Talvez
Amanhã talvez eu escolha outro problema pra assumir, por enquanto, eu tenho você, e todas aquelas coisas que eu preciso consertar nessa história.
Eu não sei onde deu errado
Desde criança, tenho uma interrogação azul na cabeça
Talvez seja por isso que eu vivo tão intensamente
Mas quando eu olho para trás, parado sozinho aqui
Aquela sombra obscura que me engole
Ainda assim a interrogação azul existe
Eu amei você por muitos anos
Talvez eu não seja o suficiente
Você despertou o meu medo mais profundo
Mentindo e nos destruindo
Talvez, a madrugada fosse para pensar. Porém, não esquecereis que é no percorrer da madrugada, que se extrai os melhores momentos para se eternizar.
A alienação é como um viciado em pleno delírio, talvez o que sinta seja pouco, seja muito ou não seja nada, mesmo assim, se libertar é mais do que difícil.
Talvez o a noite não seja para se ficar sozinho, seja destinada para se ganhar carinho, seja momento de renascer, ganhar prazer, hora de sorrir antes de dormir.
Com a chegada da escuridão, muitos abraços para acalmar o coração, palavras de amor para curar qualquer dor, beijos demorados entre namorados.
Então com a chegada da lua
Quando perdi você, perdi também a minha felicidade.
Talvez, se você nunca tivesse cruzado o meu caminho, hoje eu não iria saber como dói e também nunca teria descoberto o que é o verdadeiro amor, e não teria vivido momentos tão bons. Então valeu a pena e está valendo.
Hoje eu vivo das lembranças do amor mais puro e verdadeiro que alguém pode sentir, e na sua ausência, eu fechos os olhos e me recordo de todo esse amor e volto a ser amada por você por alguns instantes.
Talvez fosse melhor não falar dos teólogos, tão delicada é essa matéria e tão grande é o perigo de tocar em semelhante corda. Esses intérpretes das coisas divinas estão sempre prontos a acender-se como a pólvora, têm um olhar terrivelmente severo e, numa palavra, são inimigos muito perigosos. Se acasos incorreis na sua indignação, lançam-se contra vós como ursos furibundos, mordem-vos e não vos largam senão depois de vos terem obrigado a fazer a vossa palinódia com uma série infinita de conclusões; mas, se recusais retratar-vos, condenam-vos logo como hereges. E, mostrando essa cólera, chamando de herege, de ateu, conseguem fazer tremer os que não concordam com eles. Embora não haja ninguém que, tanto como eles, dissimule os meus favores, não é menos verdadeiro que me devem muito. Eis porque impus ao meu amor-próprio favorecê-los mais do que a todos os outros mortais, e de fato são eles os meus maiores prediletos.”
(Elogio da Loucura)
Superficialidade nunca foi muito coisa da minha vida. Talvez fosse algo com um patamar muito avançado, como um vestido de quinhentos e treze dólares em uma loja de grife. Ou talvez fosse algo tão simples quanto comprar maquiagem em uma loja de R$1,99. Como se os sentimentos precisassem ser tachados com preços tão suficientes ou insuficientes. Como se esses sentimentos acabassem como um toque de mágica por conta da última liquidação da loja barata da esquina.
Não sou dessas pessoas que acabam perdendo a paciência à espera do grande amor, ou à espera do despertar de certos sentimentos. Confesso, e não com muita vergonha que sonho tanto, que vezenquando fecho os olhos enquando me escorro no parapeito da janela sonhando com certos momentos, imaginando se algum dia aquelas ceninhas meio-que-chicletes que ocorrem em certos filmes românticos, acontecerão comigo. Mas de repente, bato minha cabeça no canto da janela, e percebo que sonhar não é tão bom quanto parece.
Ao menos nos dias de hoje, muita coisa (a maioria, confesso) nunca é como parece ser. A realidade é que comprar amizade, e amores bem resolvidos está tão fácil quando comprar um tênis falsificado de uma marca famosa. E tudo isso, se desgasta. O tênis, e os sentimentos, claro.
Mas não quero algo qualquer entrando na minha vida. Eu quero a realidade, a boa e velha realidade. Não sorrisos forçados, como em uma conversa de parentes que não se viam à muito tempo. Eu quero sorrisos, não bocas abertas mostrando os dentes por qualquer besteira. Quero abraços, não duas pessoas se “encostando” de braços abertos enquanto desejam tudo de melhor para umas às outras. Quero amizades verdadeiras, não viver só coisas boas numa roda de conhecidos, e de repente, em meio ao temporal não encontrar nenhum guarda-chuva para me proteger. Quero amor, não palavras decorradas, não apenas sorrisos bobos. Quero amor, e não pessoas que vivem se entregando pra aqueles que não merecem nem um pouco esse tipo de sentimento.
Quero continuar à escrever tudo o que eu penso e tudo o que eu sinto. E não apenas fingir, para iludir as pessoas com sóis que nunca irão sair antes de muitos temporais.
Talvez eu diga coisas sem sentido.
As vezes as circunstâncias batem em mim
e as palavras voam para fora
em uma ordem desconexa
e embaralhada.
São os sentimentos, como devem ser.
Incompreensíveis.
Talvez tivesse que ser assim. Talvez sem os pontos baixos, os pontos altos não pudessem ser alcançados.
Talvez ...
Talvez eu nunca tenha agradecido nada, ou talvez tenha agradecido tudo.
Talvez aqueles meu antigos amigos sejam mais atuais em meu coração do que os novos, ou talvez não...
Talvez uma simples pessoa que conheci ontem me fez ver a vida de outro jeito, ou talvez alguém que conheço a anos vim conhecer mais a partir de hoje.
Talvez não existe o nunca e nem o para sempre, ou talvez eles acabem mesmo.
Talvez é preciso aceitar quando alguém que você ama com todas suas forças vai embora... porque talvez de uma forma ou de outra ela será inesquecível
Talvez algumas palavras foram em vão, ou talvez nunca tenham entrado no seu coração...
Talvez a alma queira chorar quando é necessário sorrir.
Talvez o destino te separe de alguém muito próximo e você precise realmente aceitar com um sorriso no rosto porque ama aquela pessoa demais e quer vê-la muito feliz
Talvez eu tenha mesmo sonhos de menina, ou talvez tenha um pouco de realismo de uma mulher.
Talvez tudo que vai, volte. Ou Talvez eu prefira esquecer .
Talvez eu me ame, mas ninguém consegue viver sozinho, disso eu sei.
Talvez um dia eu te encontre e você me reconheça, Talvez o que vale mesmo é o presente e não é mesmo agradável viver na lembrança.
Talvez tudo tenha sido em vão, mas tudo está em meu coração.
Talvez eu tenha perdido tempo com muita bobagem, ou Talvez tudo vale tanto a pena que até as bobagens de antigamente fazem algum sentindo em minha vida.
Talvez eu tenha dúvidas sobre algumas coisas, ou Talvez eu realmente conheça o amor.
Da mesma forma que sou toda metida a fatal, sou totalmente metida a dócil. Talvez tenha sido por isso o nó na cabeça do malandro.
