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O Peso Que Não É Meu
Às vezes, carrego pesos que não são meus. Palavras ditas no calor de um desdém, olhares que medem, julgamentos que pousam sobre mim como quem diz: você não é suficiente. É curioso como tantas opiniões alheias tentam se instalar dentro da gente, como hóspedes indesejados. E, por muito tempo, eu abri a porta e deixei entrar.
Até que entendi a frase de Eleanor Roosevelt: “Ninguém pode fazer você se sentir inferior sem o seu consentimento.” Foi como ouvir um eco dentro de mim, algo que eu já sabia, mas fingia não saber. Porque aceitar o poder dessa frase é, ao mesmo tempo, libertador e assustador. Liberta porque me devolve o controle. Assusta porque também me responsabiliza.
Percebi que o problema não era o que diziam sobre mim, mas o espaço que eu dava para essas palavras. Era o sim silencioso que eu oferecia toda vez que acreditava ser menos, que duvidava do meu valor. Era o consentimento invisível que assinava quando tentava agradar a todos, apagando a mim mesma.
Ser inferior não é uma sentença que o mundo pode te dar; é um contrato que você escolhe assinar. E, às vezes, assinamos sem perceber, porque fomos ensinados a buscar validação fora de nós. Como se o espelho não bastasse, como se a nossa própria voz não fosse o bastante para nos reafirmar.
Mas há uma beleza em recusar o peso que não é seu. É um ato de coragem dizer: isso não me define. Quem escolhe não se sentir inferior aprende a devolver aos outros as bagagens que tentam lhe impor. Aprende a diferenciar crítica de crueldade, conselho de manipulação.
Dizer não ao consentimento da inferioridade não é arrogância, é autoconhecimento. É compreender que ser humano é errar, cair, aprender — mas nunca ser menos. É olhar para o mundo com firmeza e dizer: eu sei quem sou, e a sua opinião não altera isso.
No fim, a grande lição é essa: ninguém pode te diminuir sem a sua permissão, e ninguém pode te elevar além do que você já é. O verdadeiro poder está em recusar as correntes invisíveis e, finalmente, caminhar leve.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
Se cada uma das pessoas cavarem bem fundo a história de suas famílias, vai saber que teve alguém LGBTQIAPN+...
"Ah, mas na minha família nunca teve gay", provavelmente foi silenciado logo cedo, e apagado ao longo da vida.
Viva a comunidade LGBTQIAPN+, que ainda hoje sofre preconceitos, mas atualmente resistimos com persistência, inteligência e voadoras!
A Pele Entre Sombras
Em passos hesitantes, um novo caminho trilho,
Desvendando em mim desejos, rompendo o lençol.
Com garotas, a troca de um toque macio,
E no abraço trans, um novo arrepio.
A fé antiga, um laço que já não prende,
Em liberdade, a alma busca e se entende.
O dogma outrora forte, um nó desfeito, a verdade emerge em mim,
Um ser em descoberta, enfim.
Sombras da infância, memórias em recuo,
A sede de vida luta contra um fluxo escuro.
Em cada carícia, a lembrança a ferir,
Um corpo renascendo, aprendendo a sentir... a dor persistir.
A descoberta pulsa, um ritmo crescente,
Em cada toque, um saber que me presenteia.
Aceito quem sou, sem véu ou disfarce,
Na dança da vida, meu corpo é a minha arte.
(a.c) -> 30/04/2025
Você precisa se assumir, e eu não estou falando de sexualidade. Eu estou falando da sua genialidade ou divindade.
Acho desnecessário pedir para as pessoas LGBTQIA+ assumir sua sexualidade.
É como estivesse pedindo para a pessoa assumir algum erro.
E convenhamos se os heterossexuais não precisam se assumir para ninguém porque as pessoas LGTBQIA+ tem que se assumir ?
Da série "a ignorância é uma escolha". Ah, mas eu não entendo esse lance de não binário. Leia que você entende.
Toda forma de amor vale a pena.
Tenho ouvido e lido esta frase repetidas vezes e a cada vez mais me convenço que as pessoas quando a pronunciam não estão se referindo amor sentimento e sim à sexualidade.
É claro que o amor vale a pena, e não existe várias formas de amor, existe apenas AMOR entre pessoas, entre humanos, o amor entre irmãos, independente do sexo. Pois amor, antes de tudo é respeito, porém amor e sexo são duas coisas distintas.
Podemos e devemos amar a todas as pessoas independente de sexo, cor, religião, etc. pois foi isso que Jesus veio nos ensinar: o Amor.
Contudo o que estou percebendo é que a maioria das pessoas estão confundindo o amor com sexualidade.
Não estou dizendo aqui que o amor entre pessoas do mesmo sexo é inaceitável, nem que é menor ou nem menos importante.
Então ao invés de se falar que todas as formas de amor devem ser respeitadas, deve-se falar que devemos respeitar a sexualidade e a individualidade de cada pessoa.
Devemos respeitar as pessoas do jeito que elas são.
Pronto, Falei.
Meu Olhar
Minhas Intenções
Meu Crescimento
Minha Evolução
Meu Prazer;
A vida é pessoal e intransferível.
O mundo é um grande palco de hipócritas.
Seja religião ou sexualidade não há um enredo descente e verdadeiramente inclusivo. Os que falam de amor, não amam. Os que militam pela diversidade, só aceitam os que estão dentro dos seus restritos conceitos (padrões) de igualdade.
Se uma pessoa idosa não consegue reprimir completamente seus impulsos sexuais é vista como perigosa ou patética, prejudicial, nos dois casos. Os velhos geralmente vivem meia vida porque sabem que despertarão sentimentos de repulsa e medo se tentarem viver completamente. Nem todas as paixões estão necessariamente ausentes aos oitenta anos, mas para os velhos é conveniente fingir que estão.
Faz-se necessário saber dosar coerentemente tudo na vida, pois o exagero sobre certas coisas sufoca e enfraquece as demais, como quando a sensualidade permanece acima do amor.
O que as mulheres têm em seu íntimo é a arma mais poderosa da face da terra: por causa dela Sansão perdeu sua força e Mata Hari fez cair impérios.
Sabe, fecho os olhos e vejo você sorrindo;
Vejo tua simplicidade incandescente;
Tua sexualidade disfarçada;
O teu andar elegante;
Os teus lábios macios;
O teu abraço gostoso, abraço de quero mais;
Tua voz meiga;
E teu jeito tímida.
É tudo isso que vejo em você e, que me fascina. Então, como não te desejar, como não navegar com você nessas águas tortuosas. Até porque, depois da
tempestade vem a calmaria.
É a calmaria que estou esperando, portanto, como capitã desse barco, não me peça mais para abandoná-lo, senão, eu faço um motim.
Eu sei e você sabe, que essa tempestade há de passar e não vai demorar.
04/09/2018
É muito prazeroso notar que todo aquele que deseja se satisfazer afetiva e sexualmente deverá primeiro transformar seu cérebro como objeto afrodisíaco
Não é que o masculino sinta medo do feminino, ele apenas se sente fragilizado e retraído ao encontrar oculto na parceira o fiel retrato revelado da sua mãe
A sociedade contemporânea passou a atender seus bárbaros desejos instantâneos. Todo arcabouço ético e moral ficou em conceito restrito a algumas ortodoxas religiões. A família sem ser a original, passa a ser um grupo que relativa as relações de cada membro a cada instante, um com os outros, pelos interesses de consumo e as trocas concebidas pelas animalidades, sexualidades e prazer.
Qualquer ser só pode escolher sua sexualidade quando tiver idade suficiente para responder civil e penalmente, sobre suas escolhas e transgressões.
Cada vez mais por tanto sofrimento, perpetua se o difícil contra movimento na sexualidade humana contemporânea, de se ter prazer quando, se oferece amor, carinho e se da prazer.
O verdadeiro prazer advém da sexualidade madura e espiritual. De certo é uma questão de equilíbrio na vida biológica entre as partes. Não existe ativo nem passivo, os papeis se alternam mediante os momentos. Distante disto, só um jogo equivocado de fuga, uso, dor, punição e revolta contra alguém ou para o mundo imundo.
