Talvez
Talvez a nossa inocência não tenha nos deixado. Ela está calada, quietinha, sendo a única coisa que ela pode ser para esse mundo. Invisível. Escondida para o seu próprio bem.
Eu
Talvez se eu n existisse.
Sem o barulho que eu faço pelos lugares que eu passo.
Se eu fosse só um pequeno grão no ar livre.
Um devaneio de alguém, que pensa e logo passa.
Que não se cobra, pq nem vê a graça.
Talvez se eu fosse o nada, pudessem ter o tudo.
E ver raios tão bonitos em meio ao escuro.
Ver a beleza em não ter que aturar a minha voz no ar.
Sem precisar ter que ignorar uma presença que nem queriam buscar.
Ou aquele disco arranhado que é cansativo demais, em qualquer lugar.
Talvez se eu não estive mais aqui,
A paz faria morada no que eu só soube estragar.
É, Talvez se eu não tivesse mais aqui.
Talvez eu erre,
talvez eu não enxergue a verdade.
Não sou dono das respostas,
nem capaz de salvar todo mundo.
Eu caio, eu falho,
eu também sinto dor.
Não sou profeta, nem salvador
Sou apenas eu.
Então não coloque em mim
o peso de tudo que deu errado.
Eu faço o que posso,
com o pouco que sou.
Para quem tem a bênção de contar com o amor incondicional dos pais, talvez uma das maiores riquezas da vida seja saber que existe alguém que nos acolhe nas nossas conquistas e nos nossos fracassos.
Talvez a resposta certa nem exista ainda. Talvez ela só vá aparecer mais perto da data, quando o corpo souber o que a cabeça ainda não consegue decidir.
O ser humano passa boa parte da vida tentando evitar a angústia, sem perceber que ela talvez seja uma das experiências mais honestas da consciência. A angústia surge justamente quando entendemos que nenhuma estrutura — social, cultural ou moral — pode decidir completamente por nós. É o instante em que percebemos que a liberdade não é leve como imaginávamos, mas profundamente responsável.
Talvez a beleza da vida esteja justamente em sua crueldade: tudo é passageiro, e ainda assim encontramos razões para amar.
“Talvez você não esteja com medo do que vai acontecer. Talvez esteja com medo de descobrir o que deseja quando isso acontecer.”
Talvez amanhã,
ou depois de amanhã,
mais tarde,
qualquer dia,
daqui a dois ou três anos,
nós nos veremos de novo.
Nós amaremos novamente,
seremos dois loucos lutando contra o mundo, o tempo, a vida, a realidade seca e as palavras que fazem doer.
Talvez hoje eu chore, sinta saudades, sinta remorso e arrependimento por ter soltado sua mão, dito que não te amava, que não te esperava, por causa de míseras palavras bobas que saíram da sua boca.
Reconheço meu erro. Reconheço que éramos dois, éramos um, e agora só restou uma história linda que acabou no começo — no começo de um “oi”,
de um “tô do seu lado”, que pulou para um “eu te amo” e acabou em um “enfim”.
E acabou em uma madrugada de quarta-feira, sem muita cerimônia, sem muitas palavras. Só um toque soberbo, uma palavra e um adeus.
Adeus...
Quando vou para praia
eu sinto dor —umador estranhamente estranha—.
Talvez seja nada demais,
mas quando entro no mar,
me sinto no fundo dele.
Parece até que estou me afogando...
E toda vez que escrevo
eu entro no mar profundo
eo mar entra em mim.
E talvez seja bom
me afogar as vezes,
porque respirar parece doer mais.
A excelência na advocacia talvez não esteja no grande ato, mas na capacidade de pensar melhor, encontrar o fato decisivo e buscar a máxima eficiência — ato por ato, minúcia por minúcia.
O maior erro do ser humano talvez seja esquecer que tudo é passageiro. Ao agir como se a vida fosse eterna, acabamos desperdiçando oportunidades e deixando de valorizar o presente. Movidos pelo egoísmo e pelo orgulho, repetimos erros antigos, criamos conflitos e nos afastamos uns dos outros. Quando não aprendemos com o passado, caímos nos mesmos ciclos de dor. A verdadeira sabedoria estaria em cultivar a humildade, reconhecer nossa finitude e valorizar cada instante, cada pessoa e cada gesto.
K.B
Talvez a gente passe a vida inteira tentando aprender a se amar.
Procurando no espelho, nas conquistas, na aprovação dos outros, em alguém que chegue e nos faça finalmente sentir suficientes.
Mas o amor-próprio não é algo que precisamos aprender a sentir.
Ele já existe dentro de nós.
O que precisamos aprender é a não abandoná-lo.
Porque quando alguém chega e nos faz bem, é fácil acreditar que foi essa pessoa quem trouxe o amor.
Quando, na verdade, ela apenas encontrou dentro de nós um amor que já existia.
O outro pode despertar.
Pode ensinar.
Pode acrescentar.
Mas não deveria ser responsável por nos lembrar do nosso próprio valor.
Amar alguém não deveria exigir que a gente se ame menos.
Amar a si mesmo é menos sobre construir um amor do zero
e mais sobre parar de entregar aos outros aquilo que também pertence a nós.
Porque o amor que procuramos tanto fora, muitas vezes, só estava esperando que a gente voltasse para dentro.
K.B
Tem alguma coisa em você
que eu ainda não sei explicar.
Talvez seja a sua beleza,
essa coisa surreal
que me faz te olhar
e querer olhar mais uma vez.
Mas não é só isso.
Existe em mim
um desejo profundo de te conhecer,
de chegar mais perto,
de descobrir seus detalhes,
teu jeito,
teu silêncio.
Não quero dar nome
ao que estou começando a sentir.
Quero apenas deixar acontecer.
K.B
Você chegou antes
Você chegou sem pedir espaço,
e talvez seja isso que mais me intriga.
Não houve aviso,
nem promessa,
nem aquela certeza bonita
de que alguma coisa iria acontecer.
Só você.
Uma voz que eu ainda estou aprendendo a ouvir,
um sorriso que eu ainda estou aprendendo a interpretar,
e um jeito seu
que, sem perceber,
foi ficando.
Eu ainda não sei o que existe entre nós.
E, sinceramente,
talvez eu nem queira saber agora.
Quero descobrir devagar.
Quero conhecer a mulher por trás da voz,
a pessoa por trás do sorriso,
os detalhes que nenhuma fotografia consegue mostrar.
Quero saber o que te faz rir,
o que te cala,
o que te arrepia,
o que faz seus olhos brilharem.
Porque talvez seja cedo demais para dizer que você significa alguma coisa.
Mas não é cedo demais para admitir:
eu quero te conhecer.
E talvez seja justamente aí
que começa o perigo.
Porque algumas pessoas passam pela nossa vida.
Você chegou parecendo que queria ficar.
K.B
Talvez o que esteja me confundindo não seja exatamente o que sinto, mas o fato de eu não saber o que fazer com isso.
Passei tanto tempo aprendendo a me reconstruir, a não criar expectativas, a não me entregar antes de ter certeza, que agora qualquer coisa que desperte algo em mim parece exigir uma resposta que eu ainda não tenho.
Existe uma parte minha que quer mergulhar, conhecer, viver o que está surgindo sem tentar controlar. E existe outra que observa tudo de longe, procurando sinais, tentando entender se estou diante de algo real ou apenas encantada pela sensação de voltar a sentir.
E é estranho.
Porque eu não sei se devo me aproximar ou esperar. Se devo demonstrar ou guardar. Se devo confiar no que meu coração está dizendo ou ouvir aquela voz que insiste em perguntar: “e se você estiver entendendo tudo errado?”
Talvez eu esteja procurando uma certeza que só o tempo pode me dar.
E, enquanto ela não vem, fico aqui, nesse lugar entre a razão e a vontade, tentando descobrir não apenas o que estou sentindo, mas quem eu me torno quando alguém consegue despertar em mim aquilo que eu já tinha aprendido a deixar adormecido.
K.B
Talvez a minha maior confusão seja não saber o que fazer com aquilo que estou sentindo.
Depois de tanto tempo me reconstruindo, de aprender a seguir mesmo com medo, eu me vejo diante de algo que não sei nomear. E isso me intriga.
Não sei se estou sentindo de verdade ou apenas sentindo novamente. Não sei se é vontade, curiosidade, carência, adrenalina ou algo que pode se transformar em sentimento.
Uma parte de mim quer se permitir. Outra quer entender antes de se entregar.
E fico nesse lugar estranho entre querer sentir e ter medo do que sentir pode me fazer. Entre esperar, agir, recuar ou simplesmente deixar acontecer.
Talvez eu só esteja tentando descobrir como reagir a algo que, pela primeira vez em muito tempo, conseguiu me tirar do lugar onde eu estava tão acostumada a ficar.
K.B
