Suspiro
O ELO INVISÍVEL
(Onde o suspiro encontra o sagrado)
Cada passo dado com presença é uma oração dita sem palavras: uma mão toca o céu e a outra, o chão. Não existe separação entre o comum e o sagrado, pois o divino não habita apenas o silêncio dos castelos medievais desenhados em sonhos; ele está neste suspiro que acabas de dar.
É o estar permanentemente consciente no aqui e agora
— porque o amanhã não tem hora.
Lu Lena / 2026
MILAGRE EM CADA SUSPIRO
(A santidade da existência humana frente à impermanência)
E, do sopro divino, uma vida é canonizada num corpo ignoto, que morre e renasce a cada suspiro nesse mundo imprescritível.
Lu Lena / 2026
O VOO DO SUSPIRO
(A metamorfose silenciosa entre o destino e a liberdade)
Renascemos todos os dias, mesmo que os ciclos não terminem. Muitas vezes é por força do destino. Pois, enquanto o mundo gira lá fora, por dentro precisamos arrancar as penas nessa metamorfose e inevitavelmente buscamos o alto da montanha e aguardamos, em resiliência, o morrer e o viver dentro de nós. Precisamos ser águias e num suspiro o voo acontece...
Lu Lena / 2026
O último suspiro do sábio foi: "A tolice é vaidade e a sabedoria é vaidade! Mas o respeito profundo de buscar a Deus é o que mais importa nesta vida."
Carta VI — O Último Suspiro:
Últimas reflexões e legado
Já não me restam forças para continuar a escrever. Apenas um pequeno fôlego sobrou para que eu me lembre do quanto é bom viver. Já se passaram mais de quinze anos, e até aqui não recebi nenhuma visita: nenhum parente, nenhum vizinho, nenhum amigo. Como se todos se sentissem aliviados por se livrarem de mim, como se eu fosse um fardo. Não faz mal. Hoje deixarei a carne, mas não o mundo. O meu espírito continuará vivo — não num novo corpo, nem num novo hospedeiro —, mas na memória daqueles a quem estas cartas chegarem.
Nestes, o meu testemunho continuará a viver.
"Mesmo que lhes firam o corpo, não poderão matar o espírito. Mesmo que os prendam, não poderão silenciá-los da verdade".
Despeço-me deste corpo, desta vida. E, como injustamente me condenaram por não concordar com as vossas normas e por me punirem pelos meus pensamentos, farei com que os vossos próprios umbrais vos engulam de aflição pelo vosso cinismo e pela vossa hipocrisia. Que a vossa abundância e vaidade sejam reduzidas ao pó da terra.
Suspiro de alívio, embora carregue o fardo. Eis que chegou a hora de partir. Suspiro de paz, embora ainda exista ódio em mim. Que a terra se encha de justiça e que cada homem seja consciente de si mesmo. Pois nenhum homem pode condenar outro sendo ambos falhos. Nada nos dá o direito de punir o crime alheio quando não há quem puna os nossos.
Pergunto aos lordes:
— Quem dentre vós é digno de expiar o erro de outrem enquanto não reconhece os seus próprios? Se somos todos livres o que vos dá o direito de colocarem correntes nos nossos pescoços?
Todos nascemos livres, sem correntes, e ninguém espera que, após nascer, lhe coloquem cordas no pescoço.
"Cada ser humano possui uma vida e, por possuí-la, tem o direito de vivê-la."
Quem sois vós que nos quereis tirá-la?Porventura sois vós que a concedestes?
Eis o ponto da corrupção humana: todos querem ser soberanos, todos querem governar, mandar e dominar. Mas será que algum de vós já pensou em ser servo?
Se todos governassem, quem estaria subordinado? Por isso mesmo, não abuseis de quem vos dá um pouco de consideração como chefes. Pois só existe governo porque existem aqueles que vos obedecem. E, se ninguém vos obedecesse, duvido que as leis vos conseguissem proteger.
"Vós criais as normas, mas somos nós que as tornamos realidade."
Esta é a minha última carta. Gostaria tanto de escrever-vos mais, mas o sangue no meu corpo esgotou-se, e também o meu espírito. Já não restou papel; apenas um pedaço esquecido pelos antigos prisioneiros desta masmorra. Rogo-vos que guardem estas cartas com a vossa própria vida e que não as deixem apodrecer assim como eu. Não as deem de comer aos ratos, pois elas foram escritas com a carne deles. Não as entreguem aos soberbos, pois tenderão a queimá-las quando perceberem que elas ameaçam o seu poder.
"Não há arma mais delicada do que as palavras quando são capazes de transformar a consciência de um povo."
E eles não querem isso.
Não as vendam por moedas, pois nasceram da desgraça e foram escritas na miséria. Eis o meu último testemunho, o meu último pensamento para vós, e o meu último desejo:
"Uma morte livre vale mais que mil anos de vida escrava."
"Uma sociedade que censura uma opinião diferente daquela que defende é venenosa."
Não sejais hipócritas convosco mesmos.
Não sejais indiferentes à verdade.
Não sejais mornos: decidi-vos se sois frios ou quentes.
Não vos curveis para viver uma vida miserável diante daquele que vos oprime, censura e persegue.
Novamente, se alguém vos perguntar de quem é esta carta, respondei-lhes:
é de um Condenado.
Espero que aqueles que a encontrarem me conheçam um dia, do outro lado do mundo.
Adeus!
Nos nossos sonhos,
Eu te encontro em cada batida,
Em cada suspiro que o vento sussurra em segredo,
E mesmo acordado,
Levo contigo cada fragmento,
Porque amar-te é atravessar sonhos e torná-los vida.
Viver em Ti
Nos labirintos do teu olhar me perco,
Cada suspiro teu é chama que me queima, E em silêncio eu imploro ao destino:
Que me transforme no que teu coração deseja.
Quero ser a brisa que toca tua pele,
O segredo que sussurra no teu ouvido, O fogo que arde sem nunca ferir, O refúgio onde teus medos se dissolvem
Anseio me tornar tudo que teu coração deseja, Pois não basta apenas desejar, Cada batida do meu peito clama por ti, Viver em ti, amar-te além do que se pode imaginar.
Pensando em ti meu coração se enche de ternura... Facilmente escapa-me um sorriso. Um suspiro sela essa momento entre a saudade e o desejo de estar ao teu lado... O amanhecer de mais um dia trás-me à lembrança o amor que sinto. Porque cada vez que abro os olhos quando o dia amanhece, é em ti que eu penso... É por ti que minha alma suspira e o desejo de te encontrar acende-me e aquece-me o coração.
- Sentei esfreguei os olhos
primeiro um depois o outro
antes de um longo suspiro
quis me assegurar se
eu era de carne de vidro ou de aço
vulnerável ou só incapaz
eu feita de couro branco
com sorrisos inflamados
me estiquei estralei os dedos
me encostei no primeiro lugar
tomei um copo de água
a garganta ardeu
outro lugar inflamado
estou presa no chão
e eu sempre estive no céu
estou no vigésimo andar
incomodada e acomodada
em uma carcaça errada e errante
parcialmente inflamada
outro lugar ferido
querendo ser livre
dedos e polegares presos
em uma caneta suada
em folhas de papel incardidas
quase amareladas
eu pintei o teto as paredes
com o resto do azul marinho
pintei a alma exibindo meu fôlego
estou caindo do vigésimo andar
o cigarro acabou
o café está quase pronto
e não vai dar tempo
eu sei que estou quase caindo
antes de escrever mais um verso
mesquinho e inquieto
sentei esfreguei os olhos
primeiro um depois o outro
antes de um longo suspiro
quis me assegurar
que alguém me leria
e como em um sopro
me joguei tentando ser livre
completamente inflamada.
Pra tudo Sonhar...
E, novo, suspiro...
E, de novo, respiro.
Senão, quase piro.
posso parar, pra sempre te amar.
nada a fazer se nao me querer.
novamente respiro o cheiro do amor com todo o odor,
odor que é calor. é tempo de amar, um dia feliz no seu coração habitar.."
Somos capazes de qualquer coisa por um sopro a mais de vida, por um único suspiro. Talvez não o nosso, propriamente, mas o de alguém que amamos
A partida faz doer
Mas não mata, não apaga
Cada suspiro que me arrancou
Cada sorriso que me causou.
Não pense que de ti guardarei qualquer má lembrança
Porque em minha bagagem da vida só há espaço para coisas boas
Lembranças dos bons momentos, como souvenir
Pode apostar que vou estar sorrindo, a cada lágrima que cair.
Vivi com você momentos mágicos
Ainda que você nem saiba.
Pena eu não soube fazer deles eternos
Talvez, me faltou esmero.
Mas não é hora de lamentar,
devo partir.
Quem sabe uma hora eu volte
Ou... nos vemos por aí.
O que pode ser pior que a humanidade patética?
Estar incluído nela desde o primeiro suspiro de vida.
Outro beijo, mais um suspiro
Não resisto, já deliro
Em tua cama, me atiro
E com os demônios conspiro.
Nem penso, mal respiro,
Eu giro, viro e transpiro,
Mil e um pudores, eu firo
É assim que em teus braços, eu piro
Me sorve, me suga doce vampiro!
(Eu giro)
Esplandeceu o céu, tremeu o chão e formaram-se ondas no mar: Resumido em um leve suspiro de amor por você! - #Trallner
