Tag estação
Me enganei
Pensei que fosse mais um beijo de verão
O sentimento foi maior que uma estação
Pra ver o paraíso
É só mirar no teu sorriso
OUTONO EM POESIA (soneto)
Bailando no ar, gemia inquieta a folha caída
No azul do céu, do sertão, ao vento rodopia
Agitando, em uma certa alvoroçada melodia
Amarelada, vai-se ela, e pelo tempo abatida
Pudesse eu acalmar o seu fado, de partida
Que, dos galhos torcidos, assim desprendia
Num balé de fascínio, e de maga infantaria
Suspirosas, cumprindo a sua sina prometida
A vida em uso! Na rútila estação, obedecia
Um desbotado no horizonte, desenhado
E em romaria as folhas, em ritmo e magia
No chão embebido, o esgalho adormecido
Gótica sensação, de pesar e de melancolia
No cerrado, ocaso, do outono em poesia...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/07/2020, 10’22” – Triangulo Mineiro
Estação.
Descuidos do passado.
Hoje, só me restam lembranças do seu beijo.
Aquele que você me deu em outro estado.
De minha parte não foi apenas um simples beijo,
E sim,
O doce sabor dos seus lábios.
Naquela estação, estava eu na solidão.
Sozinho esperando aquele trem.
Na medida,
Na hora certa chegaste a mim e puxou assunto,
E nem esperando eu estava.
Me pegastes no momento mais frágil.
Recordo-me de cada detalhe.
O primeiro assunto foi sobre a sua viagem.
Após isso passamos a conversar sobre as passagens.
E por final ficou aqui em mim.
Aquele inesperado momento gravado da tua imagem.
Sabe,
Eu sempre tive um coração duro como pedra.
Segredos escuros e trancafiados.
Mas o seu olhar e o toque de suas mãos
me acolheram e fizeram meu coração chegar ao pó.
Sua boca parecia implorar pela minha.
Enfraquecido,
Não tive certos cuidados.
E agora,
Olha eu aqui.
Jogado nessa estação,
Observando cada trem e cada vagão passarem.
E por horas fico atento para ver se você em algum deles está.
E fico relembrando aquele beijo e aquele toque,
Com sabor do amor e da paixão e também do pecado.
Inexplicável,
É a saudade que me bate,
Me faz vir aqui para lembrar de ti .
E para reviver os meus descuidos,
Do passado.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Desculpem-me os que pensam o contrário, mas o que muda a cada estação é o tempo. Amor é outra coisa. Amor é permanência.
O Trem
Veja o trem,veja o trilho! Lá vai ele lotado de passageiros,corre
ligeiro faz parada de Janeiro a Janeiro. O trem faz parada na estação,uns sobem,outros descem e a viagem continua,hora de apreciar com emoção.Da janela dá para ver as árvores,as montanhas e a fumaça do trem que vai ficando no ar. Logo ele vai chegar na última estação!! Depois ele regressa,e muitos estão a espera com as malas na mão,outra viagem,porém,o trem para nas mesmas estações......
JACARANDÁ
No mês de abril quando todas as árvores são só folhas
Ainda secas pelo longo verão
Surge ela
Abre-se em brotos
Desabrocha em vida
Em flores
Lança seu tapete de pétalas ao chão
Num convite silencioso aos solitários transeuntes
Aos trabalhadores com seus cansados corpos
As velhas carcaças fatigadas
Seu toque de cor aviva as opacas retinas
As rotinas dos que vem e passam
Seu cheiro de fêmea
De flor
Atrai os beija-flores para que seu doce néctar seja sugado
Às abelhas que espalham seu pólen fecundo
Sorrateiramente seu aroma invade as casas
Em sua indecente dança com o vento
Jacarandá
Quero aprender contigo
Ensine-me a florescer mesmo sem ser primavera.
Somos como aparelhos de rádio. Sintonizar a Voz Suprema Universal requer a mudança gradual da estação Inconsciência para a estação Consciência.
O caminho é mais importante que a caminhada, portanto, não ande de cabeça baixa, aprecie cada paissagem, o céu, o sol, até mesmo a chuva e o frio e tire lições de cada estação, caso contrário não terá uma boa história para contar quando ao fim do caminho chegar.
Novos começos vem de dentro para fora, como as flores que em silêncio se preparam para o desabrochar e dão um lindo espetáculo, o primeiro passo é sempre você quem dará, mas também sabemos que tudo tem seu tempo determinado e logo seu jardim irá florir! Paciência porque o tempo é dele e você um aprendiz.
Quero plantar a semente
De mais uma primavera
É a estação da cor
Parece uma aquarela
É tempo de transição
Fase de renovação
O brotar de nova era
A vida é como uma viagem de trem, o intervalo entre estações é o tempo que vivemos, e elas nosso destino. Em qual vamos ficar, depende do nosso comportamento nos intervalos.
Embarque neste trem e seja parte da viajem, não vale a pena ficar sentado na estação vendo a vida passar.
Na Estação.
Na estação não
havia senão o chão,
poeira de anos,
acumulados desenganos.
Intrigado percebi abismado
minha viagem adiada,
o trem de ferro, tornou-se
composição.
Aliviada a jornada
de forma indelicada,
solitária e desorganizada,
em uma outra conotação,
para continuarmos então.
Na ferrovia da imensidão,
os trilhos, filhos,
e a bagagem na mão.
Poderá alguém afirmar
onde é que esta estrada irá?
Certamente que sim.
A estrada está apenas lá,
o viajante decide onde ficar
ficaremos enfim,
vendo poeira e estrelas, beijos
da estrada sem fim.
O frio se dissipa aos poucos, e eis que o vento trás no cheiro das flores a despedida do inverno e a chegada de uma nova estação.
Desfecho
A vida é feita de ciclos e infalivelmente
para cada ocasião há uma estação
com maduração e contradição do tempo.
Há tempo para fomentar o sentimento
e envolver-se gradualmente
no fascínio da sedução,
tempo de cognição, de apreensão
tempo de desconhecimento.
Há tempo de surpreender e ousar
assenhorando-se do que se semeou.
Há tempo de causar sem se deixar intimidar
e tempo de recuar, de desadormecer.
E tempo de teimar em sonhar e apetecer.
Tempo de se abandonar os hábitos enraizados
que levam sempre aos mesmos tropeços.
E por enfim a estação terminal: the end.
É o tempo do desfecho sem recomeço.
A vida é igual a uma viagem de trem, descemos na estação compatível com a nossa condição evolutiva. Quando dominamos os conhecimentos dessa estação, partimos para outra estação e assim sucessivamente até o final.
Não deixe o seu coração arder em chamas por uma neblina passageira, isso só te causará gastos.
Use o calor do seu peito quando o inverno do amor chegar, cada estação em seu tempo.
Blefe na estação.
Brigas e brigas todas mal resolvida
Cacos e cacos corações em pedaços
Beijos que faltam no meu dia a dia
Finge que me ama, isso é covardia
Só em pensar que sua boca já beijou outras
corpo vejo um blefe no seu olhar corpo de mulher
personalidade de adolescente para de tirar onda
Vê se me tira da sua mente
Quando penso em vc dobra a aposta, cachaça no peito
Lacunas mal resolvidas
Por falsos amores da vida
Em cada esquina
Sem rumo sem direção
Minha fantasia te procura nessa estação
Meus sentimentos presos nesse vagão
O trem partiu e você partiu meu coração
