Talvez
“Pensar os Fatos ou Proteger Ideias?”.
Talvez discernir não seja apenas pensar, mas notar quando paramos de pensar.
O fato acontece, a mente interpreta e a crença seleciona.
Quando a interpretação vira dono / dona do lugar, o fato vira acessório.
Por isso a pergunta não é só “isso é fato ou ideia?”, mas “estou disposto a deixar um fato contrariar o que eu já penso?”.
Porque quando os fatos precisam se curvar às ideias, já não estamos pensando a realidade. Estamos tentando fazê-la pensar como nós.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor, Educador e Pesquisador.
A pergunta científica mais honesta talvez seja aquela que aceita perder a própria hipótese para não perder a realidade.
Carlos Eduardo Balcarse
Quem precisa vencer toda discussão talvez já tenha perdido a oportunidade de aprender com ela.
Carlos Eduardo Balcarse
COMO VENCER UMA GUERRA MENTAL CONTRA OS PRÓPRIOS PENSAMENTOS?
Talvez o primeiro erro seja acreditar que todo pensamento exige uma batalha.
Quanto mais autoridade concedemos a determinadas ideias, maior pode ser o poder que exercem sobre nossas decisões.
A mente não precisa ficar silenciosa para que exista discernimento.
Minha pesquisa sobre regulação discernitiva entre emoção e ação investiga justamente a possibilidade de reconhecer experiências internas sem transformá-las automaticamente em comandos.
A verdadeira vitória não é eliminar todos os pensamentos indesejados. É não entregar a eles o governo da própria vida.
“A GUERRA atual É puraMENTE MENTAL…”
Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor e Pesquisador
19 de outubro de 2026
Se olharem com amor verão que somos jovens buscando pelas coisas certas, talvez, nos lugares errados!
O que antes era inexistente passou a fazer parte da memória da cidade. E talvez esse tenha sido seu maior pecado aos olhos de alguns: provar que era possível.
Eu não vim ao mundo para ser apenas um refúgio.
Talvez eu te faça bem.
Quem sabe minhas palavras tragam calma para os seus dias, minha presença alivie suas dorese nossas conversas ocupem vazios
que você não consegue expressar.
Talvez você me ame.
Mas não da forma que eu desejava.
Você quer que eu esteja presente,
mas não que eu segure sua mão.
Quer ouvir minha voz próxima,
mas não compartilhar seus planos comigo.
Deseja o carinho que ofereço,
mas não o compromisso de me chamar de sua.
E eu compreendo…
Nem todo sentimento evolui para um amor romântico, nem todo encontro se transforma em destino,nem todo coração que encontra abrigosonha em construir uma casa.
Mas me diga:
como posso ser apenas amiga
de alguém que ainda desejo?
Como posso ouvir sobre seus dias,
sorrir com suas históriase fingir que não sonho em ser parte delasde uma maneira diferente?
Não seria justo para você,mas, sobretudo,
não seria justo para mim.
Porque enquanto você encontraria em mim
a amizade que tanto busca,eu teria que esconder o amorque você não quer.
E eu não quero ser a mulher
que você procura quando precisa de conforto,mas que nunca escolhe quando pensa no futuro.
Não quero ser uma opção,
nem um talvez,nem aquela presença especialque nunca encontra seu lugar fixo.
Eu quero ser a escolha.
Quero reciprocidade.
Quero um amor que não precise ser traduzido,decifrado ou reduzido
para caber na vida de alguém.
Por isso, talvez eu precise manter a distância,
mesmo que parte de mim ainda deseje ficar.
Não porque você não seja importante,
mas porque eu também sou.
E, por mais difícil que seja aceitar,
não posso continuar sendo o lugar onde você encontra pazse, para me manter nele,
preciso abrir mão da minha.
Você pode guardar meu carinho,as memórias,as conversase tudo que foi bonito entre nós.
Mas não me peça para transformar amor em amizade, apenas para que sua vida continue tendo um pouco de mim.
Eu não te desejo mal.
Não preciso apagar o que senti,
nem negar o bem que você me fez sentir.
Só preciso aceitar
que posso amar você
e, ainda assim, escolher a distância.
Porque, não ser sua amiga.
“Talvez a maior contradição da existência seja dedicar uma vida inteira à procura do que é eterno, enquanto desperdiçamos a efemeridade dos instantes tentando impedir que eles terminem.”
Quando você encontrar alguém que seja maior que tudo isso, ou talvez alguém que consiga te acompanhar. E quando se gosta da vida que leva, você não muda por qualquer coisa.
Como uma soma de todos os Afetos, Talvez teria sido melhor se eu tivesse me comportado (mesmo com uma dorzinha sempre no fundo da alma). Se eu tivesse feito da minha vida um roteiro óbvio a ser seguido (era só pegar o livro das grandes verdades), se eu tivesse confundido a mim mesmo com os rótulos disponíveis por aí. Mas, meus olhos sempre souberam que por mais que eu fingisse, meu caminho seria esse mesmo...
O manual da alma feminina talvez esteja escondido no sorriso da Mona Lisa. Mas o mistério não é saber quem ela foi... é descobrir quem será capaz de compreendê-la..... o enigma está no sorriso ou no observador...?
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
O homem que planta uma árvore sabendo que talvez nunca descanse sob sua sombra compreendeu uma das maiores lições da vida: viver não é apenas pensar no próprio amanhã, mas também contribuir para o futuro daqueles que virão depois de nós.
A verdadeira grandeza não está somente no que conquistamos, mas naquilo que deixamos como legado.
Porque uma vida ganha sentido quando fazemos o bem sem precisar estar presentes para colher seus frutos.
O único que vai estar sempre com você é Deus, talvez isso não faça sentido hoje, mas um dia fará.
Senhor, perdoe o que fui, corrige o que sou.
E dirige o que serei.
Me acompanhe e principalmente me abençoe hoje e sempre!💓
A VIDA É A MORTE INVERTIDA
Talvez a vida seja só a morte invertida.
Já pensou nisso?
A gente nasce chorando, enquanto todo mundo sorri. E morre deixando os outros chorando, quando talvez seja a nossa vez de sorrir.
É uma falta de combinação danada!
A vida, aliás, é uma senhora muito engraçada. Nos dá os primeiros dentes só para depois tirá-los. Nos ensina a caminhar para, lá adiante, nos oferecer uma bengala. Primeiro nos faz perder o sono por amor e, depois de certa idade, por vontade de fazer xixi.
E ainda dizem que ela não tem senso de humor!
Talvez morrer seja apenas nascer do outro lado. Uma espécie de parto ao contrário, sem parteira, sem fraldas e, espero, sem precisar aprender matemática novamente.
O curioso é que passamos a infância querendo crescer, a juventude querendo conquistar o mundo e a velhice querendo encontrar os óculos que estão na nossa cabeça.
No fundo, a vida é uma grande brincadeira de esconder. Ela esconde o futuro, a gente procura a felicidade e, quando finalmente encontra, descobre que ela estava sentada ao nosso lado, tomando café, esperando um pouco de atenção.
A morte, coitada, ficou com a fama de vilã. Mas talvez seja apenas uma funcionária do tempo, encarregada de fechar a porta depois que a última visita foi embora.
E o amor?
Ah, o amor é o único sujeito que entra sem pedir licença e se recusa a sair, mesmo quando a casa já não existe.
Por isso, desconfio que a vida e a morte sejam duas páginas do mesmo livro. Uma escrita da esquerda para a direita, a outra da direita para a esquerda. E Deus, que deve ter um humor extraordinário, fica lá em cima, virando as páginas e torcendo para que a gente entenda a história.
Eu, por via das dúvidas, não tenho pressa de chegar ao último capítulo.
Ainda quero abraçar muita gente, dar risada das minhas próprias bobagens, beijar sem olhar o relógio e descobrir por que a saudade consegue morar num coração tão pequeno sem jamais reclamar de falta de espaço.
Porque, se a vida é mesmo a morte invertida, prefiro continuar do lado de cá, onde o café é quente, o abraço é apertado e ainda há tempo para dizer eu te amo.
E quando chegar a hora de virar a página, espero que alguém descubra que eu não fui embora.
Apenas passei para o outro lado da folha.
Porque quem viveu amando não termina. Vira lembrança. E lembrança é a maneira que a vida encontrou de não aceitar a morte.
Um dia, de noite, a lua trocou de lugar com o sol.
Curiosidade, talvez. Aventura, com certeza. Ou apenas o desejo antigo de descobrir como era a vida do outro lado do céu.
A lua estava cansada de iluminar segredos. Queria, ao menos por algumas horas, enxergar aquilo que os homens faziam quando acreditavam estar sendo vistos.
O sol, por sua vez, andava exausto de tanta claridade. Iluminar tudo é uma responsabilidade enorme. Quem mostra demais acaba sendo acusado até daquilo que não revelou.
Combinaram a troca sem avisar ninguém.
A lua apareceu pela manhã, branca e redonda, no centro de um céu azul. Os galos cantaram com alguma desconfiança. Um deles chegou a olhar o relógio, mas galos não entendem de ponteiros e continuou cantando por orgulho profissional.
As pessoas saíram de casa e estranharam aquela luz delicada. Era possível olhar para o céu sem fechar os olhos. Pela primeira vez, a manhã não gritava. Sussurrava.
Foi então que a lua compreendeu uma coisa importante.
O dia não mostra tudo.
O dia apenas ilumina.
Há uma grande diferença.
A claridade revela o rosto, mas não necessariamente o pensamento. Mostra a casa, mas não conta o que acontece dentro dela. Exibe o sorriso, mas não explica o esforço que alguém fez para colocá lo no rosto.
O que o dia esconde mostrando, a lua guarda escondendo.
Enquanto isso, o sol apareceu no meio da noite.
Foi um escândalo.
As estrelas se afastaram, incomodadas com aquele vizinho excessivamente luminoso. Os morcegos voltaram para casa. Os apaixonados perderam o clima. E um ladrão, sentindo se observado, decidiu devolver uma bicicleta que nem havia roubado ainda.
Mas o sol também aprendeu.
Descobriu que a escuridão não é ausência de luz. É presença de coisas que a luz não alcança.
Na noite moram os pensamentos que não tiveram coragem de sair durante o dia. Moram as saudades, os arrependimentos, as conversas imaginárias e as respostas perfeitas que sempre chegam horas depois da pergunta.
A noite esconde os corpos para revelar as almas.
O sol percebeu que sua luz, tão poderosa, não conseguia iluminar aquilo que uma lembrança acendia dentro de alguém.
E ficou com ciúme.
Talvez tenha sido naquela troca que o universo entendeu a diferença entre vida e morte.
A vida sempre foi associada ao sol, porque nasce, aquece, movimenta e faz crescer. A morte ficou com a lua, porque chega silenciosa, cobre as coisas de sombra e parece levar tudo para longe.
Mas talvez seja o contrário.
A lua nunca desaparece. Apenas muda de rosto.
O sol também não morre quando anoitece. Continua brilhando em outro lugar, para olhos que não são os nossos.
Talvez morrer seja apenas sair do nosso campo de visão.
Talvez viver seja continuar iluminando algum lugar, mesmo quando alguém aqui jura que a luz se apagou.
Vida e morte podem não ser inimigas. Talvez sejam duas janelas da mesma casa. De uma, vemos quem chega. Da outra, quem continua o caminho.
Isso parece loucura.
Mas existe uma loucura às avessas, aquela em que o absurdo explica melhor a vida do que a razão.
Loucura talvez seja acreditar que cada coisa deve permanecer eternamente no lugar em que a encontramos. Que o sol deve ser sempre forte. Que a lua deve ser sempre misteriosa. Que homens não choram. Que mulheres precisam sorrir. Que velhos não sonham. Que jovens não sentem medo. Que quem parte desaparece e quem fica continua inteiro.
A verdadeira loucura talvez seja chamar de normal tudo aquilo que nunca tivemos coragem de questionar.
No fim daquela noite, que também era dia, a lua e o sol voltaram aos seus lugares.
Ninguém percebeu.
Os homens estavam ocupados demais tentando provar que aquilo seria impossível.
O impossível, muito educado, aconteceu sem interromper ninguém.
Desde então, o sol carrega um pouco da noite dentro de si. É por isso que, às vezes, sua luz entristece no final da tarde.
E a lua guardou um pouco do sol. Talvez por isso consiga iluminar, mesmo cercada de escuridão.
Quanto à vida e à morte, continuam trocando olhares no céu.
Uma mostra escondendo.
A outra esconde mostrando.
E nós, cá embaixo, chamamos de loucura tudo aquilo que ainda não aprendemos a enxergar.
Talvez a sanidade seja apenas isso: olhar para o céu de cabeça para baixo e perceber que não foi o mundo que virou.
Fomos nós que, por um instante, deixamos de estar ao contrário.
(André Saut)
💭
São tantas indagações, sim, não, não, sim, que o talvez se perde na sua própria conclusão.
¯\_(ツ)_/¯
O PROPÓSITO DE ESTAR VIVO
Qual é o propósito da vida? Talvez seja mais simples e profundo do que imaginamos: estar verdadeiramente presente enquanto temos a oportunidade de existir.
É amar sem economizar sentimentos, tentar mesmo diante das incertezas, rir sem culpa, chorar sem vergonha, errar, aprender, recomeçar e encontrar beleza até nas pequenas coisas.
A vida não exige que sejamos perfeitos, apenas que não passemos por ela como espectadores. Que tenhamos coragem de sentir, disposição para aprender e humildade para reconhecer que cada instante é único.
Não sabemos quanto tempo temos, mas podemos escolher como viver o tempo que nos foi dado.
Porque, no fim, o que realmente importa não é quantos anos vivemos, mas quantos momentos fomos capazes de viver de verdade. E que, quando o adeus chegar, nossa história possa responder por nós: eu estive aqui, eu amei, eu senti, eu vivi!
