Tag pública
Duas diretrizes devem se impor em um ambiente de administração pública responsável: planejamento e austeridade.
O funcionário que tem personalidade, que assume responsabilidade e que cobra a parcela devida de todos os que o cercam, se torna na repartição pública um elemento estranho, revolucionário, incompreendido.
Não quero prisões mais humanizadas somente pelos seres humanos que lá se encontram, mas para que não tenhamos seres piores no nosso meio depois que saírem de lá.
Só se aprende com motivação! Quais motivos têm os alunos da atual escola pública, senão o lanche e a aprovação sem mérito.
9 de setembro - Dia do Administrador
Será que alguém vai se lembrar que nossa profissão também tem data? Que o que precisamos nesse país não são políticos, e sim administradores profissionais e éticos de recursos humanos, financeiros, naturais, estratégicos, públicos e emocionais? Administradores capazes de gerenciar crises? Então, para todos os problemas do país existe uma profissão que poderia contribuir com conhecimento e capacidade de soluções. Sim, eu acredito que Administradores de Empresas do Brasil poderiam se unir para contribuir para um projeto de desenvolvimento dessa nação! Mas enquanto isso não acontece, segue o baile da corrupção e da política da descontinuidade! Da partidarização.
Vai, Brasil? Só de juros estamos pagando 1,5 bilhão por dia. Acordem o Gigante, por favor, meus amigos Zé Cariocas! E o avisem que a dívida pública está impraticável. Por favor.
A revista on-line Bodisatva postou um artigo excelente falando sobre a refundação do Brasil. Destaco um trecho: "Sociedade não se faz com economia. A que se faz com economia é esta que aí está. Sociedade se faz com reconhecimento, afeto, perdão. Sociedade é a organização social que permite e ajuda seus membros a serem felizes". Mediante isso estamos todos passíveis de revermos nossas relações sociais?
Nada melhor que discutir política e preservar os amigos da época da juventude até hoje para trocarmos ideias sobre um país ideal. Manoel Mello, grande amigo da época do diretório estudantil da faculdade, com quem sempre debatemos sobre o futuro dessa nação propôs os seguintes pensamentos e ações para o País ideal:
O BRASIL QUE EU QUERO, QUE NÓS QUEREMOS.
Tudo aquilo que você consegue imaginar pode sim, tornar-se realidade! Mas como seria esse país ideal proposto pelo Manoel? Vejamos....
"Um País em que o estado não consuma mais do 10% dos nossos Rendimentos, que a saúde tenha recursos humanos e financeiros para tratar toda a população com qualidade, que não mais invadam áreas indígenas ou áreas quaisquer, que não hajam mais mortes por quaisquer motivos, que os políticos entrem para servir ao povo, que os bandidos resolvam trocar o crime por empresas mais lucrativas e legalizadas, que o País fomente empresas para explorar comercialmente outros povos com finalidade de lucros e prosperidade, que sejam alfabetizados os 60 milhões de analfabetos funcionais, que a polícia seja unificada e eficaz, que o exército ajude em construções públicas, Que todos tenham mais tolerância, que seja inserido na contabilidade do País o índice de felicidade das pessoas, que o salário mínimo seja de pelo menos 20.000, que o planeta reencontre o equilíbrio do meio ambiente, que tenhamos abundância em alimentos e saúde, que todos acreditem e sigam os ensinamentos mais puros de amor e esperança, que haja união do povo do sul e norte, pobres e ricos, que haja melhoria na qualidade de ensino de toda a cadeia educacional, que o Brasil se torne um país tido como destino mais visitado do mundo, que sejamos mais ricos que chineses e americanos, que o mundo possa seguir o nosso exemplo na questão da logística Reversa dos Resíduos Sólidos, que o Brasil adote o Sistema e Métodos da 3lixos e que outros países também adotem o modelo e padronizem-se os descartes no Globo Terrestre. " Manoel hoje gerencia a Empresa de reciclagem 3lixos. Mas poderia ser também um grande gestor nessa Nação. Manoel é um visionário.
Não há como cuidar bem do que não se gosta. Se não gostar "de" povo, não estará, por óbvio, apto para cuidar dele.
O juiz errou no caso da divulgação dos grampos telefônicos?
Não vejo nenhum problema. É um assunto relevante para a opinião pública. Como é que uma representante do povo pode usar o poder para proteger um amigo. Mesmo o fato de a gravação do diálogo com a Dilma ter sido feita depois da suspensa não é um problema. /.../Tudo o que ela faz que tem relação com o exercício do poder tem que ser de conhecimento público. O juiz tinha a obrigação de fazer a divulgação.
(Reuters)
Avessos à tecnologia – um convite à reflexão.
Estamos em pleno século XXI e infelizmente podemos constatar que a escola pública se recusa a entrar na era da tecnologia. Mais de 90 por cento dos professores não utilizam nenhuma ferramenta digital em suas aulas. Em todas as salas de aulas ainda utilizamos a lousa de giz. O diário de classe ainda é totalmente manuscrito. Por que isto acontece? Por que remamos contra a maré?
Enquanto nossos alunos utilizam smartphones e tablets e acessam a internet todos os dias, os professores ainda continuam escrevendo matéria na lousa e pedindo para os alunos copiarem. Quais as razões que levam a escola pública a não aceitar o advento da informática?
Como podemos mudar isto?
O governo de São Paulo tentou melhorar um pouco esta situação, oferecendo um pequeno tablet para os professores, porém, não preparou as escolas para isto. As escolas não possuem internet e algumas que possuem não liberam a senha para os professores, com medo de que estes divulguem a senha para os alunos.
É um grande paradoxo. Temos a internet, mas não podemos utilizá-la.
Em reuniões pedagógicas, quando um professor abre o tablet para fazer anotações, acusam-no de não estar atento à reunião.
Diante desta situação muitos professores devolveram o tablet para a escola e os demais simplesmente o guardaram em casa esperando o dia em que o governo vai pedi-lo de volta.
Enquanto lá fora os alunos se acostumam com cinema 3D, televisões 3D e até mesmo notebooks 3D, os professores teimam em considerar a lousa de giz o melhor instrumento pedagógico da escola.
Até quando viveremos esta triste realidade?
Prof. Nilo Jeronimo Vieira
09 de dezembro de 2015
"Rapaz vejo cada mentira. Vejo pessoa A dizendo que ama pessoa B, mas quando a pessoa B não está presente a pessoa A trai a B com o restante do alfabeto com todas as letras num verdadeiro rodízio. Aí me pergunto: é churrascaria gratuita e pública?"
Coisa pública: O que achamos que é de graça é porque desconhecemos o propósito. O inútil, por mais barato que seja, sai caro.
Se a escola pública tem fama de fingir ensinar,e o aluno fingir aprender,diria que seus documentos fingem um valor impecável
Escola pública leva o aluno a sentir ira do mestre e tê-lo como rival:Superlotação das salas é desumano e critérios de prova.
"...todos os alunos estão destinados aos graus superiores do ensino...a universidade tem de ser dos ainda analfabetos...os analfabetos atuais precisam ser os alunos da universidade futura"
“Palestra motivacional, audiência pública, assembleia de condomínio e colação de grau. Tem convite de evento que atemoriza (causa comichão e ojeriza). “
A universidade pública acolhe predominantemente os herdeiros dos privilégios sociais Já fui contra cotas, achava que pelo fato do meu pai ter vindo de uma família miserável e ter galgado o sucesso, achava que se meu pai foi capaz, qualquer um seria. Sempre me traí por coisa pouca, achava que a simplicidade da vida tornava tudo mais fácil, mudei quanto a maneira de pensar, comportamento, convivência social, acredito no sistema de cotas. Nós adultos às vezes temos comportamentos impróprios para nossa idade, maturidade é o nível de desenvolvimento em comparação com pessoas da mesma idade. Aprendi que há muita desigualdade no aprendizado. A história da minha vida deve ser recuada alguns anos, minha infância foi feliz e sem luxos, aliás luxos nunca tivemos, mesmo nos tempos de ouro e fartura, vivemos compartilhando com os que menos tinham. A história de cada homem é essencial, eterna e divina, o jovem de hoje, alcança a maioridade sem atingir independência real em relação aos pais e outros adultos, demora mais o sonho da faculdade ou da casa própria, as coisas ficaram mais difíceis. A família é a mesma, nem sempre o ambiente é o mesmo, as cotas levam em conta até uma alimentação insuficiente e inadequada que causa fadiga, isolamento social e até comportamentos agressivos. A cota elimina as distâncias entre jovens desnutridos, desempregados, sem dinheiro para livros, dá autoestima a si mesmo, contextualizando cada indivíduo com seu próprio ritmo de desenvolvimento. Os jovens têm interesse pelas coisas da vida prática, a vida não é apenas o prazer carnal, há sociedades que não permitem ou reprimem relações sexuais antes do casamento e o melhor da faculdade é o senso crítico que brota na cabeça de cada um. O instinto de inutilidade pode ser canalizado para os estudos, os problemas psicológicos que os adultos enfrentam, são repressões na infância de que nasceram para ser pobres. O desenvolvimento é um processo contínuo e ordenado, ser alguém exige esforço, uns poucos são privilegiados e a maioria é explorada.
UPAs/SUS: é ver para crer!
Com breve frequência, gente que nem conheço, mas, indicados por pessoas amigas às quais, nessas horas, fico pensando que na verdade, é aquele tipo de "amigo" que, por algum motivo, não me quer bem, surgem em minha porta, me trazendo pedidos ou perguntas inquietantemente desagradáveis!
Fazem estes, uma "ginástica" imensa, para me encontrar, pois sabem que não tenho apreço nem intimidades com essas modernidades, como telefone celular e, nesse campo, parece-me que há uma reciprocidade, pois as modernidades também não fazem questão nenhuma de criar vínculos de aproximação comigo!
Numa dessas visitas, um senhor, adepto do SUS, veio me incomodar e tentar me converter para o que nomino “Saúdismo Público”!
Ele, sem cerimônias, foi logo adentrando em minha casa e pelo seu caloroso e entusiasmado discurso, me deu a impressão de ser ele, um desses seguidores de seitas!
Tinha comigo que tamanha insistência objetivava a buscar maravilhar-me com a eficiência do atendimento médico prestado naquele, digamos, “templo”, que reunia, em um espaço físico indevido, pequeno e mal enjambrado, com recursos limitados de medicamentos e materiais médicos, notando-se haver mais seguranças armados que médicos e enfermeiros somados em quantidade, atendendo aquela massa de doentes, cada qual acompanhado de um amigo ou familiar ou simplesmente, desacompanhados. Dei-me por vencido ante tamanha insistência e o acompanhei a uma Unidade que chamam de UPA, e, logo na chegada, constatei que havia ali toda qualidade, raça e tipos discrepantes de pessoas enfermas e meu "acompanhante", apontava aquelas pessoas com um brilho no olhar, como se fossem resultados de um milagre, me dizendo; “daqui há pouco, todas essas pessoas sairão daqui com suas receitas para se curarem!”.
Olha, reparei que havia um quadro eletrônico que informava a chamada das senhas já distribuídas e que tais senhas já ultrapassavam a casa dos 800 numerais.
Confesso que temia ser contagioso aquele "gosto" pela longa espera de atendimento, ao ponto de se somarem em horas para ser chamado para uma sala de Triagem e ser atendido por um auxiliar de enfermagem, que definia "urgências e não urgências médicas", e cuidei-me de não ceder ao que tentava me convencer o amigo de meu amigo.
Estava convicto: não me converterei ou cederei a ser adepto desse desumano e falível Sistema Único de Saúde, amigavelmente chamado SUS, e pronto!
Quando avisaram que não haviam mais senhas a serem distribuídas, pensei, pronto: “agora, é que estou lascado, vou nessa tal UPA, chego com um início de gripe e, com tamanha sorte de amigos que tenho, saio de lá, no lucro, com uma pneumonia e machucado com a quebradeira que se deu início ante a tal comunicado”!
Mas, para cumprir minha palavra e parar de ser incomodado pelos “devotos” dessa quase religião, em companhia de meu cicerone, “Ti Neguin”, um homem confiável, contudo, um "chato de galochas, como dizia minha mãe, por ser insistente e curioso, mas um cidadão de boa fé, que ali frequentava, em espaços de tempo amiúde, dizendo mais claramente: “quase que diariamente, um desses “templos” de acolhida de enfermos”, e, principalmente, pra ficar livre desses infindos e desagradáveis convites, foi a razão da aceitação de ali estar!
Era uma visão aterrorizante: ver aquele aglomerado de centenas de pessoas de todas as idades: cadeirantes, idosos e crianças deitados em macas improvisadas, sobre pedaços de papelão, se cobrindo com surradas mantas, velhas e esgarçadas cobertas, sem uma cor definida e, mesmo assim, a primeira impressão que tive foi: “isso aqui deve ser muito bom, senão, estaria vazio!”.
Já estando na entrada, ouvi gritos que vinham do meio daquela multidão, que cheguei a crer estarem ali para pagarem alguma promessa: “gente, acode aqui, que a mulher desmaiou!”, mas, pior, o que mais me chamou a atenção foi a informação no painel eletrônico: “tempo médio de espera: fita verde: 07:40 minutos – fita amarela: 03:20 minutos, o que seriam tais “fitas” que teriam de esperar atendimento"? Preferi nem perguntar!
Só me tranquilizei um pouco quando percebi que aquele “mar de gente” poderia ser facilmente dividido em duas metades: uma que rezava e rogava para ser atendida e outra, que não se desgarrava de um terço já dominada pela aceitação de que o milagre da cura chegaria bem antes do atendimento médico.
Me convenci do que já me era uma certeza: “isso aqui não é pra mim não!”, e logo quis ir embora. Mas, “Ti Neguin”, empenhado em me converter ao “Saúdismo Público”, sugeriu que eu conversasse com algumas pessoas que usavam um adereço verde em um dos pulsos e cedi ao pedido, "puxei" assunto com um senhor, aparentemente idoso, mas lúcido, que ali aguardava sua vez de ser chamado para ser atendido pelo médico e iniciei a conversa: - “como vai o senhor”, perguntei e a resposta, veio de pronto: “esperando a morte! Tem oito horas que estou esperando para ser atendido e há pouco, avisaram que vai demorar, que é para termos paciência", mas o pobre sofredor não conseguia convencer a febre e nem a dor nas costas a terem a paciência que estavam pedindo e confesso que o assisti a não conseguir, a febre aumentou e as dores daquele ancião, em minutos, venceram-lhe a vida!
E assim, em poucos minutos e algumas breves conversas, me dei conta que aquele lugar tinha uma estreita e amiúde relação com o purgatório, num é?
