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Deixe-me repousar a boca em seus rios, e suas curvas sejam minha felicidade, e o seu sorriso me alimente, e seu corpo me fascine.
FOME
Cortou aquele pedaço de pão
para poder matar a fome,
que já lhe cortava a carne.
Não desperdiçou nada daquele alimento,
recolhendo cada uma das migalhas,
já que, na maioria das vezes,
até mesmo elas lhe têm faltado.
O pão nosso de cada dia
só lhe vem à boca, ultimamente,
quando reza aquela oração.
Mas, para que querer pão,
se quase não tem dentes?!
Para que os dentes
se não tem mais sorriso?!
Para que o sorriso
se não tem esperança?!
Para que a esperança,
se quase não tem vida?!
Para que a vida,
se viver é ‘morrer de fome’
aos poucos, todos os dias,
até, literalmente, morrer de fome
num dia qualquer,
num canto qualquer?!
(Publicado no livro “Arcos e Frestas”, página 16)
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- O texto recebeu Menção Honrosa no “XIII Concurso Nacional de Poesias Marcos Andreani”, da Academia de Letras e Artes de Paranapuã-ALAP, de Tijuca-RJ.
"É a raiz que alimenta a árvore e não a árvore que alimenta a raiz. Jesus é a nossa raiz, é DELE que nos alimentamos"
Pr Paulo Berberth
Cultive bons sentimentos, que são o melhor alimento para a alma. Assim você terá caminhos abertos e tudo o mais de bom. Em resumo: Você colhe daquilo que planta.
Seria covardia? me alimentar tão sorrateiramente de quem nem devia desconfiar? Mas tal é a desconfiança grandiosa que me acompanha e de ninguém ressalva o mau hábito imposto à mim por garantia de distancias e solidão. Traiçoeiramente pré-julgando-os me alivio ao denotar oblíquo suas possíveis características fantasiadas como sendo maliciosas e imperfeitas pessoas. Covarde sim, julgando-te cegamente afundado na ignorância de ser um rato à espreita com medo de que tragas contigo afazeres tais que retirariam-me da confortável preguiça dos passares dos dias, esgueiro-me pelas fendas escuras para cruzar despercebido dos olhares presunçosos pairando sobre tal lealdade ao conformismo que me toma sempre em grandes goles. Escondo-me o quanto posso, alimento-me do poço da injúria que aponta-te o dedo e diz assombrosas maldades: és mentirosa, imperfeita. Desejando que sofra longe do meu conforto, para que não abale a vida boa de rato.
Purgo-te de mim, safo tardiamente da sua presença a minha. Não fite, se vá, você e suas malditas humanas características, pois sou rato, sou resto de moídas e remoídas salientes feridas postas com cautela nas costas de quem ronda-me aos passos próximos do meu lodo. Digo que sois da maldade filha e mãe, fracos os homens sucumbindo ao injusto que aos meus olhos de rato trapaceiam e mentem. Vão, pelas calhas da humanidade corrupta fomentando a deslealdade e nutrindo rancores e cativando a guerra, vossa sublime criação, que como a minha, é de grande truculência o surgir.
20190228
As pessoas clamam por saúde, no entanto, não mudam seus hábitos alimentares, continuam se alimentando mal e ficando doente.
Encantamento
Alimenta-te da luz que aquece o pântano,
Das cores que amornam a serra,
Do frescor de um arco-íris
A sorrir o tempo.
Alimenta-te do simples que vibra
Perante os olhos,
E nunca mais hás de desencantar-te.
O nosso corpo alimenta-se de tudo que existe no solo porque fomos feito do solo:
Carboidratos: a primeira fonte de energia do corpo.
Proteínas: os alimentos construtores.
Lipídios: os nutrientes energéticos.
Minerais: o equilíbrio das funções vitais.
Vitaminas: o estímulo das funções químicas.
Água: essencial para a vida.
DUAS IMPORTANTÍSSIMAS COISAS A PEDIR A DEUS:
7 “Duas coisas te peço, ó Deus;
não me negues antes que eu morra:
8 mantém longe de mim a falsidade e a mentira;
não me dês nem pobreza nem riqueza;
dá‑me apenas o alimento necessário.
9 Senão, tendo demais, eu te negaria, te deixaria
e diria: ‘Quem é o Senhor?’.
Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar,
desonrando, assim, o nome do meu Deus.
(Provérbios 30.7-9 NVI)
Tem dias que sentimos um vazio não é verdade? Parece que nos falta algo. Sabe o que é? É falta de alimentar nossa Fé. Essa refeição deve ser diária e de suma importância. Sem ela qualquer alimento se tornará o que alimenta nosso vazio. Acredite.
LIVRES EM CRISTO PARA COMER OU DEIXAR DE COMER: sexta santa e todos os dias.
"O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu " (Rm 14:3).
Não por obrigação ou constrangimento, mas Deus se agrada de quem o ouve com alegria. Então, o que "está escrito"?
Um dia Jesus morreu pelos nossos pecados e para nos dar a salvação eterna. Isso deve ser lembrado todos os dias: ele morreu por nós e ressuscitou por nós, o que equivale respectivamente à sexta-feira em que ele morreu e ao domingo em que ele ressuscitou.
Entende-se pela leitura da Bíblia que Jesus transcendeu, sobrepujou, suplantou, ultrapassou a tradição judaica que, por isso mesmo, condenou-o à morte de cruz, e não os seus seguidores. Jesus, portanto, coloca-se acima da tradição, de qualquer tradição criada pelos homens (religiosos). Nenhuma religião pode se colocar acima de Deus. Aliás, nada pode estar acima de Deus.
No entanto, como Deus dá liberdade de escolha a todas as pessoas, elas têm o direito de escolher seguir tradições humanas ou não. E quanto às suas escolhas, assim como Deus não interfere, ninguém tem o direito de interferir. No entanto, isso não exime um cristão zeloso da palavra de Deus de falar sobre a verdade das Escrituras Sagradas. Para quem tem fé em Deus, a Bíblia Sagrada é a sua bússola, pois ela é a sua palavra escrita. Quem o ama em espírito e em verdade lhe obedece; quem diz que o ama lhe obedece ou não. Isso também é direito de cada um.
Igualmente, cada um tem o direito de falar sobre o que acredita de modo que cada opinião deve ser respeitada: uns acreditam que não devem comer carne, outros acreditam que devem comer carne. Com quem está a verdade sobre esse princípio? Antes de buscar quais desses grupos estão com a verdade, é mister, primeiramente, buscar a verdade bíblica sobre esse assunto.
Então, o que a Bíblia diz sobre isso, considerando que para os cristãos “que acreditam na palavra de Deus” ela é a sua regra de fé e prática? Ou estariam as doutrinas de homens religiosos acima da verdade de Deus descrita na Bíblia?
Pode haver muitas interpretações humanas sobre os textos bíblicos, mas nenhuma pode ser posta acima da vontade revelada de seu Autor, o próprio Deus. O problema é que o homem aprendeu que tem o dom de interpretar e considera tudo sob o jugo da sua interpretação humana que é falha e nem sempre corresponde à verdade escriturística.
Antes de aceder às determinações feitas por homens religiosos seria recomendável examinar as Escrituras para saber se de fato aquele ensinamento é pertinente, como faziam os bereianos que não aceitavam tudo o que lhes diziam só porque alguns mensageiros se consideravam “homens de Deus” que detinham a verdade suprema: “Todos os dias estudavam as Escrituras Sagradas para saber se o que Paulo dizia era mesmo verdade” (At 17:11b). E isso era com o apóstolo Paulo, hein!
A tradição carrega consigo o fardo do medo:
“Aprendei de mim, porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11:30);
“Ai de vocês também, mestres da Lei! Porque põem fardos tão pesados nas costas dos outros, que eles quase não podem aguentar” (Mt 11:46);
“No amor não há medo; o amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo. Portanto, aquele que sente medo não tem no seu coração o amor totalmente verdadeiro, porque o medo mostra que existe castigo” (1 Jo 4:18).
Quem é o Amor? O próprio Deus! Deus é amor (1 Jo 4:8). Quem está em Deus não tem medo de agir com base no que está escrito na Bíblia nem tem medo de deixar de fazer algo justamente por não estar escrito na Bíblia. Mas isso é uma questão de fé.
Fé em que ou em quem?
Fé na tradição ou fé em Deus?
Por exemplo, comer peixe na sexta-feira santa é uma tradição que muitos cristãos seguem à risca por acreditarem que não o fazer implica em castigo divino nesta vida e em punição eterna.
Porém, essa doutrina é bíblica? Não!
Em que texto da Bíblia se encontra tal recomendação de se comer peixe e a proibição de se comer carne vermelha por causa do sangue em respeito ao sangue de Jesus?
“Não é o que entra pela boca que faz com que alguém fique impuro. Pelo contrário, o que sai da boca é que pode tornar a pessoa impura” (Mt 15:11), disse Jesus.
Comer peixe e deixar de comer carne durante quarenta dias ou especificamente na sexta-feira santa pode prover redenção para as pessoas que o fazem ou pode prover castigo para os que não o fazem?
O sacrifício de Jesus na cruz do calvário, o sangue de Jesus derramado e a sua ressurreição não foram suficientes para abolir toda tradição que não pode prover libertação e salvação?
Por que se colocar sob o jugo da lei da tradição em detrimento do sacrifício vicário de Jesus, em que outro era o pecador e ele o substituiu naquela cruz?
Por que não se submeter à graça oferecida por Jesus que não constrange ninguém a práticas religiosas legalistas?
Há tradições alegres e saudáveis, mas tradições que ofuscam a verdade bíblica não são benéficas nem aprovadas por Deus, e não ajudam a alimentar a fé como alguns preconizam; ao contrário, alimentam a veneração aos ditos dos homens em oposição à verdade de Deus: “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve” (Ml 3:18). “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7:16).
Os contextos em que a Bíblia fala sobre não comer determinados alimentos, como em Levítico 11, dizem respeito à questão de higiene e medidas preventivas de saúde, mas nada tem a ver com a prática de comer peixe para purificação do corpo na sexta-feira santa ou para a pessoa se oferecer como sacrifício pela morte de Jesus, como alguns religiosos pretendem incutir nas mentes de crentes ingênuos, o que contradiz o texto bíblico acerca de Jesus que se fez sacrifício “uma vez por todas”, não cabendo mais sacrifício algum por parte dos homens (Hb 10:10).
Guardo em mim as mesmas paixões de sempre. É o amor que coordena tudo e diz o que de fato deve ser alimentado.
Comemos e bebemos mais para satisfazer os slogans inseridos em nossa mente capturada, do que para satisfazer a necessidade do nosso organismo e paladar.
Benditos são aqueles que cumprem o chamado... Que cuidam, alimentam e matam a sede do próximo. Estes são os que verdadeiramente fazem a obra!
VAMOS COMER?
Alimento é imprescindível para a sobrevivência de qualquer ser vivo.
Comer é um ato primário de satisfação fisiológica mas é muito mais do que isso. A sociedade das formigas é formada por três castas: rainhas, machos e operárias. Na foto, a operária é a responsável pela coleta do alimento para si e para as demais.
Alimentar-se e alimentar o outro é uma ação social.
Nossas relações são permeadas por trocas de “alimentos” – generosidade do partilhar o alimento, como vemos na filosofia, religião, sociologia.
Alimento sempre foi muito mais que saciar a própria fome visceral, mas satisfazer o prazer que pulsa nas entranhas e este prazer também se completa e é saciado na troca com o outro. Não falo aqui de prazer sexual, mas prazer de vida, prazer do amor.
O alimento inicialmente é um ato solitário. A busca pelo alimento, o ato de alimentar-se é individual e único. A partir do seu ato de alimentar-se é que é possível alimentar o outro. Nesse sentido, você partilha o alimento que consume, oferece o alimento que tem em você.
Vamos que você vai comer?
Qual o alimento que nutri seu corpo, mente, alma e coração?
Já experimentou fartar-se de humor, alegria, gratidão, esperança e paz?
A banda Titãs lançou a música “Comida” em 1987. Algumas estrofes diziam:
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida como a vida quer
A gente não quer só comer
A gente quer comer e quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer pra aliviar a dor
Desejo, necessidade, vontade
Necessidade, desejo
Necessidade, vontade
Texto: Ana Vieira
Foto: Silvio Martin
