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Eles...
Sou e serei o que quero,
Não aquilo que eles imporem.
Sou e serei o que sonho,
Não o que eles mandarem.
Não sou escravo,
Minhas mãos estão libertas.
Não sou prisioneiro,
Meu grito é livre e minha liberdade é certa!
Não vou trocar minha vida por um engano,
Não vou dar a mão a quem quer meus braços.
Não vou me reduzir a um coitado,
Sou livre e não romperei os laços.
Tenho vida, sonhos, metas,
Ser tratado como número é humilhação.
Sou pessoa, não um dígito,
Tenho alma e coração.
Não peçam o que não está no contrato,
Não esqueçam o nosso conchavo.
Meu registro é a liberdade,
Não a imposição a ser um escravo.
Não somos livres porque possuímos as chaves de nossas portas, estamos presos porque não enxergamos as grades da nossa prisão. Só o conhecimento liberta.
Comente!
Mesmo que seja um post triste.
Pois mais triste que um post triste
É a tristeza de não poder postar.
(pela liberdade nas redes sociais)
Somos seres livres. Mas até que ponto vai a nossa liberdade? Quais as opções de liberdade que a sociedade que criamos nos dá? Somos livres dentro de um conjunto de direitos e deveres, atribuições estas inerentes aos indivíduos de uma sociedade.
Ouço a suave melodia que instintivamente me conduz á prática do inevitável ato. Fecho os olhos. Aos poucos, vou sendo transportado para o lugar onde a lei é a liberdade, e viver é resumido na singeleza de um bater de asas. Quando não percebi meus olhos se abriram, e aquilo á que julgo realidade, nada mais é do que o passado latente antes visto no acordar ás avessas.
Voo mais alto que as nuvens, só para mergulhar mais profundo que o próprio oceano, sou feito de vertigens e só eu sei a alegria e a tristeza que isso me trás!
Nada que tenha asas deveria estar preso em uma gaiola. Pássaros e pensamentos devem voar livres, pousar onde lhes convém, alimentar-se do que lhes convém, ir aonde lhes der na telha! Asas são feitas de infinito, é preciso tirar-lhes o ímpeto do vento para que caibam - tristemente - dentro de qualquer coisa...
E ela desce até o chão
com a roupa que ela quer
não precisa de um espelho
pra saber quem ela é
você fica de joelhos
mas não consegue nada
-Ela enfrenta sua moral
pois não acredita em papas!
Tentei me enganar, dizendo sou feliz de qualquer jeito.
Chegou o momento de renunciar às falácias deste mundo.
Me recuso a alegar que sou vítima. Afinal, de quê?
Só não vou mais tentar ser quem eu não sou.
Amo tanto a liberdade. Amo falar o que penso e amo pensar antes de falar. E amo o direito de ser julgada por tudo que faço e falo.
Gosto de dar a cara, gosto de impor, peitar com todos os argumentos que tenho. Mas não gosto de discutir. Não gosto de tentar provar para alguém que sou ou estou certa, detesto convencer, ser convencida de algo. Não gosto de nada forçado, nem simpatia, nem amizade, e muito menos prazer. Não acredito em certo e errado. Acredito em satisfação. E tenho muita satisfação de transbordar quem sou, assim, sem limites.
Ah, não precisa concordar sempre comigo. E quando discordar de minhas ideias, continuarei admirando sua autenticidade.
Eu não escrevo para os outros, eu escrevo para mim, não quero ter uma obrigação com pessoas, se nem obrigação comigo mesmo tenho, quero escrever o que me dá vontade, de certa forma sou livre e pretendo ter minha liberdade sem ter obrigação com ninguém.
LIBERTAÇÃO
(Rayme Soares)
Cantar, sem pretensão de ter o tom preciso
Andar, sem ter que encontrar o fim
Abraçar, apenas para deixar, falar, o coração
Olhar, sem ter que entender ou justificar
Isto é a liberdade que quero sentir. O vento batendo no rosto. Sem medo do que possa acontecer no futuro, sem pensar em nada, apenas SENTIR. Sentir cada sensação em sua forma distinta. Cada sentimento que causa uma reação em meu corpo. Aproveitando tudo que este mundo ainda possa me oferecer.
Pela verdade eu vi que é hora de viver, de enfrentar
De frente ser amor, transbordar amor na minha melhor essência
Deixei passar tudo aquilo que um dia petrificou. Quebrei como vidro, soprei, passou...
Voou!
Voei na imensidão do céu, tirei o véu dos olhos e encontrei a liberdade.
Me livrei das grades e descobri com as asas do vento, que a qualquer momento é possível recomeçar. E que por mais que tenha doído, há sempre um novo tempo para reaprender amar.
Que já vivi dores é certo. Delas me embriaguei, elas decorei.
Decorei a dor com laço, apertei o passo, prossegui.
E esse caminho que hoje eu sei de cor, a dor vem enfeitada com laço em fita de cetim.
Ficou tão bonita que por muitas vezes até esqueço que ela mora mim.
Seria eu uma mistura de humano e águia?
De onde vem esse desejo apaixonante pela liberdade
Essa sensação divina de sentir o vento batendo no meu rosto
Como se explica o levantar de meus braços nos lugares mais inusitados
Parecendo assim, como que a querer levantar voo
Gosto de ver o mundo além do que minha humilde visão alcança
E desbravar serenos, intensos, pequenos e imensos horizontes
Ter a certeza de que cada nova paisagem me reserva um novo sabor, um novo aroma, uma nova aventura...
E de lá de cima ver meu reflexo nas águas, e constatar que sou feito da mesma pureza daquela que minha sede mata
Serei eu, muito mais humano, quando me permitir ser você... Águia...
Pois dos seres vivos desta terra, tu és a que nos céus, mais se aproxima de Deus.
A mulher, no Brasil e em todo o mundo, tem sido agredida, enganada com falsas promessas, tratada como se fosse "propriedade", e não raras vezes por outras mulheres. Este texto é em homenagem à mulher que busca, com toda sua força, com toda sua garra, a liberdade através do conhecimento. Conhecimento de si mesma, de seu ambiente e das conquistas a serem conquistadas.
MULHER
M de montanha, M de movimento, M de mulher
Nasceu livre, vive livre, não tem dono!
Mesmo que os machistas queiram
Que os fracos desejem e que os covardes apregoem
Nasceu livre, e vive livre, não tem dono!
Mesmo que ganhe menos e mesmo que sofra mais
Mesmo que lhe tirem a voz
E mesmo que, em tantas filas, fique para trás
Nasceu livre, e vive livre, não tem dono!
Mesmo que algumas aceitem as correntes
Mesmo que algumas até gostem das correntes
Nasceu livre, e vive livre, não tem dono!
Mesmo presa em quatro paredes e amarrada aos “deveres”
Criados, inventados por aproveitadores, covardes de plantão
Mesmo fingindo “prazeres”
Nasceu livre, e vive livre, não tem dono!
Mesmo agredida, diminuída, destruída
Mesmo que não seja ouvida
Sua voz ecoa, ganha espaço, incomoda
Seu grito de liberdade cresce, toma corpo
Mesmo que usada sutilmente e sutilmente enganada
Mesmo ludibriada, sutilmente levada por promessas vãs
Acorda a cada dia mais determinada
Aprende, compreende, e mais forte se torna
E mais bela se torna!
Nasceu livre, e vive livre, não tem dono!
Quero criar raízes em tua liberdade
Errar o alvo para acertar a tentativa
Esperar pelo desfecho da narrativa
E recomeçar o conto pela saudade
Esquartejar essa beleza que me invade
Em pedaços de uma alegria intempestiva
Viver a sorte dessa vida assim furtiva
Ser feliz enquanto busco a felicidade
Pois se brinca o inevitável com a razão
Carrega o tempo a loucura para o infinito
Daqueles que já encontraram o perdão
Em si por recomeçarem o velho rito
De acreditar no que não tem explicação
Buscar a paz pela certeza do conflito
