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PÉS DE BARRO
Será que nada sobrará?
Vejo na minha frente tudo ruindo.
Nossos ídolos virando bandidos.
Nossas conquistas (OLÍMPIADAS, COPA) desmoralizadas.
Nossas empresas transnacionais naufragando em denúncias.
Nossos estados submergindo em dívidas.
Nossos políticos se encobrindo com o manto do foro privilegiado.
Sobrará, pois o país é maior que tudo isso, e tudo isso passará.
Isso é que a história nos conta.
No futuro, seremos história, e tudo isso, passado.
É pura lógica.
TRILHA
Não quis ser estrada asfaltada
Desisti de ser trilho
Resolvi ser uma trilha
Sem saber aonde vai dar
Emaranhada
Sinuosa
Quero ser chão de terra
Barro seco
Que bebe cada gota de chuva
Se alarga
Se estreita
Se transforma
Desobriguei-me da obrigação de ser perfeita.
Feliz é o homem pequeno, feito de barro amargo, mas com a massa cinzenta intensa e pura. O homem de cabeça boa, que na vida vence desafios.
Era uma vez barro, hoje um MITO.
Voltando do barro de onde fora
Gerado
E por fim nascer “o mito...”
De um grito
Apenas uma voz
Irrompendo o teor em meio à injustiça
Imbuído em uma única essência
Gerado para este fim
Dentre à ignorância
Que margeia e espreita.
Surgindo lá de longe
Não para ser aprisionado.
Nem aqui nem acolá
Despontando do nascente
Livre pelo principio
Que o gerou e o fez dentre barro:
“O homem para torna-se mito”...
(Marta Freitas) 17/12/2013.
Eu sou o retrato daquilo que às vezes está cheio, derrama ou encontra-se vazio. De barro, frágil e nascido da terra. Eu sou minhas próprias lembranças e às vezes as evidencio, apago-as ou deixo o sol brilhar sobre elas.
"A mesma Palavra que derrete corações como cera também endurece outros como barro... não porque ela muda, mas porque encontra ouvintes em estados diferentes: uns prontos para a vida, outros caminhando para o juízo."
FILHA DO PAMPA
O olho puxado, o sorriso rasgado
É tupi-guarani
O cabelo trigueiro é mel de outras raças
Distantes daqui
A alma poetisa é o traço, é o espelho
Do barro vermelho
De onde eu nasci.
Lori Damm ("Filha do Pampa")
(Contos, Crônicas Poesia)
Posso ver Tuas mãos no Éden a formar
Posso ver Tuas mãos na cruz a me salvar
Eu era o barro
Nas mãos do Criador
E agora é meu sangue
Nas mãos do Salvador
Sou livre porque o Cordeiro me amou
Em Tuas mãos está a chave que do cativeiro me livrou
Naquela cruz o barro e o sangue
Se fizeram um só em meu Jesus
Tua graça me livrou da morte
Como o oleiro que delicadamente maneja o barro, assim é Deus usando a força necessária para limpar uma panela gordurosa de pecados.
Imperfeitos
Não somos perfeitos,
Somos vasos de barro
Que se quebra com
O tempo,
Dos pedaços
Que ficam sobre
O chão se faz
Outro vaso,
Para se quebrar
Outra vez.
As folhas caem dançantes, e nós, como síntese do raciocínio, temos a capacidade de alimentarmo-nos da folha, tal qual uma lagarta metamorfa.
Somos todos feitos de barro, e barro que não é testado pelo fogo se despedaça sob qualquer pressão.
Me identifico com um vaso de barro, desses de armazenar água, depois de cair e quebrar em vários pedaços.
Tentei me colar mas fiquei craquelada, contudo ainda consigo armazenar água fresquinha.
Tem momentos que escapa água pelas fissuras e isto dói.
Porém entendo que cada pedacinho faz parte do todo que me tornei.
Para tudo nesta vida há um propósito, um tempo determinado por Deus. Cada prova e cada luta que enfrentamos aqui é um processo de aperfeiçoamento. Assim como o ouro precisa ser derretido na forja e depois martelado repetidas vezes até alcançar a forma desejada pelo ferreiro, nós também passamos por fases de transformação.
No entanto, Deus, o maior Artífice do universo, não escolheu o ouro nem a prata — Ele escolheu o barro, o mais simples e comum dos materiais, para realizar Sua obra-prima. E mais do que isso: diferentemente do ferreiro, Deus não queima nem golpeia o homem com dureza. Ele nos prova por meio das adversidades, sim, mas também nos promete Sua presença no dia da nossa maior angústia.
Esse é o verdadeiro amor: o amor daquele que se entregou por nós, simples barro, para nos tornar vasos de honra em suas mãos.
Nos caminhos dela
Enquanto ele seguia, ele a observava.
Não sabia ele se dela gostava ou se não gostava.
Mas uma atração forte a ela o atraía.
Então ele a seguia.
E quanto mais via o que via,
mais atrapalhado ele se sentia.
E o que sentia claramente não definia
de maneira nenhuma o que sentia.
Nos caminhos dela ele se perdia.
E ele insistia... e a seguia.
Segui-a de noite, segui-a de dia.
Devagar ele aprendia... bem o que não sabia... mas aprendia.
Só tinha um medo: o que no fundo aquele vaso de barro, que ele perdidamente seguia, escondia?
Será que só muito tarde... tarde demais saberia?
