Talvez
Criatividade talvez seja olhar para nuvens soltas no céu e acreditar que existe uma forma de conectá-las.
Talvez um dia
você se arrependa
de não ter dito suas últimas palavras,
de não ter dado um último tchau.
Você nunca soube
o que se passava na minha mente.
E, quando eu partir,
talvez encontre as palavras
que teriam me feito ficar.
Mas elas chegarão tarde demais.
Não porque você falhou,
mas porque eu já tinha ido.
Talvez um dia você encontre a pessoa certa e se essa pessoa for eu estarei-te esperando aqui então pode ir.
Talvez não seja você a pessoa que eu sonhei, mas é você a pessoa que eu quero viver o resto da minha vida.
Viver talvez seja aprender a permanecer em movimento, mesmo quando parte de nós continua olhando para trás.
Ao repetir as mesmas escolhas, talvez tenhamos um longo passado pela frente. A menos que essas escolhas já não pertençam ao mesmo contexto, mas revelem o reencontro com nossos desejos, valores e propósito. Nesse caso, não se trata de repetir o passado, mas de escrever um novo capítulo da própria história.
Eu sei que a minha fala incomoda. Mas talvez ela incomode justamente porque revela uma história que muitos preferem esquecer.
O tempo talvez seja o bem mais valioso que temos, justamente porque não sabemos quanto ainda nos resta.
Dinheiro pode ser recuperado. Objetos podem ser substituídos. Planos podem ser refeitos. Mas um momento que passou não volta.
Por isso, talvez a grande questão não seja fazer mais coisas, correr mais ou preencher cada minuto do dia. A verdadeira reflexão é outra: **estamos dedicando nosso tempo ao que realmente importa?**
Às vezes adiamos um abraço, uma conversa, uma viagem, um projeto ou até o cuidado com nós mesmos acreditando que haverá outra oportunidade. E talvez haja. Mas aquele momento específico, aquela fase da vida e aquela possibilidade podem não se repetir.
Valorizar o tempo não significa viver com pressa. Significa viver com consciência.
Estar presente com quem amamos. Ter coragem de começar o que desejamos. Saber descansar sem culpa. E, principalmente, não permitir que aquilo que é urgente ocupe permanentemente o lugar daquilo que é importante.
No fim, talvez a vida não seja medida apenas pelos anos que vivemos, mas pela forma como escolhemos viver o tempo que recebemos.
Se, um dia, finalmente chegar o momento em que me perguntem como eu realmente me sinto, talvez eu responda, de uma vez por todas, que sempre carrego comigo o sentimento de que fui jogado no mundo sem qualquer consentimento prévio meu, e obrigado, dia após dia, a me adaptar e aprender a viver de uma maneira minimamente organizada, inteligente, madura e com qualidade.
Digo talvez, porque nunca sei se um dia vou me sentir verdadeiramente confortável para decidir compartilhar uma experiência tão profunda, significativa e íntima minha com mais alguém.
Cada dia parece uma briga e um exercício diferentes para mim. Eu sinto a necessidade furiosa e quase insatisfeita de estar alerta a quase todo momento; a sensação de ter que estar preparado, para o bom e para o ruim. Em geral eu me sinto estressado, eufórico e, em especial, machucado: tudo ao mesmo tempo.
A vida machuca. Viver machuca. Viver dói. Estar vivo é não encontrar paz mesmo estando com ela, pois mesmo aí, lá no fundo, os pensamentos inconscientes e ruminosos continuam a passar e vibrar, lembrando que estar vivo é estar acordado — sentindo, processando, pensando, acumulando emoção, colocando-a pra fora — às vezes furiosamente e de forma quase agressiva —.
Talvez a minha resposta... seja apenas a de uma pessoa que reconhece o fato de estar vivo — e de como isso fascina e pesa, ao mesmo tempo.
Talvez você não se lembre mais, ou não se importa. Mas se precisar, estou aqui. Apesar do pesares, eu não deixei de gostar de você da noite para o dia. Meu passado ainda está presente e você ainda faz parte da minha vida.
O que eu sofri por esse amor, talvez
Não compreendeste e se eu disser não crês
Depois de derramado, ainda soluçando
Tornei-me alegre, estou cantando
“Talvez o Cupido tenha sido bondoso comigo: errou de propósito suas flechas, me concedendo o tempo livre necessário para que o destino acertasse, na hora certa, a pessoa certa.”
“Talvez o Cupido tenha errado de propósito, só para me ensinar que a pessoa certa chega na hora certa.”
Talvez a reencarnação seja como as plantas e os frutos: tiramos uma muda, plantamos outra vez, e a vida retorna — não igual à anterior, mas com a mesma essência aprendendo a crescer de novo 🌱✨
Amanhã é segunda-feira.
Talvez ninguém veja o teu esforço, ninguém saiba das tuas lutas…
mas não desistas. A tua família ainda pode sorrir 🕯️por causa da tua persistência. 🥺❤️
