Tag parceria
Divagando...
Quantos infinitos cabem
Dentro de um ser!?
Tantas são as suas formas
De sentimentos, de querer
Sua intensidade, de se entender
Quando repletos de sonhos,
Estamos
Achamos que um só infinito
Nos parece tão pouco, não nos cabe.
Por não sabermos a dimensão
Do que é, um infinito de opções
O quanto de prazer e deleite
Podemos usufruir
Se não fizermos, dele
Só Um enfeite...
Sorisso
Diante do teu sorriso
Me desmancho
Quando estas triste
Mais te amo
Porque, amor é isso
Sorrisos e lágrimas
Sempre, de mãos dadas.
Percepção
Muitas pessoas
Veem
A beleza externa...
Poucas conseguiram
Até hoje, Ver Sentir...
Harmoniosamente o Ser.
A beleza da Alma
Só é perceptível
Aos olhos do Amor.
Por vezes sinto-me
Tão distante
Absorta a tudo
Procuro...encontro-me
Nas minhas recordações...
Num passado distante
Nas provectas ilusões..
Sintonia
Quando
As palavras
Em sintonia brotam
Do âmago,
O que se lê, escuta...
Fala-se
São linhas lindamente
Sublinhadas de Amor.
Não aponte a outrem
Erros que ainda em você
São raízes profundas
Permanentes
Só os saliente...
Quando não os erradicares
Na semente...
Quanto mais a vida
Nos mostra dificuldades ,
Mais temos que ter vontade
para superar.
Viver é isso
Ir além dos limites
de nossas energias e forças.
Alguns sentimentos
São surpreendentes
Assemelhasse
A bolinhas de sabão
Fizemos malabarismos
Para que não desmanche
Mas acaba caindo no chão
Tão linda, colorida
Esborracha-se...
Sortilégio
Quando
O dia amanhece
Com tua voz, desperta
O dia floresce...
Em mim, a vida renasce
Lá fora, tudo acontece
Borboletas e pássaros
Num bailado orquestrado
Pelo sol, dançam
Respingos, de raios filtrados
Pela janela entram, dão a tua voz
Sons de canção, mágica
Já impregnada na alma
Feitiço que arrebata.
Todas as manhãs
Acordo encantada..
Enquanto distraído (a)
Olha para todos os lados
Alguém acha, o que procura
Enquanto tudo observa...
A distração faz isso
Com quem não presta atenção.
Quer olhar tudo, sem noção
Não saber o que procura
Quem tudo quer,
Nada consegue ver.
Se perde...
Como areia, que as ondas levam..
Se espalham...
Se não vives, uma situação
Não sentiu na pele a fissura
Não de opinião...
Vida não é teoria, mas pratica
Não se sente, não se vê
A vida acontecer
Observando de uma janela.
Muita cultura e pouca educação
Muito saber e pouca sensibilidade
Muita teoria e pouca pratica.
A cultura nesse caso só atrapalha
Faz do homem culto um Ser
Que precisa aprender a viver.
As vezes
A saudade é tanta
Queria adormecer
Sonhar te sentir...
Beijar o céu, que é tua boca
Acordar em meio as nuvens
Flutuar emergir...
Ancorar no teu sentir .
Na vida
Algumas vezes
Precisamos...
De alguns remendos
Costuras e alinhavos
Alguns ficam tão perfeitos
Que mais parecem bordados.
Sozinhos não chegamos a lugar nenhum. É hora de unir forças, buscar PARCERIAS.Para juntos, caminharmos de mãos dadas, em busca de realizações.
Quimera Real
Em estado onÍrico
Experimento o desejo
Na boca o sabor do ósculo
O sussurrar da paixão
Entre dentes...
Enastrado ao corpo
Ávido entre o ventre
A cobiça do olhar
Desnuda o âmago
Anseios contidos
Tornam-se designios
Ansiedade sofreguidão
Delírio devaneante
Traspassa a razão.
És tu a fonte,
Dessa paixão
Hipótese Suposição
Não existe conhecimento
Da janela para dentro
Não há vivência, em teorias
No conforto do sofá,
A frente da televisão
Sem sair para a rua batalhar
Viver é estar de cara com a situação
É sentir na pele o sol e correr da chuva
Acordar de madrugada, sair pela rua
Terminando de comer um pão
É chegar cansada,
Começar uma nova jornada
Com um sorriso nos lábios
Afinal o dia não terminou, não
Fora disso e de outras experiencias
É pura demagogia
Sem existir a prática
Teoria, não é vida não!
Só mais um Estilo...
Para quem passa por ela (a vida)
Só dando opiniões pela janela,
Sem ao menos se colocar na situação.
Divagando...
Eu
Hoje sei
Que teria morrido
De tédio
Se tivesse vivido
O passar do tempo
Como todos achavam
E ainda, acham...
Que Eu, deveria Ser.
OUTONO
Vejo o amarelado das folhas
Desprendendo-se a cair dos galhos
Eis que chega o outono de mansinho
Mudando a cor da paisagem
As folhas com o vento, fazem redemoinhos
Ensaiam um lindo bailado
Outono estação do aconchego
Do carinho mais quentinho
Outono de nossas vidas...
Com sabor de um novo ninho
Teus abraços são fortes galhos
Teu Ser meu agasalho
Mais um outono que passa
Cobrindo de folhas o chão
Deitamos nesse tapete
Revelando a natureza
O quanto de amor, contem
Esse outono, que nos tem
Que nos faz florescer como
Gerberas, tulipas e camélias
Num jardim particular,
Mais um outono a vivenciar.
Admirando o bailado das folhas
Em pequenos redemoinhos
Com o vento a brincar...
Intuição
Esta, recebi no ventre
Apurada, com o tempo, semoto
Cravado no âmago, feito raiz
Silenciosa como as águas
Profundas do oceano
Nada passa sem descortinar
Fui aprendiz na turbulência
Mesmo de costas...
Percebo os movimentos
Antes da flecha lançada
Palavras, entrelinhas,
São as que mais identifico
Deixo-as no relento
Até que achem seu destino
Tudo que se lança no universo
Ele reconduz segundo o merecimento
Intuir não é obstar...é
Aprender a enfrentar, forças que emanam
De seres em estado de cólera, frustração.
É perceber o amor em sua concepção.
