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O característico do momento é que a alma vulgar, sabendo-se vulgar, tem a audácia de afirmar o direito à vulgaridade e o impõe em toda parte.
Um dia você acorda, e lhe roubaram o direito de impor limites aos cafajestes, pois, eles é que de fato dominam sua consciência.
Quando a injustiça emana justamente da instituição que carrega o peso de garantir a justiça, o coração do advogado se parte. É um paradoxo doloroso: lutar em nome do Direito e, ao mesmo tempo, testemunhar sua negação. Em momentos assim, parece que a balança da justiça se inclina ao avesso, oferecendo amparo àqueles que ferem e desamparando os que juraram proteger.
Para o policial militar, que carrega nos ombros o fardo da ordem pública, a sensação de abandono pelo próprio sistema é uma ferida que o Direito deveria sanar, mas frequentemente ignora. Quando a lei, que deveria ser imparcial e firme, parece pender para o lado de quem desrespeita suas regras, o sentimento de impotência é inevitável.
E o advogado, que deveria ser a ponte entre o indivíduo e a justiça, encontra-se questionando seu propósito. Como acreditar no Direito quando ele falha justamente para aqueles que o defendem com a própria vida? No entanto, é nessas horas que a verdadeira essência do advogado é testada. Ele deve se lembrar de que, por mais que o sistema seja falho, sua luta não é vã.
O Direito não deve servir apenas ao papel. Deve existir, sobretudo, na prática, para todos — sem distinção. Ainda que a estrada seja árdua, é a persistência em buscar a justiça que mantém a esperança viva. Afinal, a injustiça que hoje sangra o policial militar deve ser combatida com a força de quem ainda acredita no ideal de um mundo mais justo.
Em nossa breve passagem pela vida, cada ato em prol da humanidade é como uma semente lançada ao vento. Na segurança pública, protegemos vidas, mantemos a ordem e zelamos pelo bem-estar da sociedade. Na administração, organizamos recursos, lideramos pessoas e criamos estruturas que sustentam o progresso. No direito, defendemos a justiça, asseguramos a dignidade e equilibramos os pesos da balança social. Na medicina, aliviamos dores, prolongamos vidas e restauramos a esperança. Na docência, transmitimos conhecimento, formamos mentes e inspiramos futuros. Na pesquisa, desvendamos mistérios, impulsionamos o conhecimento e pavimentamos o caminho para inovações que transformam vidas. Nas artes, expressamos a essência humana, damos forma aos sentimentos e preservamos o que é eterno no efêmero. Tenho feito a minha parte em cada uma dessas áreas, deixando marcas no mundo e contribuindo para que ele seja um lugar melhor. Tudo o que fazemos para melhorar o mundo é um eco de nossa própria busca por sentido, uma prova de que estivemos aqui e que nossas mãos tocaram o coração da vida.
Houve um tempo em que minha janela se abria....
Sem horas e sem dores...
Com sorrisos, flores...
Desejando amores...
Em dias quentes e em madrugadas frias...
O tempo não é nosso tempo...
E passou...
Tudo passa um dia...
Esperança já tardia...
O que é torto, o que é direito...
Que é tido como certo...
Duvido...
Vira e mexe me complico...
E por mim já descarrilho...
Só me rendo pelo brilho de quem vai fundo...
E nenhum predicado será prejudicado...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória, Rio De Janeiro, Brazil.
Crime é crime, seja cometido por um cidadão ou pelo Estado, a pena de morte é um crime estatal disfarçado de justiça.
Faça o que tiver que fazer, mais nunca perca a sua essência diante das dificuldades da vida. Ignore as opiniões alheias que não são condizentes com o que é certo e de direito. No final de tudo, a sua consciência mostrará o seu caráter e a sua altivez diante de situações adversas.
Após viver, há a necessidade de morrer para dar lugar a outros que vão nascer e seguir o processo dos antecessores - até aí, tudo bem, é uma vez de cada, sei; porém, é inaceitável que roubem a vez quando matam as pessoas, precocemente, quando deveriam cuidar do direito que elas tinham de viver antes de morrerem...
Tal como:
“Discordo do que você diz,
mas defenderei até a morte
seu direito de dizê-lo.” Voltaire.
Da mesma forma: defenderei
até a morte meu direito
de combater tudo
que discordo.
Você sabia que a sociedade também precisa de você para agir em coletivo justo para todos.
Faça sua parte para termos uma sociedade melhor para o povo.
Fica difícil querer mudar um mundo tão dividido em milhões de razões e opiniões, quando a única parcela que temos direito, chama se “vida”, mas nós vamos começar por ela e antes do fim a gente ver o que vai dá.
Raiva? Não sinto raiva. Embora muitos se achem deuses, são apenas homens comuns dotados de alguma inteligência e esforço pessoal. Os humildes são bons juízes, apenas os humildes.
