Tag solidão
A solidão é cada vez mais obvia e o silencio minha constante oração, pelos idiotas e mesquinhos que se acham espertos ao longo dos caminhos.
Quão me é prospero o abandono do amor e a solidão. Parece mesmo que a saudade do amor eleva e leva a alma da gente, por caminhos infinitos antes nunca navegados.
Existe o momento, onde o silencio me conforta e diz tudo que eu preciso. Muito mais que as mil palavras de atenção e persuasão. As imagens ficam mais cores e reflexos, não se percebe o que dramaticamente querem dizer.
A solidão e a meditação é a atmosfera dos fortes, que em silencio por vida, ora por amor e compaixão, a tudo e a todos em todas dimensões.
Tenho muita solidão mas nunca uma depressão, pois como é divino e maravilhoso, ser a melhor companhia alegre na vida, de si mesmo.
Na vida só não se sente solitário, nunca, todo aquele que é sempre solidário com tudo e todos, pelos caminhos.
Quando se vive na luz, não existe a solidão. Existe sim a boa conversa intima, a reflexão e a melhor companhia de si mesmo.
Em alguns momentos isolado em profunda solidão, costumo falar sozinho e eu mesmo me respondo, mas nem sempre concordo.
Tenho tanto medo de perder o tanto que já perdi nesta dimensão, que a solidão, as orações suprimidas secretas e o amor pleno pela imensidão e a multidão, me fortalecem.
Sinto-me vazio. Como se tudo que afoga, supre, e é lançado ao lixo; estivesse saído de mim, sem nunca ter estado.
(Nepom Ridna)
Tentando compreender como um ser humano é capaz de cometer tantas atrocidades; percebi que para atos medíocres, pessoas idênticas.
(Nepom Ridna)
Talvez seja sábio camuflar-se entre dejetos, lodos e desidratados. Onde apenas os estimáveis conseguirão enxergar. E nossos reais valores não poderão ser confundidos com uma simples beleza fugaz.
(Nepom Ridna)
Nada preenche mais o nosso ego, do que um olhar de fascínio. De alguém que rompeu as barreiras e conseguiu desvendar o enigma.
(Nepom Ridna)
CRIANÇA
Sonhava em ser milionário, para dar a minha Mãe uma vida de rainha (Assim como a da Inglaterra).
Descobri que a realidade, é muito mais caro que o sonho.
(Nepom Ridna)
A Arte está muito além do óbvio. Não existem limitações. Nada é inimaginável.
O "Artista" por si só; já é uma obra de arte.
(Nepom Ridna)
O tempo, clima, gritos e buscas são reais.
Seu amor não me incomoda.
Incomodaria o valor que teria que ser pago.
...se eu acreditasse, e o aceitasse.
(Nepom Ridna)
O vazio do Jeca
Vai lá neguinha
esquentar os pezinhos
é a estação mais propícia
para tomar chá e tirar a cortiça
Vai lá neguinha
seja ao menos coadjuvante
para esse triste cenário
solitário, invernal
leve o seu calor no abraço
nem só de outono
vivem os palhaços.
As lágrimas do poeta escrevem o seu ser.
Elas fazem do menino o homem ancião.
Criam momentos que se imortalizarão.
E vestem de azul os negros olhos de minha escuridão.
Prefiro a companhia da solidão; levaria-me à vastidão do templo das almas desgraçadas, consumidoras da boa-fé de outrem, mas que não provê sentimentalismo aos mais próximos, somente a cachorros que sofrerão derrota súbita: talvez seria sua forma de compensar esse pêndulo que rodeia o eterno e o vazio? O poder do não poder? A indiferença e a benevolência?
Aaah, eterno pesar da dúvida cantante, tão demasiada desafinada que me corroe a alma quando sua voz atravessa-me os ouvidos.
O único caminho dos justos é a solidão, pois, no esforço de manter-se imaculado, há uma resistência viva que persiste na alma — mesmo após cada filetamento causado pelo repúdio dos homens e da própria existência.
A Solidão e os Abutres
Viver só, ou cercado — dá quase no mesmo.
Às vezes, estamos entre mil… e ninguém.
Sorrisos nos cercam como urubus em assembleia,
e o afeto? Uma encenação de quinta categoria.
Somos carneiros calados, sendo bicados aos poucos,
comendo da podridão com cara de gratidão —
porque, veja bem, é feio reclamar.
Enquanto isso, no alto, um abutre elegante
espera sua hora:
espera você cair, apodrecer direitinho.
Quer o melhor corte, o mais macio.
Mas a solidão — ah, essa sim — é honesta.
Não finge amor.
Não sorri para depois morder.
Ela arranca suas ilusões como quem tira um curativo podre.
Dói? Sim. Mas é limpeza.
Estar só é ver o mundo sem o Instagram alheio,
sem a lente do desejo do outro,
sem o eco dos que te querem menor —
ou igual, o que é quase pior.
É você com você. Uma conversa sem filtro.
Onde ninguém interrompe com conselhos
que nem servem pra eles mesmos.
E então, no meio desse abismo limpo,
você começa a pensar.
(De verdade, não com frases prontas.)
Descobre que sabe andar,
criar, e até gostar de si —
o que, convenhamos,
deixa muita gente incomodada.
Porque quem se basta
não é fácil de enganar.
Quem anda só
não serve pra rebanho.
A solidão tem esse poder:
te limpa dos abutres
e ainda te dá o prazer
de vê-los passando fome.
