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Não se engane, não é só o que deu errado que dói, o que deu certo dói ainda mais. O que deu errado a gente sabe que não tá perdendo muita coisa e se conforma, mas o que deu certo sempre leva consigo um pedaço da gente e nos deixa um buraco no peito cheio de saudade, cheio de memórias lindas e coisas incríveis que a gente viveu.
"De tanto que aprendi da vida,
trago em mim a imensa gratidão,
por em tão generosa medida,
ter feito-me filho, pai e irmão.
Na compreensão do valor e sentido,
da importância entre o ter e o ser,
só a prole é o que guardo comigo,
na inspiração do melhor sobre o ser.
E assim estimando em amor e oração,
com toda dedicação, força e vontade,
vê-los formarem seu próprio coração,
e a autonomia de sua personalidade.
Porque quando o passado, exausto contudo,
vier me buscar para última jornada,
só levarei comigo deste imenso mundo,
as memórias com eles, e deles, mais nada."
"Ter gratidão das coisas findas alimenta a alma e o coração, armazena na memória as coisas lindas, que se passam, não trespassam, ficarão."
Boas memórias.
Tenho grande apreço por elas, confesso.
Em geral,
por pura controvérsia,
são tão distantes e ao mesmo tempo tão recentes.
Quando o tempo passa e as pessoas mudam,
elas permanecem e continuam ali, com a gente.
É como voltar no passado e continuar no presente.
É como sentir, mesmo sem estar.
É como viajar, mesmo sem sair do lugar.
É a ânsia ao avistar o incerto e pensar:
Quais serão as próximas memórias que ainda irei colecionar?
E se as borboletas realmente fossem pessoas queridas que já morreram, elas suportariam serem pegas as mãos, cegariam mais um?
E se as que estão no meu estômago fossem parte das que foram, não vitalmente, e sim das memórias, e se fossem aquelas que um dia me amaram e deixaram partes dentro de mim, e agora todas elas se alegram quando me veem amando de novo.
Pilares
Plumas caiam do céu e criavam uma manta branca sob a paineira onde ela estava deitada com o avô. Homem e menina deitados no gramado. Dois corpos sujeitos a temperatura e a umidade que subia do solo. Ambos à sombra. Protegidos. Em silêncio. Dois seres repousando sobre as ondulações de raízes teimosas que, ao invés de entregarem-se a total submersão na terra, escolhem uma existência entre os dois mundos.
Cabeças viradas uma na direção da outra. Os sorrisos abrem. Acendem os olhos. Em cumplicidade. Cílios de abano em olhos apertados.
Joelhos dobrados apontando para o céu. Visão caleidoscópica. Poeira iluminada por raios dourados.
A mão pequena toca a mão grande. Ergue-a. Levanta-a em um gesto de vitória. A mão grande envolve a mão pequena. Entrelaça dedos e afetos.
A menina dá uma gargalhada. Inesperadamente salta e corre levando essa memória para sempre.
***
Josie Conti- texto autoral sobre memórias de infância
Quando ouvimos uma história, imaginamos pedaços de nossas memórias. Nos tornamos os arquitetos da história.
Sente-se no meu colo,
Deixe-me contar-te histórias;
Acarinhar teus cabelos,
Acalmar tuas memórias...
"Guardamos memórias afetivas de nossas viagens. E elas voltam despertadas por uma música, um cheiro, um sonho ou um beijo."
Não temo invernos.
Tenho memórias de abraços lindos feito primaveras;
Sorrisos quentes igual verões;
Beijos molhados românticos feito outonos.
Como você, um bom vinho e músicas.
Uma breve história entre amor e estações.
As estações passam, mas o amor não!
"Férias de um verão distante, lições de um antigo aprendizado, o sabor encantado das descobertas, essas não são meras lembranças do passado, são, na realidade, fragmentos de cada parte do que verdadeiramente importa, aquilo e como vivemos, memórias de quem somos, nosso único legado."
Saber lidar com as suas memórias do passado e a sua imaginação para o futuro. Será sempre um grande desafio para a natureza humana.
Quando voltaremos a cortar a angústia da existência com a fantasia de uma vida azul?
Essa sensação apocalíptica cria uma dialética entre o sobreviver e viver. Se é possível viver? Se a gente na verdade só tinhamos sobrevivido esse tempo todo!
Memórias de um passado inexistente.
"Não se preocupe em acumular bens materiais cujo tempo se encarrega de fazê-los fenecer, ocupe-se de guardar muitas e boas memórias de momentos felizes pela entrega do melhor que há em você, esses sim serão eternos."
Nunca desista e nunca deixe de lado as coisas que te fizeram ser o que é hoje. A evolução significa aproveitar tudo que temos para nos tornar outro ser melhor, adaptado ao que funcionou e não aos erros. Então, sempre nas origens podemos ver o nosso verdadeiro eu. Não significa que devemos desprezar a nossa origem, mas sim entender nossa caminhada, e onde já chegamos, e para onde queremos ir.
Tempo!
Tempo presente e tempo passado: é necessário depender somente de Deus, sempre. O tempo se vai com o tempo e as dores das lembranças também. Deus providencia o tempo perfeito: para fazer, para lembrar, para esquecer, para não doer, para agir, para viver.
“Não endeuse horários. Confia em mim , diz o Senhor.”
Adore a Deus e não seus recursos humanos para conquistar coisas. Se Deus não abençoar, de nada valerá o teu esforço. 
Não se cobre pelo que deixou de fazer, pois nesse momento você fez outra coisa mais importante. Se você dormiu até mais tarde, você cuidou do seu corpo que é templo do Espírito Santo e Deus há de preencher todas as suas necessidades no tempo perfeito sem que se perca nenhum segundo do seu dia.
Creia que Deus provê para você tudo o que é necessário. Adore a Deus e não as ações e atividades que você planeja, pois nossos planos nem sempre correspondem aos planos de Deus.
“Então, dali, buscarás ao Senhor, teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma. Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então, no fim de dias, te virarás para o Senhor, teu Deus, e ouvirás a sua voz. A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há, senão ele” (Dt 4:29-30,35).
A lembrança é algo que está na nossa mente. Podemos rasgar papéis, panos, fotos etc., mas não podemos rasgar as nossas lembranças que se manifestam nas nossas mentes.
No momento dessas lembranças em que algumas nos desagradam, precisamos saber que é Deus quem rasga as tristezas ou desgostos provenientes delas, mas não elas, pois o mais importante não é esquecê-las ou apagá-las da memória, mas, ao lembrar delas, não ser afligido por elas, não sofrer por causa delas, não ser atingido pelo passado, e sim ser livre das dores passadas porque já não são mais.
...
Quando resgatamos e colocamos nossas memórias em ordem cronológica, percebemos as mudanças de ciclo e as alternâncias de comportamento dentro de uma nitidez absoluta e até cruel. Um verdadeiro cinema mudo, cheio de simbolismos e entrelinhas. Vivenciamos nossa própria atuação através de personagens que criamos inconscientemente, roteiros idealizados com o objetivo de interpretar o melhor papel de nossas vidas. No entanto, poucos conseguem protagonizar e muitos morrem tentando. A grande maioria vira coadjuvante na história de outras pessoas.
A verdade é que nossa trajetória não precisa de supérfluos, mas de recíprocos. Esta reciprocidade também não envolve somente seres humanos. Podemos nos relacionar com a natureza, com o conhecimento, e estes sempre vão retribuir o seu sorriso e a sua expectativa. Quanto ao relacionamento entre pessoas, traga para sua peça somente aqueles que devolvem as mãos, os abraços e a alma que transcende os vínculos de sangue.
Logo estarei com meio século e algo de positivo posso tirar dos capítulos que escrevi até aqui. Protagonista ou não, morrerei tentando escrever minha própria obra. Sendo coroado ou não, persistirei até ser entorpecido com aquela deliciosa sensação de vitória.
