Talvez
Hoje eu vou dormir.
E talvez eu não acorde amanhã.
Existem dias em que desejo que sim;
E dias em que desejo que não.
As aparências enganam.
Cuidado!
Talvez a periguete se esconda atrás de um óculos, para parecer santa e a tímida de um vestido curto, só para desfaçar a timidez.
Talvez o segredo seja não olhar para trás...mas sim olhar para frente com os olhos cheios de brilhos estelares em esperanças renovadas.
"O problema é que a geração Coca-Cola perdeu o Gás. Talvez isso explique tudo..."
#Pensamentos soltos e complexos#
O meu cérebro faz bullying com o meu coração.
Talvez porque no fundo a gente sabe que não vai dar certo
mesmo antes de começar, mas tem esperanças e insiste...
Mas o meu coração faz bullying com meu corpo todo,
fica tudo dolorido.
Nos olhos o inchaço de tanto chorar,
olheiras causadas pela insônia.
(Talvez a madrugada foi feita para pensar
e não para dormir)
A boca seca porque faltam palavras,
e só resta o silencio que chega a ser sufocante.
Minhas mãos estão vazias,
por muito tempo deixei o meu mundo cair
para segurar o dos outros,
mas quando as paredes desmoronaram não suportei,
de novo o silencio.
Por vez deixei tudo cair,
confesso que me senti mais leve por alguns segundos.
Meus pés estão doloridos,
percorri tantos lugares tentando encontrar
o que estava perdido,
mas também estava escondido e não queria ser achado.
Hoje já não corro, aprendi que
o mundo da voltas sozinho
e só voltamos ao mesmo lugar porque
precisamos aprender ou ensinar.
E quando temos pendências,
sonhos interrompidos,
detalhes despercebidos,
amores mal resolvidos.
Percebi que é mais fácil demonstrar o ódio do que o amor,
o ódio sempre é correspondido,
já o amor, nem sempre, e nem para sempre, infelizmente...
Vocês tiveram uma amizade linda. Talvez mais do que uma amizade. E eu o invejo. No meu lugar, a maioria dos pais esperaria que tudo passasse. Rezariam para que os filhos ficassem bem, mas eu não sou esse tipo de pai.
Não adianta ele não vai chorar.
Desapegado das pessoas, mas agarrado à vida. Talvez isso descreva tão bem suas atitudes. Alguém assim não é egoísta, solitário, ruim ou cruel, pelo contrário, se soubessem por quantos ele reza à noite, jamais pensariam tais coisas ao seu respeito. Da vida só quer tempo, saúde e o resto ele da um jeito. Sorrir, inspirar-se, viver é fácil, é simples, é o que faz de melhor. Se você desistir, tudo bem é uma escolha. Se você abandonar, tudo bem é sua vontade. Se você desaparecer, tudo bem ele esquece. Sim, ele vive assim, sai um entra outro, mas os poucos que permanecem, por esses sim ele luta bravamente. Não gosta de desafio? Treinar seu fôlego? Testar sua resistência? Então se afaste. Ele é diferente! Vai chegar quando sua vida estiver bagunçada, triste, destruída e vai te recompor, deixar-te feliz, vai te inspirar e partir. É estranho, mas é assim. Ele não cai, despenca. Ele não aceita, apossa-se. Ele não caminha, voa. Ele vive intensamente, não tem tempo a perder. Ou entra no ritmo ou ele te ensina a dançar. Ou você corre com ele ou ele a carrega. É só abraçá-lo e ir, sem medo, sem dó, no compasso que ele sempre dá um jeito. Mas não sufoque. Talvez nunca o viu chorar, pois pode ter passado muito depressa. Talvez nunca o viu reclamar, pois não ouviu atentamente o que lhe contou. Talvez tudo o que viu nele foi exatamente tudo o que ele não quis que visse. Talvez você ainda simplesmente não o entendeu...
Talvez aqueles horríveis contos de terror em que todos morrem no final não sejam tão terríveis assim, pelo menos é o que parece pra mim, que já vivi isso, mesmo que talvez tenha sido apenas uma alucinação da minha cabeça, que confesso já não estar mais tão sã assim... E talvez, os monstros que vivem dentro da minha cabeça sejam mais temíveis que aqueles que ouço arranhando embaixo da cama.
É, minha historia não começa com "5 amigos numa viagem", mesmo porque nunca tive amigos, segundo porque minhas viagens ocorriam apenas dentro de mim. Essa história começa simplesmente comigo, e uma dose insana de comprimidos que levei com o intuito de me matar, ali, naquele vagão de trem abandonado... Porque? Apenas queria morrer ali, marcar eternamente o local onde uma jovem garota loira se matou, queria que jovens inventassem histórias sobre meu fantasma e me temessem... enfim, apenas para ser dramática, mas o que me esperava era um pouco mais de drama do que eu poderia suportar.
Me sentia até confortável naquele vagão, era gelado, achei q era o lugar perfeito pra eternizar minha alma, que também já tinha se tornado fria. Tomei 1 vidro e meio de um comprimido tarja preta qualquer que roubei da minha mãe, mas como nada é tão bonito como na tv, logo vieram os vômitos, um atrás do outro, e com aquele liquido nojento também se esvaia minha dignidade, ali, se contorcendo e se afogando em vomito dentro de um vagão de trem abandonado, onde ninguém poderia me ouvir, ou pelo menos era isso que eu achava.
Acho que tinha desmaiado, acredite em mim quando digo que quando as pessoas dizem que foi tudo muito confuso, é porque é verdade. Eu juro que quando abri os olhos novamente, preferia ter visto o diabo, mas eram aqueles malditos caras da escola, sequer os conheço mas parece que me odeiam, sempre me ofendendo, me chamando de estranha, me assediando, nojentos. Eles não deixaram eu me afogar no vômito, eu já tinha posto pra fora praticamente todos os comprimidos e meu suicídio já tinha ido por agua a baixo, mas estava extremamente fraca, meu estomago doía e minha cabeça estava pesada. De repente, me senti totalmente controlada por algo, talvez fosse a morte, e do nada recuperei as forças que tinha e as que não tinha, e ai aconteceu.
Enquanto André e seus amigos riam de mim, rasgavam meu vestido,e "decidiam" o que iam fazer comigo, um ódio demoníaco se apoderou de mim. Peguei um estilhaço de vidro, provavelmente de uma garrafa de algum bêbado que esteve ali, rasguei a garganta de André, os outros dois tentaram fugir, mas estranhas criaturas os seguraram, eram sombras negras e, seu eu pudesse dar um palpite do que elas eram, eu diria que eram o próprio medo, a maldade e o ódio ganhando forma. E eu, movida por algo que até hoje não sei, matei todos eles, um por um, os gritos eram musica para meus ouvidos, a cada vez que eu enfiava aquele pedaço de vidro em seus estômagos, me sentia uma artista, criando sua obra prima. Uma obra de arte chamada morte, feita a pinceladas de sangue e terror.
Aquelas terríveis sombras, encheram o vagão, estavam por todo o lado e sussurravam coisas que eu não entendia, levaram os corpos, acho que era como um sacrifício, não sei... Uma força se apoderou de mim novamente, e dentro da minha cabeça ouvi claramente:
"ESTAMOS TE DANDO UMA CHANCE PRA VIVER NOVAMENTE, MOSTRE AS SOMBRAS AO MUNDO, DÊ A ELES O TERROR QUE SÓ UMA PESSOA A QUEM ELES AMAM SERIA CAPAZ DE DAR, FAÇA ISSO, E CONSEGUIRÁ SUA ETERNIDADE"
Quando voltei a mim, estava diferente, não sei explicar... apenas não era mais eu, eu não tinha mudado em nada, porém estava mais bonita, mais confiante, eu era como uma estrela, era impossível não olhar pra mim. Nunca mais fui a mesma, a partir daquele dia todos passaram a me amar, tinha amigos, ia a festas, era tratada como uma rainha. E como as criaturas me disseram, eu dei a todos o terror que só os amantes da superficialidade mereciam, os humilhei, os tratei como lixo, apenas retribui o desprezo que eles tanto me ofereceram quando eu ainda não era o que eles queriam que eu fosse. Confesso, me divirto com isso, estúpidos inúteis, cuspo em seus rostos e ainda fazem tudo o que eu quero, não prezam pela própria dignidade, humanos são todos assim, foi por isso que quis tanto morrer antes disso tudo começar...
As vezes, quando o vento me fala que eu devo, vou ao velho vagão abandonado, os meninos que matei sempre estão lá, eles gritam e gemem porque as sombras os torturam, eles pedem pela mãe e então eu rio como o próprio diabo. As criaturas me falam o que devo fazer, e eu tenho um longo caminho pela frente, o líder deles disse que eu ainda serei muito importante no mundo, terei muita influencia e farei muitas pessoas sofrerem com meu poder, todos acreditarão nas minhas mentiras porque os farei se apaixonarem por elas, mas no final de tudo, lembrarão de Catanduva como sendo a cidade em que o mal nasceu.
Muitas coisas tão poderosas quanto as sombras tentam me parar, dizem que eu tenho que morrer para que não haja sangue derramado no futuro, mas elas moram apenas na minha cabeça, e conversam comigo em meus sonhos, por isso não durmo mais, não em casa. Toda noite vou ao vagão e durmo ouvindo o arranhar do caco de vidro no chão. As vezes ouço André sussurrar "Você vai morrer Alana" então eu respondo:
-Isso foi tudo que eu sempre quis.
Tento adiar as coisas -como estudar- o máximo possível. Deixar pra amanhã talvez seja o meu lema. E um dos meus defeitos.
Talvez seja até essa minha tardia inocência que me faça acreditar que nascemos todos destinados, cedo ou tarde, à infalível condição de absoluta felicidade.
Se não houver o porque melhorar, não terá um porque vencer... 'porque' e 'pra que' talvez seja dois jeitos diferentes de falar algo, mas 'vencer' se entende de um jeito só...
19/05/2010 FSC
Doctor: Talvez nem saibam que estão nos machucando.
Clara: Acredita nisso?
Doctor: Espero que seja isso. Seria uma bela mudança, não?
Talvez as pessoas estejam certa em dizer que sou burra, ignorante, chata, feia, gorda, falsa, mentirosa, mais não param pra pensar que um dia eu fui inteligente, calma, legal , bonita, magra, simpática, verdadeira. E que por causa de idiotas, falsidades, me tornei algo quem nem reconheço mais.
Talvez as coisas sejam mais fáceis do que pensamos. Talvez seja simplesmente como surfar, conhecer um pouco do mar, e ir no embalo. Quem luta contra o mar, não vencerá, mas aquele que se unir com ele, poderá chegar longe.
EU NÃO GOSTO DO NATAL
Talvez eu seja muito burra pra compreender porque poucos têm tanto e muitos têm tão pouco…
Não consigo suportar a idéia de uma criança que espera um “Papai Noel” que não vem ao seu encontro, mas deixa valiosos presentes na casa do vizinho.
Acho totalmente injusto algumas famílias numa farta ceia de natal e outras tantas sem ter o que comer.
É a época de fingir que se é “boazinha” e gosta de todo mundo, de comprar presente até pra quem nem se afeiçoa muito…
De desejar um “Feliz Natal” até pra um desconhecido e achar que com este ato, as muitas falhas que cometeu durante todo o ano serão “compensadas”.
O pior de tudo é que todos os anos, como uma espécie de vício, eu participo ativamente de todo esse “ritual” ridículo.
Que me perdoe o “aniversariante do dia”… Eu não gosto do Natal!
Talvez a redenção tenha histórias pra contar. Talvez o perdão está onde você caiu. Pra onde você pode escapar de você mesmo?
