Tag soneto
UM PARAÍSO PERFEITO
Autoria: Edson Cerqueira Felix
Data e Hora: 09.01.2019 17:02
Local: Paraíba do Sul - RJ, Brasil
Assunto: Uma vida trânqüila
Dedicação: Nenhuma específica
Indicação: Livre
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Eu estou num bom momento, estou em um bom momento
Os dias são mais curtos e as noites como sempre
São sempre mais longas e eu sofro muito nelas
De lembrar de tanta coisa e ter tanto tempo pra pensar
Em tanta coisa, quando na bíblia diz que Deus fez tudo
Em 7 dias, eu acho que ele era um trabalhador mais noturno
Mais notívago do que outra coisa
Pois em uma só noite, sozinho, longe dela
Eu vejo a transformação de um segundo em muito, muito,
Muito tempo e em um segundo desses dá para formar muitas coisas
Pois a noite sozinho longe dela o tempo pára
Só para me fazer sangrar por dentro e me fazer sofrer
Em, bem em silêncio. Sofrer em silêncio
E em sete dias ele fez o mundo e algo a mais, um jardim no Éden
ALÉM DAS ESTRELAS
Autor: Edson Cerqueira Felix
Data e Hora: 09.01.2019 17:59
Local: Paraíba do Sul - RJ, Brasil
Abordagem: Um amor distante de todos
Em Homenagem de: Sem especificação
Classificação: Livre
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Ela está além das estrelas
E é pra lá que eu vou
N'algum lugar onde eu possa encontrar
A expressão que é dela
Minhas expressões são o que ela mais procura
As rosas no jardim
Me lembram ela
Somos Adão e Eva sem pecado
Temos algo maior que a carne
E sabemos disso
Temos uma pérola e seixos brancos
Somos duas estrelas que permitem se tocar
Sabemos o que é permitido
Um eclipse entre nós igual o sol e a lua
ALÉM DAS VIDAS
Autor: Edson Cerqueira Felix
Data e Hora: 09.01.2019 19:06
Local: Paraíba do Sul - RJ, Brasil
Abordagem: Amor sem limite
Em Homenagem de: Sem especificação
Classificação: Livre
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Se eu me projetar n'algum lugar do espaço sideral
Que seja você a minha doce companheira
E eu tanto tempo sem amor
Nos negaria Deus o seu calor através desse amor?
Eu fui absorvido por um delírio
Fui absorvido pelo perfume do lírio
E em qualquer lugar para lhe encontrar eu iria
E não é preciso rimar o tempo todo
Ou propositalmente no poema
Eu só quero falar um pouco e me doar
Pois poesia de verdade é o amor como o sol a raiar
Ou como a noite que cai sobre a tarde
Trazendo estrelas e uma lua cheia
Ela é o cometa no meu coração
ETERNOS
Autor: Edson Cerqueira Felix
Data e Hora: 09.01.2019 19:45
Local: Paraíba do Sul - RJ, Brasil
Abordagem: Troca perfeita
Em Homenagem de: Sem especificação
Classificação: Livre
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Foi o nosso pai que nos concedeu
Um beijo no universo nos deu
Você me faz de mim mais eu
E o meu coração faz de mim mais seu
Isso me faz sentir-se como Zeus
E mesmo que haja a distância, jamais há o adeus
Um beijo de maçã do amor
Um pouco do teu afeto são celeiros cheios
É tanto amor em um carinho que me emociona
As pessoas certas são as que Deus seleciona
E é tanta força de um olhar que emociona
Gozamos de perfeição
Uma sombra no verão ela é
Apesar de muito tempo e mudanças, eu sei bem quem ela é
A solidão
Hoje eu estou arrasado
A solidão invadiu minha casa
Estou arrasado
Bem aqui dentro do ateliê improvisado
Não há um alguém que seja meu amigo
Uma alma para me ajudar
Alguém que possa a isso
Já não tenho lágrimas para chorar
O poço dos meus olhos está seco
Eu tinha tudo para estar alegre
Mas o mundo está todo manchado
Eles gostam de sangue inocente
E eu aqui dentro me escondo dessa gente
Não sei o que vai ser de mim
11/01/2018 17:15
GRITO EM SILÊNCIO
Autoria: Edson Cerqueira Felix
Datação: 12/01/2019 16:10
Localização: Paraíba do Sul - RJ, Brasil
Dissertação: Diário em versos
Dedicado a: Sem especificação
Classificação Indicativa: Todos os públicos
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Eu tento a cada dia
Romper a barreira do som
Sem um jato super-sônico
Mas só há o silêncio
E eu tento encontrar em outras pessoas
Algum sinal, um vestígio
De algo novo que me liberte do velho
E só encontro esboços passageiros
Que dão uma breve sensação
Daquilo que pode libertar, mas não plenamente
O meu silêncio grita e não pode ser ouvido
Eles vêem minhas expressões
Mas não há um que me auxilie
Eles esperam que eu seja forte, é só isso
MUNDO PERDIDO
Autoria: Edson Cerqueira Felix
Datação: 14/01/2019 20:44
Localização: Paraíba do Sul - RJ, Brasil
Dissertação: Diário em versos
Dedicado a: Sem especificação
Classificação Indicativa: Todos os públicos
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Eu fico sem os meus sentidos
Fico ipnotizado
Como uma presa fica diante seu algoz
O meu algoz é uma grande ilha de solidão
Mas antes vale
Uma ilha inteira de solidão
Do que um continente de muito pecado
É melhor o silêncio de Deus
Do que o barulho de demônios
É melhor plantar um paraíso na solidão
Que boas sementes em um alvoroço
O egoísmo das pessoas rompeu a atmosfera terrestre
Não tem remédio
E salvar alguém ainda está nos meus planos
CANDELABRO
Autoria: Edson Cerqueira Felix
Datação: 15/01/2019 20:36
Localização: Paraíba do Sul - RJ, Brasil
Dissertação: Diário em versos
Dedicado a: Sem especificação
Classificação Indicativa: Todos os públicos
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Na luz artificial
Eu foco na luz espiritual
Mesmo durante tantas noites
24 horas por dia
Eu não tenho ninguém
Só os telejornais, as novelas
E o meu aparelho de som
As músicas são tristes
São baladas românticas
Eu amei de mais da conta
Por que a preferência dela por nada quanto ao tudo [...]
Por que brincar de amar
Se o amor aqui é algo sério [...]
Por que a ilusão se eu tenho o que é real [...]
Não importa se poesia, poema, soneto, contos, crônicas, ou seja lá o que for; o mais importante é você usar sua alma para expressar aquilo que você quer, a um mundo tão carente de ser!
CICLOS
Tempo. Segue avante, agridoce gomo
Delírios ardentes, o destino e liminar
O coração pulsa, o amor em assomo
Do desejo primeiro, olhar... Sonhar!
Fado. Sede, - querer o beijo, como
se quer o perfume a nos encantar
O afeto abre-se em riso, doce pomo
E declama a voz do prazer... Amar!
Sina. Messe e baixa, fausto e tributo
Nascimentos e também alma de luto
Nada é eterno, metamorfose. Pensar!
Sorte. Oh! Madrasta!... assíduo drama
Das trilhas aflitas pelo chão derrama
As dores, risos e lástimas... Meditar!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
17 de agosto, 2019
Araguari, MG
Olavobilaquiando
ESSÊNCIA
O tempo - essa indomável roda viva
É responsável por dizer quem somos:
Somos bem mais do que essa expositiva
Forma entalhada pelos cromossomos
O tempo - esse mordaz devorador
De orgânicas matérias de carbono
É do destino implacável senhor
Das conseqüência é juiz e dono
Mas temos o poder das atitudes
Temos nas mãos o leme das virtudes
E em nossa mente a luz da experiência
O tempo assim nos faz desde a infância
Tal qual perfume de sutil fragrância:
Corrói o invólucro e ressalta a essência!
Oldney Lopes©
MANIA
Mania, sentimento tresloucado
Capricho, teimosia, fixação
É loucura ou desejo imoderado
Apego obsessivo, ardor, paixão
Mania, sentimento atroz e intruso
Por dominar a luz da sensatez
É um insistente ser de rude abuso
Que instiga a alma e afoga a lucidez
Provei em ti do gosto de um amor
E de pequena gota este sabor
Virou mania: a gota agora é mar!
Depois de tal amor alienado
Não quero nunca mais deixar de lado
Essa mania louca de te amar!
Oldney Lopes©
Para todo dia ser maravilhoso
Para que o seu dia seja maravilhoso,
abra um sorriso no espelho da vida
e deixe para traz o humor raivoso,
seja à si mesmo alegria acolhida!
Ame-se e agradeça pela existência
de todas as coisas do universo,
preencha de amor a sua essência
fazendo do seu coração imenso...
de bondade à você a aos outros,
porque tudo voltará para você
até o brilho de todos os astros!
Meu Bom dia! Boa tarde! Boa noite!
Deixem soar a paz no seu coração.
Seja um ser feliz! Não se boicote!
Se querem futuro, não o destrua
O fogo que queima a floresta
é triste, injusta e não presta.
Por que destruir o mato verde,
se sem ele tudo se acaba e perde?
O mundo sem arvores e sem mato
se transformará num seco deserto.
E no deserto a extinção da espécie
onde não haverá nada que se aprecie!
Não haverá a flora nem a fauna
até o ser humano poderá se extinguir
pois, o universo será uma " sauna "!
Se querem futuro, não destrua nada,
não cacem animais, nem mate a floresta,
cessem essas prática de fazer queimada!
Soneto do amor sem fim
Surgiu em meu caminho como uma brisa
Enchendo de luz meu frágil coração
Foi se chegando como quem não avisa
Como um límpido céu azul de verão .
Teu olhar sereno minha alma atravessou
Como uma estrela etérea e iluminada
Teu sorriso de sol e lua me encantou
E agora tuas palavras são minha estrada.
Te amar é transcender os limites da razão
É como voar leve contra o vento
Apreciar então a mais esplêndida visão .
Te guardarei sempre em meu pensamento
Revestido de cor , poesia e emoção
És vida , luar , meu eterno sentimento .
Viver e conviver com um amor de verdade,
é o que de melhor pode haver na vida,
se houver reciprocidade na parceria...
SONETO PARA UM AMOR DE VERDADE
Marcial Salaverry
A um amor docemente vivido,
de um jeito apaixonado e louco,
como igual não foi existido,
não se pode fazer ouvido mouco...
Amor que gera insatisfação,
não é na verdade, amor de verdade,
não faz bem ao coração,
e tampouco traz felicidade...
Sente-se e vive-se o amor, e, destarte,
não existe lugar para a dor,
desde que por amor, da dor se aparte...
E se a dura razão assim atua,
o amor vence seja como for,
quando se apresenta a alma nua...
A vida, com suas regras, suas obrigações e suas liberdades, é como um soneto: você sabe a fórmula, mas precisa escrever o soneto por conta própria.
SENSAÇÕES-VIAGENS
Há sensações que são barcos
enquanto velejamos
no oceano interior da vida.
Há sentimentos que são portos
num gosto adiado de chegar:
um sabor de lonjuras,
cristalizadas em azuis,
lembrando o verde das vagas
de um nômade fluir,
distantes, azulizantes...
Sensações barcos,
sentimentos portos —
enfunados de um vento azul,
indo e vindo,
daqui, dali,
azul azul azul...
Sinestesias de um viajar interno,
vestido de amplidão e pensamento
no vasto sabor anil e sal,
entre o glauco arfar das ondas
e vôos lonjuras de gaivotas...
SOMBRA
Sofro... Vejo envasado numa angústia furiosa
Todo a poesia que tive na intenção esmerada
Abandona-me o criar, e a alma ficou calada
No ter a exaltação, e a inspiração é vagarosa
Criei... Mas tive prosaico, e trama enleada
O desdém que sufoca, e a simetria penosa,
Sombria, numa chama ardente e dolorosa.
Que fazer pra ser bom, nesta vil jornada?
- Amar? - Perdoar? Eu ser apenas prosa?
Não sei, sei que amei, perdoei, mais nada,
Porém, não tive todo este mar de rosa...
Em sangue e fel, o coração me só é cilada
Remordo o papel, branco, em ter gloriosa
Chamada. E só vejo a quimera em retirada.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Setembro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
TÉDIO
Sobre o meu poetar, como uma sina
Tal ave de rapina, pesa a monotonia
Despovoando os versos, na surdina
Ilustrando a poesia de turva predaria
Oh! Escrever no silêncio, e inquilina
A solidão, sem sonho e sem alegria
Sem uma idéia e sensação cristalina
Faz o tédio ao poeta sua companhia
Ah! Deixar de fantasiar este ensejo
O pensamento no vão, a alma fria
Se a luz está escura e assim velada
Como posso avivar o meu desejo?
Se dorme numa catedral tão vazia
E lá fora a vida está abandonada!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
30 de setembro, 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Hino à Tarde (soneto)
Do sol do cerrado, o esplendor em chamas
Na primavera florada, entardecendo o dia
Fecha-se em luz, abre-se em noite bravia
Inclinando no chão o fogo que derramas
Tal a um poema que no horizonte preludia
Compõe o enrubescer em que te recamas
Rematando o céu em douradas auriflamas
Tremulando, num despedir-se em idolatria
Ó tarde de silêncio, ó tarde no entardecer
De segreda, as estrelas primeiras a nascer
Anunciam o mistério da noite aveludada
Trazes ao olhar, a quimera do seu entono
Cedendo à vastidão e à lua o seu trono
Sob o véu de volúpia da escuridão celada
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
M aria, de imaculada concepção
. Luiza, materialização da perfeição
. Teu riso resplandecente turva minha
trêmula visão
. Afagado sempre em teus braços, alimenta a inebriante paixão.
A h! Maria, de delicado coração,
. Vem, acalma minha agitação.
. Luiza, incandesce minha escuridão
. No idílio de minha alucinação.
L eva também Silveira, proveniente de silvestre,
. O que designa seu comportamento agreste
. Que a mim tanto enlouquece
U ma Bezerra em meu curral
. Como tu és no terral
. Com teu brilho atemporal, tão cheio de moral.
Não é um Soneto porque é Maior
Tem gente que pensa que o amor é tudo
O amor não é tudo, o amor é quase nada
Porque no tudo também tem o que oprime
O que define, é ruim, e faz mal
Tudo é uma generalização
E toda generalização é burra
Mas, nem toda, afinal isso seria burrice
Porque no amor o tudo é sempre pleno
O amor é sempre eterno e nunca falha
O amor sempre transborda
Mas amor nunca é demais
O amor é quase nada, é assim que deve ser
O amor é um sopro frio no inferno
Só uma rima num montão de versos
Deserto
Deserto, tão perto, incerto,
Tuas areias já invadem a minh'alma,
Posso sentir, de tua areia estou coberto,
Mas preciso manter a improvável calma.
O vento sopra forte durante a tempestade,
E o calor escalda fazendo ferver o suor durante o dia,
É quando até o nômade perde a vontade,
Incrédulo e maltratado pela mais ríspida agonia.
Quando percebe-se a magnitude da sua grandeza,
A miragem que vem na mente é de água da natureza,
Momento de puro encanto transformado em tristeza.
Logo a ilusão se desfaz e após loucura desmentida,
Destila-se o pensamento que emana do sopro de vida,
E do imenso deserto ressurge a alma absolvida.
Soneto de Separação
(Paródia)
Num crescente do meu riso fiz pranto
Ruidoso e franco como a amargura
E das vidas unidas fiz loucura
E com mãos desamparadas fui santo
Num crescente sem calma fiz tormento
Que dos olhos desfiz a última dama
E da ilusão fiz o meu arrependimento
E do sofrimento imóvel fiz trama
Num crescente, não mais que num crescente
Fiz de triste aquela que fiz amante
E de sozinho em que se fiz presente
Fiz de um amigo pródigo o distante
Fiz da vida uma fulgura constante
Num crescente, não mais que num crescente
