar as nervuras, o olhar duro das magnólias, por não desconhecer as feridas geradas pelo aprendizado. E entender. Porque é preciso saber do solo antes de alcançar a amplidão absoluta do céu.
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