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MELANCOLIA
E passa o tempo, cabelos embranquecidos
Diversas outras, e mais diversa sensação
São como desejos sem vida e carcomidos
Nuns suspiros do destino soltos pelo chão
O dia se faz segundo, e a rapidez pousada
Enrijando as quimeras dos pobres mortais
Nem mesmo a tal imaginação é iluminada
E capaz de parar as frustrações enfermais
E o tempo implacável baila sem paragens
Enquanto o caimento avança impiedoso
E a ilusão, então, deita sobre as miragens
Passou, vai passando: do amor a poesia
Triste amador que não foi ser amoroso
Pois, lhe restará devaneios e melancolia...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23 setembro, 2021 – Araguari, MG
melancolia amorosa
Ontem eu era um homem contente
Meus problemas pareciam estar distante
Agora sinto apenas uma dor ardente
Uma hemorragia no coração palpitante
Aguas passadas não movem moinho
o tempo voa aos ares do vento
Saudades de cada momento com meu miminho
Queria poder voltar no tempo e ter um novo renascimento
Sinto uma forte melancolia, e um sentimento de culpa
Sei que falhei, e causei esse abismo, peço desculpas
Lembranças sempre serão eternizadas, momentos de intensidade
Eternizarei a pessoa que fez saber o que é amar de verdade
Não consigo esquecer minha princesa com rosto angelical
Sem você sou apenas um vácuo existencial
Carro sem roda, violão sem corda, é notório perceber
Que eu sou 100% assim sem você
Mesmo que não estejamos juntos quero que saiba que não é o fim
que um pedaço de sua alma sempre viverá dentro de mim
RECAÍDA
Era amor quando se foi?
Sem nem dizer pra onde,
Apenas se foi, mas me deixou a melancolia,
Fiquei aqui, iludido e à espera...
E por você chorei,
Hoje não choro...
Hoje não espero...
Só não posso te ver!
Subjetividade
Minha alma morreu
O que tinha pra doer
Já doeu
Lembranças boas do meu eu
se perdeu
Coração frio
Pensamentos sombrios
Ausência de sentimentos
Dias extenuantes
Um nativago qualquer a espreitar a morte
Sem rumo, perdido entre o sul e norte
Recôndito a empatia alheia
Com a esperança resumida
As ruínas de um castelo de areia
Condenado a própria sorte
Vivo minha depressão
Vendo a cada segundo
Minha lenta morte
Eu não quero ser o smartphone, a bota, a bolsa da tal marca, o Hi-Ban, o penteado clichê. Eu gostaria de me sentir bela e importante para o mundo. Gostaria de fazer às pazes comigo mesma e acreditar que ainda há muitas pessoas legais que priorizam a essência e não a aparência, nem que elas sejam minoria. Ninguém vai levar nada disso para o caixão, então por que estão deixando de lado a essência do amor? Namorar não é usar aliança, postar as fotos dos chocolates, das rosas, não é se aliar porque pode tirar proveito. O amor fica triste com essa banalização. O mundo está virado de cabeça para baixo e é triste constatar que a maioria não vê nada de errado, apenas eu.
A Governanta Webnovela
Tenho saudades de algo que não sei dizer, as vezes a melancolia chega nublando tudo e eu não sei o que me faz falta.
Às vezes caio em momentos de fraqueza e dúvida.
Meus pés pisam em brasas e se jogam ao mar.
Quem sou eu frente ao espelho?
Minha alma quebra-se no despertar dos dias;
Mais um vazio a suportar.
A emoção foi tanta que o coração não coube; transbordando, assim, pelos olhos em forma de lágrimas...
Quem dera
Se o amor, fosse paralelo a dor.
Se a planta virasse flor
Quem dera...
Ser flor por dentro e por fora.
Quem dera poder tocá-la, sem se ferir nos seus espinhos.
Quem dera se o amor não trouxesse tanta dor.
Tanta melancolia em seu esplendor.
Quem dera...
- Uma flor machucada
"Enquanto me divirto e rio, minha ligação com minha postura melancólica sempre impediu que eu realmente alcançasse a felicidade."
"Como uma dança delicada entre as notas da melancolia, sua alma desvela uma beleza transcendente, onde a tristeza e a introspecção se entrelaçam em um abraço poético."
MELANCOLIA
Entre o que aperta hoje e o que já apertou ontem, nasce o cansaço do existir; Uma constante briga de pequenas urgencias e afetos nostagicos.
Talvez toda essa melancolia talhada em meus pensamentos seja como as gotas de chuva que caem livremente sobre o vasto colchão de terra, talvez até as folhas que voam pouco a pouco ao soprar do vento estejam dando os passos que eu imaginei para mim no dia seguinte, será que a canção que o silêncio canta ecoa no brilho dos olhos daquele menino que brinca em baixo da árvore mirado por aquela frecha de luz, porque minhas mãos tremem até mesmo quando sei o que fazer, minhas costas doem de ficar sentado todo esse tempo, minha visão já está embaçada, eu não queria dormir mas vou aproveitar pra sonhar.
Um velho e o jardim
Às vezes me sinto como um velho,
Alguém a espera de um fim,
Sinto como se nessa vida,
Não houvesse mais nada feito pra mim.
Ai eu me pergunto, "por que se sentir assim?",
Embora meus bons dias estarem longe,
Ainda encontrarei minha fonte,
Ainda descobrirei meu jardim.
Estou cansada de tentar escrever e simplesmente não sair mas nada na aleatoriedade da minha cabeça.
Meus olhos doem, minha cabeça pesa e sinto sono mas nao consigo dormir. Os grilos cantam, marido ronca, nenêm tosse dormindo naquele quarto claro, e eu no escuro. Acabei de tirar uma foto e ficou perfeita mesmo nessa tremenda melancolia das 20.
Gato mia, carro passa na rua, vizinho conversa rindo, cachorros se alteram e na minha cabeça apareceu uma luzinha e eu me encontro nela.
Por incrível que pareça, era para eu ter escrito isso. E eu escrevi, pois estava com saco de tudo e esse tudo virou uma crônica que achei incrível. Mesmo nessa melancolia das 20.
Neste dia de alegrias não permita a melancolia e olhe para frente com determinação, porque você recebe de Deus a permissão para dias melhores e muito mais felizes, sendo o de hoje, todo seu para começar as transformações em sua vida
Quando a música cessa restando somente o silêncio, quando ela se vai e tudo fica tão triste. Minha alma não mais me responde, apenas se senta e aguarda a sua volta.
Quando a melodia vem tão melancólica e me deixa sem chão, encontro-me buscando desesperadamente meios de dar-lhe uma nova canção. E ela entoa tão lindamente como quando sonho com o dia em que te encontro.
Há um silêncio que pesa n'alma,
num eco suave, mas tão profundo,
que rouba do peito a breve calma,
e veste de cinza todo o meu mundo
Não é tristeza, mas melancolia,
em tudo o que, dia e noite, me rodeia,
e logo a transformo em poesia,
poesia é remédio, que a alma anseia
Ser feliz ou Não?
E os pensamentos voam, como se estivesse compondo o último refrão sobre a escuridão.
Como o fim de uma noite turbulenta, que almeja o esplendor de um grande sol.
Não há oque temer,a tristeza me deixou e a grande amiga solidão me abandonou.
Me resta um pouco de medo, não sei oque posso me tornar sem essas grandes companheiros.
Talvez seja apenas medo de ser feliz, passei tanto tempo com a melancolia que não tenho certeza se posso deixá-la para trás.
Oque seria de mim se eu fosse feliz? Qual o grande perigo desse arrisco? Eu realmente não sei!
Mas deixo essa caneta e esse pequeno caderno para arriscar a saber.
