Talvez

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Talvez não fosse cópia…talvez já fosse parte, só esperando aparecer.


DeBrunoParaCarla

Eu sempre acuso…ela diz que não sabe.
E talvez ela tenha razão,porque no fundo eu também não sei. É tudo tão confuso que nem dá pra dizer se estou enxergando a verdade…ou inventando ela agora.


DeBrunoParaCarla

Hoje, pintaria um lindo quadro sobre seu dia,
Talvez não tenha a devida capacidade,
Talvez não tenha a devida honraria,
Pois, pintar sua vida, Marcele,
Requer a atenção e maestria
Dos grandes olhares da poesia,
Sem se preocupar com a vida acelerada,
Usar a mesma concentração de Van Gogh,
Quando pintou a "Noite estrelada,"
De da Vinci, quando pintou" Monalisa",
De Velasquez, quando pintou as ""As meninas"".
Porque você, preciosa filha,
É minha obra de arte,
É assim que te vejo,
Exatamente como Klint,
Quanto pintou o "Beijo".

"Talvez, ao ler isso, você esteja se sentindo perdido. Talvez sinta que perdeu o ritmo ou o rumo em alguma área da sua vida. E eu quero que você saiba: está tudo bem. Na verdade, todo mundo se sente assim, mesmo que ninguém admita.
O segredo que levei tempo para entender é que, se você se sente perdido agora, é porque está buscando o caminho do lado de fora. Mas o mapa nunca esteve lá. Se você silenciar o mundo e olhar para dentro, neste exato momento, você vai encontrar o caminho de volta para casa."

Se meus olhos não sentissem tanto o mundo, talvez viver fosse mais fácil…
mas não seria tão verdadeiro.

O Inventário do Invisível


Talvez não tenhas me perdido num golpe,
num corte súbito de adaga ou de vontade.
Foi, antes, um desatar de nós mansos,
um esquecer-se de ser por pura distração da memória.
Não houve o estrondo da renúncia,
apenas o passo que, de tanto não voltar,
esqueceu o rastro do caminho.


Havia, outrora, um vulto, um breve estio,
um pólen de mim que pousava em teus dias;
uma cintilação de que eu, de algum modo,
atravessava o teu horizonte.
Hoje, o que resta é o vácuo, essa arquitetura muda.
E o silêncio não é ausência de som,
é o peso de um espaço que desistiu de ser preenchido.


Talvez não tenha faltado querer,
talvez tenha sobrado tempo, esse rio voraz
que carrega as margens que não são de pedra.
E eu, náufrago de um cais que nunca se firmou,
procuro o instante preciso da minha transparência:
quando foi que meus passos deixaram de ecoar no teu chão?
Ou terá sido minha alma, em seu delírio,
que desenhou cidades onde havia apenas deserto?

"Ó meu irmão"

Um amigo, um irmão…
Algo no peito dói.
Talvez seja a saudade, ou não,
Seja a distância que criamos em silêncios…


Risos que saíram com tanta vontade
Que criaram vida
E se foram
Pra nunca mais voltar.


Lembro das conversas sem hora pra acabar,
Da areia da praia guardando nossos passos,
Do vento levando nossas preocupações
E trazendo uma paz que só existia ali.


Você foi mais que companhia,
Foi abrigo nos dias em que eu me perdia,
Foi luz quando o túnel parecia não ter fim,
Foi quem me puxou de volta
Quando a dona morte sussurrava perto de mim.


Tudo que aprendi na fé
Carrega um pouco de você,
Cada oração, cada esperança,
Tem marcas das suas palavras
Que me ensinaram a permanecer.


E dói…
Porque sei que essas memórias não são só minhas,
Você também as guarda em algum lugar,
Mas talvez escolheu não olhar,
Talvez escolheu não lembrar.


Ainda assim,
Entre o som do mar e o silêncio do tempo,
Sua amizade permanece viva em mim,
Como ondas que vão e voltam,
Mas nunca deixam de existir.


Um amigo, um irmão…
E mesmo que a distância exista,
E o silêncio tenha crescido,
Há coisas que o tempo não apaga:
A paz que você me trouxe,
A fé que você fortaleceu,
E o pedaço de mim
Que sempre vai lembrar de você

Talvez a vida seja um sonho que Deus sonha acordado.
Cada alma, um fragmento lúcido desse sonho que se experimenta a si mesmo.
A realidade é o espelho da consciência muda quando você desperta.
Por isso, sonhar é viver e viver é recordar-se de que se sonha.
O despertar não é abrir os olhos, é abrir a percepção.
Porque quando a mente desperta, o sonho se torna criação.
É LEI!”

Talvez a maior descoberta do ser humano será quando despertar para integralidade da qual faz parte.

Talvez essa dor nunca passe
Esse sofrimento nunca passe
Essa angústia de ser de verdade permaneça
Mas fui eu quem escolhi ser assim
Desde o céu
Aqui na terra é caótico
Há sofrimento, ilusões
E sofrimento, muito sofrimento
Para ambos os lados.

Não sou indiferente às paisagens que registro. Acho que fotógrafos, talvez os mais existenciais, sejam assim. Embora estejamos dentro de um único organismo chamado Terra, localmente não as pertencemos, mas nos impregnamos por algumas coisas e das memórias de cada uma.

O poeta não é um fingidor! Ninguém vê o que não é lembrado. Talvez o poeta é poeta pq tem varias vidas. O poeta é um tecedor. O poeta é um novelo de almas que se desenrola em versos. Sombras q só ganham forma na memória. E por isso a poesia é um portal para vidas paralelas, não inventadas, mas resgatadas do limbo do esquecimento.

O verdadeiro Armagedom talvez não seja a destruição dos homens, mas o colapso definitivo das estruturas que lucram com a deformação da alma humana.

Talvez doa lembrar
dos primeiros erros,
mas é preciso
reconhecer.

Foi caminhando que
você se tornou quem é.

Cada passo do passado
até os tortos, te trouxe
até aqui, inteiro e belo.

Dizem que cada átomo no nosso corpo alguma vez foi parte de uma estrela, talvez eu não vá embora, talvez eu vá para casa.

Se a minha evolução te incomoda, talvez seja hora de você olhar para a sua.

Talvez o medo não seja o fim,
talvez seja só um portal.

⁠Talvez o mundo esteja dividido em
pessoas que souberam lidar com a loucura,
as que tem medo de se tornarem loucas
e das que nem sabem que precisam
enlouquecer um pouco as vezes.

Agosto — entre o desgosto e a promessa


Dizem que agosto é o mês do desgosto...
Talvez.
Ou talvez seja o mês da prova,
do joelho que dobra,
da alma que grita,
e da fé que resiste em silêncio.


Foi em agosto que quase o perdi...
Meu Pequeno Príncipe,
meu mundo em forma de gente,
suspenso entre o céu e a terra.


Mas também foi em agosto que o recebi de volta,
nos braços de Deus,
sob Sua vontade,
na sombra da Sua proteção.


Nem uma folha cai sem a permissão do Alto —
e assim foi feito.


Como Jó, calei minha dor:
“Se recebemos o bem de Deus,
por que não aceitar também o que nos fere?”
A raiva veio, é verdade,
mas passou — como nuvem breve —
e ficou a certeza:
Deus nunca me deixou só.


Tudo o que foi tirado,
retornará.
Tudo o que se perdeu,
o tempo divino trará de volta ao lar.


Por ora,
espero.
Confio.
E creio:


Agosto não é o mês do fim —
é o mês em que Deus escreve recomeços.


"Wait for Divine time"
(Espere o tempo Divino.)


Quando o coração fala com fé,
as palavras se tornam oração
— e Deus responde, mesmo em silêncio.
Gratidão!

Talvez nunca tenha sido depressão…


Sempre pensei que a depressão fosse excesso…
sentir demais, transbordar por dentro.


Mas, outro dia, ouvi que talvez seja o oposto:
a falta.


E, de repente… fez sentido.


Atualmente, todos se veem
como depressivos…


E muitos estão apenas no lugar errado,
entre pessoas que não sabem acolher…


como um peixe fora d’água,
tentando respirar onde não há vida.


E tudo o que querem
é que o afeto que oferecem
um dia retorne.


São almas gentis,
que não se encaixam em um mundo
onde a hipocrisia virou costume.


Porque, às vezes, não é sobre sentir muito —
é sobre sentir o suficiente em um universo
pequeno demais.


Com seres presos em uma caixa
de autossuficiência…
onde não enxergam o próximo.


E, então, se decepcionam…
principalmente quando são
esquecidas, ignoradas, diminuídas.


Mas, lá no fundo —
bem no íntimo —
sabem.


Sabem que são luz.


E talvez doa justamente por isso:
porque sentem quando tentam apagá-las.


Sentem tanto…
que, às vezes, nem conseguem entender
o que se passa dentro de si.


E é nesse silêncio confuso
que nasce o chamado:


aproximar-se de Deus.
Não como fuga —
mas como reencontro.


Porque há um despertar acontecendo,
mesmo que doa, mesmo que pese.


E todo crescimento…
carrega um pouco de sacrifício.