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Mas afinal o que é arte? - Volto eu a questionar.
Bem, cada vez me convenço mais: eu sou brutalmente subjetivo. Uns gostam de mim, outros não. Que interessante
Só há uma coisa em que acredito: Na verdade.
A verdade é simplesmente mais uma coisa subjetiva. Eu tenho a minha e tu a tua.
Verdade significa aquilo que está intimamente ligado a tudo que é sincero, que é verdadeiro, é a ausência da mentira e nós como seres viventes criamos. Seja com o pensamento ou com o corpo. Está criado, criado está. Está criado existe, está no tempo, simplesmente. Sendo assim existe logo é verdadeiro.
Verdade é também a afirmação do que é correto, do que é seguramente o certo e está dentro da realidade apresentada. Mas nada, porém, está verdadeiramente apresentado.
Se acreditamos que os nossos sentidos nos são falíveis teremos de colocar a hipótese de nada ser mentira/verdade.
A psicologia confronta-se cada vez mais com as exigências éticas colocadas pela necessidade de reconhecimento da autoridade, como elemento constitutivo das subjetividades singulares.
Apresento-me diante de vós como um homem. E agora? Será um homem apenas um? Diante da realidade mais subjetiva vivo sob a mais ousada heteronímia. A escrita é a razão de entender melhor a minha própria vida e a dos outros.
"Amar alguém é confrontar seu desejo e a sua vontade ao desejo e vontade de alguém que parece sem desejo e sem vontade"
Terra nova
Percorro um deserto vegetativo
Onde tribos
Exaltavam beleza
E a luz infiltrava perante os soldados que erguidos aguardavam.
Nao se sabe ao certo o porque,
Já que para o povo, a resposta dos porquês era mística.
Somente com a chegada de povos distantes as coisas mudaram.
Soldados nao mais aguardavam de pé.
A luz ardia em meio ao duro trabalho
Mas nada podia ser feito aquela altura.
Fugitivos, sim, existiam!
Massacres também.
Cultura, nenhuma sobrevivera,
Exceto aos fragmentos deixados por entre o inabitado
A natureza agora guarda em seu DNA,o código
E lembranças e o ódio,
De uma terra sofrida pelos intrusos de uma cadeia tão bem resolvida.
Peregrinei por montanhas, vales, atravessei riachos, conheci pessoas de fé, vivi momentos de fé, mas não sei, ainda, se sou uma mulher de fé. Só sei que ter fé, ser um homem ou uma mulher de fé, não é fácil! Continuo procurando esta fé em toda parte: fora e dentro de mim mas quando e como saberei que a encontrei? A subjetividade traz questões que só a fé é capaz de resolver. No entanto, como isto é possível já que a fé é subjetiva? Olhe eu me encontrando com Kierkegaard, para quem a fé é a maior paixão do homem, para quem Deus é a única fonte capaz de tornar o homem plenamente realizado.
Vivi boa parte da vida ouvindo a objetividade alheia dizer-me que a minha subjetividade nunca me levaria a lugar algum...
A beleza é filosoficamente subjetiva, pois beleza com "B" maiúsculo e beleza com "b" minúsculo continua sendo beleza e ambas exprimem sua subjetividade.
Não era uma distância longa entre um olhar e outro. Mas longe o bastante para que os olhares se deturbassem, uma distância suficiente para que fosse agregado ao olhar certa subjetividade e interpretação um tanto ousadas. E foi isso que aconteceu.
Dia após dia os olhares se encontravam, abraçavam-se, mas nada diziam. Talvez porque não achassem que ali estaria se criando visões de algo, de alguma coisa. E em linha reta, a conversa continuava. Não em palavras, mas na subjetividade dos olhares. Não é preciso dizer nada para que fosse percebido que ali por meio dos olhos a comunicação se fazia. E seus interlocutores sempre certos de que estavam sendo compreendidos. Será?
Talvez sim, talvez não. Os olhos não são muito claros, vejam o trocadilho, quando se trata de sentimentos. Alerta de espolie. Sim, um sentimento nascia por meio daqueles olhares. Pelo menos da parte do dono de um dos pares de olhos. De uma pequena semente por trás daqueles olhos nascia um sentimento. E alimentado pelo imenso terreno fértil da carência cresceu tanto que já não cabia mais no corpo. Começou a transbordar.
Saia por todos os poros da pele. Fugia pela respiração. Os olhos, porém, pareciam não saber transmitir essa mensagem. O olhar não tinha a força de levar à compreensão desse sentimento a pessoa a quem estava endereçado. E a dona do outro par de olhos não recebeu essa informação. Não imediatamente, apesar dos olhares continuarem ininterruptos.
E eis que entra nessa história um terceiro par de olhos. Na verdade, um par de ouvidos. Ao escutar a confissão do amigo, não crer. Ele que acompanhou e ouviu todos os cochichos daqueles olhares, percebeu de imediato que os olhos daqueles dois jovens não estavam falando a mesma língua. E a dona do segundo par de olhos ouviu da boca do amigo o que o dono dos olhares interpretou.
Ela não acreditou. Mas ficou calada, pois nada a boca tem a ver com a conversa dos olhos. E deixou então que os olhares fugissem e que ficassem calados para que não fossem mal interpretados. Mesmo assim, vez por outra eles se encontram, pois estão sempre no mesmo caminho, desviam-se e vão embora. E o terreno fértil da carência continua suprindo o amor que o dono de um dos pares daqueles olhos pensa existir. Olhares são perigosos. Eles falam muito, no entanto, nada escutam.
"Nossa subjetividade cria expectativas ilusórias vindo de fatores externos.
É nesse ponto que muitas pessoas desvalorizam o processo cognitivo lógico, e usam manias destrutivas, onde colabora com o não desenvolvimento intelectual."
O poeta tem o mundo na cabeça, enquanto que o filosofo tem a cabeça no mundo, no mundo lógico, racional e existencial, mas ambos tem em comum o espanto, como subjetividade humana.
A ideia da experiência como ofício contesta o tipo de subjetividade que prospera no puro e simples processo de sentir.
Somos moldados pelos acontecimentos de nossa vida conforme aproveitamos as lições que eles nos presenteiam. Alguns carregam ódio e ressentimento e se vitimizam, outros já aproveitam para refletirem valores, comportamentos, aprimorarem-se e se fortalecerem. Tudo é uma questão de perspectiva pessoal e de visão de sabedoria.
Há quem diga que a subjetividade é menos importante do que os fatos concretos, mas a percepção de cada coisa que existe, tanto concretas quanto aos do campo da ideia ganham significado pra nós através da nossa subjetividade.
Li em um livro recentemente; que o ladrão da subjetividade é aquele que com uma opinião, pode estar transformando o outro, impedindo-o de fazer suas próprias escolhas. É fato que tudo ao nosso redor influência ou não para alguma mudança de comportamento, descartando então a ideia inicial, porquê tudo colabora para algum tipo de desenvolvimento, independente de pessoa, lugar ou ocasião. Desta forma reforço a ideia de que inicialmente todo ser humano deve ter amor próprio, e se construir primeiramente como pessoa ímpar antes de ser par. A pessoa que não tem amor próprio é manipulável, aceita tudo que o outro fala como verdade e deixa de expor seus próprios sentimentos. É possível que um sequestrador da subjetividade não saiba que está sendo um, porquê o par se coloca em posição de vítima e não defende seu ponto de vista, estrangulando seus pensamentos mais internos, mesmo que lhe seja dado o direito de dialogar. As falsas promessas mesmo que sejam feitas com a melhor das intenções para fazer o outro feliz, uma hora é descoberta. E é onde toda a situação pode mudar, de forma que o sequestrador da subjetividade passa a ser vítima da situação, após infinitas vezes ter sido sincero e ter esperado desesperadamente ter a mesma sinceridade retribuída. De forma a perceber que o que se diz não estar sendo quem é, nem vivendo como quer, permanece no estado inicial a que se encontrava rodeado de pessoas a quem diz amar. E o acusado de ser ladrão de subjetividade se encontra perdido e sem identidade, quando percebe que era ele quem estava deixando de ser ele mesmo, e se depara com uma situação em quê, não sabe ser mais quem era antes de ser par, porquê no atual momento está sozinho. Quando somos par, é saudável fazer sacrifícios pelo outro, mas apenas quando ambos se sacrificam, pois se apenas um o fizer, será ele que ficará sozinho.
Preciso de vínculo com pessoas que me ajudam a viver minha liberdade interior. Sabe porque? Eu levei muito tempo pra entender o processo da liberdade. E aceitar que alguém nos prive disso é pecar contra nós mesmo. É abrir mão daquilo que Deus quer de nós. Esse tipo de afeto nos afasta da possibilidade de sermos o melhor de nós como seres-humano. Se permitimos, eles no levam a subjetividade (subjetividade varia de acordo com os sentimentos e hábitos de cada um, é uma reação e opinião inidividual, não é passivo de discussão, uma vez que cada um dá valor para uma coisa específica). Liberdade é ser o que a gente quer ser, aonde, quando e com quem; porque na verdade essa liberdade de viver o dom que Deus nos deu é que nos leva ao alcance de nossos sonhos. Viva com alguém que te abra a janela todos os dias pra te mostrar um horizonte cheio de oportunidades pra se desfrutar, errar e aprender; e só assim que nos tornamos o melhor que podemos ser. Liberdade só existe pra quem aprendeu em Deus o dom da vida. Viver é seguir caminhos que desconhecemos, é explorar com liberdade o caminho por onde passamos e saber que nosso coração tem aonde descansar, não por oportunismo mas por escolha.
“Todos temos uma história que, de tão subjetiva, não encontramos palavras para conta-la senão para nós mesmos na forma de pensamento.”
Viviane Andrade
Paradoxo do Tempo
Tempo, tempo, tempo...
Tic tac, tic tac, tic tac...
Por que passas tão depressa?
Por que parece está sempre sem tempo consigo mesmo?
Tempo, tempo, tempo...
Por que andas tão devagar?
Por que demoras passa?
Oh tempo como é ruim te sentir passando rápido e perceber que não posso contar muito contigo pois, nesse momento es meu maior inimigo.
Ah como é maravilhoso te sentir e poder te aproveitar, criando bons momentos, boas risadas, bons relacionamentos, vivenciando boas sensações.
Tempo vá devagar por favor... se possível PARE! só pra eternizar esse momento...
Ou melhor passas depressa,
Mas quem sou eu pra lhe ditar como deve gerenciar sua velocidade ou inércia?
Tempo, tempo, tempo...
Tic tac. tic tac, tic tac...
Veloz ou inerte seja apenas tempo,
e quando necessário passes veloz ou estagne, como achar melhor.
Só quero mesmo é te sentir e fazer valer a pena cada segundo, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos em que me permitiu te sentir sendo o Tempo, apenas TEMPO.
Hoje tenho completa e objetiva compreensão que não se pode encontrar o outro em outro, no máximo em si mesmo.
