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Viver na sinceridade é cair na real é ser transparente é não se esconder atrás da máscara é olhar nos olhos sem se esquivar é estar alinhado com a vida independente das circunstâncias , é admitir os erros quando o fracasso nos surpreende, é reparar as arestas e tapar as brechas do ódio e das rivalidades carnais e conectar-se com Deus é voltar atrás para que se possa começar um novo começo e prosseguir adiante de cabeça erguida.
Pra se manter vivo hoje em dia na sociedade é necessário ignora a realidade, e usa uma máscara de ovelha e ser um lobo, ao invés de usar máscara de lobo e nós seres as ovelhas.
Há tempos já eramos obrigados a usar máscaras para sobreviver, mas só agora elas ganharam forma física.
Certo dia, cansei-me.
Cansei-me das máscaras e do fingimento
Cansei-me da incapacidade de alcançar a paz
Cansei-me de quem não cresceu ou amadureceu
Cansei-me da mentira e da falta de empatia
Cansei-me do não Ser e do não Melhor
Ah! Como me cansei do não saber!
Então, parti de mim.
Parti para me reencontrar longe de mim
Parti para saber outros caminhos
Parti para acolher um outro fim
Parti para longe, bem longe do julgar
Parti sem culpa ou vergonha
Parti para regressar ao Hoje
Este hoje que sou
E para onde vou.
2019, José Paulo Santos
*Poeta e Autor de Aldeias em Mim
CNV — Comunicação Não Violenta
A gente pode construir a imagem que quiser. Vestir a máscara que quiser. Falar o que bem entender. Mas sempre tem alguém capaz de destruir todas as mentiras e nos transformar de volta em quem éramos no passado.
MÁSCARA INQUEBRÁVEL
Máscara que disfarça minhas emoções.
Mas a dor permanece no coração.
Enquanto a máscara demonstra alegria.
Por dentro ela esconder as agonias.
Para mundo eu não uso uma máscara.
Para o mundo essa é a minha cara.
Inúmeras máscaras já usei, com intuito de agradar todos a minha volta.
Com passar do tempo me acostumei.
E se tornou ao mesmo tempo uma proteção.
A qual não permite a entrada e nem a saída das minhas emoções.
As mesmas emoções que estão morrendo conforme o tempo.
Dores ocultas que foram aprisionados e viraram tormentos.
Eu aceitei esse novo rosto, pois mesmo com as dores, as agonias, os sonhos não realizados
Eu finalmente me sinto respeitado.
Respeito o qual não conseguia sendo eu mesmo.
Mas no final esse respeito é para uma pessoa que não existe neste momento.
31/05/2019 Renan Pinheiro Braga
Máscaras
Como não querer quando o outro não quer, ou diz não querer?
Como acreditar nas palavras letais que saem da mesma boca que um dia disse palavras tão doce?
Como se desapegar quando se acredita que tudo o que tem é aquilo?
Como olhar para frente se estou paralisado no passado?
Como dormir se todas as vezes sonho com você?
Lutas constantes, se não bastassem minha autodestruição, tenho que lidar com sua máscara, eu sei que vc usa uma, pelo na minha frente e na frente de muitas pessoas.
Será que vc já se permitiu chorar?
Uma hora as máscaras pesam, a força acaba, e nem mesmo o seu orgulho que tanto te acompanha, terá coragem de olhar na cara, ele irá se envergonhar pelo o que vc se tornou.
Espero está errado com minhas palavras, como estive quando acreditei nas suas.
Às vezes o que você interpreta como máscara, na verdade são faces do mesmo rosto que você "não consegue" ver.
Estranhamento
Lindas palavras, sem saberem, não são ditas à face oculta
E enrijecem a máscara construída e mantida por medo e amor
A alma imóvel, presa e angustiada anseia por liberdade
Como um estranho no próprio corpo que deseja se tornar conhecido
Antes que sua essência permaneça, para sempre, refém de seu próprio invólucro
A incerteza paralisa
Haverá quem fará jus às palavras ditas?
O rosto desmascarado terá que suplicar sorrisos?
Quem apoiará a fluidez de seu espírito?
Sua estranheza, enfim, tornar-se-á familiar?
Por que o medo da solidão o estagna se já é uma companheira de viagem?
Quebre o padrão, Estranho! Arrisque, energize, aja!
Entenda que em todo o caso você é suficiente...
E que você merece a aceitação.
A começar pela sua!
Com a pandemia do COVID-19 as pessoas tem usado máscaras para se protegerem da doença, porém, o vírus tem feito cair as máscaras morais e mostrado seres até então tidos como virtuosos como verdadeiros monstros prepotentes e abusadores de poder.
Sobre Bell
Sua graça é um tanto sutil
Não é daquelas que se encontra
Em qualquer loja de suvenil
Aos olhos dos desavisados ela encanta
Seria uma sereia ou ninfa do mar?
Depende da face que irá encontrar
No geral ela é tranquila
Mas não provoque
Não gosta de birras
E se fala em política
Ah!
Ela tem sempre algo para criticar
Sua voz é adorável
A não ser que use o tom grave
Só pra variar
Seus jogos são um tanto cultos
Há quem diz que sejam brutos
Não sabe se apaixonar
Gosta de simplicidade
Mas é menina da cidade
Nasceu para se arriscar
Na fala um tanto precisa
Usa termos desconhecidos
Desenterrados dos livros que leu
Sempre diz que há motivos
Mesmo que não existam
Sabe se defender
Mas as vezes a máscara cai
E ela não sabe o que faz
Se perde de si mesma
A verdade é meio amarga
Uma vez foi magoada
E não soube perdoar
Seu eu é uma máscara
E o que mascara
Até ela já esqueceu
Mentira tem perna curta. Só observando o castelo de areia desmoronar. Nada como o tempo para arrancar as máscaras. Não há mal que dure para sempre. Aqui se faz aqui se paga!
