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Mas, o que sou afinal? Nada em relação ao tudo e tudo em relação ao nada. Uma flecha em disparo que liga o que já não é com o porvir. Aglomerado de incertezas e esperanças; um apanhado de sonhos e amor.
Ainda não é a modernidade
A fome todo dia é aviso
nas periferias das nossas cidades
da pobreza de um povo esquecido,
que ainda não estamos na modernidade.
A criminalidade só aumenta
a segurança não se vale
o cidadão vive na sargenta
e o bandido pela cidade
levando o pânico as ruas
protegidos a todas as brechas
de estatutos covardes.
Ainda não estamos na modernidade.
As doenças se espalham
afaetando muita gente
que por pobreza não se salvam
a espera de um sistema de saúde doente
por causa das corrupções
que assolam nossa dura relidade
nosso dinheiro minstrado por barões,
ainda não estamos na modernidade.
Mas meu país tem futebol
belas praias e muita felicidade
em muitos dias de sol,
mas esta não é minha realidade
moro no sertão
e meu passatempo é estudo e trabalho
pra fugir da pobreza
dessa vida nunca saio.
A distãncia não importa
ainda moro numa pequena cidade,
para me ver abrir as portas
e tirar minha família dessa triste realidade.
Estamos esquecendo o que é, e o que representa o amor em todos os aspectos de nossa existência. Estamos ficando afetivamente cegos devido a ganância que move o mundo moderno.
A índia e a panela de pressão
Eu estava agora em um piscar e outro acordando e comecei a pensar o que ia fazer de café da manhã, pra nossa tribo e lembrei da panela de pressão que a comadre Modernina,( minha vizinha que vive na fazenda do lado da nossa reserva) me deu, ai como um pensamento se mistura com outros e vai se juntando com os dos outros, até temos um só nosso, pensei com muitos sentimentos, admiração e gratidão a nossa MÃE NATUREZA, por ser tão perfeita e sempre nos ensinar, que precisamos nos atualizar no mundo que vivemos, assim como ela faz... dia a dia, sol a sol, chuva a chuva, noite a noite...
É como se fosse sua lei maior: Nos adaptamos voluntariamente, ou a força.
Precisam parar o ritmo alucinante da rotina e observa-la para aprender mais a respeito de nosso comportamento. “A natureza nos mostra que tudo na vida é mutável. Que nada é eterno e tudo morre. Mas renasce. Tudo tem um ciclo natural. Nós aprendemos que há o momento mais indicado no ano para plantar mandioca e que leva um tempo para crescer e colher. Logo, não adianta plantar na época imprópria e colher antes da hora.” Isso me faz acreditar que nossos processos internos, são reflexo do que se passa na natureza, do lado externo. “Há que se aceitar nosso ciclo de vida e suas atualizações... Aceitar as mudanças,significa não só acolher o que não pode mudar naquele momento, como conhecer o que está estagnado.Uma situação duradoura pode significar um momento de casulo, de aparente inércia, mas na qual processos incontáveis estão acontecendo, assim como a semente sob a terra que ainda não germinou.
Quanto mais conectados às mudanças e transformações próprias do processo natural da vida e do mundo, mais fácil será cuidarmos da NOSSA MÃE NATUREZA e fazermos nossa vida mais rica de felicidades, prosperidade, amor e paz...
Por isso hoje resolvi usar a panela depressão para cozinhar mandioca pra nós, com o tempo que vou ganhar, sem ter de cortar lenha e fazer o fogo, vou aproveitar pra me inspirar, admirando o sol, sentindo o cheiro do mato e me inspirar com a nossa divina MÃE DE TODOS...
"O que me deixa por vezes intrigado e até triste, é ver o homem falar sobre habitar outros planetas, criar estações espaciais habitadas, sem ao menos ter feito ainda o mínimo para cuidar devidamente do nosso planeta, ou é arrogância e petulância demais, ou sabedoria de menos, eu ouso dizer que são ambos. Devo lembrar que os maiores problemas mundiais nem sequer estão perto de serem resolvidos, desigualdade e pobreza são alguns dos que persistem e o homem insiste em sonhar demais com algo que não é urgente ou minimamente importante e agir de menos nas reais e extremamente importantes necessidades globais."
A modernidade masculina me assusta. Gosto é de homem à moda antiga. Não há nada de interessante na indiferença.
A pós modernidade é líquida; relativa e abstrata. É como observar o mar no horizonte, desejando, com os pés na areia, ir a nado o mais longe possível e, tão logo, desistir. Mas ao que crê, a fé, solidifica um caminho seguro mar-a-dentro. Uma maravilhosa jornada ao destino extraordinário que Deus lhe preparou.
A verdadeira sabedoria
Além da ciência jaz a verdadeira sabedoria, a qual pouquíssimos seres humanos têm acesso. É tão profunda, que só anos de muita prática no raciocínio da análise lógica de tudo que existe realmente, por aqueles que tenham o conhecimento de todas as ciências, lhes garantirá o pleno entendimento, após o filtro e seleção dos diversos conhecimentos nela contidos, conseguindo a plena interpretação da vida, do mundo e do espaço que nos rodeia.
No mundo que conhecemos e vivemos atualmente, por uma simples opção de continuidade e multiplicação das espécies, como o fazem os que aqui habitam, independente do seu reino, seja este animal, aquático ou vegetal, inteligente ou não, logo após o início do desenvolvimento da era tecnológica, 14 anos após o ano 2.000 PC, quando do início do desenvolvimento industrial, mergulhados que fomos, de cabeça, na tecnologia computadorizada, após o domínio do silício e da nanotecnologia aplicada nos produtos dele derivados, unindo milhões de circuitos integrados, dominantes do mundo atual, nota-se um início do retorno do homem as suas origens primitivas, fazendo a guerra nas cidades e desrespeitando todas as leis por eles mesmos criadas, enquanto a mulher perdeu sua verdadeira identidade de mãe e educadora dos seus próprios filhos, pagando a terceiros para isto. Enquanto muitas lutam desesperadamente, competindo e tomando os lugares dos homens, no trabalho e na política, outras são presas fáceis do culto da beleza ilusória e transitória, que a nada leva a não ser a sua própria degradação social, pois para tal não são poupados os meios, nem sempre justificando os fins.
Mundo Cego
O tempo arrasta o mundo,
Qual um trem desgovernado
Vai sem rumo, moribundo,
Leva o homem flagelado
Pro buraco que é sem fundo.
Já não pensa toda a gente
Que só de futilidades
Vem alimentando a mente:
Não enxergam mais as grades
Por viver tão livremente.
São sutis, subliminares,
As mensagens das novelas
E as músicas populares,
Que nem são assim tão belas
Mas enganam, sim, milhares.
É materialista a era,
Este tempo que é moderno,
Onde muito se venera
O que pinta bem o inferno…
E onde Deus é só quimera.
Apenas os loucos, em tempos de desamor, acreditam que um dia encontrarão o amor de suas vidas.
E isso os torna sábios...
Na era do WhatsApp, alguns amores se consolidam por ultrapassar as ondas do wi-fi; outros morrem cedo demais por terem o tamanho exato das polegadas de um touch...
Mês de maio
Houve um tempo que este mês simbolizava para muitas mulheres o sonho de casar, acho que era um bom tempo esse, pois sonhos e expectativa giravam em torno do casamento, mas o tempo passou e a modernidade tomou conta dessas histórias, e por fim hoje as pessoas casam-se, não generalizando, mas já não mais pensando na vida a dois o famoso “pra sempre” tomou conta da individualidade, o amor existe mas agora com uma praticidade incrível de dissolução. Eu ouço e vejo pessoas falando de seus relacionamentos, vejo as religiões doutrinando casais, mas o que será que Deus vê nos relacionamentos atuais? Muitos se amam verdadeiramente e colocam Deus em tudo, mas existem alguns que resolveram fazer o tal de relacionamento aberto, eu em minha opinião chamo isso de desvio de caráter, mas cada cabeça uma sentença. E onde há DEUS sempre haverá amor e nada que vem de fora ou modernismos exóticos irão atrapalhar aquele que foi e ainda é o sonho de muitos, resgatando a cumplicidade, a carinho, a ternura e amor de um casal que se amam. Também neste mês tem o dia das mães, para muitos uma data puramente comercial, onde se tem uma espécie de natal em maio, que alavanca e muito o comércio, mas o que é pior, alguns lembram que tem mãe somente nestas datas, e o resto do ano? Bom quem sou eu para julgar, eu já não tenho mais a minha, mas sinto falta de poder ter alguém para chamar de mãe, pedir conselhos e tudo mais, e sabemos que ninguém neste mundo fica em solidão se tiver sua mãe, mesmo não sendo um bom filho, ela estará lá para te aconselhar, dar um “pito” se precisar, ou fazer aquele cafezinho que só ela sabe fazer.... Feliz você que esta lendo e pode dizer para sua mãe: “Eu amo você”, pois ali esta alguém que tem um amor incondicional por você, ela quer o seu melhor, e se caso você não tenha conseguido um diploma ou ter ficado rico, pra ela você sempre será um príncipe... Valorize quem te ama... Mário Quintana foi feliz quando fez um pequeno poema sobre mãe que diz assim: São três letras apenas, as desse nome bendito: três letrinhas,nada mais... E nelas cabe o infinito é palavra tão pequena confessam mesmo os ateus: És do tamanho do céu e apenas menor do que Deus! Bom mês de maio para todos.
A inteligência artificial não acabará com os escritores e escritoras. Pode haver imitações, nunca a literatura em seu estado puro e criativo.
Hoje vivemos a crise da ausência de escutadores. No futuro, pagaremos pessoas para que elas simplesmente fiquem nos ouvindo sem dizer coisa alguma. Atualmente, todos falamos e apenas isso. Ninguém quer ser espectador, todos são protagonistas em seus próprios teatros esvaziados.
Na pós-modernidade, a reflexão adormece; optamos pela agitação do bar em vez da tranquilidade do lar, temendo o silêncio dos pensamentos.
