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Emoção
Eu e você,
Somos dois?
Não,
Somos apenas um.
Pois tudo nos une
Por que não unir então, o amor
Numa só alma e coração?
Assim com mais intensidade
Poderemos viver plenamente
Este arrebatado amor
Unidos em corpo e espírito
Em enlevada emoção.
Amor, paixão, felicidade, desejo... É surreal a forma como nos sentimos quando todos esses sentimentos se unem em um mesmo momento.
Emoção
Enquanto emoção, adentrando livremente.
Percorrendo, os meus espaços sutilmente.
Compondo lastro, imenso, compassado.
Seguindo o tempo, junto a mim, sentado .
Os dias clareiam nas concessões ligeiras.
Compondo assim, horas, tão passageiras.
Minha alma esperançosa, sempre aguarda.
Precedente sonho, certamente nunca tarda.
Todos esses, meus passos perambulantes
Aguardando milênios, décadas e instantes.
Tua imagem, representando, um conhecido.
Também esbarrando, seguindo tão distraído
Valendo, a emoção provocada, lentamente.
Assim como sentindo, tão silenciosamente.
Apenas a emoção, marcando meu espaço.
Assim te amo, e da vida, esse amor eu faço.
Em alguns momentos sou inteiramente emoção, em outros sou todo razão, assim, acho que estou completamente preparado para ser e fazer feliz!
Pedro Marcos
O relacionamento humano é a conexão natural capaz de gerar harmonia, satisfação pessoal, sobrevivência e felicidade, porque somos biologicamente dispostos para vivermos conectados com outras pessoas, possibilitando o desenvolvimento intelectual, além de favorecer a nossa estrutura física e emocional, como resposta ao controle positivo das emoções e sentimentos, pela redução do estresse e a sua interferência negativa das nossas emoções.
Algo só deixa de ser arte quando não é mais um sentimento ou lembrança e nem mesmo te projeta para dentro de um momento, seja ele passado ou futuro.
Arte não remete ao presente dos gostos e desgostos na vida de alguém, a arte não é singular. Ela é plural, é de todos, representa as questões e não as respostas.
Noite fria e chuvosa,
O que fazer além de pensar?
Se diz penso logo existo,
Quem pensa é menor parte,
Mas quem pensa e acredita no amor,
Acaba fazendo dele uma obra de arte,
Emoções tomam conta do meu coração,
Muitas vezes falam mais alto que minha própria voz,
Deixei minha alma de lado,
Pois meu sentimentalismo entra com sua ambição na frente,
As vezes não sei o que fazer,
Não sigo religião,
Pois as emoções de um homem continuam falando mais alto que tudo o que possa existir.
Na vida você tem duas escolhas: Mergulhar nas profundezas da emoção, até quem sabe encontrar um lugar encantado e novo; ou permanecer na seguridade do razo da razão, onde tudo é sempre a mesma coisa.
Onde o que acontece, já é acontecido.
Mesmo eu não serei morto,
apenas deixarei o pó sacudido
com meu sopro, sopro de comoção
em meio a lágrimas de emoção.
Outro dia, chamei alguns meninos e meninas do bairro, para uma tarde de recorte e colagem em fanzines. Queria saber o que é ser criança no contexto onde moramos. Como é soltar pipa na rua ou brincar na beira do córrego já que as quadras e pracinhas da vila ficam a mercê da juventude que bebem e fumam seus baseados. Em vielas, becos e escadões também não é possível brincar, pois correm o risco de atrapalhar o comércio local das drogas ilícitas. E as motocas barulhentas que sobem e descem o morro? Ora com perseguições e aborgadens mal sucedidas da Polícia que rodam a favela de noite e de dia. Este é o olhar dos meninos, porque as meninas não podem sair de casa. Suas mamães não deixam e dizem que menina têm que aprender os afazeres de casa para se tornar uma mocinha. O dia-a-dia da criança na periferia é assim: De manhã, trancada em casa sendo cuidada pela avó e a televisão, e a tarde, na escola pública cercada de grade. Mas tem aqueles que não estudam, pois não vêem graça no ensino educacional. Estes, preferem a rua. E aprendem o quê ela têm a oferecer.
Sempre que você queira se sabotar ou sinta saudades de alguém que não vale a pena, lembre que se ele quisesse já estaria com você! E em vários sentidos, se fazendo presente, conversando com você, ou melhor: na presença. (20/02/2018)
É claro que nosso inconsciente cobra,
Feito cobra que é traiçoeira.
Não que eu te cobre tão duro feito cobre,
É meu coração que espera coisas de você,
Que os olhos não tendem a ver.
Não que eu te cobre tão duro feito cobre,
Sentir feito nobre, ou como um nobre
Se cobre de fantasias a me enfeitiçar,
Que os olhos não tendem a ver,
Enquanto apaixonado está meu ser.
Quando ele retorna à superfície
Da razão, ele fica em silêncio,
Mesmo sentindo a emoção,
Pois só consegue disfarçar
Quem nada sente,
Agora compreende?!
É claro que nosso inconsciente cobra,
Feito cobra que é traiçoeira.
Não que eu te cobre tão duro feito cobre,
Mas sentimento é algo tão nobre,
Para se cobrar assim.
Mesmo que eu saiba por mim,
Acabamos caindo no fim, no fim;
Por estarmos cegos e ansiosos.
O que nos deixa na busca profunda,
Obcecados pela procura.
Meus olhos se fecham,
Meu corpo procura, (que loucura!).
E louco fica meu ser, que...
Se cobre de fantasias a me enfeitiçar, (O meu ser se encobre),
O que os olhos não tendem a ver
E enquanto apaixonado está meu ser.
Porém...
Quando ele retorna à superfície
Da razão, ele fica em silêncio,
Mesmo sentindo a comoção, Ou enxergando com exatidão,
Pois só consegue disfarçar
Quem nada sente,
Agora compreende?!
Uma vírgula, uma vogal,
Tudo muda de um jeito banal.
Vários significados,
Contexto continuado... (18/02/2018)
(Obs.: Os versos entre parênteses eram para estar em baixo, mas a plataforma aqui não permite, e fica todo desformatado- os versos).
A poesia nos vincula ao imo, etéreo e imaterial, de nós mesmos. Deste modo possibilita-nos a autotranscendência. Contudo, de nada serve este elo se não há consciência alguma de sua constituição. Assim como a razão e a emoção, quando dissociadas, são inúteis.
COISAS DO CORAÇÃO
Não sei se devo falar das
Coisas do meu coração,
Ou mesmo confidenciar
Essa doce emoção.
Essa coisa que meche comigo
Faz meu pensamento voar.
Penso no quente e afetuoso abrigo,
A fazer meu sorriso tímido ecoar.
Não sei devo segredar para alguém
Como esperar estar a me fazer bem.
_Faço contagem regressiva nos dedos
Desfolho o bem-me-quer sem medo.
Então, conto para meu travesseiro
Que mudo não conta segredo.
E, nesse cochicho arteiro
Termino dormindo ligeiro
Luly Diniz.
