Tag poesia
Mulher e poesia
são formas de arte;
a poesia é estática,
livre ou métrica,
enquanto a mulher
tem liberdade
de movimento;
a poesia tem ritmo,
a mulher desfila;
a poesia tem versos
livres ou rima,
a mulher tem falas
que nunca terminam,
mas a poesia é mulher,
é substantivo feminino.
A beleza da arte, o recebido ou aprendido, são a revelação do ser sobre o parecer, e se mostram quando o ser eu, toca a alma do ser outro.
Poesia sacra e literalidade
De Gênesis à Apocalipse, a poesia sacra descreve pedras que falam; árvores que batem palmas; ventos que cantam; lírios que se vestem de beleza e águas que têm vida.
As palavras mais belas não têm o condão de modificar as circunstâncias, mas podem despertar o desejo de mudança que permite criar as condições para alterar a nossa realidade.
Me fez de poesia
Enquanto me distraia
Arrancou meu sorriso
Em canção de improviso
"Te vejo amanhã?"
Perguntou emocionado
E minha melhor escolha
Foi passar ao teu lado
Cada segredo revelado
Em minha sã escuta
Me deixou assegurada
Da tua verdade bruta
Não lapidou, nem enfeitou
Que delícia de conversa!
Tua sinceridade me ganhou
Em cada prova que me deras
Bendita seja tua alma
Tão franca e calma
Prazer, virei fã
Te vejo amanhã?
(07/02/22)
NABRISA
Envolto pela brisa do mar,
Um garoto se deparou com a bela Nabrisa
Que o fez encantar.
A beleza era tanta
Que em seu coração
Nasceu uma razão para amar.
O enigmático sorriso dela
Também o impressionou,
Deixando-o em estado de torpor.
Ele ficou tão entorpecido
Pelo mágico sentimento que em si nasceu,
Que a magia em seu corpo floresceu.
E de imediato,
Toda a sua alma veio a se iluminar,
Elevando-a ao mais supremo patamar.
Quando falarem mal de vc, não revide! As pessoas quando estão inflamadas pela raiva, tendem a falar coisas pra te diminuir, pelo simples fato de sentir-se melhor com isso...
Se rebaixar a esse nível, deixar com que isso penetre no seu coração, só te fará mal...
Apenas se cale, deixem pensar o que quiserem de vc, o tempo se encarregará de mostrar a cada um a sua verdade.
Palavras Esvoaçantes
Se as palavras tivessem asas voariam até você. E levariam a doçura de cada pronúncia compassadas juntamente as batidas do meu coração e vibrações de minha alma. E te acalentariam como uma mãe que acabou de ter um filho, aquela mistura de amargura pelo rompimento do cordão umbilical com a mais terna emoção de olhar pela primeira vez a face de um amor eterno. E nessa harmonia angelical e única te diria em um sussurrar infinito o quanto te amo.
Poesia bipolar
Do diagnóstico.
Da grande burlação.
Do esquema.
Aberto o sistema.
Privacidade, intimidade.
Violação.
Como é lindo e bonito.
Uauau, escolas, faculdades e formação.
Doutores, a lei social.
Brindam sim, vencedores.
Atores, fajuto, perseguidor tribunal.
Celulares, tvs, canais de comunicação.
Telepatia.
Ciência e magia.
A mente pressionada.
Invadida, lida.
Neurilinguistica.
Tecnologia artística.
Quanto, quantas pessoas tem que pagar.
Na gravidade, nos túneis.
Laboratórios e escritórios.
Templos, espíritos.
Alíens, a reencarnação.
Implante de memórias.
Chips.
Artificialmente.
Brasil.
Seria a grande manipulação.
Segregação.
A grande prisão.
Prostitutas, putos tantos.
Ladrão.
Santos da ciência.
Fria, ela, violência.
Arapucas, cobaias.
A grande programação.
Giovane Silva Santos
Poesia de um estudante analfabeto
O sonho, povo, Brasil.
Mãe, pai, afeto.
Justiça.
Um lar, a paz, um teto.
Jornada.
Começo da saga.
A terra, cheios de donos chamados ganância.
Começa o rock, o reg, a dança.
Quieta, que isso, lambança.
A chave, motivo de opressão.
Acusação.
Massacre, crueldade.
Violento mundo.
Atrevido imundo.
Mente, prisão.
Misericórdia ignorada.
Piedade.
Compaixão.
Toma lá da cá.
Pagamento obrigatório.
Temporário, transitório.
Não, não.
O perverso.
Do amor inverso.
Desfere agressão.
Um labirinto cheio de confusão.
Jajá, literatura dos doutores.
Aqui, um encontro de rimas então.
Analfabeto.
Sem teto.
Mas a alma com salvação.
Giovane Silva Santos
CORPO E ALMA DA POESIA
Bendita a prosa que segue o rumo
De um coração, quase que despido
Das vaidades, na poética o prumo
Do corpo e alma no canto esculpido
Bendita o verso de uma rima pura
Onde figura a sensação da gente
Com trovas tantas, sem censura
Que a ritmo da imaginação sente
E, um afago na atenção do bardo
De um ardor a vibrar tão felizardo
Faz o jeito de trovar mais afinado
É arte e ato certeiro, prosa gigante
Terna e peregrina, o verso amante
Deixando o sentimento aflorado! ...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09 fevereiro, 2022, 10’59” – Araguari, MG
Saudade
De quando tudo
Era mais sincero
E eu
Não precisava
Trabalhar tanto
Para sustentar
Meu sorriso
A solidão nasce quando nascemos. E, com ela, temos que conviver toda uma vida. Quer estejamos acompanhados ou não, por alguém, algo, qualquer coisa. A melhor companhia é estar só, que é como somos; irredutivelmente sós. A solidão traz a vida consigo, mas há que saber rodeá-la com os enfeites da alma.
Uma borboleta amarela vigiava as flores de romã - os frutos amadureciam invariavelmente em dezembro.
Via o vulto límpido da realidade se abrir lentamente. A morte é apenas uma linha que se precisa atravessar, o silêncio depois que a respiração cessa. Nada se pronunciava que não viesse eternizar o que havia em si de venerável. Mateve-se curioso. Não perdeu a capacidade de encontrar motivos.
"Sinto-me um mero transeunte do Tempo – acho o Tempo uma invenção. Chamaram a esse vácuo desconhecido de Tempo assim como chamaram de Deus ao resto do vácuo que restou. Para mim, é desse vácuo que se desprende algum amparo, toda minha experimentação. Eu resisto a tudo. Menos à amada que, infelizmente, não é minha”. Aníbal não perde de ver-se, mesmo depois de um longo e imotivado intervalo. Nada faz com que desmorone a construção que fez de Rosália. [não recorda qual foi o inaugural elemento de que se serviu para isso, e isso não o perturba, nem lhe importa]. Rosália ser-lhe-á, por toda a vida, a alma diurna e feliz de que jamais se apartará por sentir-se inteiramente composto dentro dela.
De antes ou depois de todas as dimensões. Aníbal. A licitude dos olhos.
Amar você foi algo que decidi fazer,
E vendo tudo isso vejo que não vou me arrepender.
Tá, talvez eu possa ser assim,
E a decisão de te amar, não foi tão ruim.
Amar tem sim seus desafios,
Foi por isso que o maior romântico morreu sorrindo.
Pois ele tinha visto,
Que amar sempre é o melhor caminho.
"Ame o próximo como a si mesmo"
Na Bíblia está escrito desse jeito.
Por isso amo e não me arrependo,
Porque se Deus disse, eu estou fazendo.
Talvez eu não tenha certeza,
Certeza eu tenho que você é minha princesa.
Amor é do jeito que eu te chamo,
Mas sabe por quê? porque eu te amo.
Realmente eu sou assim,
E te amar nunca vai ser uma decisão ruim.
E com você perto de mim,
Nunca vejo o nosso fim!
DE AMOR E DE ESPERANÇA
"....no amor que flui em nós, água corrente ... "
Eu sei,amor, a vida está difícil
- o preço do feijão, a ausência de futuro,
a poluição, a falta de ternura,
a falta de verdade e de abertura,
esse medo do escuro...
O perigo maior,porém,é que esta vida,
este cansaço, esta ilusão perdida
destruam esse amor,fortuna que nos resta.
E,sem fazer versinhos cor-de-rosa,
eu quero neste verso,nesta prosa,
dizer que ha um caminho ,uma fresta.
Inda é possível,amor, esse milagre
de multiplicar o pão.
É só somar as coisas que nós somos,
é dividir as coisas que nós temos,
subtrair todo egoísmo e ódio
na matemática do coração.
Amor,vamos brincar de aventureiros,
vamos buscar em nós, na humanidade,
no amor que flui em nós, água corrente,
um tesouro escondido à flor da terra.
Um tesouro que existe,em que pisamos,
o qual não vemos,porque não olhamos,
um tesouro real e verdadeiro.
Vamos amor, me leve nos teus braços,
eu te levo em meus versos,que são teus
Vamos abrir estrada em nossos passos,
vamos abrir estradas para o mundo,
vamos falar com Deus..
( do livro " Canção pro Sol Voltar" , Editora do Escritor )
Castelo Hanssen é jornalista e escritor , membro fundador do Grupo Literário Letra Viva e da Academia Guarulhense de Letras.
POEMA MARGINAL
Poeta,eu? Eu não !
Meu poema não tem poesia
Não tem bandeira
Não tem corrente
Não tem escola
Tremula no meu terreiro poético
o mastro nú. Pau de sebo.
Meu poema é cheio de falhas
Meu poema é vazio
Meu poema mente.
Discretamente como o moço
lúcido no ponto do ônibus.
Meu poema não tem sentido
Não tem boca
nem ouvido
Vai como um rio sem direção
à margem da cidade acesa...
do livro "Licença Para a Vida " Editora do Escritor
aos filhos da arte
são muitos os fluidos que nos fornecem a inspiração..
perceber e captar esses fluidos é trabalho da
percepção
onde a sensibilidade é a mola mestra
traduzindo nossas impressões em expressões
somos filhos da arte, enlaçados na onda do bem-querer
da arte sábia de quem acredita na vida
e na luz que nos envolve e nos move a crescer
nossa existência é sinônimo de persistência
e crescimento interior
não dá prá fugirmos daquilo que somos
não dá prá negar ou ignorar a "voz do coração"
