Tag negros
Enquanto a gente [a população negra] continuar se mostrando frágil, a gente vai continuar se colocando no canto.
O nosso grande problema não é só na questão dos negros. O nosso grande problema é a demanda.
Tentam calar meu povo, dizendo que nada faz, não querem pretos em Universidades públicas, muito menos Federais, mas o negro segue lutando e os espaços ocupando porque sempre foi capaz
Minha querida mãe me ensinou muito, através do seguinte ditado:
_O que seria das outras cores se todos gostássemos do azul?
Pois bem...
Fica nítido que somos diferentes.
Cada pessoa possui uma história única.
Por mais que passamos por situações parecidas, a forma como lidamos com isso é diferente para cada um.
Exercemos reações diferentes perante a vida (ou a morte).
Não devemos ensinar as crianças a respeitar o branco ou o negro. O correto é educar para que respeitem a todos, assim não criaremos distinções.
Querer que as pessoas possuam a mesma forma de pensar ou gostos, é normal. Porém a magica está na loucura de sermos diferentes, de podermos discutir sobre assuntos variados. Essa é a porta do conhecimento.
A única coisa que devemos ter sempre para com o outro, é o RESPEITO.
Entenda...
Voce não precisa gostar do que julga diferente, mas respeitar é teu dever.
_Catherine Andrade
Gregos escravizavam até gregos, romanos escravizavam até romanos, conquistadores escravizavam conquistados (melhor dizendo: invasores escravizavam invadidos)
E negros escravizavam negros...
Até hoje há escravidão...
Mas nada diminui o fato de que o povo negro “ou quase negro, ou quase branco" ainda não está livre. Nem no Brasil e em nenhum lugar.
PELOURINHO
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Bate na palmeira o vento
E o negro por um momento
Julga ser a brisa do mar
Mas percebe muito tarde
Que são brancos covardes
Que vieram para lhe buscar.
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Sem se despedir da família
Sob gritos que o humilham
Vê distanciarem-se os coqueiros
E num barco com outros tantos
Prisioneiros em pleno pranto
É levado ao navio negreiro.
.
São centenas de nativos
Transformados em cativos
Homens, mulheres e crianças
Que no porão do navio
Passam calor, fome e frio
E perdem a noção da distância.
.
Os que se mostram valentes
São presos com correntes
E obrigados a se calar
Pois com crueldade desmedida
Não relutam em lhes tirar a vida
Os lançando ao frio mar.
.
Ao serem tratados feito bichos
Não entendem a razão do sacrifício
Pelo qual estão passando
Será maldição dos orixás
Ou os demônios vieram nos buscar
E para o inferno estão nos levando?
.
Depois da árdua viagem
Os de maior força e coragem
Chegam ao porto estrangeiro
E aquela estranha gente
Falando numa língua diferente
Os troca por algum dinheiro.
.
Vão para lugares variados
Os de sorte se tornam criados
Mas os demais que a elite avassala
Têm como destino os açoites
E as delirantes noites
No duro chão das senzalas.
.
O cepo, o tronco e a peia
Lhes tiram o sangue das veias
E a sua resistente dignidade
Os grilhões e máscaras de flandres
Lhes derrubam o semblante
E eles sucumbem à saudade.
.
Muitos veem nos pelourinhos
A única alternativa e caminho
Para fora da vida trágica
Pois o escravo que é forte
Encontra na própria morte
A chance de voltar à África.
As lágrimas do poeta escrevem o seu ser.
Elas fazem do menino o homem ancião.
Criam momentos que se imortalizarão.
E vestem de azul os negros olhos de minha escuridão.
14 de Maio
No 14 de maio de 1888, o Brasil amanheceu livre. Ou ao menos, livre o suficiente para se parabenizar diante do espelho.
A escravidão fora abolida na véspera, por um gesto régio, breve e elegante, como convinha à pena de uma princesa. A tinta mal havia secado, e já se cochichavam loas nos salões. O Império, enfim, provara sua humanidade — ainda que com duzentos e tantos anos de atraso. Diziam-se modernos. Civilizados. Cristãos.
Mas, nas ruas, não houve fanfarra. Nem pão. Nem terra. Nem nome.
Os que saíram das senzalas na véspera encontraram, no dia seguinte, o mesmo chão duro, as mesmas mãos vazias, e o mesmo olhar de soslaio da cidade que os libertara com uma assinatura, mas não com dignidade.
Alguns acreditavam que o trabalho viria como recompensa. Outros, que a caridade cristã desceria dos púlpitos e dos palácios como chuva mansa. Mas a chuva não veio. Nem a caridade. Nem o trabalho. A liberdade, como os santos nos altares, era bonita de se ver, mas inerte ao toque.
Os senhores — agora ex-senhores — mostraram-se melancólicos. Alegaram prejuízos, saudades das "boas relações" com seus cativos, e passaram a vestir ares de vítimas. Alguns, mais práticos, converteram antigos escravos em serviçais por salário algum, chamando isso de transição. Outros apenas viraram o rosto, como quem se desobriga de um cão abandonado ao portão.
O Estado, por sua vez, considerou missão cumprida. E foi descansar.
No dia 14 de maio, portanto, nasceu no Brasil uma nova classe: a dos livres-sem-lugar. Cidadãos sem cidadania. Homens, mulheres e crianças com a dignidade estampada na Constituição e negada na calçada.
Seguimos livres no papel, presos na realidade. As correntes caíram, é verdade — mas com elas não caiu o silêncio, nem a desigualdade. Só mudou a forma da prisão.
+Q historiar
‘A presença dos povos originários no Brasil remonta a pelo menos 12 mil anos, mas alguns estudos indicam que pode ser de mais de 40 mil anos’. ‘Os primeiros povos da América se referem àqueles que viviam na América antes da chegada dos europeus’. ‘Em 2022 entre negros e brancos, no Brasil a proporção é quase 50 x 50, mas isso é autodeclaração’. No mundo as histórias se repetem, geração após geração e os donos dos espaços, como árvores com raízes, perdem para as que costumam não ter, as que chamamos de mais evoluídas. Ainda assim, se misturando, o que mais insistimos é nos separar.
Pode até haver algumas diferenças biológicas entre nós, mas eu ainda continuo pobre, e pior, sem cota "racial".
Antes de dizer o que eu quero dizer aqui, quero dizer que eu me sinto extremamente mal em classificar as pessoas pela cor, ou qualquer outra coisa, mas como não encontrei uma outra maneira de dizer o eu quero dizer, vou dizer assim mesmo:
Nós, brancos, de baixa renda, somos tão excluídos quanto os pardos, os índios, os negros, e os amarelos, pobres. Há algumas diferenças biológicas entre a gente, sim. No entanto, economicamente, somos todos fu...dos, sem tirar nem pôr. Eu só não entendo é por que nós, os brancos, ferrados, não somos beneficiados pelo sistema de cotas "raciais" também.
Dizem Mimimi
Isso é Argumento por aqui
Mas se o pobre morre
Num tem nem onde cair
PPP
Preto, periferia e pobre
Não ter direitos humanos é bom
Afinal só uma classe morre
"Ain,se morreu pela polícia,era bandido"
KKKkkk
Os da favela riram disso
"No Brasil não tem homofobia"
Já me deram essa resposta
Onde o pai anda de mãos dadas com o filho
E toma chute nas costas
Dizem pra parar de ser Vítimista
Pra fazer meus próprios "corres"
Mas quem falou isso aí
Tava sentado contando os "malotes"
E os pobres que é contra cotas
Me chamam de otário
Mas assiste canal de YouTube
E repete igual papagaio
A sociedade é hipócrita
E as pessoas moribundas
Não existe intolerância religiosa
Mas "Chuta que é macumba"
As oportunidades tão aí
É só tá preparado
É só não ser, negro ou nordestino
Ou usar cabelo afro
Somos todos peixes
Que caímos na mesma rede
Depois de 20 anos
Não se responder pro Renato
Que país é esse
Querem mais militarização
Pra reduzir os homicídios
Mas isso é carta branca
Pro palco do genocídio
E se isso acontecer
Não teremos paz nem um segundo
O Rico escutara"bom dia senhor"
E o pobre"encosta vagabundo"
Enquanto uns dizem"morreu porque é vagabundo"
O mestre disse"não julgueis,para não ser julgados"
Enquanto uns dizem "tem que matar mesmo"
Ele disse: amaí-vos
Se você pode prender
Mas prefere o linchamento
Você não quer ver justiça
Você quer ver sofrimento
E se você tortura e bate
Por causa de dinheiro
Vc é tão bandido quanto ele
Pois vc quer ver desespero
E eu tô aprendendo a sobreviver nessa selva de pedra
Onde poucos estendem a mão
Enquanto outros aplaudem sua queda
A terra foi incendiada e o povo clama
Passamos o tempo contando "Mississipi"
Enquanto somos alcançados pelas chamas
E se todos tem coração
Mas só sua dor é distinta
É preciso acordar pra realidade
Não julgue a dor do outro, apenas sinta
E se cada pessoa é um mundo
Já estou na quarta guerra mundial
Por isso certas palavras causam tanta oposição
Pois minha arma é extremamente letal
É por isso que nem ligo mais
A sociedade não é só problema meu
Mas é bom que estraguemos tudo
Só não podemos, no final, jogar a culpa nas costas de Deus
Educar crianças racistas, para que se tornem adultos racistas. Perpetua o ciclo do racismo.Leva-las ao psicólogo, para que eles, as conscientizem a respeitar o que é diferente, ou ainda, esperar que a escola faça isso.Não resolve nada.O preconceito racial está nos adultos, nos próprios pais, crianças não nascem racistas.Elas aprendem os modos e as maneiras das pessoas com as quais convivem, logo passam a pensar igual a elas. Sem contar que a mídia, mais enfaticamente, o cinema cria príncipes e princesas, brancos caucasianos.
Geissis Bispo
A cabeça que me guia
é a mesma que sufoca na ignorância do homem.
As mulheres que me criaram
se envergonham das irmãs que as traem.
Os lugares por onde passo
se elevam pelo brilho que carrego.
São fotografias de um passado de dor:
retratos de sorrisos mortos,
marcas de dias tristes,
buracos de dentes tortos.
Cicatrizes da alma,
defeitos de cor,
a beleza da pele
e o desejo de amor.
É a vida negra que luta pra brilhar,
pra sair na foto,
onde o contraste da pele
é um alvo na mira.
Minhas fotografias não são preto e branco.
São preto escuro
Dos cabelos que se escorrem
Daqueles negros e dourados fios
Que moldura os teus traços
Fazendo dos detalhes
A essência de uma atenção.
Dos cabelos que se escorrem
Daqueles negros e dourados fios
Que moldura os teus traços
Fazendo dos detalhes
A essência de uma atenção.
"Por que falas de mim?
Se não sabe quem sou
Me fere, me magoa
Pelo simples fato da minha cor
Não escolhi ser negro
Mas sou com amor
Teu racismo me deixa forte
Para ser o que sou
Luto pelos meus direitos
Para acabar com a dor
Não quero ser maior
Nem tão pouco ser menor
Pois somos cria de um criador só."
Coronavírus... A gripe letal dos ricos
Aqui se faz...
Aqui se paga...
Nasci para ver esse dia acontecer...
Mas sinceramente, não queria...
O dia que chegaria a doença dos ricos...
Vinda dos melhores aviões, das maiores potências do mundo...
Onde os patrões transmitem doenças para os seus humildes empregados...
Os poderosos trazendo um vírus importado como lembrancinha...
E como sabemos, a maioria, brancos...
Os "sangue azul"
Infectando os negros, mulatos, pardos...
Particularmente, chamo ironicamente, a doença (vírus) dos ricos...
Vamos ficar nas nossas casinhas, barracos, setor habitacional, nas nossas favelas...
Pois, dessa vez não queremos nada importado...
Nenhum souvenir...
Nenhuma gripe...
Obrigada, Sr e Sra.
Att. Maria, a tia, a secretaria do lar, a moça, o seu João, o fulano, o moço, o limpador, o que vem trabalhar aqui...
Quando foi que o meu Conto de Fadas virou um Conto de Terror...
Balas
atiradas
por mentes
perdidas
encontram
a esperança
dos negros
das mulheres
dos jovens
das crianças
num beco
sem saída...
A dias que sei que já cheguei por este mundo como velho e que não nasci como a maioria, menino. Por isto, talvez, que tenham me colocado por nome de batismo, Abdias. O nascimento, a vida e a partida, ocorre bem diferente para certas pessoas.
A pedagogia infantil deve promover a inclusão e ampla divulgação de uma cartilha de nossos heróis históricos nacionais brancos, indígenas e negros. A época dos heróis nacionais só esbranquiçados, já passou. A nova pedagogia deve se alinhar a nossa atual realidade brasileira.
Algum dia a humanidade vai saber que certos cavalos voam e mesmo sem asas...que a figura mítica do "pegasus" negros tem um fundo de verdade.
"Escravidão é escravidão, independente da cor da sua pele, a única coisa que acontece é que costumam mudar o tipo de chicote."
