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Encontro
Mal saíra do Hotel Meridien, onde seus amigos paulistas o convidaram para uma caipirinha. Quase uma da tarde. Nada demais, apenas o fato de ele não tomar caipirinha. Mas era uma amizade que vinha de longe, e não seriam algumas doses que iriam separá-los. Deglutira galhardamente três doses com alguns salgados e, após ouvir as indefectíveis piadas cuja validade havia expirado, despediu-se dos casais amigos e decidiu andar um pouco.
Colhido pelo bafo quente, olhou para a direita e viu o mar indecentemente azul, que em algum ponto lon¬gínquo engolia um céu de um azul mais claro, apenas manchado de algumas nuvens esparsas de algodão de um branco duvidoso. Andar um pouco pela Avenida Atlântica e olhar as beldades em uniformes de conquista não eram o ideal naquele momento. Tinha dei¬xado trabalho no escritório e, apesar de o celular não reclamar nenhuma atenção, no momento, sabia dis¬por de menos de meia hora antes de enfrentar o mundo além túnel.
Além do túnel, acaba a Cidade Maravilhosa, era o seu bordão predileto. As malditas doses haviam tor¬nado seu andar ligeiramente menos decidido que de costume. Na verdade, não sabia como matar a meia hora. Lá longe o Posto Seis e o Forte pareciam chamá-lo. Resistiu ao apelo e, muito a contragosto, decidiu andar um pouco pela Gustavo Sampaio. Um pouco de sombra, já que os prédios projetavam suas silhuetas no asfalto e lá também havia gente, muita gente andando sem muita pressa, com o ar tranquilo e um “xacomigo” zombeteiro estampado no rosto.
Relembrou a sessão de piadas. Achava que deveria haver algum dispositivo legal, ou pelo menos um acordo, que determinasse prazos além dos quais as anedotas seriam arquivadas e frequentariam somente as páginas das coletâneas ditas humorísticas. Ter de dar risadas ao ouvir pela centésima vez a mesma piada, ou variações sobre o mesmo tema, poderia ser perigoso para a paciência dos ouvintes, ou reverter em agressão física em detrimento de um contador desatualizado. Até que seria uma boa ideia colocar avisos nesse sentido. Ou, então, seguindo o exemplo das churrascarias rodízio, introduzir o cartão de dupla face, a verde autorizando a continuação e a vermelha decretando o final da sessão. Muito compli¬cado. Como fazer no caso de divergência? Decidir por maioria simples. Ou, devido à importância do assun¬to, haveria de ter a concordância de pelo menos dois terços dos ouvintes? Os desempates seriam decididos pelo voto de Minerva do criminoso, isto é, do conta¬dor. E se houvesse daltônicos na platéia?
Será que há exame médico para garçons de rodízio, eliminando os daltônicos?
Mas, na falta de regulamentação, como resistir à sanha do contador de “causos”? Não dar risada? Interromper? Contar a sua versão? Esses expedientes eram ainda piores. Olhar a paisagem do terraço, sim, e acompanhar a gargalhada dos outros foi a solução encontrada. Providencialmente. A regulamentação ficaria adiada, procrastinada, decidiu com uma risa¬dinha interior.
E tem aquela do português que chega em casa... E aquela outra da freira que... Ah, a melhor de todas, acabaram de me contar: o Joãozinho pergunta para a professora...
Afinal, era um bom passatempo, com a vantagem de observar fisionomias alegres. As reações eram muitas vezes mais engraçadas que as piadas.
Será que eles também conheciam TODAS aquelas anedotas, ou somente algumas?
Esbarrou num transeunte, balbuciou uma desculpa qualquer e teve direito a um bem humorado:
– Ô meu, olha só, estou na preferencial!
O peso pesado já estava se afastando e as ideias voltando a se agrupar depois da desordem causada pelo baque.
A ligeira dor de cabeça pedia uma parada numa farmácia. E farmácia era o que não faltava na rua.
Entrou e aguardou que a balconista o notasse. Entre ser notado e a pergunta:
– O que deseja? se passaram alguns intermináveis segundos.
– Duas passagens para Paris em classe executiva. E ante o misto de espanto e divertimento da moça, completou:
– Bom, já que não tem, qualquer coisa para a dor de cabeça. Poderia tomar aqui mesmo? Tomou o analgésico, agradeceu e, instantes mais tarde, estava de volta à calçada esburacada.
Olhou para o Leme Palace e resolveu voltar cami-nhando pela Atlântica.
Evitou o segundo esbarrão da meia hora de folga.
Em frações de segundos, os olhares se cruzaram. Era uma beldade, outonal, mas, apreciador de Vivaldi, as quatro estações são arrebatadoras, pensou.
O andar sinuoso, os pequenos sulcos rodeando os olhos, carimbos ainda piedosos no passaporte da vida, cabelos cortados Chanel, ombros e decote plena¬mente apresentáveis e não apenas um tributo pago ao calor daquele verão, pernas bonitas, e medidas ten¬dendo à exuberância. O rosto comum, tinha o olhar faiscante a valorizá-lo.
Naquele instante, o tempo parou, não o suficiente, porém, para que, da extrema timidez dele, brotasse algo mais inteligente do que um sorriso vagamente encorajador. “Pergunte algo, as horas, o caminho para algum lugar, o nome da rua, qualquer coisa”, rebelou-se dentro dele uma voz indignada por jamais ter sido ouvida no passado.
Continuou, como que petrificado, enquanto, sem deixar de olhá-lo, ela passou por ele longe o suficiente para não tocá-lo, e perto o bastante para deixa-lo sentir o perfume discreto que a envolvia.
Ele continuou imóvel e virou a cabeça, contemplando a desconhecida, que continuava andando, afastando-se aos poucos. Alguns passos depois, ela virou a cabeça e o olhar, mesmo àquela distância, lançou um convite mudo ou, pelo menos, assim pa-recia.
Sem reação, ele a acompanhou com o olhar. Ela deu mais alguns passos e novamente olhou para trás. A voz interior estava se desesperando. Ele mesmo não entendia o porquê da sua imobilidade. A desconhe¬cida estava se afastando cada vez mais, confundia-se no oceano de cabeças e, mesmo assim, pareceu-lhe que lá longe uma cabeça estava se virando uma última vez para trás.
Era um adeus. Sentiu que o que se afastava não era uma desconhecida. Era um pedaço de si mesmo, de uma juventude da qual não havia sabido desfrutar e agora lhe acenava de longe, mergulhada num misto de lembranças e saudade.
Não somos perfeitos o que nos fazem perfeitos são nossos erros do passado que são perdoados que nos fazem perfeitos
Um dia - para todos nós - o dinheiro se multiplica etc.; o amor nos encontra; a felicidade enfim chega... Mas se não houver sabedoria nem cuidados, o dinheiro muda de mãos; o amor se faz passageiro; e a felicidade se transmuta em apenas saudade.
Algumas pessoas no auge da sua arrogância e egoísmo nos fazem sentir apenas nota de rodapé nas páginas das suas vidas. Outras, ao contrário, nos fazem sentir a epígrafe que dá sustentação ao texto todo.
Prefácio ou primeira página
Não acreditei que ainda pudesse estar ali
Depois de perceber que já havia deixado ir
De que estava mais feliz longe
De que já lhe faziam feliz
Mas também quis desligar-se do mundo
De tudo, se perdendo totalmente
Procurou pelo fogo que arde sem se ver
Mas fogo não queimava mais
Não sei se vi
Ainda estava ali
Ouvi ruídos ensurdecedores
Do curto passado seu
Foi uma decida cada vez mais profunda
No desfiladeiro da alma
Quis me arranhar e tropeçar em cada pedra
Árvore, buraco...
Aumentei o barulho do ruído
Comecei a desistir de caminhar
Só rolei, pra mais fundo...
Então ouvi uma canção
Me chamando para levantar
Mas não para voltar
Sim para continuar
"A poesia é assim: surge na imaginação, passa pelas mãos para a tinta nos papéis e depois brota no livro, eternizando em vida."
“Não adianta quererem apagar a tua história se já está escrita no livro de ouro. Um olhar julgador não alterará o título da capa.”
Nos livros eu me acho
me traço, me encontro, me abraço
Descubro mais sobre mim
o que move esse tuntim
Aprendo quem há dentro deste denso ser
a humana que nada nesse extenso
Desvendo meus meus gostos
os coloco expostos
na biblioteca que em mim habita
e exorbita
Me transformo
Me altero
Assim como choro e sinto afeto
É uma viagem ao universo
tão vasto, tão belo
Me desfaço em confissões
Refaço minhas profissões
Me transbordo para um mundo
tenebroso e profundo
De vilão a mocinho
Princesa a índio
Livros são paraísos!
Epitáfio
Nem sempre tudo são flores.
É preciso espernear,
se infiltrar nos amores,
conhecer, devanear...
Ouvir quem conta uma história,
seja triste ou indecente.
Ou até um poema insano
desse poeta insolente.
Visitar a Pedra Grande,
despir quem me incendeia.
Balbuciar nos ouvidos:
- Você é linda, Serra Feia!
A indecência chega a ser boa
na medida do prazer.
O epitáfio dos loucos?
Poetar, sonhar, viver.
Autor: Renan Castro
Poema que faz parte do livro Guapó, Nossa Gente, Volume 2, de Claudenilson Fernandes.
O sonho
Dormi e sonhei
que beijava-lhe
o corpo inteiro
fazendo-a perder-se
em devaneios.
Acordei despindo-me...
Desde pequeno sempre gostei de livros bem que era mais pelas capas que pelo conteúdo com palavras que ainda não entendia. Mas sempre gostei e sempre acreditei que escritores os fabricavam. Nesta mesma época já me via como um curioso e contumaz pensador e nunca pensei em escrever um livro. Pois para mim, os pensadores tem como principal objetivos espalharem palavras, visões e pensamentos ao maior numero de pessoas que encontram pelos caminhos. Confesso que é o que tenho feito mesmo sendo o autor.
Têm pessoas que precisam adoecer para se sentirem cuidadas,
Se embebedarem para se sentirem faladas,
Ricas para serem respeitadas e,
Traídas para serem endeuzadas dai ,acabam se matando para serem valorizadas.
Toda vez que se abre um livro, abre-se também a porta para o cenário que o autor um dia olhou e descreveu. Mas existe sempre uma janela entreaberta, que permite a entrada do olhar encantado do leitor.
"Viver deveria ser como revisar um livro: escrever novas cenas, tirar as partes ruins e acertar os capítulos que não se encaixam."
Nunca coloque um ponto final na história da sua vida; coloque uma vírgula, uma exclamação ou ate mesmo um simples ponto e vírgula! Às vezes, a nossa história acaba porque simplesmente colocamos um ponto final no lugar de uma reticências, trazendo um rompimento de uma possível continuidade; transformando-a assim, num parágrafo em de vez de um livro!
OM LIVRO DA VERDADE
Há referências na OM sobre a repetida corrupção dos ensinamentos ao longo dos milênios e o papel dos profetas que voltaram uma e outra vez para corrigir esta situação.
Kanon 20:94 A verdade do conhecimento verdadeiro foi ensinada à humanidade terrestre desde a antiguidade e já dada a Adão.
As raças humanas e os povos da Terra foram providos profetas dos tempos antigos e, por essa razão, foram enviados à Terra Enoch (Henok) e Elijah (Elja), Isaías (Jesaja), Jeremiah (Jeremja), Jmmanuel e Mohammed em sucessão direta e com O renascimento que se seguiu, ao lado de Johannes e Elijas e Hjob e todos os anfitriões de outros justos e justos, como também eram Buda, Zoroaster e Babatschi e outros.
Todos foram selecionados e liderados e enviados em parte através da JHWH e em parte através de si mesmos e em conhecimento e habilidade como profetas ou líderes espirituais para a humanidade e os povos da Terra, mas todos foram caluniados e perseguidos e seus ensinamentos e suas palavras de verdade eram Falsificados na falta de compreensão ou odeio, e assim erroneamente, as principais e falsas religiões e seitas surgiram.
O OM foi escrito por Billy Meier entre 10 de maio de 1983 e 9 de outubro de 1984. Publicado em 1988, o OM é descrito como "O livro dos livros" e como o maior trabalho de Billy. São mais de 455 páginas A4 que compõem 77 cânones. Cada canon contém uma série de versos sendo um múltiplo de sete. As partes do OM que, nos dizem, estavam no Ur2 OM escrito por Henok, foram entregues pelo líder Plejaren, JHWH Ptaah, por meios telepáticos. (Ptaah esteve entre aqueles que também visitaram Billy Meier pessoalmente muitas vezes e transmitiram informações de forma verbal dessa forma, cujos resultados podem ser lidos nos volumes de notas de contato publicadas). Os antigos provérbios de sabedoria da OM, (algumas rimas) , Foram reproduzidos através dos próprios esforços de Billy e, além de seções que são as palavras de Semjase, filha do JHWH, todos os ensinamentos, provérbios, explicações e esclarecimentos restantes são de Billy, que é o Profeta da Nova Era. A apresentação OM explica que o OM é freqüentemente apresentado em alemão antigo, como era nos primeiros tempos (assim como outras línguas). Algumas palavras que podem parecer erros não são, mas são realmente antigas versões antigas de palavras. É importante estar ciente do conselho de Meier e seus associados de que a língua alemã retransmite mais fielmente o significado dos ensinamentos do que o inglês ou outras línguas da Terra. Muitas palavras alemãs não possuem homólogos em outras línguas. (A língua alemã decorre da antiga língua lírica, que já foi falada na Terra.) E, portanto, o alemão preserva com mais precisão o significado e também deve ser exibido ao lado de qualquer tradução por esse motivo, entre outros.
OM LIVRO DA VERDADE
Explica a palavra OM.
OM (AUM in Sanskrit) é uma palavra antiga derivada da antiga língua lírica, que há muito perdeu na Terra. O significado real do acrônimo OM é revelado quando o significado total de ambas as letras é revelado por uma explicação das duas palavras cujas primeiras letras são "O" e "M" - OMFALON MURADO. Quando abreviados como O e M, estas duas palavras, OMFALON MURADO, possuem o mesmo significado de harmonia tonal, mesmo que maior, quando as duas são totalmente pronunciadas como OMFALON MURADO. Por esta razão, a abreviatura "OM" foi usada e se tornou a forma tradicional. Os antigos Lyrians referiram-se a seus escritos sobre a verdade - o LIVRO DE VERDADE - também como OM, OMFALON MURADO, O ÚMBIGO DA VIDA ou ÚMBIGO DE VIDA. O texto, intitulado "OM", incorpora todos os ensinamentos criacionais, ou seja, o livro contém todos os ensinamentos da sabedoria e da vida como um registro escrito.
Para mim, uma das características mais notáveis da OM é seu núcleo central, o cânone 32, no qual o Profeta da Nova Era oferece mais de dois mil e meio de provérbios de sabedoria. Como mencionado na introdução do OM, o grande número de provérbios de sabedoria contidos no OM foram produzidos em sua forma original e correta através dos próprios esforços de Billy. Dizem que esses provérbios eram conhecidos em Lyrian como o Salomonische Weisheit, os provérbios da sabedoria da paz, e foram retirados diretamente do rei Salomão, que foi creditado erroneamente por eles e que, em grande parte, os falsificou muito.
Kanon 32:58 Através da queda e acumulação de gotas individuais de água, um jarro se enche lentamente. A mesma lei aplica-se para a aprendizagem da verdade e da sabedoria e do conhecimento.
247. A pessoa injusta atormenta e mata seus semelhantes através do castigo, mas o sábio é suave e tolerante e, portanto, paciente, no entanto, sempre admoestando o falível e culpado, portanto ele é o mais rigoroso.
314. Se não há poderosos, apenas líderes espirituais entre as pessoas, o humano da Terra vive internamente e externamente no verdadeiro paraíso.
315. Se não há líderes espirituais que liderem o povo, então as pessoas seriam jogadas de um lado para o outro como um navio em uma grande tempestade do oceano, e os poderosos teriam poder total sobre eles.
Analogia sem você...
(Nilo Ribeiro)
Peguei a via mental
e me encontrei com você,
sei que não é normal,
mas alivia meu sofrer
sinto imenso vazio
sem você por perto,
sou fogo com frio,
casa sem teto
você está longe,
sinto tua falta,
sou templo sem monge,
caderno sem pauta
saudade que tortura,
noite de solidão,
sou quadro sem pintura,
pecado sem perdão
no escuro do quarto,
sozinho na aldeia,
sou toque sem tato,
praia sem areia
aflição que aguça,
rio de lágrima,
sou caminho sem bússola,
livro sem página
placa sem sinal,
luz sem escuridão,
estória sem final,
clima sem verão
coração sem pulso,
marido sem esposa,
floresta sem urso,
lobo sem a Loba
queima teu gelo,
frustra meu vulcão,
sou homem sem modelo,
cantor sem canção
pedra sem brilho,
árvore sem fruta,
saio do trilho,
perco a conduta
distante do desejo,
atormenta a dor,
sou boca sem beijo
e beijo sem amor
poeta sem rima,
estrofe sem verso,
sou rua sem esquina,
planeta sem universo
navio sem mar,
flor sem perfume,
sou noite sem luar,
sou vela sem lume
pé sem calçado,
andarilho sem caminho,
teatro sem tablado,
afago sem carinho
me tornei um nada,
manhã sem alvorada,
namorado sem namorada,
um ninguém absoluto,
tarde sem crepúsculo,
hora sem minuto
sem a tua presença,
sou visão sem imagem,
diante da tua indiferença
sou correio sem mensagem
urso não foi feito para Loba,
nem pobre para a burguesa,
não há nada que resolva,
basta-me admirar tua beleza
uma viagem de fantasia,
como os versos desta poesia
eu me sinto assim,
com você longe de mim...
