Talvez
Momentos são oportunidades diárias de ter tudo aquilo que passa pela nossa mente. Talvez, quando vivemos na prática, seja um pouco diferente: às vezes melhor, às vezes pior. Talvez esse seja o grande mistério de viver: alinhar mente, espírito e a fragilidade da realidade.
Por: J. Leão
Talvez seja o tempo da despedida.
Não porque o afeto tenha morrido, mas porque tudo o que é vivo conhece a hora de partir. Há encontros que nos transformam, e despedidas que apenas revelam que já não somos os mesmos. Permanecer, às vezes, é negar o movimento da vida; partir, por vezes, é a forma mais silenciosa de honrar o que foi. Afinal, despedir-se não é apagar a história, mas permitir que ela encontre seu lugar na memória.
Ser pai espiritual…
Talvez eu tenha demorado para entender que ser pai na fé não é apenas conduzir pessoas a um culto, mas receber de Deus a responsabilidade de ajudar a formar almas, cuidar de vidas e pastorear destinos.
A paternidade espiritual me ensinou que existem presentes que não cabem em caixas, não se medem em dinheiro e não podem ser comprados. Existem presentes que chegam pelas mãos de Deus e transformam para sempre o sentido da nossa existência.
E Deus me confiou esses presentes: as ovelhas desta casa, a Igreja Catedral do Avivamento Nova Vida.
Cada um de vocês, com suas histórias, suas lutas, suas personalidades e suas jornadas… e dentro de cada vida, um pedaço do coração pastoral que Deus me deu.
Ser pai na fé de vocês é descobrir que o amor também corrige, que a disciplina também ensina, que a intercessão é uma forma silenciosa de amar e que, muitas vezes, quando penso que estou ensinando vocês a caminhar com Deus, são vocês que me ensinam o verdadeiro significado da dependência do Senhor.
Vocês me fizeram compreender que o maior legado de um pastor não é aquilo que ele constrói em estruturas, mas aquilo que permanece no coração daqueles que ele amou e serviu em Deus.
Um dia, talvez, vocês sigam seus próprios caminhos, enfrentem suas próprias batalhas, construam suas próprias histórias e amadureçam na fé de formas que hoje nem consigo imaginar. E, quando esse dia chegar, talvez eu não possa mais estar tão perto de cada um como estou em oração e cuidado hoje.
Mas haverá algo que o tempo jamais poderá tirar de mim: a certeza de que Deus me permitiu ser pai espiritual de vocês.
E por isso eu agradeço.
Obrigado, meu Deus, por cada ovelha desta casa.
Obrigado, meu Deus, por cada vida confiada ao meu pastoreio.
Obrigado, meu Deus, pela Igreja Catedral do Avivamento Nova Vida.
Que eu tenha sabedoria para corrigir sem ferir, força para proteger sem aprisionar, humildade para aprender com vocês e amor suficiente para que, mesmo quando eu não estiver por perto, vocês carreguem dentro de si a certeza de que foram profundamente amados em Cristo.
Porque ser pai espiritual não é preparar filhos na fé para dependerem de nós.
É prepará-los para caminharem com Deus, sem nunca esquecerem de onde vieram, quem os amou e de Quem veio a bênção sobre suas vidas.
Se algum dia me perguntarem qual foi a maior riqueza que Deus me deu como pastor, eu não precisarei pensar.
Direi com convicção:
As ovelhas que Ele me confiou.
Vocês não são apenas parte da minha história.
Vocês são uma das razões pelas quais a minha história pastoral vale a pena.
E se Deus me concedesse a oportunidade de viver tudo novamente, com todas as lutas, noites em oração, preocupações, lágrimas e sacrifícios…
Eu escolheria pastorear vocês outra vez.
Sem hesitar.
Porque algumas bênçãos não apenas mudam a nossa vida.
Elas dão sentido a ela.
Obrigado, Senhor, por me permitir ser pai espiritual.
E obrigado por ter confiado a mim vidas que eu amarei enquanto Deus me permitir servir neste altar.
Meus filhos na fé, meu legado espiritual, minha oração constante e uma das maiores provas de que Deus foi generoso comigo. ❤️🙏
napoli.
Eu ainda não conheço Napoli.
E talvez seja justamente por isso que Napoli tenha conseguido existir tanto dentro de mim.
Antes de conhecer uma cidade, a gente inventa uma versão dela. Junta fotos, histórias, músicas, filmes, partidas de futebol, prédios antigos, ruas que nunca atravessou e um mar que só conhece pela tela. Vai montando, aos poucos, um lugar que talvez nem exista exatamente daquele jeito.
Mas existe Napoli.
Pelo menos a Napoli que eu imagino.
Napoli, para mim, começa antes do avião pousar.
Começa naquele instante em que eu imagino sair de algum lugar e simplesmente caminhar sem saber direito para onde estou indo. Napoli sendo o nome das placas, o idioma nas conversas, as roupas penduradas entre os prédios, o barulho das pessoas atravessando uma rua estreita enquanto alguma janela permanece aberta.
Eu imagino Napoli assim.
Imperfeita.
Viva.
Um pouco suja, um pouco caótica, um pouco triste.
Bonita justamente porque não parece estar preocupada em ser.
Napoli não é uma foto que eu quero visitar.
É uma sensação que eu quero descobrir se existe.
Eu penso em Napoli e penso no Vesúvio.
Não pelo vulcão em si, mas pela ideia de uma cidade inteira vivendo diante de alguma coisa que poderia destruí-la e, ainda assim, acordando todos os dias para continuar.
Isso me fascina.
Talvez porque eu goste de lugares que carregam uma ameaça sem precisar falar sobre ela.
Napoli parece ter alguma coisa disso.
Uma cidade que sabe que o chão pode tremer, que o passado pode voltar em forma de cinzas, que o mar pode guardar histórias demais, mas que ainda assim existe café pela manhã, futebol à tarde e gente voltando para casa à noite.
É assim que eu imagino Napoli.
Não como um paraíso.
Como um lugar humano.
Eu imagino o futebol em Napoli quase como uma religião antiga. Imagino o nome de Maradona ainda atravessando paredes, camisas, conversas, crianças que talvez nem tenham nascido quando ele jogava, mas cresceram ouvindo que houve um homem que fez uma cidade acreditar em alguma coisa.
E talvez seja isso que eu procuro quando penso em Napoli.
Não uma cidade perfeita.
Uma cidade que acredita.
Napoli acredita no futebol.
Napoli acredita no mar.
Napoli acredita na própria história.
Napoli acredita até nas próprias contradições.
E talvez eu queira acreditar também.
Às vezes penso em como seria estar em Napoli sem ter nada para fazer.
Sem roteiro.
Sem obrigação.
Sem aquela pressa de transformar cada lugar em foto.
Só estar.
Sentar em algum lugar e observar uma cidade que eu passei tanto tempo imaginando finalmente existir na minha frente.
Talvez eu olhasse para o Vesúvio.
Talvez para o mar.
Talvez para uma rua qualquer.
E provavelmente pensaria:
"Então era isso que eu estava tentando imaginar."
Mas existe uma coisa ainda mais bonita em não conhecer Napoli.
Eu ainda posso sonhar.
Ainda posso colocar em Napoli tudo aquilo que procuro no mundo.
A possibilidade de recomeçar.
A sensação de estar longe o suficiente para ouvir meus próprios pensamentos.
A liberdade de ser desconhecido.
A melancolia de perceber que uma vida pode caber em outro lugar.
Eu não sei se Napoli é assim.
Talvez não seja.
Talvez eu chegue lá e descubra que algumas das coisas que inventei nunca existiram.
Talvez o café seja apenas café.
Talvez as ruas sejam mais barulhentas do que bonitas.
Talvez o Vesúvio não pareça tão imenso.
Talvez Napoli não tenha nada da Napoli que eu criei.
E tudo bem.
Porque existe uma beleza estranha em desejar um lugar antes de conhecê-lo.
Você começa a construir uma casa dentro de uma cidade onde ainda não colocou os pés.
Napoli é essa casa, por enquanto.
Uma casa imaginada.
Um nome repetido.
Napoli.
Napoli.
Napoli.
Como se repetir fosse uma maneira de aproximar.
E talvez um dia eu chegue…
Talvez eu desça do avião, respire aquele ar pela primeira vez e perceba que a cidade real é completamente diferente da cidade que construí na cabeça.
Mas talvez, no meio de alguma rua qualquer, com o Vesúvio aparecendo ao longe e o mar existindo onde eu só conhecia por fotos imaginárias, eu entenda uma coisa
Alguns lugares a gente visita pela primeira vez duas vezes.
A primeira é quando chega.
A segunda é quando percebe que passou anos sonhando com aquele momento.
E quando esse dia chegar, eu não vou querer que Napoli seja exatamente como imaginei.
Vou querer apenas olhar para ela e pensar:
Napoli.
Então era você.
A cidade que eu conheci antes de chegar.
Talvez o motivo de você não gostar tanto de ir para o trabalho não seja exatamente o trabalho que você exerce.
É claro que existe o cansaço, o esforço físico, a necessidade de acordar cedo e sair de casa. Mas, muitas vezes, o que realmente torna o trabalho pesado é a pessoa que está lá dentro: o patrão que cobra o tempo inteiro, que faz você sentir que nunca é suficiente, que não reconhece o seu esforço, que atrasa o seu pagamento ou que faz você se sentir incapaz.
E isso acontece porque existe algo dentro daquela pessoa chamado pecado.
Aquela pessoa está sendo influenciada pelo pecado, não ouve a voz do Espírito Santo e não tem a Palavra de Deus como seu guia. E você está ali. Justamente ali.
Você tem dentro de você as palavras de vida eterna. Você tem o Evangelho. Você tem aquilo que pode transformar, mudar e renovar a vida daquela pessoa.
Talvez Deus não tenha colocado você naquele trabalho apenas para receber um salário.
Talvez aquele seja o seu campo missionário.
Quando você começa a enxergar o trabalho dessa forma, ele deixa de ser apenas mais uma coisa cansativa da semana que você espera terminar logo para chegar a sexta-feira. Ele passa a ter um objetivo. Passa a ter uma missão.
E talvez esse seja um novo motivo para você ir ao trabalho.
Não apenas porque você precisa estar lá, mas porque existe alguém lá que precisa conhecer aquilo que existe dentro de você.
O inimigo pode usar aquele ambiente para tirar sua energia, gerar frustração e fazer você odiar aquele lugar. Mas, quando você entende o motivo de estar ali, o jogo vira.
Você para de enxergar apenas um trabalho.
Você começa a enxergar um campo missionário.
não me importa quanto tempo vai levar.
Talvez o problema nunca tenha sido falta de amor.
Talvez tenha sido excesso de certeza.
Aquela certeza perigosa de quem acredita que algumas pessoas não precisam ser escolhidas todos os dias porque, de algum jeito, elas já escolheram ficar.
E foi assim que ele aprendeu uma das coisas mais caras sobre amar alguém, não basta sentir. É preciso perceber.
Perceber quando uma conversa está sendo adiada demais.
Quando um abraço deveria durar mais alguns segundos.
Quando alguém está tentando dizer alguma coisa sem encontrar coragem para usar as palavras.
Porque o amor raramente acaba como nos filmes.
Posso me basear no Diário de Uma Paixão, mas
Não existe sempre uma última frase, uma porta batendo ou uma despedida perfeita.
Às vezes ele vai ficando menor em detalhes tão insignificantes que ninguém percebe.
Uma mensagem que não foi respondida direito.
Um encontro que poderia ter acontecido.
Um "depois a gente conversa".
Um orgulho que parecia tão pequeno naquele momento.
E, quando você percebe, já está tentando lembrar em qual dessas pequenas coisas começou a perder alguém.
Ele demorou para entender isso.
Achava que amar era uma coisa grandiosa. Que precisava de declarações, planos impossíveis, promessas que coubessem em anos.
Mas descobriu que talvez o amor more justamente no contrário.
Em prestar atenção.
Em lembrar de uma coisa que a pessoa disse semanas atrás.
Em perguntar como foi o dia e realmente querer saber.
Em escolher ficar mais cinco minutos quando seria mais fácil ir embora.
Em olhar para alguém e pensar:
eu não quero descobrir o valor disso depois.
Talvez maturidade seja isso.
Não saber amar perfeitamente, porque ninguém sabe.
Mas aprender a reconhecer aquilo que não deveria ser tratado como garantido.
Porque existe uma diferença enorme entre ter alguém e continuar tendo alguém.
A primeira coisa pode acontecer por acaso.
A segunda exige presença.
E talvez seja por isso que algumas pessoas só entendam o tamanho de um amor quando já não podem mais alcançá-lo com a mesma facilidade.
Não porque eram ruins.
Não porque não sentiam.
Mas porque confundiram sentimento com permanência.
E permanência nunca foi promessa.
Naquela noite, ele não queria voltar no tempo.
Queria apenas ter tido os olhos que tinha agora quando ainda havia tempo.
E talvez essa seja a parte mais bonita de tudo:
nem todo arrependimento precisa terminar em tristeza.
Alguns servem como mapa.
Mostram onde erramos para que, quando a vida colocar outra pessoa diante de nós, não precisemos aprender a mesma lição duas vezes.
Porque talvez o amor não esteja procurando alguém que nunca erre.
Talvez esteja procurando alguém que, quando finalmente encontrar algo verdadeiro, tenha coragem de não deixar para amanhã aquilo que merece ser vivido hoje.
E talvez, no fim das contas, seja disso que aquela velha frase realmente fale.
Não sobre esperar alguém voltar.
Mas sobre perceber que, enquanto houver tempo, ainda existe uma escolha.
E algumas escolhas são simples:
olhar.
ficar.
dizer.
tentar.
amar.
Antes que o amor precise partir para finalmente ser compreendido.
Porque as vezes ainda não é tarde demais.
Só é preciso parar de agir como se fosse cedo demais.
Ela me disse...
Talvez um dia a gente se esbarre e se conheça de novo, com o olhar mais maduro e o coração mais decidido.
Talvez a gente se reencontre e se reencontre exatamente aonde a gente se perdeu.
Dessa vez sem as inseguranças de antes, sem os medos de ser feliz.
Talvez a gente se perdoe, se doe e se dê mais uma chance, não sabíamos o que era saudade, até a distância nos mostrou como é amargo cada gota de ausência.
Quem sabe um dia a gente sinta tudo que um dia nos doeu como um preparo.
Pois sempre pertencemos uma a outra, e no final aquele ponto final tenha sido apenas reticências...
Que a vida pôs em nossa história, para que no tempo certo déssemos certos.
Quem sabe esse seja o tempo certo!
Ontem é o hoje
Se um dia eu tivesse que escolher entre o hoje e o ontem, talvez eu não soubesse responder.
Não porque eu tenha medo de escolher, mas porque existem escolhas que o coração simplesmente não consegue fazer.
O ontem guarda coisas demais de mim.
Guarda lugares por onde passei, pessoas que abracei, palavras que disse e outras tantas que ficaram presas na garganta. Guarda risadas que ainda consigo ouvir quando fecho os olhos. Guarda lágrimas que ninguém viu. Guarda amores que chegaram devagar e outros que partiram sem sequer avisar.
O ontem guarda uma versão de mim que já não existe, mas que ainda mora em algum lugar dentro do homem que sou hoje.
E talvez seja por isso que sentimos tanta saudade.
Não sentimos saudade apenas das pessoas ou dos lugares. Às vezes, sentimos saudade de quem éramos quando aquelas pessoas estavam conosco. Sentimos falta daquele coração que acreditava de outra maneira, daquele sorriso que nascia mais facilmente, daquela inocência de imaginar que algumas coisas seriam para sempre.
Mas então existe o hoje.
E o hoje também me chama.
O presente não tem a segurança das lembranças. Ele acontece diante dos meus olhos, sem me perguntar se estou preparado. Ele chega todas as manhãs e coloca uma página em branco diante de mim, como quem diz:
Continue.
E eu continuo.
Continuo amando, errando, aprendendo, sentindo saudade. Continuo encontrando pessoas, perdendo outras, construindo histórias que talvez amanhã também se transformem em lembranças.
É estranho pensar nisso: o hoje é apenas o ontem que ainda não terminou de acontecer.
Talvez por isso eu não pudesse escolher.
Se escolhesse o ontem, escolheria tudo aquilo que me trouxe até aqui. Os abraços, os encontros, as despedidas, os amores, as dores e até os caminhos que pensei terem sido errados.
Mas, se escolhesse somente o ontem, perderia a possibilidade do amanhã.
E se escolhesse apenas o hoje, teria que abandonar todas as pegadas que fizeram de mim quem sou.
Então talvez eu tenha descoberto uma terceira resposta.
Eu não escolheria.
Carregaria o ontem comigo e continuaria vivendo o hoje.
Porque o passado não precisa ser uma casa onde voltamos para morar. Pode ser apenas uma janela que abrimos de vez em quando para lembrar de onde viemos.
E o presente não precisa apagar aquilo que passou. Pode ser a continuação de uma história que ainda está sendo escrita.
No fundo, somos feitos justamente desse encontro: daquilo que fomos com aquilo que ainda estamos aprendendo a ser.
Há pessoas que pertencem ao nosso ontem, mas continuam vivendo dentro do nosso hoje. Há amores que o tempo levou para longe, mas não conseguiu arrancar da memória. Há beijos que terminaram há muitos anos e, mesmo assim, quando lembrados, ainda parecem tocar os lábios.
Porque o coração possui um calendário diferente.
Para ele, algumas coisas nunca envelhecem.
Por isso, se um dia alguém me perguntar:
Você escolheria o ontem ou o hoje?
Talvez eu apenas sorria.
O ontem me deu histórias para contar.
O hoje está me dando histórias para viver.
E entre aquilo que vivi e aquilo que ainda estou vivendo, existe uma coisa que eu jamais gostaria de perder:
a capacidade de amar cada capítulo da minha vida, mesmo sabendo que nenhum deles foi escrito para durar para sempre.
Talvez a maior decepção de existir seja descobrir que aquilo em que depositamos sentido também pode ser aquilo que nos ensina o absurdo de esperar. No fim, a vida não precisa nos destruir; basta nos deixar perceber, em silêncio, que algumas coisas que julgávamos abrigo eram apenas lugares onde ainda não havíamos aprendido a sentir frio. E continuamos — não por esperança, mas porque até a desistência exige uma razão, enquanto o coração, esse velho condenado, insiste em sentir mesmo quando a razão já entendeu.
talvez...
não existe cura, existe apenas o tempo.
o verdadeiro não acaba, não cessa, não resta, ele fica.
envolve momentos, deixa pegadas. eleva a alma afagando a razão.
doce e o instante que em pensamento sinto a falta da paixão.
Poderia amar todos os dias
da minha vida coma mesma intensidadeque me apaixonei.
Talvez até mesmo me perder
no meio do caminhocom a ilusão de quepoderia te esquecer.
"Sou cafuzo, mas não confuso, um tanto quanto Confúcio, nada luso, talvez nem por andança, nem genes, um afrodescendente, amém!"
Alguns dias nos faltam palavras, talvez isso seja reflexo do excesso delas em nosso coração. Dos sentimentos que vamos acumulando no peito, por inúmeras razões, e que não deixamos transbordar. Pelas palavras e sentimentos que aprisionamos diariamente, quando decidimos nos calar para não ofender, para não magoar o outro.
É que ao longo de nossa jornada, por vezes, passamos muito mais tempo nos preocupando em ser o que os outros gostariam que fôssemos, do quê o que realmente gostaríamos de ser. Passamos muitos tempo preocupados em agradar aos curiosos olhos de pessoas estranhas ao nosso universo tão íntimo e pessoal que, por vezes,nos esquecemos que nós é que precisamos ser agradados. Colocar-se em primeiro lugar, nessa jornada rumo à felicidade, não é egoísmo! É estabelecer prioridades e ser principal delas. É ter amor próprio, é se perceber como um ser que precisa de cuidados para, somente depois, cuidar de outros. Quem muito vive para agradar aos outros, se perde e passa a viver "a vida do outro". Por isso, hoje mesmo, defina os rumos de sua vida, retome o poder sobre suas escolhas, sobre o seu bem estar. Coloque-se como prioridade absoluta! Dê um basta a tudo que lhe rouba a paz, o sorriso, a tudo que lhe tira do foco e que não te permite ser plenamente feliz consigo mesmo.
Talvez não sejam as pessoas que te enganam.
Talvez, seja você quem confunde tudo.
Alguém que te faz de bengala emocional, nunca terá amor para suprir essa sua carência, menina!
Alguém que te procura quando precisa se sentir vivo, a cada encontro e desencontro, te mata um pouquinho. Mata a vida que há em ti.
E, se for para escolher o quê ou quem morre nessa história, não escolha você! Escolha amar. Escolha, viver. Escolha renascer.
Na origem da vida, é o coração o primeiro órgão a funcionar, enquanto o cérebro chega depois. Talvez resida aí um recado da natureza: para pensar e decidir com sabedoria, é preciso não esquecer qual deve ser a prioridade.
A verdade talvez destrua sonhos, mas tem a dignidade de não deixar ninguém construir castelos em solo arenoso !!
As palavras fogem da mente,
talvez hoje não seja um bom dia
pra poesia.
Depois do fim da gente,
nada mais faz sentido.
Sinto que estou perdido,
procurando você em cada detalhe.
E, por mais que eu trabalhe,
buscando te encontrar,
sei que não vai querer voltar.
Você não precisa enfrentar a solidão sozinho. Talvez a pessoa que você procura seja exatamente esta que está na tela do seu celular.
"Talvez a maior prisão seja viver preso ao passado, permitindo que suas dores e traumas impeçam a plenitude do presente e a possibilidade de abraçar o hoje com serenidade.”
