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Sempre lembro de um pássaro preso em uma gaiola. Sua vida se resumia a ficar pulando de um poleiro a outro, vai e vem, vem e vai sem parar. De vez em quando apanhava com o bico um grão de alpiste, ou seja o que for que tivesse para se alimentar. Bebia um golinho de água e voltava ao seu eterno vai e vem até que já cansado ficava bem quietinho em um dos poleiros.
Todas as vezes que seu dono apontava ao longe, erguia a cabecinha e começava a cantar, seu canto era belo e melodioso, lindo demais.
Ficava ouvindo e tentando decifrar o significado de seu canto, era a alegria de ver seu dono que o inspirava?
Podia ser, mas enquanto o ouvia encantado eu tinha um pensamento estranho, será que seu canto não podia ser bem mais do que aparentava ser? Podia ser um triste gemido, um pedido de soltura, uma suplica pela liberdade cantada em verso e prosa... e em sendo assim a sábia mãe natureza embora com muita ironia transformou tristes lamentos em maviosos acordes e notas musicais belas e afinadas, com certeza, para que todos que ouviam ou ouvissem aquele canto pensassem: - Vejam como ele é feliz, como canta bonito, que melodia mais bela. Pior de tudo é que penso em quantas pessoas vivem assim, aprisionadas porém em prisões sem grades, mas com claras delimitações, vão e vem mas nunca podem ultrapassar os limites a eles impostos, para outros cantam e gorjeiam e as vezes até discursos de serem livres fazem, mas no fundo, são tais quais àquele pássaro.
Os pássaros e as pessoas que estão em cativeiros de todos os tipos, acostumados a sua prisão, se conformam e se submetem a tudo porque acham que se forem soltos ou mesmo se vierem a dar seu grito de liberdade e efetivamente se libertar, não mais saberiam se defender pois há muito tempo estão presos, sonham com a liberdade, mas esta para eles é como um sonho distante.
Mal sabem essas pessoas, que, ao contrário do pobre pássaro, se quiserem mesmo transformar suas vidas e se livrar das amarras que de alguma forma lhes foram impostas ou que elas próprias se impuseram, jamais nosso criador os abandonaria.
Mas é preciso mais do que fé, é preciso coragem, é preciso orar, mas só isso não basta, tem que orar, mas também tem que agir.
Socorro! Alguém me tira daqui!? Tirem-me daqui enquanto é tempo! Por favor!?!... Quero sair deste show de horror!!!... Desta ilusão criada para nos aprisionar,escravizar...!!!... Estou em um lugar estranho e confuso onde o rato luta com unhas e dentes para proteger o gato. Aqui ele come queijo e arrota caviar...Aqui o Rato pobre acha que é da elite só porque trabalha em um esgoto onde o patrão é gringo!... E na eleição ele sai orgulhoso para votar no dono da fábrica de veneno. Veneno este que mais tarde o matará. Tirem-me daqui enquanto é tempo! Por favor!?!... Quero sair deste show de horror!!!...
Ser rejeitado por quem não conseguiu te manipular é uma tremenda libertação!
O cativeiro psicoemocional de uma relação de codependência é a pior prisão que existe, onde você é condenado por algo que não fez.
O manipulador só tem força na fraqueza do outro. A rejeição, neste caso, deixa evidente o fracasso do manipulador, e não do rejeitado.
As pessoas são alheias à realidade. Só veem o que querem ver. Aprisionadas pelas restrições de suas mentes. Quando basta mudarem de perspectiva para ver o panorama geral das coisas.
Liberdade não é apenas poder ir a qualquer lugar, liberdade é estar em qualquer lugar e se sentir livre, principalmente das perturbações dos problemas do dia a dia que geralmente ecoam nos mentalmente aprisionados.
A GAIOLA
O passarinho havia nascido na gaiola, recebia comida diariamente, podia viver repousado. Certa feita, a casa entrou em chamas. A mãe da casa abriu a gaiola, na esperança que o passarinho fugisse sozinho, enquanto isso, foi salvar os seus dois filhos que estavam no quarto. Todos que ali residiam correram para fora, mas o passarinho por lá ficou. De tanto amor que recebeu, se acostumou a não fazer nada, mas quando as circunstâncias da vida o empurrou contra a parede, ele não soube voar, mesmo tendo lindas asas.
Jamais se debruce sobre os conchavos do eGo.
O ego não só nos marca tal qual o homem que esquenta em braseiro o ferrete e em seguida aplica na coro do boi, como ilude-nos, tornando em escravos aos que se submete aos seus caprichos e armadilhas.
E uma vez marcado, nos torna o mais asqueroso dos seres, até que entendamos que não há nem o "eu!" tão pouco o "eGo!".
"Não há prisão mais angustiante do que viver como um desconhecido de si mesmo. Autoconhecimento é liberdade."
O TEMPO
O algoz e o herói
Nos prende até nos preencher do necessário
Ou talvez nos comprime até nos esvaziar
Para assim estreitos, sermos a própria chave que adentrará a fechadura
Deixando para trás a prisão
Na liberdade, agora sem porta, paredes, fechaduras...
Sem barreiras
Sendo o Nada e o Tudo
(C.F.S)
Audiência de custódia não foi instituída para soltar preso mediante a prisão e esvaziar os presídios, mais com intuito de preservar a integridade física do acusado, e garantir que se cumpra os requisitos estabelecidos nos tratados internacionais, que o Brasil e Signatário.
A audiência de custódia é uma ultrassonografia das circunstâncias da prisão, detenção e violação dos direitos fundamentais do cidadão e cidadã.
O objetivo básico da audiência de custódia é buscar fundamentar e sustentar o sistema jurídico, diante da análise das circustância ocorrida na prisão.
Audiência de custódia é uma garantia “adicional”, complementar ao que já se tem como garantia, que é os direitos fundamentais da constituição.
A audiência de Custódia é tão antiga quanto o Código Eleitoral Brasileiro 1964.
Vejamos noque diz Legislação Eleitoral do Brasil em seu artigo 236 § 2º Ocorrendo qualquer prisão o preso será imediatamente conduzido à presença do juiz competente que, se verificar a ilegalidade da detenção, a relaxará e promoverá a responsabilidade do coator.
O delegado de polícia aos poucos esta perdendo sua essência de manter a ordem Pública e cumprimento do ordenamento Constitucional, da Lei Penal e Processual.
