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O medo é a raiz da violência, a vingança nos liberta da perseguição, pois é moeda de troca. Paz só com guerra. Anjos matam réu...
O brando é mais forte que o duro; a água, mais forte que a rocha; o amor, mais forte que a violência.
Antes de aprovar qualquer lei no Brasil, os Parlamentares analisam primeiramente quais Políticos e Partidos receberão os méritos e os frutos da aprovação e quais vantagens eles obterão dos segmentos econômicos favorecidos pela lei, só depois e talvez, irão analisar os benefícios que esta lei irá proporcionar para o conjunto da sociedade. É este filtro maldito que impede a evolução da legislação. Para a manutenção e garantia desse filtro, usam três ferramentas: O direcionamento da Pauta. O Colégio de Líderes. As Comissões.
Enquanto só a violência, a brutalidade, a guerra urbana aberta, o medo e o infeliz resultado fatal de vitimas inocentes forem os sinais visíveis tanto das instituições da segurança publica e da marginalidade brasileira, toda a sociedade civil aterrorizada perde. Nenhuma violência justifica legalmente uma resposta com maior violência dentro dos locais residenciais de trabalhadores no combate ao crime organizado e as associações criminosas que espalham o terror e insegurança nos diversos lugares do Brasil. Já não mais acredito em flores vencendo os fuzis mas as instituições governamentais devem ostensivamente mostrar seu papel de aliadas a legalidade, a justiça, a liberdade na promoção da igualdade na seguridade social em todos os lugares na luta constante contra o crime e deixar que o mal e a bandidagem se desmontem por eles pela banal luta interna de temporais poderes cada vez mais curto e em regiões cada vez menores.
Debater como ignaro é se expor à violência, pois o mesmo vai afrontar o juízo, e ainda cantar vitória"
VIOLÊNCIA: IDEOLÓGICA, FÍSICA E MORAL - "...toda e qualquer pessoa que sofreu violência merece reparação e apreço, e o ato merece condenação, qualquer que seja a sua fé religiosa ou convicção política". (História da história nova)
Criamos os nossos muros nas diferenças e distâncias, o ódio e a violência; e as pestes que a todos pune... nosso egoísmo é a bala que fere e mata inocentes...
NÃO SE JUSTIFICA A RAZÃO DA VIOLÊNCIA PELO SIMPLES FATO DE HAVER INJUSTIÇAS, MAS TAMBÉM DA MESMA FORMA NÃO SE JUSTIFICA A TOLERÂNCIA PELO SIMPLES FATO DA RAZÃO DA INEXISTÊNCIA DE QUALQUER PREPÓSITO DA VIOLÊNCIA QUE NÃO SEJA OUTRA SENÃO A DA DISCÓRDIA E DO TOTAL DESRESPEITO AO QUE SE ENTENDE POR CONVIVÊNCIA HUMANITÁRIA.
Religiões fazem as guerras, qual delas é a melhor para arrebanhar mais fieis, para cultuar a violência.
E nos presídios o que impera é a lei de quem é mais forte, é assim que se recupera o cidadão da violência.
“Naquela altura, tudo denunciava o agravamento da situação brasileira, com o aprofundamento das contradições de uma sociedade em que o velho e o novo convizinhavam e defrontavam-se violentamente. O aspecto mais evidente, por essa época, estava justamente na violência que presidia o processo histórico e que era pouco habitual na vida brasileira. Nela surgiam, agora, e surpreendiam, traços antes desconhecidos, que haviamlevado alguns ingênuos a levantar teses superficiais, como a da cordialidade natural de nossa gente, de nossas mudanças sem lutas. Quem estudou a nossa história sabe que tais teses não encontram nela qualquer confirmação: as violências da repressão, em 1817, em 1824, em 1848,em Pernambubo, como na Cabanagem paraense, como nas lutas sulinas, como na repressão a levantes mais recentes, do início da República, desmentem tais teses. Agora, a violência reaparecia, no plano político.”
Nelson Werneck Sodré – A ofensiva reacionária
Crianças inocentes? Foi-se o tempo em que podíamos afirmar isso. Hoje crianças estão fazendo coisas de adultos, mexem com fogo e não saem queimados por serem crianças, protegidas pela lei que infringem numa sociedade que incentiva e até exige o amadurecimento precoce de crianças. Já não se pode dizer que elas não têm consciência do que fazem. Algumas notícias bastam para ver a quantidade de monstros que estamos criando.
Textinho criança!
A criança que há em mim não deseja brinquedos, grandes ceias, ela não busca apenas o afago, afeto, uma aventura ou emoções perigosas. Essa criança deseja algo mais e não apenas a mão estendida. Essa criança tem sede de amor, igualdade social e teme o futuro das outras crianças que perdem a inocência cedo demais. Existe em mim uma criança alegre, saudável e sorridente, mas percebe o desamparo. A humanidade está perdendo seus valores, as crianças não entendem os problemas complicados dos adultos, mas sofrem com as consequências. As crianças apreciam a oferta de amor, carinho, compreensão, mas conhecem a violência. Sentem medo do escuro, essa escuridão tirou a visão dos adultos, que em seus próprios medos reagem como crianças desamparadas. As crianças não culpam as pessoas por suas ações equivocadas, mas lamentam por todo o desamor imposto pela humanidade. A criança que há em mim é a mesma que há em você, devemos conservar essa doçura e não deixar que evanesça. Pois a cada decisão tomada, precisaremos da opinião de um ser de inocência nata. Estamos brincando pouco com nossas crianças e isso intimida a criança interior. Elas têm um único propósito, nos trazer felicidade. De todos os períodos, a infância é o mais perfeito, pois as crianças não possuem maldades em seus pequenos corações, somente encantos. Quando crianças têm seus direitos asseguras, elas são apreciadas e amparadas. No entanto, infelizmente os menores sofrem abusos e injustiças. Vulneráveis e inocentes tornam-se vítimas da maldade humana. A minha criança interior não deseja brinquedos, mas lamenta o fato de não haver possibilidade para sonhar.
No lugar do absurdo que se transformou o Brasil, de hoje, só é feliz quem não sabe e não quer saber de mais nada.
COMIDA FRIA
Lá em casa, habitualmente, não cozinhamos aos sábados. Saí para buscar o almoço com a nossa fornecedora atual, Dona Maria, que nos últimos anos abriu o portão de sua casa e começou a entregar aos finais de semana uma deliciosa feijoada, nas versões tradicional e “light”. Sorridente, falante e cortês, Dona Maria atende a todos com o seu gorro e avental branquinhos, e faz questão de dizer que tudo ali é feito com qualidade, asseio e carinho. Motivada pelo pedido de alguns clientes, estruturou a sua garagem e agora mantém meia dúzia de mesas plásticas, forradas com um tecido rendado, quatro cadeiras em cada e um freezer cheio de cervejas e refrigerantes para que os clientes possam se deliciar com a iguaria ali mesmo, caso prefiram.
Estacionei o meu carro numa rua perpendicular. Peguei a minha filha pela mão, tranquei e acionei o alarme e fui me aproximando da casa de Dona Maria. Do lado do seu portão principal, estava estacionado um carro muito bonito, com cabine dupla, cor prata e recém lavado, denotando o capricho do dono. Em um piscar de olhos, vi um rapaz de boné baixo (acho que para esconder parte do rosto) ao lado do carro, na porta do passageiro. Antes que eu pudesse processar o que estava acontecendo, o rapaz retirou a camiseta branca, enrolou em algo (que depois fui descobrir que era uma pedra bem grande) e bateu com toda a força dos seus braços finos no vidro da porta do passageiro, fazendo cacos de vidro voarem para toda lado. Mais rápido que o The Flash, meteu a mão dentro do veículo violado, retirou algo e saiu correndo. O “algo” era uma bolsa feminina, da cor vermelho escuro. O alarme do carro bonito começou a gritar alto, chamando a atenção do dono que estava no interior da casa de Dona Maria, aguardando o almoço.
O senhor careca, proprietário do veículo, também demorou alguns segundos para entender o que havia acontecido. Já com as mãos na cabeça em desespero, ouviu o meu grito abafado. Eu apontava e sacudia a mão desocupada na direção onde o rapaz decidiu correr… Mas foi em vão. A nossa capacidade cerebral de entender a cena, agir, gritar, fazer qualquer coisa útil foi infinitamente mais vagarosa do que as pernas compridas do rapaz tomando a direção já calculada.
Na sequência, uma pequena senhora de cabelos alaranjados também apareceu e descobri que era a dona da bolsa roubada, esposa do calvo senhor. A mesma, chorosa e assustada, afirmava repetidamente que não havia dinheiro ou nada que um meliante pudesse aproveitar lá dentro, somente seus documentos, cartões, maquiagens, remédios e pertences pessoais.
Tentando concluir a minha missão ali, apesar do susto e da injeção de adrenalina, entrei na casa de Dona Maria (que nessa hora voltava da rua após procurar ajuda policial com o casal) e meu coração estremeceu diante da cena que vi. Em uma das mesas com forro rendado colocadas à disposição dos clientes, duas porções completas e caprichadas (e ainda nem tocadas) da deliciosa feijoada da Dona Maria. Aquele momento íntimo e sagrado da dupla havia sido interrompido pelo grito do alarme, e acredito que os dois, naquela mistura de emoções e sobressalto, haviam perdido o apetite.
Nessa hora, minha filha, sacudindo levemente o meu braço, pediu explicações:
– Mamãe, aquele era um ladrão?
– Sim, meu amor, era.
– Por que ele quebrou o vidro do carro do moço?
– Para pegar dinheiro, meu bem. Ele não tem trabalho e não tem dinheiro para comer. Por isso faz isso com as pessoas – Expliquei de um jeito que ela pudesse entender, sem entrar em detalhes sobre o que eu realmente pensava a respeito do destino do dinheiro (não) roubado. E ela continuou:
– Uai mãezinha, mas se ele estava com fome não era mais fácil ele pedir um prato de feijoada para Dona Maria? Ela é tão carinhosa e boazinha e faz um montão bem grande de comida…
Dizendo isso, ela pegou a sua bolsinha rosa e começou a retirar suas moedas:
– Mamãe, essas moedas aqui pagam uma feijoada?
Sem entender, respondi:
– Não meu amor, não é suficiente. Mas para quê você quer comprar outra porção? Uma só dá pra gente, mamãe já pediu e pagou.
– Eu quero comprar comida para dar para aquele rapaz. Vamos encontrá-lo. Daí ninguém fica triste. A senhorinha do cabelo engraçado não precisa chorar por causa da bolsa dela, nem o moço careca precisa ficar triste com o carro quebrado. E o rapaz não precisará mais fazer coisas ruins com outras pessoas.
Ajoelhei, abracei a minha filhinha, beijei a testinha inocente dela e nada mais consegui dizer.
Peguei a embalagem térmica com uma porção da deliciosa iguaria, busquei para mim a mãozinha miúda e fomos caminhando devagar, atravessando a rua, em silêncio.
Antes de sair dali ainda pude observar novamente a mesa posta para o casal. Corações aflitos e comida fria.
O meu coração se compadece pelas crianças que perderam suas vidas em Janaúba e por todas as que são vítimas de violência. E também se revolta pela paz que não existe, pela inútil esperança de ter uma vida sem medo nem terror. O mundo está doente e pessoas cada vez mais perversas se proliferam como erva daninha, infectando o nosso planeta e atormentando as nossas vidas.
Existe uma força revolta sobre nossas cabeças, silenciosa e explosiva, que insiste em manifestar toda a sua beleza de uma só vez.
Segredo da vida...
Quem poderá desvendar
O verdadeiro segredo da vida
Almas vão, almas vêm.
Belas almas que são destruídas
Crianças igualando-se a velhos,
No sentido de serem tratadas.
Avenidas, casas velhas e barracos.
É o que raramente lhe são reservadas
Nas matas, o triste som das derrubadas.
Nas cidades, homens que lutam pela vida,
Porém são vencidos pela amarga sorte...
No Governo, a impunidade da Elite.
E o aumento de sua guarida.
Nos presídios, homens de olhares tristes
Esperando a sua antecipada morte...
Nascer, crescer...Reproduzir e morrer.
Este é um dos grandes segredos da vida
Um outro é...amar e sofrer
No ar poluição a vagar
No chão, no interior das florestas;
Animais em decomposição
Nos belos rostos de quem ama,
Rolam quase que sempre...
Doces lágrimas de decepção...
No olhar do adolescente,
Esperanças crescentes...
No olhar dos idosos,
Uns passam amargura,
Como experiência de uma vida dura...
Outros passam como exemplo,
A mais doce ternura...
No olhar das crianças, muita preocupação, como que dizem: será que conseguiremos carregar essa cruz?
Um dia eu hei de ver no olhar de cada criança,
Não preocupação, não tristeza...
Mas esperança, certeza e uma forte luz...
VIOLÊNCIA OU EMPATIA ?
Violência é: Abuso, agressão, bestialidade;
Empatia é: Identificação, compreensão,
Violência é: Brutalidade, fereza, feridade
Empatia é: entendimento, afinidade, sintonização
Violência é: Ferocidade, selvageria;
Não seria priorizar a empatia?
Chega, chega e chega de violência!
O desespero é mundial,
É hora de pedir clemência,
Pois vivemos num mundo desigual!.
Violências na família, com preconceitos e desrespeitos.
Violências no trânsito, às mulheres, às crianças inocentes .
Violência a sociedade, a nossa democracia
Violências até mesmo entre parentes.
Por que não ter mais empatia?
Já que ela respeita, identifica e compreende,
Sentido empatia a gente desfruta da afinidade
Do entendimento e de mais compreensão.
É hora de abandonar a violência e abraçar o amor,
A boa convivência, o perdão e a compaixão
Procedendo assim dissiparemos de nossas vidas a dor.
E vivenciaremos uma perfeita relação.
Daí, todos se abraçarão, e a dor não mais sentirão,
Haverá a prática viva do respeito
As diferenças desaparecerão
E todos nós juntos seremos amigos do “peito”
Violência nunca mais,
Respeito para sempre Reinará!
Acredite nessa verdade,
Foi isso que Jesus cristo sempre quis ensinar!
José Martins Capetine
Muniz Freire, 21.03.2018
Brasil
Ó gigante enquanto dorme
te açoitam, te corrompem,
reinam sob o teu silêncio.
Acorda meu Brasil.
Querem apagar a tua luz,
explorar as tuas matas,
querem rir da tua gente.
Acorda meu Brasil.
Estão te envergonhado frente ao mundo,
te corrompendo frente aos teus,
a ganância não acaba.
Acorda meu Brasil.
A ordem que sucumbiu a liberdade,
o medo que calava a verdade
estão te perseguindo novamente.
Acorda meu Brasil.
Mostra tua força e tua garra.
Grita ao teu povo que o salve do ódio e da intolerância,
mostra no horizonte a esperança,
mostra ao mundo a tua dança,
coloca os políticos no compasso,
no ritmo da justa melodia
da dança do respeito e compromisso
com o seu povo tão sofrido.
Tira a mordaça da injustiça
não deixe essa sujeira te calar.
Acorda meu gigante, acorda
faz esse país mudar.
Faz o sangue parar de jorrar
nas vielas de suas ruas.
Faz o choro se acabar,
o medo e a dor se retirar.
Faz surgir a esperança, o amor e a união.
Faz a paz florescer, a alegria renascer.
Faz o amanhã se iluminar.
Faz o Brasil recomeçar,
a voltar à sonhar.
Acorda meu Brasil.
