Talvez

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Tudo o que existe talvez esteja sendo criado agora. Só Brahman sabe.

"Se você faz parte de muitos, talvez esteja vivendo de dependência."

Talvez não possamos
mover montanhas.
Mas podemos escolher
qual delas subir.

Um adolescente doente, tentando mudar algo que nunca entendeu e talvez nunca entenderá, é uma fase da vida que não dá para replicar, a revolta antiga sonhos passados, o que queria para um futuro mas não vai alcançar.

Talvez um dia eu encontre, alguém que goste de mim, talvez um dia eu goste de mim, quem sabe eu enlouqueça mais um pouco, mais do que enlouqueci, talvez eu desmanche em palavras, e derreta com olhares, posso agir como uma boba, uma criança apaixonada, talvez eu chore e você me deixe, e eu me recupere, talvez eu seja eu, e seja aceita, talvez eu brigue com você sem motivo nenhum, um dia talvez, eu passe a madrugada fora, apenas olhando as estrelas, talvez um dia eu esteja no palco, com pouca luz, e muita gente, ouvindo o que minha alma tem a dizer, talvez um dia eu apareça refletida em algum lugar, ou ocupe um outdoor, talvez eu suba em uma arvore e fique meditando por lá, talvez eu cante alto no meio da multidão esquecendo de sua existência, talvez um dia, eu, eu seja apenas EU!

⁠"Talvez um dia eu cometa muitos ERROS, por decisões precipitadas, mas terei a humildade para me arrepender e retroagir para não causar DANOS aos outros e a mim; considerando isto uma atitude de nobreza"

⁠"Talvez um dia, eu perca tudo que conquistei com muito esforço --- bens matérias, amor, amizades, entre outros, mas não ficarei por muito tempo reclamando da sorte, com ajuda de Deus, partirei para luta com objetivo de conquista-los novamente"

Talvez quem precise de tempo agora seja eu.
Mesmo sabendo que ele é traiçoeiro,
aceito sua mão,
pois o que ele pode me dar agora
foi o que ninguém conseguiu me oferecer em nove meses ,.. silêncio que cura,
distância que clareia,
a paciência de reconstruir sem pressa.

Talvez isso seja curar:
Deixar de esperar que alguém volte,
e começar a voltar pra si.

Tem gente que vai embora da nossa vida
sem bater a porta.
E talvez seja isso que machuque tanto.
O silêncio nunca pede desculpas.

Talvez hoje eu não tenha “um mundo” pra entregar. Mas talvez o problema nunca tenha sido faltar mundo. Talvez tenha sido carregar o universo inteiro nas costas tentando ser indispensável pra alguém.

A vida adora desmentir as certezas mais doloridas que a gente constrói nas madrugadas.


Talvez não venha da pessoa que você gostaria. Talvez não venha da forma que você imaginou. Talvez não venha no tempo que seu coração pede.
Mas a necessidade de ser vista, escolhida e procurada espontaneamente não é um exagero. É uma necessidade do ser humano.
E quem realmente gosta da nossa companhia não vê uma conversa como gasto. Não vê um "oi" como obrigação. Não calcula presença como investimento.
Presença verdadeira acontece porque a pessoa quer estar ali.

Talvez a maior coragem
Não seja esquecer ou apagar
Mas olhar pro que foi quebrado
E ainda assim escolher criar

Talvez a coragem não seja voltar
Pro lugar de onde eu caí
Mas seguir mesmo sem garantias

As palavras mais bonitas que dirão sobre você talvez só apareçam quando você não estiver mais aqui para ouvi-las.

A pessoa certa no momento errado, isso existe?

A maioria das pessoas talvez diria sim, mas eu discordo.Ou existe a pessoa certa ou a pessoa errada.

Mas qual o seu pretexto sobre isso então?
É o seguinte, tenho plena convicção que qualquer um de nós em momentos que chamamos "propício" ( a tal da hora certa ), apostariamos em alguém - mesmo se essa alguém fosse a pessoa que supostamente chamemos de "errada". Partindo desse pressuposto, pergunto-me: Se alguém aposta na "pessoa errada" na "hora certa", o impede de se apostar na suposta pessoa certa, mesmo sabendo que o momento não é "propício" (a tal da hora errada)?

Dessa forma concluo: Não existe essa de pessoa certa na hora errada, se é a hora errada então não é a pessoa certa, e a pessoa certa é aquela errada que foi conquistada na hora certa.
Digo, ou é a pessoa certa ou não é, ou é 8 ou 80.

Uma Sinfonia sem Nome


Sabe, o mais louco de tudo é que eu sequer sei o seu nome. Talvez ele já estivesse escrito em alguma página dos livros que li e passou despercebido entre tantas palavras, talvez eu já o tenha pronunciado por acaso, numa conversa qualquer, sem imaginar que carregava o som de alguém que um dia seria importante, talvez eu já tenha te visto numa parada de ônibus, atravessando uma rua qualquer, escondido entre fotografias antigas, refletido numa janela ou perdido em algum canto da internet, talvez. Mas entre ruas que meus pés ainda não pisaram e caminhos que meus olhos não alcançam, você continua sendo a resposta que Deus ouviu antes mesmo de eu aprender a perguntar.


E a tua voz... Dentre bilhões de vozes espalhadas pelo mundo, talvez ela nem seja tão diferente assim, ou talvez seja única, única o bastante para que eu a reconheça no instante em que a ouvir. Gosto de imaginar que ela não virá para preencher um vazio, porque vazios não são preenchidos por pessoas, mas gosto de pensar que ela virá para caminhar ao lado dos silêncios que ainda carrego. Que amanhã, quando estivermos lado a lado, as paisagens não precisarão ser explicadas, porque quem aprende o idioma do vento entende o que as árvores dizem sem abrir a boca.


E o teu rosto...


Ah, o teu rosto.


Deve guardar algum detalhe que fará meu coração parar por um segundo, algo que me fará lembrar de cada linha desta carta escrita antes de conhecer você, antes de saber teu nome, antes de descobrir que teus olhos talvez carreguem mais beleza do que todas as noites estreladas que já contemplei.


Talvez tragam mais profundidade do que os céus pintados por Van Gogh, talvez mais poesia do que qualquer verso que já tentei escrever. Você é uma sinfonia que ainda não ouvi, uma melodia que talvez nem Beethoven conseguisse traduzir, onde cada nota tua parece existir num lugar onde comparações deixam de fazer sentido.


Talvez teus olhos carreguem tempestades, talvez tragam calmarias, talvez carreguem as duas coisas ao mesmo tempo, e isso pouco importa.


Porque, sabe... Às vezes sinto que guio meus passos apenas pelo instinto, e quem tem sede de absoluto não segue aparências pela beleza, segue rastros por verdade. E a verdade raramente chega acompanhada de ilusões, ela chega firme, concreta, como terra depois da chuva, como raízes que se recusam a ceder ao vento.


Por isso gosto de não saber teu nome, porque enquanto não sei, posso continuar imaginando todo o amor que desejo oferecer, sem pressa, sem cobranças, sem exigir do amanhã aquilo que ele ainda não prometeu.


Eu gosto das coisas que permanecem quando o encanto acaba, quando a maquiagem da alma escorre e sobra apenas aquilo que ninguém consegue fingir. E quando esse dia chegar, espero permanecer, porque amar alguém somente durante os dias bonitos nunca me pareceu amor de verdade.


Não te espero numa janela, não conto os dias, não coleciono expectativas, mas confesso: às vezes sinto falta de alguém que nunca encontrei. Às vezes fico triste pela demora, porque existem histórias que ainda não vivi, conversas que ainda não aconteceram, abraços que ainda não conheço, e uma parte de mim queima de vontade de experimentar tudo isso.


Sabia que sementes não arrancam as próprias raízes para conferir se estão florescendo? Elas apenas crescem, em silêncio, debaixo da terra, sem aplausos, sem garantias. E eu estou tentando crescer também.


Nem sempre consigo, nem sempre é fácil, mas continuo. Porque, de alguma forma estranha, o simples fato de acreditar que você existe me dá forças para continuar me tornando quem eu preciso ser.


E se algum dia nossos caminhos finalmente se cruzarem, peço apenas uma coisa: venha quando eu estiver inteiro. Não perfeito, mas inteiro. Mesmo com cicatrizes, mesmo com ferrugens, mesmo com sonhos que às vezes parecerão mortos, mesmo quando o mapa desaparecer das minhas mãos.


E se isso acontecer, por favor, me ajude a encontrar a luz, porque carinho eu ofereço, lealdade eu entrego por inteiro, e coragem... Coragem eu dividiria até o último pedaço.


Se existe algo que aprendi observando o céu, é que estrelas abandonam constelações quando deixam de pertencer ao mesmo desenho. Eu, por outro lado, não prometo perfeição; prometo escolha, prometo permanência, prometo tentativa, prometo voltar para reconstruir quantas vezes forem necessárias.


Se houver verdade, eu fico


Se houver respeito, eu permaneço


Se houver reciprocidade, construirei um mundo ao teu lado. Mas se a confiança quebrar, não será por falta de luta, porque minhas mãos sempre carregarão as marcas das coisas que tentei salvar.


Ainda assim, aprenderei com os rios: eles encontram pedras, encontram obstáculos, encontram montanhas, mas não brigam. Mudam de direção e seguem.


Até lá... Continuarei sem saber teu nome, sem conhecer teu sorriso, sem reconhecer tua voz, sem entender teu jeito de enxergar o mundo, e talvez exista algo genuinamente bonito nisso. Algumas pessoas são encontradas pelos olhos, outras são encontradas pelo destino, mas eu gosto de acreditar que encontrarei você pelo som da sua voz.


Porque entre todas as possibilidades deste mundo imenso, eu espero que, quando chegar a hora, eu também seja a sua primeira escolha.

Quando voltamos demais ao passado, talvez não estejamos apenas lembrando.

Talvez estejamos tentando preencher o vazio do tempo presente.

Talvez seja tempo de redescobrir o sabor das frutas maduras nos quintais...Tempo de redescobrir a alegria do essencial - a certeza de que, mesmo nos dias cinzentos, Deus guarda o brilho do tempo bom no coração dos que creem nas suas promessas: "As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam."1Corintios 2.9

Hoje, pintaria um lindo quadro sobre seu dia,
Talvez não tenha a devida capacidade,
Talvez não tenha a devida honraria,
Pois, pintar sua vida, Marcele,
Requer a atenção e maestria
Dos grandes olhares da poesia,
Sem se preocupar com a vida acelerada,
Usar a mesma concentração de Van Gogh,
Quando pintou a "Noite estrelada,"
De da Vinci, quando pintou" Monalisa",
De Velasquez, quando pintou as ""As meninas"".
Porque você, preciosa filha,
É minha obra de arte,
É assim que te vejo,
Exatamente como Klint,
Quanto pintou o "Beijo".