Tag poesia

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⁠sussurra-me ao véu
de minha alma

que sou uno a essência
de tua alma

que nela sangro e 
transbordo

grita que posso ser

em ti o sereno úmido
em noite de lua cheia..

**Artemis

Inserida por arremedos_poeticos

⁠no sorriso
no olhar
me prende
acende 

a chama
puro Amor
preenche
compreende

me faz ser
alguem melhor 
da sentido 
ser sentido

é com você que quero acordar todas as manhãs..

**Despertar

Inserida por arremedos_poeticos

⁠não há lugar
neste mundo
para os que
Amam 
com 
intensidade,

eles
assustam
nós
assustamos 
as pessoas

neste mundo 
tão insano, 
nos assustamos
ate entre 
nós mesmos

por isto 
não há 
um lugar
para nós

[...]

se eu
pudesse
te levaria
para uma
estrela

com meu 
próprio corpo 
te protegeria 
das dores
causadas 
pelos que 
não sabem
sentir

com minha
alma 
te envolveria
com todo meu 
Amor 
para te 
transbordar 
a ponto 
de te fazer
se sentir 
protegida 


sem medo
de
Amar
e
ser 
Amada...

fugiríamos juntos
em Amor,
para sempre, 
para longe 
de todos que
não sabem 
ver o 
Amor 
em todo
e cada
amanhecer..

**Um lugar para o amanhecer

Inserida por arremedos_poeticos

⁠me contemple no meu sepulcro
na minha morte de sentimentos
no aguardo de sua fatal despedida

crave letras tristes na minha lápide,
em versos negros arrancados 
do lado obscuro do seu coração,

podes ainda tatuar no meu corpo morto
palavras inssossas de tua alma solitária,
rasgue versos sem dó nem piedade

me contemple antes de descer com os mortos,
sufoca-me na escuridão das tuas palavras,
sangra-me até a morte com tua língua ferina,

contemple também a morte de minha alma,
reduzida a cinzas no Jardim dos meus escritos

alma esta que cultivou flores de seus sorrisos
rosas de tua voz e jasmins de seus olhares
como primícias do meu Jardim,

me contemple no meu sepulcro
afogue meu corpo na escuridão
e minha alma no Jardim consumida

contemple minha alma em meu Jardim 
reduzida a cinzas de sentimentos
terra seca de desamores de seus medos

olhe para as flores dos seus sorrisos
definhando no Jardim de minha alma,
a terra apodrecida em feridas abertas

vê agora as rosas da tua voz, 
roucas e murchas arrancadas da terra
despetaladas de suas próprias rejeições

contemple os jasmins de seus olhares
cegos e intensos queimando desejos
nas cinzas estéreis da terra da minha alma

tempestades de tuas lágrimas a cair
não darão mais forças a minha alma
gritos do silêncio de tua alma ecoando
não despertarão mais sentimentos

confina tua alma, resigne tua solidão
corte seu corpo, sangre feridas
soletre saudades dizendo meu nome

ame sozinha se for capaz, grite amores,
busque palavras no vazio dos corpos que te cercam,

encharque em álcool tuas tristezas,
afogue com Bukowski seus dilemas
repita que vai me esquecer até acreditar nisso,

consuma minhas palavras acendendo e
consumindo cigarros,
e como fumaça me lance aos sabores dos ventos

me contemple mais uma vez no meu sepulcro,
despeje terra com a raiva de sua volúpia,
sufoca-me com essa boca grande a gritar despedidas

dá-me o golpe fatal, mata-me logo,
com seus medos loucos e doentios
rasga-me ainda vivo com as velhas lâminas enferrujadas dos seus ciúmes,

não esquece de cravar na minha lápide
momentos de um tempo que vivi em ti, 
enquanto tu fugias de ti mesmo,

esquece-me então nos seus devaneios,
porque eu logo esquecerei de ti
quando esquecer de mim mesmo,
me mata então para que assim aconteça,

me contemple ainda uma vez no meu sepulcro,
olha-me sórdida e sem medo, 
sem medo de ver a você mesma em mim..

**Um poema para a minha morte

Inserida por arremedos_poeticos

⁠Tu és o meu vinho.
Tem a fragrância e delicadeza de um rose, aromas florais e minerais de um vinho branco, teus beijos têm a refrescância de um espumante e são gostosos como morangos, têm a doçura de um vinho de sobremesa. 
És o meu encorpado vinho tinto, com taninos presentes, marcantes e inexplicáveis. Assim defino você! Igualzinho a um lindo e precioso vinho. 

Inserida por VanderleyAndrade

⁠"todo amante vira poeta"

Inserida por juliana_geffer

⁠Me sinto como uma casa velha de madeira, fazendo barulho a noite;
assustando quem eu queria que ficasse mais perto.

Inserida por HudsonHenrique

⁠Sou irmão da poesia,
não me peçam que sorria
muito e abundante.
O que tenho de lírico,
tenho de delírio.
Eu choro ao ver uma flor embriagada de luz

Inserida por veropoema

⁠Presentear alguém de forma imprevisível
Faz o dia de alguém ser mais cheio de vida e inesquecível
Pois essa pessoa vai se lembrar de você
E sorrir, por alguém lembrar dela
Ela vai se sentir tão especial
De um jeito que só quem viver vai saber
É fazer um dia normal
Se tornar interessante de um jeito sobrenatural

Inserida por Kayka

⁠Com o amor-próprio entendi o que é o amor de verdade. Não é sobre me sacrificar para agradar a outra pessoa, mas me valorizar para não me contentar com pouco. 

Inserida por afranciellensantos

SONETO CINZA

Como no cerrado, o torto é vestuário
Desenhando no vento árida textura
Rajando o céu em escarlate mistura
O coração na paixão, tem imaginário
Eu, na solidão, de imperfeita bravura
Vejo a desdita germinar no itinerário
E o amor em tal solene rito arbitrário
Frustrado pela própria azeda ternura

Fico então no conforto do contrário
Do que no peito me anuncia a tortura
Implorando amor com um destinatário
Mais, que o viver possa ter procura
E a vontade de ter amor, seja vário
No afeto, o amor no fado, é ventura

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
25 de maio de 2016 – Cerrado goiano

   

Inserida por LucianoSpagnol

⁠VELHA PORTEIRA

Pela velha porteira da estrada
Passou o passo, passo a passo
De afã, sonho, pressa, cansaço
Todos com sua singular toada
Por ela a vida passa, meada
Passo crasso, leve e pedaço
De ser, em um tal compasso
De sensação, sem ter parada

Ó velha porteira no vai e vem
As secas, invernadas, ir além
Vendo a história, fase, tolice
Afinal, no tempo está contido
O que divisa o destino vivido
E hoje passo por ti na velhice...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
31 janeiro, 2022, 15’16” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠A caneta.

O grito mais alto do mundo.
Plangente de solidão,
algente de tão profundo⁠
que tolda o coração.
Adágio de uma canção,
prelúdio sabotador
nas mãos do compositor.

Inserida por brunocmedeiros

⁠Café é poesia em forma de bebida.

Inserida por gledstonguetao

⁠Ser gentil traz forças dentro de mim
E traria para a população também
Se tivessem coragem pra abraçar
Pra elogiar
Pra sorrir
Ser idiota
E ajudar   
Coisas assim mudam muita coisa
E pro bem
Pena, que por ser simples
Não ligam
O simples é lindo!
Não é só porque não atende a sua expectativa
Que seja realmente uma porcaria
Se olhar com carinho
Verás como todo o mundo é maravilhoso
Como um sorriso 

Inserida por Kayka

[UMA CANTIGA E SUA PEREGRINAÇÃO POR UM MUNDO DE NOVAS ESCUTAS]



A poesia - diante da possibilidade de ser utilizada como fonte histórica reveladora de discursos, informações concretas e expectativas humanas de todos os tipos - ⁠deve ser vista como  um veículo de expressão e comunicação que, independentemente das intenções de seu autor, pode conter uma pluralidade de sentidos. Para que um novo sentido se desprenda de um poema ou de uma cantiga, é por vezes bastante que a desloquemos no tempo ou no espaço, que mudemos o seu público ou o trovador ou poeta  que a enuncia, que a voltemos contra um novo alvo. 

Em sua peregrinação por um mundo em permanente transformação, um verso se transfigura a cada instante, a cada leitura e a cada audição. Para compreender isto, é preciso perceber a leitura e a audição como práticas criadoras. O mundo transfigura o poema porque se transfiguram os olhares e os ouvidos que para ele se voltam, e também porque este poema é inserido em novas práticas, é recriado mesmo a partir destas novas práticas.

O encantador paradoxo da poesia está em que esta transmutação se
opera sem que a forma sequer se altere. Enquanto uma narrativa que é trans
mitida por via oral sofre múltiplas interferências, interpolações, reorganizações do discurso – dada a própria natureza do discurso narrativo –, a poesia, mais ainda a cantiga, está aprisionada dentro de uma grade versificatória, de um ritmo, de um jogo combinatório de sonoridades. Não é possível alterar uma palavra, na sua dimensão material, sem que a estrutura poética desmorone. É isto o que assegura, aliás, a passagem de uma poesia através do tempo em toda a sua integridade material.

No entanto, este poema aprisionado em uma grade versificatória, esta cantiga encerrada em uma estrutura melódica, exercem espetacularmente
toda a sua liberdade. Sem mudar uma única palavra, trazem à tona mil novos
sentidos a cada novo contexto de enunciação. A grade de versos e ritmos não é para eles um túmulo, nem a estrutura melódica é para eles um cárcere. É antes um meio de libertação, que os permite incólumes atravessar todos os
tempos. Já se disse que “um livro muda pelo fato de não mudar enquanto o
mundo muda”. Ainda com mais propriedade podemos considerar isto para o poema, este gênero de discurso que, mesmo quando transmitido basicamente pela oralidade – meio transfigurador por natureza – conserva-se a si mesmo sendo já um “outro”. A estrutura singular do discurso poético lhe dá uma imunidade material, ao mesmo tempo em que de fato não o aprisiona, sobretudo em virtude da natureza fluida da linguagem poética


[trecho do artigo 'A Poesia como Arma de Combate - um estudo sobre as múltiplas reapropriações de uma cantiga medieval-ibérica", Revista Letras (UFPR), vol.90, p.41-42, 2014].

Inserida por joseassun

⁠A vida exige ousadia.
Minhas ações são audaciosas, 
porém, difíceis.
O perigo pode assustar e embaraçar o ânimo, mas o atrevimento espanta a covardia.

Inserida por JoiceP

⁠Poetas

Poetas tem uma arma
das escritas amargas
às mais doces
as palavras mais gordas
às mais magras

Poetas trazem aos seus amores
algumas flores
e um poema rico de fascínio
que preenchem suas dores
e os enchem de carinho

Inserida por rezeduardaautora

⁠A política é arma mais perigosa do mundo!

Inserida por ludi_o_sabio_lendario

⁠O melhor da música
É sentir 
Como um lindo caos e loucura
Que passeiam como uma montanha russa
Dentro de si

Inserida por Kayka

⁠Na poesia, amor sempre será sinônimo de mulher.

Inserida por gledstonguetao

⁠Muitos poetas exaltaram 
a beleza da natureza,
em toda a sua plenitude 
e exuberância, 
mas isso pode estar contido 
na suavidade do movimento 
de uma simples borboleta, 
na luz que irradia 
dos teus olhos, 
no timbre da tua voz
ou apenas no teu cheiro.

Inserida por luizguglielmetti

⁠ASAS DA POESIA
Escrevo com minha alma,
Mas reviso com a razão.
Os versos da minha palma
Escapam de minha mão.
Dizem mais do que eu queria,
Falam mais do que pensei;
As asas da poesia
Por que é que não cortei?
Quem dera com mil argolas
Prendê-las numas gaiolas,
Pegá-las num alçapão!...
Para conter as palavras,
Pra não voar sobre as casas,
Mas é tudo esforço vão!

Inserida por Antonio_Costta

⁠Quando olho para ti de forma unica e doce, sinto o mundo apaixonado e louco pelo que vê, quando sinto o teu bater do teu corpo e coração simplesmente diz, acima de tudo adoro a perspectiva de mudança e de novas conquistas e vitórias e glórias, porque és uma Duquesa indomável e simplesmente fascinante e unica minha duquesa.

Inserida por richard_felix

⁠Poema do, o teu aroma adocicado como as planícies de galiza, o teu cheiro gostoso como o mel, o teu coração puro como o universo, o teu toque poético como uma poesia pelos nossos corpos húmidos e ardentes.
Tu és a minha realeza. 
Eu não preciso de titulos reais.
Mas sim tu és o meu maior titulo minha duquesa. Eu vivo de amor e paz e não de titulos e glórias. Tu és a minha maior glória.

Inserida por richard_felix