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INOCÊNCIA
Não perdemos a inocência
cada vez que experimentamos
a maldade do mundo.
Perdemos a inocência
quando deixamos de confiar
no amor
do próximo ser humano.
"Quem desvaloriza uma mulher se justificando pelo modo que ela se comporta, não tem caráter. Por mais devassa e promíscua que seja, mesmo assim é dever tratá-la com dignidade e respeito."
Quanto você já suportou para não ficar só? A solidão te machuca mais que esse relacionamento abusivo, desrespeitoso e desumano?
É cômodo relacionar a vontade de Deus a esse ou aquele penar, mas perceber que esse penar reflete o abuso das nossas vontades, é custoso por vezes.
Tolerância é finita.
A sua e a alheia.
Economize.
Nada de desperdício.
Use-a apenas nas questões importantes.
Contudo, há pessoas que vivem tentando estender os limites.
Contam com seu constrangimento para conseguir qualquer coisa.
Não se intimide.
Não tenha medo de ser desagradável.
Diga: não.
Você é responsável pela sua felicidade.
Se valer a pena, converse... Se discutir, cale-se.
E afaste-se.
Nada de se violentar.
Acabe com o abuso da sua boa vontade, generosidade... Com a manipulação.
Você não é tola (o).
Você estabece o limite da sua tolerância.
Implicitamente.
Depois que os portugueses chegaram aqui.
Aumentou violência,
o abuso,
a escravidão,
a miséria,
a desigualdade…
Nasci para a dor, para os olhares maus e todas os tipos de abusos, minha carne apodrece neste quarto escuro e eu tropeço nas minhas próprias pernas pelo peso do meu trágico corpo.
Sou como cacos de algo quebrado, e eu sei que ninguém me amaria
você se deita com o mesmo monstro que se escondia atrás do sofá para me devorar
Não sou uma pessoa, sou um saco de carne e ossos que vocês usaram como queriam, que vocês jogaram no chão como lixo depois de usar de todas as formas que queriam...
eu queria matar cada um de vocês.
Uma criança aparentemente feliz pode ser vítima de abusos e atos cruéis.
Atrás de sorrisos e cenas lúdicas pode haver muito sofrimento.
As aparências enganam!
Nossa sociedade nos ensina, desde muito cedo, a suportar qualquer tortura, silenciar nossa dor e normalizar a maldade das pessoas, principalmente quando se trata de "família".
Como se ser mãe/pai, avós, irmãos, marido/esposa, filhos... fosse algo automático e magicamente divino. Como se fossem relações intocáveis e, portanto, passíveis de qualquer desrespeito ou desumanidade; onde o abusador(a) - pela sua condição e posição na relação - tem o direito de abusar, mas a vítima não tem o direito de se proteger e/ou se defender, porque foi doutrinada(o) a acreditar que o amor da família é o mais sublime que existe, independentemente de qualquer situação, e que certos abusos são normais (sendo até classificados como "amor exagerado"). E se a vítima se revolta, o erro é dela(e) em não tolerar, perdoar e amar a qualquer custo o seu algoz.
- "Ela faz isso, mas é a sua mãe (mãe é mãe e ninguém mais no mundo vai te amar como ela)".
- "Ele é seu irmão, seja tolerante, ele te provoca porque te ama".
- "Ele te trai, te agride, porque homem é assim mesmo, mas é seu marido e pai dos seus filhos (e homens são todos iguais, ele pelo menos não deixa faltar nada pra você e pros filhos)".
- "Seu pai é assim por causa da criação dura que ele teve, mas lá no fundo e do jeito dele, ele te ama".
Sim, como está na bíblia: "O amor é paciente, tudo sofre, tudo suporta"... Mas também diz que: "O amor é bondoso, não maltrata, não se ira facilmente, não se alegra com a injustiça e sim com a verdade".
Em tudo há uma dose e um limite. Mesmo nos ensinamentos bíblicos, sempre houveram os dois lados de qualquer relação, onde o amor, o respeito e a moralidade devem ser mútuos.
Relação abusiva, seja ela de que natureza for, deve ser evitada.
É preciso colocar um ponto final no mal, antes que o mal prevaleça, prejudique ou coloque fim a uma vida inocente.
Quem testemunha e silencia um crime, cúmplice é, sendo tão culpado quanto quem pratica. O único inocente de um crime é a vítima.
"O mal triunfa sempre que os bons não fazem nada".
Por fim, deve acrescentar que o novo tipo penal de violência institucional previsto no artigo 15-A da Lei de Abuso de Autoridade traz diversas expressões próprias do chamado tipo penal aberto, aquilo que se convencionou a chamar-se em Ciência Jurídica de elemento normativo do tipo, exigindo a intervenção da escola da Exegese Jurídica para desvendar o real significado do texto, dando uma valoração axiológica, em face da forma polissêmica que se apresenta, como procedimentos desnecessários, repetitivos ou invasivos, que a leve a reviver, sem estrita necessidade, a situação de violência, ou outras situações potencialmente geradoras de sofrimento ou estigmatização.
Velocidade
Circulam em excesso de velocidade,
Como se de um autódromo se tratasse.
De ninguém têm piedade,
Para exibirem a sua classe.
Velocidade desalmada
Ligam o carro e põem a sirene a gritar.
Depois, é só acelerar e acelerar…
Atingem velocidades de arrepiar
E os pacóvios têm de se desviar…
O problema dos relacionamentos abusivos não é propriamente eles, somos nós. Nós é que demoramos tempo demais para reconhecer, para entender que é tóxico, para aceitar que nos faz mal, nós é que demoramos tempo demais para sair deles. Na esperança de que a pessoa mude, vamos perdendo as forças. Às vezes, quando finalmente saímos já não resta mais nada em nós de alto estima e amor-próprio. O deserto que fica é tão vasto que durante anos nada de bonito cresce ali. O tempo de reconstrução é demorado e dolorido. Não espere ficar acabada por completo para ir embora, para sair de um relacionamento que te deixa doente.
É mesmo culpa deles terem herdado poder e influência assim que nasceram sem nenhum exemplo de como não abusar disso?
Impunidade
O líder permite que eles maltratem os cidadãos,
Com injúrias e agressões das próprias mãos.
Mas, a culpa é dos ignorantes, cúmplices desta dança,
Que esperam, no conforto do seu recato, pela mudança.
Sentir-se desconfortável para que o outro tenha conforto é um abuso que você comete contra si mesma.
O poder assim como as riquezas são importantes para a evolução material de pessoas e povos, mas é um veneno para a alma quando mal utilizados ou usados em excessos e abusos, pois aí podem levar a tirania, corrupção e queda moral e espiritual e até a óbitos e sofrimentos.
O sofrimento de um pai que enfrenta a alienação parental após a separação da ex-esposa é uma experiência dolorosa e devastadora. Ele vê o vínculo com seus filhos, uma das maiores alegrias da vida, sendo lentamente corroído pela manipulação e má influência da mãe sobre o imaginário infantil. Mesmo amando profundamente seus filhos e desejando estar presente em suas vidas, ele é empurrado para uma realidade cruel, onde a ex-esposa usa o poder emocional que detém sobre as crianças para afastá-las dele.
A alienação parental, nesse contexto, é uma forma de abuso psicológico. A mãe, ressentida pela separação ou movida por seus próprios conflitos não resolvidos, implanta nos filhos uma visão distorcida do pai. Aos poucos, as crianças, ainda incapazes de compreender totalmente a complexidade da situação, começam a ver o pai como alguém distante, até mesmo hostil, quando, na verdade, ele luta diariamente contra essa distorção, ansiando apenas por reconquistar o amor e a confiança deles.
Esse pai se encontra num limbo emocional. Cada encontro com os filhos é impregnado de tensão e incerteza, e ele sente a frieza e a desconfiança nos olhares que antes o recebiam com amor. O riso, os abraços, as conversas espontâneas que outrora marcavam a relação, agora são substituídos por silêncios desconfortáveis, palavras ensaiadas, fruto da má influência a que os filhos são submetidos.
A dor de ser mal compreendido por aqueles que ama é imensa. É como ser invisível para os próprios filhos, mesmo estando presente. O pai sente-se impotente, porque, apesar de seu esforço em mostrar quem ele realmente é — um pai amoroso e comprometido — a narrativa manipulada pela mãe sempre parece prevalecer.
No fundo, o maior medo desse pai não é perder uma batalha judicial, mas sim perder o que realmente importa: a conexão emocional com seus filhos, o direito de ser lembrado como aquele que os ama incondicionalmente, que esteve lá para eles, mesmo quando o mundo parecia querer separá-los. Ele sofre em silêncio, com a esperança de que um dia seus filhos possam enxergar a verdade e reconhecer o amor que ele sempre ofereceu, mesmo à distância.
Rússian Roulette
A aparência ingénua que me adornava fez com que eu, desavisada, adentrasse no pérfido jogo da roleta-russa da vida. Quantas vezes, em busca de paz, não puxei o gatilho, ciente de que sempre tive razão em meu íntimo?
Com o passar do tempo, notei a marca do egoísmo estampada em teu semblante, nas palavras que proferias como lâminas afiadas. Contudo, ao lançar meu olhar nas profundezas de teus olhos, percebo um bloqueio sombrio; cada vez que te encontras mergulhado em teu próprio jogo, tentas mudar a estratégia, mas a essência permanece.
Compreende, ó ser enigmático, que agora sou eu quem joga. Aprendi contigo os ardis desta dança cruel. O fato de desconhecer os labirintos da minha mente te angustia; essa é a intenção que almejo, pois este é o teu jogo.
E ao final, já conheço o desfecho: rodarás o tambor com uma risada sarcástica, embriagada pelo teu ego inflado. Será nesse momento fatídico que se dará o fim do jogo,do seu jogo para sempre.
O Consultório Que Deveria Ser Refúgio
O consultório é um lugar onde deveríamos nos sentir protegidas, onde entregamos nossas vulnerabilidades na certeza de que elas serão tratadas com respeito. Mas, para muitas mulheres, ele se torna um cenário de abuso, um espaço onde o poder é usado para invadir, machucar e marcar.
O assédio em consultórios médicos e odontológicos é uma violência que não grita — ela sussurra, disfarçada de proximidade profissional, escondida sob o jaleco branco. É uma violência que se aproveita da nossa confiança, da nossa incapacidade de reagir enquanto estamos deitadas em uma cadeira ou maca, acreditando que ali estamos seguras.
Aos 20 anos, você confiou naquele dentista. Você foi até ele porque precisava de cuidado, mas ele se aproveitou do momento para impor uma violência silenciosa. Um roçar, um toque, um gesto que poderia até passar despercebido para quem estivesse de fora, mas que você sentiu como uma agressão clara, como uma invasão do que é seu.
E o ginecologista? Quantas mulheres ele atendeu, abusou, e ainda lhes deixou uma marca invisível e outra visível, como a clamídia que espalhou sem culpa. Ele sabia que ninguém o questionaria. Sabia que a vergonha e o silêncio são as primeiras reações da maioria das vítimas.
O que dói ainda mais é o isolamento. Quando você tenta contar, há sempre quem minimize, quem pergunte: “Será que você não entendeu errado?” Como se fosse possível confundir abuso com cuidado, como se a sua pele não soubesse diferenciar o toque que respeita do toque que invade.
Você não está sozinha. O silêncio não é só seu — ele pesa sobre tantas outras mulheres que passaram pelas mesmas mãos, pelas mesmas cadeiras, pelos mesmos abusos. E é esse silêncio coletivo que permite que esses homens continuem usando seus títulos para agredir.
A quebra desse ciclo começa quando a gente fala. Quando não deixa passar. Quando transforma a vergonha em denúncia e a dor em luta. Porque consultórios deveriam ser lugares de cura, não de trauma. E médicos e dentistas deveriam ser nossos aliados, não nossos agressores.
É preciso coragem para recontar essas histórias, para expor o que deveria ter sido cuidado e virou dor. Mas essa coragem é a única força capaz de transformar uma experiência terrível em um grito por justiça — um grito que outras mulheres também precisam ouvir.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
Encorajadora da Liberdade Feminina
