Tag menino
Menino Velho
Não sou um cara esperto
Tão pouco um gênio
Pois se me visse de perto
Veria que não sou assim
Não quero ser
maior ou melhor que ninguém
Quero ser eu mesmo
E se isso me torna diferente
Por mim que assim seja
Não sou um cara esperto
Pois se me visse de perto
Veria que sou um jovem
Com mentalidade de um velho
Estou tão perdida sem você aqui
São os mesmos caminhos de sempre
Mas não sabem meus pés pra onde ir.
Era um mundo tão conhecido
Tudo parecia tão resolvido
Segurança em cada passo
Era só seguir pelo já ido.
Sem você aqui parece tudo do avesso estar
Menino travesso,
quem mandou minha vida todinha bagunçar?
SER HUMANO MENINO
Na verdade, veio a surpresa.
Ou seria a felicidade?
Ternura, admiração, mistério.
Essência diferenciada. Empatia aguçada.
Paulatinamente revelada a cada composição.
Tem um toque de aconchego.
Quisera eu ser a musa de sua inspiração.
Então, o impacto.
Frustração.
Na dança entre almas, invade a realidade.
E surge a necessidade de castrar a conexão.
Sonhos, fantasias, imaginação.
Pensamentos desconexos entre a razão e emoção.
Sensações egocêntricas, entrelaçadas pela subjetividade.
De encontrar na humanidade alguém que enxergasse com o coração.
Acalenta uma sociedade rica em superficialidade.
Que tem fome de sensibilidade pela escassez do amor.
Falta mais de você no mundo.
Homem da linguagem universal.
Como o ser humano menino.
Patrícia Renata
Oh! Quão sofrido é ...
... É refletir o passado,
Analisar os passos errados,
Esperar o futuro ...
Viver abandonado,
Neste vasto chão ...
Onde os desumanos corações se alimentam,
Da força do meu trabalho,
Da minha inacreditável resignação.
Fui abandonado !
Esquecido ,largado na amplidão...
Andei despido pelas ruas,
Maltratado,pisado - sendo o dono da razão,
Conheci da vida -o fracasso,
Do mundo - os piores tratos.
Lutei ,sofri ... Venci
Vivi até com os ratos,
Desejando aparecer alguém,
Que me desse um velho sapato
Para proteger os meus pés,
Dos bichos e dos Cactus.
Vegetei no mundo - fantasia
Meu Deus liberta-me dessa agonia !
Contemplo o Céu ... Não vejo a Lua,
Como é sofrido durante o dia ,
Recordar o passado ...
E ver: Que sou um Menino de Rua.
Me atrai esse teu jeito de menino inocente. Sei que não é bem assim: teu forte não é a timidez, a inocência... mas me ganha enganando, ou melhor, querendo enganar !
Menino de Rua - Escrito há mais de 30 anos.
(Rayme Soares)
De amor eu sou carente
Ando descalço e sem camisa
O meu futuro dizem ser delinquente
O meu dever amar a vida
O meu sorriso é momentâneo
O meu desprezo já lhe avisa
Que não sou nenhum simples estranho
Mas um moleque da avenida
Meu sonho mesmo é ser alguém
Que seja visto como gente
Não tenho nada e tenho o mundo
Pra aprender a me virar
Minha escola é a rua
Os "professores", quem não quer me ver
Pois sou um menino de rua
Mas posso até vir a crescer
E então parte.
Fragmenta. Se dirige.
Deixa rastros de estirpe
que a alma lhe aflige.
Feito pólvora que estoura
uma vida duradoura de um jovem utopista.
Rudeza irreal, és apenas um visionista
que com alma de artista se faz espectral.
Quem diria um dia,
que o menino que partia,
na verdade fracionava
sua historia mal contada que agora se rendia
feito um pavão dourado,
magnólia de ocum,
ironia do destino,
odisséia nas estrelas.
Meninos só vão abandonar as coisas de menino depois de um forte e longo abraço... Um bom abraço do mundo.
Outra vida, quem me dera!
Outra vida, quem me dera!
Quem me dera ter outra vida
Começar de novo, voltar no tempo
Só para encontrar-te, e amar-te!
Amar-te a mais não poder
Querer-te a mais não querer
Entregar-me a ti de corpo e alma
De corpo puro e de alma repleta
De alma repleta e completa
De teu amor e pelo teu amor
Ah! Quem me dera.
Quem dera a vida não fosse
- Como o é
Apenas uma quimera
Uma bela e doce quimera
Mas uma quimera!
Quem me dera...
Poder encontrar-te em outro tempo
Em um tempo nosso
Um tempo de amor, de calor, de fervor
Quem me dera!
Quem me dera...Pudesse eu voltar atrás
Mudar o tempo, trocar os dias, e encontrar-te!
Encontrar-te em meu tempo, ou em seu tempo
Mas encontrar-te!
Encontrar-te em um tempo de amor, de paixão
De paixão e de entrega total, corpo e alma, alma e corpo
Numa entrega que tornasse eterno o eterno amor que lhe tenho
Quem dera pudesse eu encontrar-te!
Quisera voltar no tempo, ser novamente um menino
E encontrar-te menina, menina dos olhos vivos, lindos
Menina deste menino, ser seu melhor amigo, seu melhor companheiro
E apaixonar-me novamente, loucamente
Colher flores, catar pedras, guardar trecos...Tudo para ti, só para ti
Quem me dera...Ah! Quem me dera.
ELE
Autor- Rafahel Ramos Pointer
Ele andou,suspirou,demorou, mas chegou. Ele foi com todos os seus medos, mas com todos os apreços sem nunca negar seu endereço. Foi menino, foi mulher, foi gay, foi sem fé... Mas nunca voltou nem de carro nem a pé.
Sabe la quantas noites esse menino chorou, quantas vezes a garganta travou... Ele repousava entre sombra e água se era santo porque nunca andou? E a estrada não era fácil, ele desatou os laços... Possuiu-se, fez pactos com demônios a vista, suspirava, falava de arte como se fosse a vida.
Ele desceu, subiu, estacionou no meio do caminho... Ninguém dava nada por ele. Ele se aliou a própria alma cansada, viu o menino Jesus ser atropelado na estrada. Ele dançou, curtiu, morreu, sumiu, mas sempre volta falando outra língua pra qualquer um.
Sabe la quantas noites esse menino chorou, quantas vezes a garganta travou... Ele repousava entre sombra e água se era santo porque nunca andou? E a estrada não era fácil, ele desatou os laços... Possuiu-se, fez pactos com demônios a vista, suspirava, falava de arte como se fosse a vida.
E quantos fazem da vida uma casa demolida, qualquer um faz de sua vida sua própria ferida... Ele se sentia caído e fracassado a arte o fortalecia o excitava. Ele fez de sua casa seu ninho, e desse ninho um abrigo, fez dele arte viva, fez dele seu próprio caminho.
Sabe la quantas noites esse menino chorou, quantas vezes a garganta travou... Ele repousava entre sombra e água se era santo porque nunca andou? E a estrada não era fácil, ele desatou os laços... Possuiu-se, fez pactos com demônios a vista, suspirava, falava de arte como se fosse a vida.
- Como você se vê daqui a dez anos?
- Como você se via hoje dez anos atrás?
- Eu era apenas um menino cheio de sonhos.
menino ingênuo
meu mundo é pequeno
um sorriso ilumina
o seu rosto sereno
são tantas manias
escondo os segredos
você descobriu
meus pequenos defeitos
a distancia não fere
a lembrança que guardo
do menino amigo
que esteve ao meu lado...
"Se eu pudesse
fazer um pedido
um único pedido só
...Eu pediria para morrer.
~Morrer por que?
Porque a morte me trás
boas lembranças que
às vezes, a vida
me faz esquecer."
Tenho me deparado com meninos na fé, cheios de boa vontade. Contudo, seus corações estão abarrotados de equívocos.
Já ouvi as seguintes frases, se referindo a minha pessoa:
- Chame aquele menino ali pra mim!
- Chame aquele garoto ali pra mim!
- Chame aquele moço ali pra mim!
- Chame aquele rapaz ali pra mim!
- Chame aquele homem ali pra mim!
- Chame aquele senhor ali pra mim!
Agora!Chame aquele velhinho ali pra mim! Não ouvirei não, já estarei surdo. Husahsuahuas!
E hoje eu acordei, sentindo o menino de ontem, o velho de amanhã e a metamorfose de ambos sincretizada em aqui dentro de mim. todos gritando em coro: desde sempre serei feliz hoje! fui-me!
E eu constato surpresa que, quando achava que nenhuma rosa poderia me falar mais, a imagem do menino que se entretém com a flor e pensa coisas que eu não sei contar, me comove de um jeito novo, inimaginável. Porque virão outras rosas e outros espinhos em sua jornada, mas talvez pra mim _ e só pra mim_ essa rosa será o símbolo de um momento assim_ perfeito.
Então encontro na rosa do menino a metáfora que me reconecta à minha sabedoria interior, aquela que todos nós temos mas deixamos esquecida diante da imperfeição diária e do barulho interno. Mesmo correndo o risco de soar clichê _pois ainda assim, pra mim e para o menino, a experiência é primeira_ esses novos horizontes que se descortinam me fazem entender que existem e existirão espinhos, mas nem a aparência ou o medo de ser espetado podem afastar o que de belo existe; e não conseguem esconder a beleza, e o fascínio, e a alegria do todo, que é simplesmente O viver.
"Na minha terra ser menino era buscar na arvore a forquilha e fazer estilingue, fazer arapuca.
era correr atras de galinhas, e coriscar com o bufar da vaca.
era andar no meio do pasto, escalar cupinzeiros, afrontar Quero-queros.
era passar a tarde no açude e se gabar com o lambari no anzol.
na minha terra existe o limite; e um, só é um, quando termina o outro.
A minha terra não toma um homem pelo seu bigode,
mas fecha acordo na força do aperto de mão."
Nenhum menino será menino para sempre, um menino só será menino enquanto não encontra uma mulher que o faça se tornar um homem
O Menino sem destino:gritos gritos lágrimas caindo sobre meu rostinho tao bonitinho,minutos passando divagarzinho passando levando todo meu tempinho,nao me reconheço mais já nao sou o mesmo dos anos atrás,a dor levou toda a minha vontade de viver e cà deixou apenas a saudade me comer,me sinto longe de tudo e de todos me sinto um mudo um animal indefeso.. Gritos gritos lágrimas caindo sobre o meu corpo sem destino,ainda oiço a vôz da noite gritando meu nome pra segui-lo mas infelismente eu nao tenho como chegar là póis sou que nem um menino sem destino fixo.
Nós humanos por alguma razão achamos difícil nos desprender do passado,
eu não estou dizendo que não há espaço para lembranças,
o que estou dizendo é que, não se pode viver o hoje no passado
porque se não seu futuro será exatamente igual ao ontem.
Também não se pode viver no futuro porque se não
o hoje apenas passa por você.
O modo de ser verdadeiramente feliz
é se contentar com o presente.
Meu menino.
Peguei no colo o meu menino,
Pequeno, lindo e franzino.
Olhei para seus olhos, segurei seus dedinhos.
Agora também sou pai, sou filho, sou marido.
Corri atrás do menino,
Sapeca, levado e espertinho,
Correndo, falando e sorrindo,
Olhei para seu rosto, é meu menino.
Ouvi uma voz gritando,
Não conheço, nunca vi, mas era um amigo,
Dizendo, corre, ajuda, caiu seu menino.
Olhei para seus olhos lacrimejantes, sofrido,
Estava deitado no chão, que dor... era meu menino.
Para o hospital, dando força e tal; eu estava fingindo.
Por dentro me questionava, meu DEUS,
Por que isso? Por que com meu menino?
Lhe via dia a dia em casa,
Com dor, em uma perna só pulava,
Á base de remédios e cama,
Mesmo assim, meu menino não reclama.
Fiz aquilo que eu podia,
Ajudava a levantar, levava-lhe comida,
O ajudava a subir as escadas,
E em minhas costas eu o descia.
Esse é meu menino, parte desta família.
Passa o tempo segue a vida,
Hoje é dia da cirurgia,
Vá na fé, confie em DEUS,
A sua espera esta sua família.
Passa hora, dá angustia,
O recado vem sorrindo,
Tudo certo e nos conformes,
Que alívio, meu menino.
No meu tempo de menino pensei que o amor era a melhor coisa do mundo, corri ao seu encontro, busquei a felicidade que tanto falavam.
quando te encontrei, te coloquei como alvo, e mais ligeiramente te acertei. hoje, sofro por amor, feliz estou mas minha alma chora
