Tag poesia
MINHA POESIA
Eu te conto poesia...
Na forma de poesia
essa minha poesia...
No sonho de poesia,
todavia poesia!
Colhida de poesia
da cesta da poesia.
Poesia com euforia
poesia: Noite, e dia
poesia, poesia...
Poesia pela vida
pela vida, poesia
Antonio Montes
VINHO VIVO
Eu vi o vinho, vivinho...
O vinho do parreiral do vizinho
frutos maduros, frutos verdinhos...
junto ao chilrear dos passarinhos.
Ouvi o sino tinindo...
no labirinto do velhinho
que outro dia ouvindo
tiniu com o seu carinho.
Eu vi a idade, subindo...
a cada ano, um pouquinho
mosquitos zunindo a pino
enrugando o vovozinho.
Vem idade, não me leve
entregando as rugas suas
essa vida já é tão breve
por favor, não me destrua.
Não me entregue por ai
como se eu fosse um pacote
tu sabe, que meu existir
nunca foi assim, tão forte.
Não sou vinho, sou menino
para idade do planeta
menino ainda novinho
candidato ah perneta.
Antonio Montes
AMOR...
Acho incrível e até estranho,
o fato do meu amor não depender de você...
Meu amor não é afetado por sua indiferença
Por sua ausência
Sua presença
Seu sim
Seu não.
Meu amor é maior que eu
É maior que você
É maior que nós
É plenitude
É vastidão
Subsiste além, mesmo, de nós
Por isso é amor
e é AMOR por tudo isso!
a palavra amor morre quando você pensa em você, mais quando pensa em sua família a felicidade aparecera
BOOOM BOOOM BOOOM
eu escuto as explosões
é estouro da granada
ou só será nossa mente encarcerada
a pressa nos engana
que os fantasmas são de fora
e fogem com o gosto de amora
e agora?
vem o medo e acaba com você
tem um corpo no chão
a dor no coração
é o sangue de mais um irmão
perdido nas rajadas de alienação
não tinha nem um pão
a dor sufocou a sua mente
ele ficou inconsequente
e relativamente incoerente
e eu escuto de novo
BOOOM BOOOM BOOOM
e são as balas perdidas
acertam consciência bem aflitas
são jogos de valores
faltam a superação das dores
afloramos nosso ego
querendo um descarrego
quando nosso povo fica sem emprego
educação interferida
pela vivencia e a falta de comida
sobem os morros
seguem as vielas
e a maioria entretida na novela
as arvores expressam
transmitem a vida
pedindo para que os tiros cessem
a indústria bélica só arrecada
muitos assaltos a mão armada
nossa infância torturada
e as crianças muito mal interpretadas
e vem mais uma vez
BOOOM BOOOM BOOOM
dessa vez vem um soco na mente
daqueles que mexem com a gente
aquela palavra agressiva
que as vezes é meio instintiva
com um objetivo relativo
são acordos dos vivos
o cérebro bate em todas as laterais do crânio
a cabeça roda
e por momento nos esquecemos da moda
o planeta gira
corremos pro silencio
é o único que sustenta
não se tem criticas
nem ladainhas
entramos em um estado de reflexão
reverenciando o cidadão
até pensamos no perdão
viajamos na imaginação
e as lagrimas caem no chão
lutamos pela educação
sem pensar em mansões
queremos ver nossos pequenos
sem engolir esses venenos
valorizamos a natureza
que hoje esta escassa
graças ao poder e a avareza
junto com orgulho
e o murmuro
que venho a sonhar
de que esse mundo
logo menos irá acabar
e por mais uma vez
BOOOM BOOOM BOOOM
o som do tambor
que mostra o final
o termino do aval
da fauna e a flora
e o final de nós como animal
mas é algo tradicional
o mundo racional
sem criatividade
ou um tanto de relatividade
os sinos interpretam
é a hora de se recolher
descansar ou dar um adeus ao viver
não temos como prevê
o céu de nós próprio
com muitas turbulência
tentando valorizar a essência
nas sirenes de emergência
fugimos dos vícios
que nos deixam submissos
assim como as pragas
ou enigmas
das nossas drogas tragadas
que vão das roupas trajadas
até as mentes enjauladas
e quando tudo esta preste a acabar
voltaremos ao passado
vem nossas lembranças
analisando os erros
principalmente os que nos dominaram
e assim o tempo passa
como carne na brasa
sem saber o que virá
então o que fará
antes do fim
como irá aproveitar?
PRENDEDORES DO TEMPO
Eu sinto o vento dando vida
as roupas do varal,
ao mesmo tempo... Vejo-as alegres,
batendo palmas como se tivessem,
saldando o sol, e vibrando o
enxugamento do momento.
Se bem que, no mesmo tempo...
Dá impressão que elas estão
agradecendo o ontem...
Sinto pena por velas felizes...
Sabe se lá porque, o motivo da alegria!
Mas estão lá, presa ah prendedores...
E não se dão conta do seu,
repetitivos castigos.
Antonio Montes
TURBULÊNCIA TEMPLÁRIA
Em noite escura, eu adormeço
ninado pelo coaxar do tempo
e sonho, correndo pelas ruas
e tão logo, sou acordado pela...
Turbulência sentimental.
E de supetão... Desperto-me,
molhado pela chuva templária.
De repente...
Me dou conta que estou,
sendo bombardeado pela mira
da minha goteira. E essa...
Articulada aos desmandos da sua
ausência, a qual encharca-me
pelas águas caídas, da cumeeira
dessa... Sua velha telha.
Antonio Montes
A FALA QUE ACHA
Enquanto a lua esgueirava pelas ruas,
as sombras esqueléticas...
Esgueiravam-se, pelas formas retas
dos seus totens de concretos,
e as pilastras que ninguém não as vê.
Você não acha...
Eu não acho, eles o que acham?!
Quem é que acha, o que não se pode,
ou não quer achar...
Quem é que acha,
a barca, que se perdeu no mar?
Aquele que não fala, não gosta de achar
a lua acha, mas se cala sem falar
com sua prata, ela apenas ilumina a fala
para, aqueles que gostam de achar.
Antonio Montes
Minhas palavras ao seu ver podem ser pesadas ou torturantes, mas é apenas minha forma de liberar tudo de ruim que tenho dentro de mim em forma de poesia
102Entre A e z
tão simples,quanto uma folha no outono caindo
Tão sincera quanto uma criança sorrindo
Tão delicada quanto uma flor desabrochando
Ao mesmo tempo tão forte quanto o vento soprando
Tão misteriosa quanto o tempo
Tempo que vem,tempo que vai
Tempo que leva e trás
Fria,como a noite em que a chuva cai
Quente,como o dia em que o sol sai
Agreciva como uma fera
Mansa,acolhedora e carinhosa
Temente mas corajosa
Cercada de pessoas,mas sozinha
Grande, como uma girafa
Pequena,como uma formiguinha
Impossível de se compreender
Mas meiga e doce de se conhecer
SONHOS ASCÉTICOS
Não é brinquedo olhar cedo, no espelho...
E se ver no tempo, ao mesmo tempo,
sentir saudade, do passado... Se sentir como
se tivesse sendo teletransportado...
Teletransportado pela nau da teletrasnsportação quântica, há décadas e décadas do passado,
ao mesmo tempo... Ter a sensação de esta sendo, projetado a uma senda de um futuro transcendental.
Vendo assim, é estranho pois, ao mesmo tempo, em que está colado ali, ofegante de sentimento, e
sentindo o coração pulsando... É como se tivesse oscilando um outro, ali a seu lado.
Eu sei... Eu sei espelho meu, não és vivo,
mas em seu físico, compacto, tu tens o dom
de manipular os sonhos... Fazer viajar pelos
espaços templários, e naufragar sob as ondas ascéticas.
Me faça naufragarem em uma senda templária
aonde o Deus é movido por um límpido amor
e não nos deixe ser envolvidos pela rugas da
idade nem pela ganância da felicidade.
Antonio Montes
O ESCURO PASSA
Não se aflija, acredite no amanhã,
o dia amanhecerá, e quando amanhecer...
Brinde o dia... Veja o sol,
a noite passada nunca se repetirá.
Agora você tem o horizonte,
galgue os sonhos...
A vida não se repete
e o tempo sempre esta arrastando-nos
para frente.
Acredite em ti...
Não deixe a sua vida, ser enganada
por promessas falsas,
não volte a noite que foi tão escura!
Pois agora, o dia se faz sol
e os pássaros cantam o amanhecer.
O céu, voltará a te saldar com um arco-ires,
o futuro é feito por cada um de nós
repetir o passado para cair na burrice
é desespero...
O passado só se repete se,
permitir-nos repetir.
ANTONIO MONTES
HOJE EU CHOREI (soneto)
Hoje eu chorei porque tive vontade
Se foi saudade, aflição, eu não sei
Apenas chorei, e o peito desabafei
Chorei quem sabe duma felicidade
Se separou, se a vida amargou, ei
Apenas chorei. Choro de verdade
Não o sufoquei n'alma, liberdade
Num grito com lágrima, então dei
E neste pranto sem ter valeidade
Choro... Chorei... e sempre darei
Pois eu não sou no todo, metade
E se chorei, não é porque afazei
Um choro de qualquer fatuidade
Onde eu chorando, hoje chorei!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano p
TATO DO SABER
Ao nascer...
Nasce o que se vê
ao crescer... Como parece!
Agora, quanto a ser...
Isso já, não acontece.
O que parece...
Nunca foi... E não, não é!
N'essa sociedade, perdida...
Não sei... Não sei, se é mulher.
Já se esgueira pela vida...
Aquilo que nunca foi, mas não foi!
A sociedade esta perdida...
homem, mulher... O que foi?
Se você não sabe, não sei,
o que um dia... Pode ser?!
por essa vida minha tateie
o tato do meu saber.
Antonio Montes
SINAIS GRÁFICO
Sou maiúscula, sou minúscula,
vogal, sei lá... Consoante
sou um tanto, quanto caduca
mosquito, anta, elefante.
As vezes, sou imbecil...
dona de mim, na explicação
lousa giz, todos me viu
no bilhete do coração.
Ocasião, com circunflexo
acento... Grave, e til
quem sabe, trema apóstrofo
assim na gráfica... Quem não viu?
Você viu... Eu vi!
todos viram os sinais
que não obedeceu estão por ai...
Nos sinais das capitais.
Antonio Montes
Cabanos hoje
Nós somos hoje herdeiros
De um povo valente e guerreiro
De ideias e bravura honrosas
Da nossa história tão gloriosa
Que viva em nossa memória
Nossa heróica trajetória
De luta árdua e revolução
Contra a voraz opressão
Então cantemos a liberdade
Calada ontem pelos covardes
Pelos agentes da submissão
Da bárbara exploração
Nós somos povo herdeiro
De heróis verdadeiros.
Que nos sertões da hiléia
Permaneça viva a ideia!
Amazônidas pela liberdade
Levante, povo amazônida
Temos correntes para romper
Avante, povo amazônida
Já não há tempo a perder
Mesmo que sejam as noites escuras
Mesmo que seja a dor mais aguda
A liberdade sonhada outrora
Faz-se pra sempre desde agora
Em frente, filhos da Amazônia
Escreveremos nossa história
A liberdade almejada virá
Da nossa garra e da união!
quero uma primavera de luzes dentro de mim.
os olhos dos amigos são os botões do meu jardim.
transitam almas sem cessar.
não consigo ficar sempre no mesmo lugar.
