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Sou grato ao Senhor, pois presenteado sou sobre as virtudes da imaginação, com ela, talvez consigas beliscar a sensação de viveres nos céus. Não há palavras que descrevam a obra Dele, embora manifestai-me amorosa descrição. Sua obra propicía singela serenidade, como um vento que levemente assopra em meu rosto com frescor; Sua obra tem chão reconfortante aos pés, como se pisares em algodões, parcialmente, frios; as melodias presentes de Sua obra toca-me os ouvido sucintamente, como se, ondas agradecidas, e leves levassem-me repousado; sucedes que, de Tua obra recaio ao declinar-me no mais confortável berço, Teus braços. Ó Pai, quais os motivos de seres tão bom assim, hás saberes que: imensurável és tua bondade'.
A física é como entender o truque de mágica sem perder o encanto de vê-lo repetir. E aplaudir de pé até o fechar das cortinas.
O abismo é uma sedução provocadora
Um beijo na boca da maldade
Um tapa na cara do perigo
Se for me amar por vaidade
Eu prefiro ser temido
Pra não dizer que não falei das flores
Colhi na praia do pacífico
Naveguei até a ilha dos amores
E vi o bom selvagem tímido.
Expressar o humano não é arte, é uma gritaria; toda arte por natureza deve ser fingida. Se me dissestes que a gritaria pode ser arte, responder-te-ia, o belo pode ser nauseante e o agradável poderia vim a não ser prazeroso? De imediato poderia replicar que as duas coisas não necessariamente têm que andar separadas, argumentando para isso, talvez, em termos de pulsões, treplicaria, então, não há registro deles no aparelho psíquico, pois estamos vivos sabendo que vamos morrer sem nunca ter morrido, ou seja, eles nos são simbólicos em certa medida, por isso a sensação de sermos infinitos e a morte nada, em um salto de percepção desejada, em uma sensação irrefletida e apontada para o nada (o desconhecido) e em um processo contínuo de linguagem (simbólico), o tão caro nirvana dos místicos, o encontro com o dharma _encontrando-se_, e acrescentaria, não necessariamente têm que andar separadas, mas necessariamente devem andar separadas, o próprio fato de tender denuncia isto, pois quando misturadas não seria nenhuma uma coisa nem outra, não seria agradável a priori (naturalmente), porém, como uma proposta revolucionária e inovadora e boa e genial, sim todas as coisas entrelaçadas pelo desejo, e não correlacionadas diretamente em termos de implicação lógica, mas nunca vista (sentida e compreendida), por isso o processo de apreciação se dar pela exposição e absorção do discurso, ou seja, uma dessensibilização. Em síntese, se torna um absurdo defendido, pois todos desejam ('não morrer' !?) e imune a qualquer racionalização que por natureza exige coesão lógica interna e externa, além do mínimo, ou necessário, de resultados pragmáticos, ou seja, se torna um discurso esvaziado de conceito, quando muito, de rigor. Poderias fazer a observação de que há uma falha na minha argumentação, apontando para isso que as duas pulsões tendem ao infinito por não ter assinatura no aparelho psíquico, ou seja, ambos têm a mesma força de ação e presença, digo, em termos quantitativos são equivalentes, argumentaria pois que não poderia estar mais equivocada; a morte é a verdadeira significante da questão, pois o fato de não sabermos o que é o instinto de fato por sermos seres racionais, nos faz seres de linguagem, razão e sim, morte, a morte é o que nos constitui como sujeitos e humanos, homem. A vida é o enquanto, a morte é o final, o que nos aguarda e como todo final, não é desejado, por isso nos esforçamos ao máximo para tentar deixar o enredo um pouco mais interessante, mas desde o início temos somente uma certeza, a de que vamos morrer, isto é, que a história terá um ponto final e isto nos faz diferente de qualquer outro animal, ao ponto de ignorarmos o máximo possível este fato indubitável, vivaz e límpido, porém, tenebroso. Ademais, o que nos faz ser humano é o atravessamento da linguagem, a inserção da lei, isto é, da instância do superego com a pulsão de morte. Perfazendo, somos 'seres' que morrem, no mais são produções imaginárias, por vezes delirantes, por conseguinte, mentirosas.
Minha religião é a arte. Mas assim como temo pelas atrocidades que a religião faz em nome de "Deus", receio também pelo que certos artistas fazem em nome da arte.
Dinheiro nenhum neste mundo pode comprar algo que está faltando... Dentro de você.
Há coisas que você pode comprar, e há coisas com as quais você pode sonhar — pois mesmo para o dinheiro há um limite. Por exemplo; ele não compra talento. Você pode comprar a instrução do melhor professor de pintura, mas você não pode comprar a arte que floresce dentro dele.
Quero afogar meus vícios nesse mar negro, como irei se ainda tenho vontade de curtir o verão passado nessa areia cinzenta que tanto me feriu, são memorias de um antigo alguém, tão gostoso seu sabor e perigo, foi essa mesma caipirinha gelada que deixei-me levar pelo prazer até perder minha consciência, só quando meu bolso vazio acordo sozinho, nu, em um bar que fechou a porta sem dor quando precisei me levantar, tentei insistir, mas esse bar já tinha anos de experiências, recebe bem e cuida de seus estrangeiros até o dia que encontrar o freguês das quantias noturnas.
Nem todas as paixões são gostosas de engolir ..
" Talvez aquela paixão nunca vá embora
Eu não sei até onde ela pode me levar
ou se já me parou..
Mas sei muito bem onde quero estar e onde quero chegar ..".
Espetáculo de cores
Na grande tela celeste
Tons azulados misturados aos tons de giz
Neste cenário de verde campestre
Dão cores ao cinzento da vida
Deixando, a minha face tristonha, feliz.
Beijar é uma arte tão importante,
que deveria haver uma Faculdade Beijocal...
Beijos poeticos,
Marcial
A ARTE DE BEIJAR
Marcial Salaverry
Se beijar é uma arte,
saiba fazer a sua parte...
Não é só os lábios colar...
Tem que saber e gostar...
Tem que haver carinho,
um gostoso denguinho...
Os sentidos atiçar,
E então... Beijar...
Beijar com requinte,
pois o beijo não é um acinte...
O beijo é importante...
Enquanto estiver beijando,
as mãos vão acariciando...
Corpos aquecendo, e depois...
Marcial Salaverry
A minha arte é a dor
O meu pincel é a navalha
Com o vermelho que escorre dos meus braços
Eu pinto um mundo que falha/falta
As vezes na rua é onde se encontra sabedoria.
"As vezes vou para rua com modelo de motivos errados e volto para casa com princípios corretos..".
Instrumentalizar a Literatura é o mesmo que debilitá-la. É como se o coração, ao invés de bombear o sangue, utilizasse de todas as suas forças para retê-lo.
O tédio levou muitos homens e mulheres a fazerem coisas grandes no mundo das artes, mas também os levou a fazer grandes besteiras na vida.
Eu descobri que a arte nos entusiasma e nos impulsiona numa positividade incrível, capaz de nos retirar de ambientes mentais mortificadores, causadores da depressão e de outros males.
A arte é portadora de uma força que promove uma elasticidade na mente, expandindo-a e fazendo com que os melhores pensamentos se fortaleçam e promovam uma mudança positiva em nossas estruturas.
Qualquer que seja a arte escolhida, ela consegue fazer uma transformação harmoniosa e construtiva no ser humano, abrindo uma solaridade nos ambientes internos da estrutura humana.
A arte é medicina que transforma e cura as dores da alma, ela traz serenidade e paz.
Um mergulho nas profundezas da arte é uma experiência que mexe com a toda a estrutura da mente humana, levando o indivíduo a descobrir novas fontes de alegria para a sua vida.
Quando estamos envolvidos com a arte, nos esquecemos dos nossos conflitos existenciais e passamos a construir caminhos e possibilidades para melhorar o nosso mundo interno de coisas e pessoas.
A arte também é uma viagem dentro de um mundo próprio, onde tudo é possível. Nesse mundo pode até haver dois sóis, vinte luas, e isso não será nem um pouco estranho, porque a finalidade da arte é criar mundos próprios e únicos onde o ser criador se sinta confortável e feliz com sua vida.
Rozilda Euzebio Costa
Somos todos prodígios de personalidades mortas, que morreram pelo mundo e que carregam em si a vontade de continuar sendo o que eram antes.
Somos a dor da perda e a relutância em deixar o passado se esvair.
E nossos trabalhos como as estrelas que vemos no céu, o reflexo de astros que já se foram.
- E, assim, a arte se cria.
