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É desconfortável perceber que parte dos nossos eleitores escolhem seus representantes com a intenção de que, quando por ventura precisarem, encubram e apoiem suas ações ilícitas. Que isto não seja o objetivo desta vez! Que tal nunca mais?
Eu apoio o voto declarado e através do CPF, pois, ficará mais fácil de ratear as despesas com eleições, as quais seriam financiadas somente por aqueles que votaram nos vencedores, inclusive sendo responsabilizados juntamentes com aqueles pelos erros e acertos cometidos durante as gestões.
O problema fundamental do coletivismo marxista é que este é fundamentado em luta. Todos os demais coletivismos são fundamentados na cooperação entre as pessoas, buscando o benefício mútuo - somente o marxismo incentiva a beligerância.
Uma ideologia fundamentada em luta jamais será capaz de promover a paz.
A polarização política não se baseia nas crenças de alguém, mas, sim, na reação emocional de se opor ao que o outro pensa. Essa é uma sociedade que não se esforça para entender o próximo, nem a si mesma.
A linguagem acadêmica utilizada pela esquerda não ressoa nas redes sociais, onde a comunicação é mais direta e popular.
Prestemos atenção!
Outrora havia partidos que faziam oposição ao sistema. Hoje os partidos se opõem ao povo. Ou acham que existe sistema em favor do povo? Ou seja, quem se alinha com o sistema é a favor do sistema, até que me provem o contrário!
"Um falso político é como um camaleão; muda de cor para agradar, mas nunca revela a verdadeira face que esconde por trás das promessas vazias."
A extrema direita, com seu verniz de patriotismo distorcido, conduziu o Brasil por um caminho de divisões acentuadas e retrocessos dolorosos, trocando o progresso pelo medo e a esperança pela amargura de um ódio semeado no coração da nação.
A política é instrumento capaz de suprimir a essência dos homens; corromper o seu caráter; destruir a sua honradez; explodir a integridade dos homens bons.
Tomara que Maurice Hauriou, nas profundezas de seu ataúde hermeticamente fechado, em Toulouse, França, não fique sabendo das aberrações que acontecem neste Torrão da impunidade e da falta de credibilidade, terra destruída pelo Furacão da Corrupção, quando se envolve a atividade pública, com interferência da Política. Um submundo marcado pela sujeira generalizada, atingindo, inclusive a venda de sentenças que ganhou recentemente os noticiários na mídia nacional, até os pequenos escombros da administração pública; um turbilhão colorido de agressões aos direitos humanos; um monte de abutres disputando a putrefação dos restos mortais que ainda restam nos ataúdes sociais; a grande maioria mergulhada na imundície do esgoto; gente hipócrita, dissimulada, interesseira, mentirosa, fraudulenta; uma ferrenha disputa por espaços nas mídias sociais; gente gritando, implorando, berrando, sem noção do que fala; todos perdidos a procura de abrigos; todos com fome de poder; um monte de alienados, inimputáveis, berrando, agredindo, destilando ódios, engodos, mentiras, peçonhas; todos lutando por projetos de poder, deitado eternamente em colchões do dinheiro público. Um monte de destruidores, sanguessugas, sanguinários, querendo sugar a última gota de sangue do trabalhador, mutilado pela inexorável e torturadora carga tributária; um país da impunidade, da disputa entre poderes, ou conluio entre eles, levado a efeito inexoravelmente por agressivas mídias corporativas, uma doença assaz contagiosa, cada um usurpando das funções dos outros. Cada estrela querendo brilhar mais; cada lua incandescendo mais que a outra; cada arrebol querendo reluzir mais; cada mar querendo exibir mais ondas; cada órgão querendo exibir mais suas ações, com muita propaganda e pouco serviço prestado; todo serviço prestado na esfera de sua obrigação, haverá sempre um ator de cinema fazendo um filminho no celular para exibir nas redes sociais. E ao final os artistas são os empregados do povo e a sociedade o palhaço. Um filme de terror, com enredo de massacre, atroz e brutal, exibido nas madrugadas silenciosas, bem longe das vistas do povo sofrido, humilhado, ultrajado e aviltado.
Políticos há que uma vez eleitos e empossados se esquecem do povo, que os elegeram, e só ouvem as vozes do sistema corrupto e dominador.
A liberdade, para ganhá-la, leva séculos ou até mesmo milhares de anos; mas, para perdê-la, basta um segundo...
março de 1966...Em setembro, minha filha Olga seguiu para a França, com bolsa de estudos. A solidão começava a tornar-se acentuada. Vivíamos, agora, num país triste, agoniado, com a população passando privações e sob ambiente tenso"
A FÚRIA DE CALIBÃ
"Tratava-se, no fim de contas, mais uma vez, do conceito de liberdade, honrado em abstrato, normalmente, pelos intelectuais, no individualismo que os aperta, na solidão do trabalho que executam, no valor desmedido que transferem ao resultado desse trabalho, na vaidade que, por isso mesmo, os atormenta"
A FÚRIA DE CALIBÃ - pág. 190
"...jamais fixei minha posição como independente. Muito ao contrário, ela é uma posição comprometida, vinculada"
A FÚRIA DE CALIBÃ - pág. 191
Eu não era, não sou, jamais serei neutro, nem permaneci, ou permanecerei, acima das lutas, nem aceito a concepção abstrata de liberdade, mas a concepção historicamente condicionada, aquela que a define como a consciência da necessidade.
A FÚRIA DE CALIBÃ - pág. 192
Nós somos as vozes dissonantes, como gritos que ecoam do inferno e fazemos isso para que as coisas mudem, não em horas, dias, meses ou anos, mas se não o fizermos, morreremos, sem a esperança de mudanças.
O poder não está no seu voto, mas nas decisões tomadas a portas fechadas, nos gabinetes onde seu nome sequer é pronunciado.
Quem manda no mundo não precisa da sua opinião, só do seu silêncio, enquanto você consome as manchetes e discute as migalhas que eles deixam cair na sua mesa.
