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Porco espinho !
Você dá a paz
pra quem você conhece.
Até parece que os outros
não merece.
Que coisa feia,
ó meu irmão.
O nosso Deus
não faz acepção.
Lá na igreja,
tu és santinho.
Mas na rua tu parece
um porco espinho.
Passa por mim,
todo inchado.
Até parece que tomei,
o teu cajado.
As flores existem para nos lembrar que mesmo em meio aos espinhos é possível manter a delicadeza, é possível florescer bonito e ainda deixar um pouco de perfume mãos de quem nos toca com carinho.
As vezes o caminho
Se torna muito estreito
Carregado de espinhos
E vai perfurando o peito
Não há caminho sem fim
E nem fim sem recomeço
Mesmo tendo um dia ruin
A noite sempre agradeço
A vida tem seus espinhos
Por vezes bem dolorosos
Eu olho pros meus caminhos
Tem espinhos bem preciosos
Os espinhos da decepção que me feriram nasceram no pé da expectativa que eu própria plantei, adubei e reguei.
Desculpa se sou louco, tão louco
Me deixa ser louco de amor
Eu sei que a vida é um sopro, sou todo seu
Somos como o espinho e a flor
Tenha sempre sementes de flor no bolso para plantá-las ao longo do caminho, já tem gente demais semeando espinhos e espalhando dor por onde passa.
Mulheres são como um jardim de rosas: lindas, sedosas, delicadas, cheirosas, vibrantes, coloridas, rainhas de todas as flores. O que os homens precisam saber pra conviver bem com elas é que, exatamente por ser rosa é inevitável viver com uma, sem levar uma espetadinha aqui, outra ali. Afinal rosas também têm espinhos. Quem aprecia uma rosa, precisa aprender a conviver com os seus espinhos.
Há tanta maldade espalhada por esse mundo, que a única forma que a natureza encontrou de proteger a delicadeza da rosa, foi dar-lhe alguns espinhos, além do perfume e beleza.
Sou onça criada,
Menina mimada,
Doce espinho!
Nunca fugi de nada,
Só me meto em roubada
Mas no final da rodada,
sou eu que venço,
Touché!
Posso até morrer de amores
e ao despetalarem minhas flores,
Observando cada pétala cair,
Chorar minhas dores
E no final, aprender a partir.
Que ruas escutam vossos passos?
Quais das pedras mudas e inertes testemunham por ti?
Onde anda agora a vossa vida repartida?...
Que outrora foste minha companhia...
E que agora, pelas estradas, tua alma tão sozinha...
Onde um dia fostes rei...
Agora é impuro plebeu...
Já não és importante...
És repudiado pelos teus...
Aos solavancos do destino...
Que embebe o ar de calafrios...
Tudo é orgulho e inconsciência...
E que por isso tanto dói...
Escolhestes o antigo degredo...
Já me tardava este espinho...
Agora tão longe...
Eu cá tão sozinho...
Sandro Paschoal Nogueira
Eu coloco em verso prosa
Meu sentir e meu pensar
Só não o cheiro da rosa
Por não saber explicar
De suas cores eu falo
Uma perfeição divinal
Cada uma do seu jeito
Com beleza sem igual
E por falar no espinho
As vezes nos causa dor
Também tem o seu cantinho
Nas obras do criador
Amar é como caminhar por um jardim florido. E não pense que é por causa do perfume das flores. É porque não tem como caminhar por ele sem arranhar o corpo inteiro.
A maior metáfora sobre ser humano é de que somos como rosas aprendendo a viver em um imenso jardim, o vento faz outras nos ferirem, mas também ferimos outras com nossos espinhos, no final não passamos de enfeites e adornos que murcham, secam e morrem.
Quando plantamos uma roseira, caso ela não cresça e nem floresça, não iremos colocar a culpa na planta.
Vamos investigar, pode ser que ela precise de mais adubo, água ou menos sol.
Assim são as pessoas, mas ao invés de dar suporte, fazemos julgamentos.
A planta não fala do que precisa, as pessoas também não, só precisam ser alimentadas e regadas.
É muito fácil julgar a roseira por não florescer belas rosas, difícil é ter paciência e dedicar um pouco de tempo para ajudá-la florescer.
Não se dão o trabalho de cuidar e reclamam que só encontram espinhos...
Muitas vezes é necessário o perfurar de um espinho para compreendermos a verdadeira beleza de um roseiral
