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Antônio Valverde
Era um senhor gordo escuro e sorridente que queria que as coisas fossem iguais todos os dias, numa nação próspera onde as pessoas viviam em paz e harmonia. O futuro parecia sempre brilhante mas tudo começou a mudar quando um novo Presidente Antônio Valverde assumiu o cargo.
Imaginem que agora, no Ocidente, a nossa virtude mais fundamental é REJEITAR qualquer reflexo de sobrevivência na tentativa de nos protegermos contra ideologias que exibem uma animosidade perfeita em relação a nós. Em vez disso, celebramos essas ideologias e procuramos transformar as nossas sociedades em imagens espelhadas de países onde essas ideologias dominam. É o derradeiro parasita da mente coletiva civilizacional. É a derradeira tragédia grega. É o Seppuku coletivo, embora desprovido de qualquer honra ou dignidade (...) A maior tragédia que a humanidade já viu, porque é totalmente autoinfligida devido ao pensamento parasitário e à empatia suicida.
A evolução social faz nascer direitos e obrigações na sua transversalidade; de mera coisificação a animais sencientes, cada vez mais o legislador tem a obrigação de adaptar as normas jurídicas às relações sociais. Os animais sencientes sentem amor, dor, emoção, alegria e outros sentimentos, além de transmitir segurança, lealdade e carinho aos seres humanos. Talvez, o único pecado inocente dos animais sencientes é acreditar cegamente nas atitudes imprevisíveis dos homens pensantes, de atitudes atrozes. O novo modelo conceitual de família contempla a necessária presença dos animais na vida social, e tanto isso é verdade, que no direito de família é cada vez mais presente o instituto da guarda compartilhada nas separações de casais; proposta de licença luto na legislação trabalhista por morte de determinados animais também tramitam no Parlamento pátrio, de forma que fechar os olhos para a nova realidade social é atestar a ausência física do mundo moderno.
Na verdade, emoções são apenas um nome moderno e bonitinho para o que os antigos chamavam de alma ou psiqué.
O vulgo, invariavelmente, perpetua a sua inclinação em alardear a "morte" simbólica de heróis, buscando, equivocadamente, evitar a contemplação de sua própria mediocridade. Os apedeutas, mergulhados na carência espiritual, lançam-se mais uma vez em uma busca por um bode expiatório ou alguém que os eleve, ainda que ilusoriamente, à medida que elegem frequentemente figuras de maior estatura para este propósito.
Se as circunstâncias fossem outras, poderia jogar a toalha, mas como a necessidade é o fator dominante do momento. Então é melhor recuar e aprender como sair do mesmo e encontrar uma forma de evoluir. Assim, a construção da ideia de modernidade e seus impactos na concepção de História, torna a ideia de “Novo Mundo” ante o Mundo Antigo: permanências e rupturas de saberes e práticas na emergência do mundo moderno. Porém, não concebíveis por todos que ainda guardam dentro de si a ideia de ser o chefe sem dar a oportunidade de seus comandados terem a responsabilidade de fazer o certo e assumir o erro quando errarem e ser responsabilizado por tal, sem desculpas, o faz diferente dos demais que ainda vivem no passado. Pois o ser humanista quer ter uma nova visão de ser humano e de mundo.
Relações mais ou menos são perigosas. Você se acostuma a ter diálogos mais ou menos, atenção mais ou menos, um contato mais ou menos, e, sem perceber, logo vai estar aceitando respeito mais ou menos. Você tem que pôr elas pra correr, para não correr o risco de se tornar também uma pessoa mais ou menos.
O homem moderno nunca saberá como se faz a real combinação entre, a tragédia e a comédia Grega, assim como foi na antiguidade.
Não até o dia em que chorar o luto por um defunto errado, estando num velório por engano!
Nasci numa era digital.
Cresci num mundo virtual.
Não faço ideia o que é real.
Só me sobra o artificial.
Dificil amar nesse devasto mundo
De atritos e tensões
Caos e inúteis sensações
Vazio de sentimentos
Vazio de conexão mística que provoca pulsar ardente
Fica preso a teoria da solitude é o que resta.
A vida é um oceano e eu sou um barco.
Por algum motivo abaixei minha vela,
Preferi a segurança dos remos.
Me esqueci do balanço do alto-mar,
Me fiz refém da calmaria, me fiz escravo da maré.
Com os anos fiz alguns amigos, mas um em especial deve ser notado. Ele é bem quieto, as vezes teu jeito me incomoda. As vezes é tudo o que eu preciso. O silencio me acompanhava, como se tudo que eu tivesse fosse ele. Mas me senti insatisfeito, ele era muito intenso ocasionalmente. Escolhi deixá-lo. Hoje sinto sua falta, gostaria de vê-lo, hoje quero apenas a sua presença, sua amizade me basta.
--------- AMOR DE CARTA -----------
Acho algo digno de compartilhar
pois esse poema está repleto
de momentos que contigo,
tive a alegria de partilhar
Em tempos de whatsapp
tudo tem se tornado tão instantâneo
O amor se cronometrado
não chega sequer,
a um minuto digitado
E poucas letras,
a apertar em um teclado
Vivi a experiência de um amor
Um amor de cartas
Cartas essas escritas a punho
Muitos e não poucos foram os rascunhos
Os desenhos presentes
não eram tão assimétricos
Se comparado aos emojis
Mas tinham consigo uma identidade
era algo único,
demonstrava sentimento de verdade
A expressão a qual o papel carregava
não se limitava a meras frases elaboradas
ou de apelação emocional
Cada frase construía
uma ligação sentimental
Antes inexistente,
Mas agora atrelada a uma conexão
que trás a imagem da pessoa após cada reflexão
Cartas permitem eternizar momentos
de forma a tocar, sentir e visualizar
assim como livros
Só não terão graça se você não for capaz de imaginar,
Imaginar que alguém dispôs tempo a construir
algo que lhe faça sorrir,
ou até mesmo lembrar
momentos os quais são dignos de se eternizar
Das mais diversas formas pude me comunicar,
desfrutei de sentidos como ver, ler, ouvir e falar
Mas nenhum deles se compara ao tamanho de minha alegria
só de imaginar que ao escrever você sorria
Mas nesse amor de cartas
O importante não é dizer, é saber
Cartas coisas não se dizem, porque dizendo,
deixam de ser ditas pelo não-dizer, que diz muito mais
E o destino está para baralhar as cartas
Cartas quais jamais hei de jogar
Pois foram jogadas em um momento de alento
nas armadilhas do tempo
E tudo se tornou como correr de encontro ao vento
Talvez tenha sido verdade
Já não estar mais vivo
pois de abraços e risos calorosos
a um frio e solidão mórbido
Só posso dizer que até o presente momento
sua inteligência e humanidade
são escassos demais para encontrar nessa cidade
Você possui algo tão singular,
que de mim teve o prazer de desfrutar
uma admiração a qual
mulher nenhuma conseguiu despertar
Mas como nem tudo são flores,
ou melhor cartas
eu não soube valorizar
Posso lhe assegurar o tempo que contigo estive
me rendeu os mais belos versos,
que foram escritos, mas jamais lidos
As crônicas mais bem elaboradas,
porém jamais evidenciadas
Não me rendeu nenhum conto de fadas,
embora nossa história tenha sido minha preferida
Mas o amor literário
a mim foi como remédio a feridas.
CAMPOS DO JORDÃO, 2018
QUEM SOU EU?
Eu olho e não consigo me ver,
eu vejo e não consigo me olhar,
porque o que sou não é o que mostro ser,
não é o que quero que os façam acreditar.
Eu digo o que me dizem,
sem querer entender,
o que resolvo divulgar, apenas pelo prazer
de poder impressionar.
Eu acredito no que me fazem acreditar,
mesmo sem duvidar,
pois o que importa questionar,
se o que eu quero apenas é participar?
Eu absorvo as verdades que chegam,
por meio da minha tela ocular,
pois ela é a janela do mundo,
que me faz enxergar.
Afinal, quem eu sou?
Sou o o homem digital do mundo moderno,
que se apresenta na formal idealizada,
formatada dentro uma realidade fragmentada,
onde nem mesmo eu sei quem sou.
O preço do mundo moderno
Revolução industrial.
A luz.
A escalada pelas modernas pirâmides ornamentais.
O homem, o templo de cristais.
Desprezo, se grita ou se come, tanto faz.
Atrativos cruzeiros.
Usinas, magistrais luzeiros.
Mineração.
Chão.
Petróleo.
Perfuração.
Metrô, trem.
Corredor.
Túnel.
Pontes, Niterói grande construção.
O trigo sumiu.
O pão.
As grandes máquinas.
Sinais viajando de Marte a lua.
A grande obra do homem.
A ciência, uma política de magia.
Se resolveu o pecado do homem.
Hummm, olha a tecnologia.
Que fabrica perseguição.
Que causa depressão.
Segunda guerra mundial.
Veja de lá a magia.
Quem sabe bem antes.
A guerra das civilizações.
Eu sei, que de todo canto invasões.
Leitura de mente.
Picada de serpente.
Ativa se programação.
Vou bater nessa tecla.
Quem sabe o tribunal desperta.
A grande revelação.
Uma elite no luxo.
Enchendo o bucho.
Muitos nascendo, crescendo, vivendo o tormento, a tribulação.
Nada sobrenatural.
O homem científico, político, religioso e tecnológico.
Detém sórdida maneira de manipulação.
Giovane Silva Santos
Pessoas que
mentem pra si,
não têm como
serem verdadeiras
para os outros.
A cada dia as
pessoas se
camuflam mais,
em preconceitos,
em falsos discursos
de amor ao próximo,
na empatia dita da
boca pra fora...
- O caos do mundo moderno
vem disfarçado de bondade.
O Homem já não conduz mais o seu corpo, é influenciado por outros corpos que ditam suas regras.
Os sentimentos e emoções se antecipam à arte de pensar antes de agir, assemelhando-se a feras enjaulada que soltas devoram suas presas.
Morre antes do tempo quem não se adapta ao mundo moderno. Se tiver certeza que vai ao "paraíso". A morte pode ser o caminho confortável. Senão, viva sem perder a razão. Ou seja, não pratique inversão de valores morais e nem se acovarde pisando nos mais fracos.
Ao dispensar Deus do centro de orientação racional e direção estratégica da vida pessoal e social, o homem moderno buscou através de ideais sistemáticos, em conceitos empíricos e práticas nada ortodoxas, formas de legitimar suas ações ...é uma lástima que não pode prever as consequências que serão colhidas ao longo desses processos.
A progressiva restrição do exercício da legítima defesa pelos cidadãos não se deve ao caráter mais pacífico do homem moderno, mas à sua maior covardia.
