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O orgulho e a arrogância se escondem numa falsa santidade.
Mas a verdadeira santidade abriga a humildade.
E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. - Romanos 12:2
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas. - 1 Coríntios 6:12
Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus. - 1 Coríntios 1:18
O meu maior ofício na vida é descobrir quem eu sou. Fico tentando me equilibrar entre o que eu penso, e o que eu aprendo. Se sigo o meu coração, sou enganada por ele, se sigo o que aprendi, percebo que não é suficiente. Então medito a Palavra de Deus, e Deus vai me desvendando à mim, assim me conecto com a minha essência, não comigo, que não sou mais genuína. E nessa busca pela integridade própria, busco a santidade, e percebo que somente esse caminho me fará encontrar o maravilhoso propósito de Deus para mim.
Sê um tesouro para o pobre, advertência ao rico, resposta ao clamor do necessitado, guarda fiel da santidade de tua promessa.
[Geração "Coca-Santa"]
Podemos primeiramente nos perguntar: "O que motiva tantas pessoas a buscarem viver uma vida de santidade que aparentemente estaria tão ultrapassada?"
A primeira resposta a dar é que essa vida é mais atual do que parece e mais real do que possamos tocar, pois podemos mais do que tocá-la, podemos sentí-la, vivê-la.
Muitas pessoas vivem uma vida aparentemente feliz, mas concretamente sem sentido.
Querendo compensar, sem se darem conta, o amor que falta dentro de si, elas se enveredam por muitos caminhos, se entregando a muitos momentos, mas não experimentando nada.
Estão cada vez mais vazias, mais determinadas em preencherem seus corações, mais vulneráveis as ofertas que o mundo vos apresenta como solução rápida e fácil para acabar com esse vazio interior.
Na mesma velocidade que o mundo avança nas estruturas físicas, muitos de nós retrocedemos nas estruturas espirituais.
Já passamos por várias gerações: X, Y, Z, até mesmo pela geração "Coca-Cola".
Hoje passamos pela geração Vazia, vazia de ideais, de valores e de esperança.
Uma geração que colhe os frutos ruins de escolhas ruins feitas por nós e por quem no passado, deveria ter deixado para nós apenas árvores boas.
Deixamos para as pessoas a falta de esperança como herança e hoje colhemos seus frutos.
Precisamos neste tempo lutarmos contra as utopias pregadas pelos ídolos que não preenchem nossos corações, que não nos trazem Paz, utopias fantasiosas que só degeneram e matam nossa alma, utopias que são capazes de preencher apenas nossas mentes, menos os nossos corações.
Precisamos acreditar que esta vida é mais, muito mais do que apenas "sexo, drogas e rock'n'roll".
Existe um caminho verdadeiramente rico, verdadeiramente feliz, verdadeiramente alegre e extremamente compensador, este caminho é o caminho da santidade.
A santidade é uma verdade que o mundo nos apresenta como mentira, o mundo é uma mentira que se apresenta como verdade.
Não tenhamos medo de amar gratuitamente e desinteressadamente.
Enquanto muitos que vivem o amor egoísta que o mundo prega, se sentem cada vez mais infelizes, nós vivemos o amor desinteressado e somos revigorados no corpo e na alma.
Se queremos renovar e fortalecer nossa alma, vivamos a santidade, vivamos o amor, pois a santidade é amar, e o amor é o esporte que fortalece a alma.
Ser santo é ser cheio de misericórdia.
Ser santo é viver o esquecimento total de si mesmo.
Ser santo é não buscar em nenhum momento, por menor que seja, os próprios interesses.
Ser santo é ter amizade com Deus e inimizade com o mundo.
Ser santo é não gastar o que Deus dá com nossos próprios prazeres.
Ser santo é largar a soberba e se abraçar à humildade.
Ser santo é se sujeitar a Deus e resistir ao inimigo.
Ser santo é não falar mal uns dos outros, é não julgar.
Ser santo é sempre se perguntar: "Afinal, quem sou eu para julgar o meu próximo?"
A santidade, a que todos os batizados estão chamados, não consiste tanto em não pecar, mas em amar, em fazer coisas positivas, em dar frutos de amor de Deus.
"A santidade as vezes vem montada no cavalo da dor."
Como doi as vezes dizer não para um desejo seu, como doi abandonar aquilo que te fez feliz por tanto tempo, como doi abrir mão de um sonho, como doi abrir mão de um bem material, como doi abrir mão da família e de tudo o que conhecemos por amor a Deus e sua santidade. "Quem muito é dado, muito será cobrado" (Lc 12.48), mas não temos noção do peso de responsabilidade desse versículo até vivermos na pele. Viver em santidade é um prazer pra quem vive, mas cada passo para próximo de Cristo é um passo para longe do mundo e existem certas coisas que nos doem para largar.
A Bíblia é como uma bússola para um perdido, e ao mesmo tempo um enigma para aquele que não que ler."
Santidade para mim, é de uma maneira bem "chula" sem hipocrisia e sem cinismo, principalmente o religioso, é enfiar o dedo na garganta e botar para fora tudo o que é de ruim, e se chegar na presença de Deus como filhos que somos, sem sermos formais. Como um guri que chega ao seu pai pedindo uns "pila" para comprar doce... nessa santidade é que eu creio.
Você percebe que está no caminho da santidade quando, qualquer erro por menor que pareça ser provoca um enorme arrependimento.
"Buscar a Santidade é está
em plena sintonia com a caridade;
e repudia toda a maldade;
que corrompe a divindade;
do Verbo que se fez Carne".
Infelizmente tá cheio de gente por ai falando de Deus posando de santa(o) e descendo o sarrafo no próximo pelas costas. Pode ate enganar o homem mas diante de Deus, ninguém se esconde não.
Vigia povo de Deus!
(Ivonete Nogueira)
Aparentemente, ao defender as Cruzadas, São Bernardo estava defendendo a existência de um território estritamente cristão e Jerusalém deveria fazer parte desse território. Num primeiro momento, então, a finalidade dessa defesa era de ordem política. No entanto, a finalidade ia muito além disso. A raiz da defesa de São Bernardo estava fincada, inicialmente, em sua contemplação da cristandade. Em segundo lugar, estava em sua percepção de que era estritamente necessário dar para as pessoas de índole aristocrática um direcionamento espiritual.
Não podemos esquecer que na Idade Média a Europa era composta por várias tribos guerreiras. O mesmo acontecia entre os índios da América do Norte. São Bernardo, então, questionou-se acerca de como essas pessoas de índole aristocrática poderiam assimilar o cristianismo e alcançar a santidade. O anseio de orientar espiritualmente os guerreiros europeus foi a motivação principal para a defesa de São Bernardo às Cruzadas, para a fundação da Ordem do Templo e para o delineamento dos ideais de cavalaria. São Bernardo foi o primeiro santo que delineou a imagem do legítimo cavaleiro cristão. Ele percebeu que a vida estritamente monástica e contemplativa era inconcebível para a maior parte dos aristocratas europeus. Compreendeu que o centro mais elevado e concebível para uma imensa parte da população européia era a nobreza de caráter e decidiu fazer desse centro uma via de santificação para os europeus.
Os aristocratas europeus, apesar de professarem sinceramente o cristianismo, idealizavam suas virtudes como oriundas de figuras mitológicas não-cristãs. Essa dualidade foi um grande problema na Europa. Os aristocratas europeus possuíam dois conjuntos de valores positivos, porém incompatíveis. São Bernardo foi o responsável pela solução dessa incompatibilidade. E para pôr em prática essa solução, São Bernardo defendeu as Cruzadas.
As pessoas podem achar qualquer coisa das Cruzadas, mas o número de aristocratas que alcançaram a santidade nesse processo foi incalculável. E santidade sempre é bom. É claro que São Bernardo sabia que as Cruzadas possuíam uma certa ambigüidade e não durariam para sempre. Mas ele também sabia que as Cruzadas definiriam a imagem exata do guerreiro cristão, sendo isso indispensável para a civilização cristã. A convicção profunda que nós temos hoje de que a força deve ser usada em nome da generosidade, da justiça e da nobreza é herança de São Bernardo. Se não fosse por São Bernardo, até hoje acharíamos que existem os brutos e inescrupulosos de um lado, e os cristãos que aceitam apanhar passivamente do outro. Não haveria qualquer possibilidade de solucionarmos essa dicotomia. O cristianismo não teria assimilado uma boa parte da sociedade e a sociedade não teria assimilado uma série de valores cristãos. São Bernardo foi o responsável pela existência de muitos santos e pela existência de um mundo cristão.
As hagiografias e os clássicos da literatura nos informam sobre distintas dimensões da existência. A leitura das vidas dos santos enfatiza a dimensão vertical da existência humana, ou seja, o homem existe para Deus, e amá-Lo, aproximar-se Dele é todo o sentido da existência. Essa dimensão vertical é o centro da existência humana. Já os clássicos da literatura tratam da dimensão horizontal, isto é, da diversidade da condição humana. Eles informam ao leitor sobre inúmeros tipos e circunstâncias humanas, oferecendo, assim, uma ideia do quanto a alma humana pode variar segundo as mais diversas circunstâncias. Ter uma ideia razoável da amplitude da condição humana é muito importante, mas essa amplitude torna-se, por vezes, um pouco virtualizada nas vidas dos santos, porque elas enfatizam não a diversidade da condição humana, mas o seu sentido essencial. As vidas dos santos dizem que a vida humana tem um centro e este centro deve voltar-se para cima para encontrar-se com o centro da realidade total, que é Deus. Então ambos os tipos de literatura são indispensáveis para que possamos tirar o máximo proveito de nossa inteligência; para sabermos que não basta sermos inteligentes, mas é preciso que estejamos informados acerca da nossa situação, de quem nós somos, do que é um ser humano, do que é a vida humana.
Quando Moisés retornava de seus retiros, o seu rosto brilhava de tal modo que as demais pessoas não conseguiam encará-lo. Isso não é uma metáfora, é real. Esse fenômeno específico eu nunca testemunhei, mas conheço pessoas que testemunharam.
Observem qualquer objeto natural. Depois de observar qualquer objeto, por mais impressionante, interessante, belo e grandioso que ele seja, como as grandes paisagens, os grandes mamíferos (que são sempre espécimes impressionantes), árvores especialmente belas, rios, depois de observar tudo isso, observem o sol. Existe uma diferença entre qualquer objeto natural e o sol. Pois bem, a diferença entre as pessoas de excepcional qualidade e um santo é como a diferença entre os objetos naturais mais belos e o sol. O santo irradia algo que as outras coisas são incapazes de irradiar e são no máximo capazes de receber (…) É muito difícil conceber exatamente o que é um santo sem uma mínima experiência da santidade. Por isso a leitura de hagiografias é indispensável, pois assim nós temos ao menos uma experiência imaginativa, indireta da santidade.
Estou certo de que palavras torpes e discursos de ódio, vingança, violência e morte não combinam com a santidade e o amor de Deus que devo viver e pregar.
Entre pessoas feitas santas pelos homens e pessoas santificadas pelo Deus santo, prefira encontrar a sua própria santidade na semelhança com Deus.
