Talvez
O deboche que é feito hoje.
Talvez hoje não...
Mas isso pode impulsionar o palhaço a se tornar o dono do circo.
Aí a piada não será mais tão engraçada para muitos.
Hoje talvez não.
Mas, um dia Deus, ele vai te mostrar
que foi ele que pôs no meu coração para insistir
tanto em você.
E acredite, você vai refletir como me tratou.
Talvez
Talvez nada tenha a importância
Do tamanho da minha audácia
Talvez tudo não passe de imaginação
Mesmo assim tudo é dilúcido
Da soleira o espero pacientemente
O frio do granito gela os pés
O cobertor aquece meu corpo
Mas não meu coração...
Rompo as palavras
Guardo-as no intimo da noite
Quando o silêncio pernoita
Criteriosamente deito e adormeço.
Novas Experiências
Estamos sempre vivendo novas experiências. Talvez queiramos entender a vida sobre vários aspectos, ou nos entendermos por diversas razões. Somos uma mistura de várias identidades dentro de uma só buscando melhorar a cada dia. As experiências nos dão possibilidades de encarar o mundo com mais facilidade. Por estarmos sempre buscando o novo, acabamos criando essas experiências.
Agosto — entre o desgosto e a promessa
Dizem que agosto é o mês do desgosto...
Talvez.
Ou talvez seja o mês da prova,
do joelho que dobra,
da alma que grita,
e da fé que resiste em silêncio.
Foi em agosto que quase o perdi...
Meu Pequeno Príncipe,
meu mundo em forma de gente,
suspenso entre o céu e a terra.
Mas também foi em agosto que o recebi de volta,
nos braços de Deus,
sob Sua vontade,
na sombra da Sua proteção.
Nem uma folha cai sem a permissão do Alto —
e assim foi feito.
Como Jó, calei minha dor:
“Se recebemos o bem de Deus,
por que não aceitar também o que nos fere?”
A raiva veio, é verdade,
mas passou — como nuvem breve —
e ficou a certeza:
Deus nunca me deixou só.
Tudo o que foi tirado,
retornará.
Tudo o que se perdeu,
o tempo divino trará de volta ao lar.
Por ora,
espero.
Confio.
E creio:
Agosto não é o mês do fim —
é o mês em que Deus escreve recomeços.
"Wait for Divine time"
(Espere o tempo Divino.)
Quando o coração fala com fé,
as palavras se tornam oração
— e Deus responde, mesmo em silêncio.
Gratidão!
Talvez nunca tenha sido depressão…
Sempre pensei que a depressão fosse excesso…
sentir demais, transbordar por dentro.
Mas, outro dia, ouvi que talvez seja o oposto:
a falta.
E, de repente… fez sentido.
Atualmente, todos se veem
como depressivos…
E muitos estão apenas no lugar errado,
entre pessoas que não sabem acolher…
como um peixe fora d’água,
tentando respirar onde não há vida.
E tudo o que querem
é que o afeto que oferecem
um dia retorne.
São almas gentis,
que não se encaixam em um mundo
onde a hipocrisia virou costume.
Porque, às vezes, não é sobre sentir muito —
é sobre sentir o suficiente em um universo
pequeno demais.
Com seres presos em uma caixa
de autossuficiência…
onde não enxergam o próximo.
E, então, se decepcionam…
principalmente quando são
esquecidas, ignoradas, diminuídas.
Mas, lá no fundo —
bem no íntimo —
sabem.
Sabem que são luz.
E talvez doa justamente por isso:
porque sentem quando tentam apagá-las.
Sentem tanto…
que, às vezes, nem conseguem entender
o que se passa dentro de si.
E é nesse silêncio confuso
que nasce o chamado:
aproximar-se de Deus.
Não como fuga —
mas como reencontro.
Porque há um despertar acontecendo,
mesmo que doa, mesmo que pese.
E todo crescimento…
carrega um pouco de sacrifício.
Lembranças ficam, pessoas se vão, mas nunca são esquecidas. Talvez com o passar do tempo deixamos de pensar nelas com frequência, mas dentro de nós nunca as esquecemos. Existem pessoas que vão e volta, algumas deixam um pouco de si, e outras levam um pouco de nós, mas sempre nos ensinam algo. Você me ensinou a melhor coisa que eu aprendi até hoje. Devemos dar valor nas coisas que temos, pois hoje não faz falta, mas amanhã vemos o quanto era importante e queremos de volta, mas as vezes é tarde demais.
Quando você não impressionar mais ninguém, talvez descubra a rara liberdade de já não precisar provar quem é, porque aquilo que verdadeiramente somos não depende do olhar alheio para existir.
Alexandre, o pequeno príncipe. Viveu tão pouco, e talvez tenha sofrido mais do que o tempo que lhe foi concedido poderia justificar. Partiu antes de conhecer a vastidão do mundo, antes que a vida lhe revelasse suas infinitas contradições, suas descobertas inesperadas, seus prazeres efêmeros e suas dores inevitáveis. Não conheceu tantas pessoas, tantas tecnologias, tantas possibilidades que ainda estavam por nascer diante de seus olhos. O futuro permaneceu para ele como uma biblioteca cujos livros jamais seriam abertos, um universo de experiências suspensas na eternidade daquilo que não aconteceu.
Havia tanto por descobrir, tanto por experimentar, tanto por compreender. A humanidade continuaria reinventando seus brinquedos, seus desejos, suas máquinas e suas ilusões. O mundo mudaria de pele inúmeras vezes, enquanto Alexandre permaneceria para sempre na imobilidade de sua breve existência, alheio às revoluções que transformariam o cotidiano e aos pequenos milagres que aprenderíamos, pouco a pouco, a considerar banais.
Talvez tenha sido melhor assim. Há sofrimentos que a brevidade interrompe, tormentos dos quais a eternidade dos dias não nos oferece garantia de libertação. Talvez a vida, em sua inexplicável indiferença, lhe tenha poupado de algumas das crueldades que ainda estavam por vir. Ou talvez essa seja apenas a maneira imperfeita com que os vivos tentam reconciliar a razão com a injustiça de uma partida prematura.
Porque existe uma crueldade particular em morrer cedo: não apenas a de perder a vida, mas a de perder todas as vidas que poderíamos ter vivido dentro dela.
Alexandre, o pequeno príncipe, não chegou a conhecer o mundo inteiro. Mas o mundo também jamais saberá quem ele poderia ter sido. E talvez seja essa a tragédia mais silenciosa de todas: não sabermos apenas o que perdemos, mas tudo aquilo que nunca terá a oportunidade de existir.
Talvez, tenha sido melhor para o mundo.
A sabedoria talvez comece quando aceitamos que compreender melhor o mundo não nos concede o direito de considerá-lo inteiramente compreendido.
Não temos pouco tempo. Temos, talvez, mais tempo do que imaginamos. O que nos falta não é a duração, mas a consciência de sua passagem.
Perdemos muito dele esperando o momento certo, adiando desejos, habitando culpas antigas e projetando futuros que talvez jamais cheguem. O relógio não nos rouba as horas. Somos nós que, tantas vezes, entregamos a ele aquilo que não vivemos.
No fim, a tragédia talvez não esteja em morrer cedo, mas em atravessar longos anos sem realmente estar presente neles. O tempo não precisa ser maior. Precisa ser vivido antes que se transforme em memória.
Talvez ser livre não seja viver sem crenças, mas impedir que nossas crenças escolham por nós sem que percebamos.
O esperar do tempo é diligente, hoje não parece muito, o que torna o tempo uma ilusão, talvez uma exigência do nosso ego. A todo momento ensinando que tudo acontece na hora que tem que acontecer.
Se meus olhos não sentissem tanto o mundo, talvez viver fosse mais fácil…
mas não seria tão verdadeiro.
Talvez a vida nunca tenha exigido perfeição. Talvez ela apenas nos convide, continuamente, a evoluir.
Talvez o maior desafio da humanidade não seja descobrir a verdade, mas estar preparada para conviver com ela.
Enquanto a verdade exigir que cada um reveja as próprias crenças, interesses e convicções, muitos continuarão preferindo narrativas confortáveis.
A verdade não escolhe lados. Ela apenas exige coragem para ser encarada.
Talvez o propósito da vida nunca tenha sido permanecer na matéria. Talvez sempre tenha sido aprender através dela.
Se estivermos vivendo em um sistema de aprendizagem, a pergunta deixa de ser "quanto tempo vivemos?" e passa a ser "quanto despertamos?".
Porque talvez a maior superação da existência não seja vencer o mundo, mas recordar quem somos antes mesmo de chamarmos este corpo de "eu".
