Suas Maos em meu Corpo
No meu calendário o domingo tem o nome de saudade:
Lembro que os domingos eram os nossos dias favoritos para não fazermos nada. Ficávamos ali, deitados por horas a fio, na sua cama ou na minha, no seu quarto ou no meu, na minha casa ou na sua... Conversávamos sobre quase tudo, falávamos de um futuro juntos que tava tão distante e que não sabíamos que esse futuro nem ia existir. Fazíamos planos sem nenhum tipo de planejamento... era tudo tão atual e automático que nem percebíamos que poderíamos aproveitar mais um ao outro ao invés de ficar fazendo planos incertos em um terreno ilusório. Não ligávamos para o horário embora o tempo passasse tão depressa quando estávamos juntos. Lembro que sempre assistíamos algo de idiota na televisão, outras vezes só assistíamos o tempo passar... lembro das poucas vezes que te levei café na cama e das muitas que tomamos café juntos... esse era o nosso domingo, repleto de amor, de carinho... Repleto de paz que hoje parece que não existe mais. Lembro que nesse tempo tanta coisa me faltava e mesmo assim eu me sentia tão completa só pelo fato de te ter por perto, era diferente, era o suficiente! No domingo geralmente não fazíamos nada de diferente, seu plano era o meu, meu plano era o seu e o nosso plano quase sempre era não fazer nada, mas não fazer nada para a gente era tudo, pelo menos parecia ser quando estávamos juntos. Enfim... os domingos eram especiais, hoje é só mais um dia repleto de saudade do que fomos e não somos mais, do que poderíamos ser e não fomos... saudade da companhia que preenchia todo o vazio e toda a solidão que hoje briga pelo espaço que você deixou... saudade de quem eu era quando eu tava com você, de quem você era quando tava comigo, de quem éramos quando estávamos juntos... Saudade de um tempo que o tempo não apagou e que eu nem quero que pague.
Um dia vendi meu cavalo.
Foi num domingo, nessas voltas de rodeio...
Eu garboso bem faceiro vinha com pingo a lo largo....
Me ofereceram um trago e seguimo ali proseando...
Logo vieram ofertando uns troco no meu Picasso...
Era lustroso o bagual, calmo como chirca em barranca...
Mansidão não hay quem compra, disse um velho paisano...
Largaram uns peso no pano de primeira refuguei...
Depois logo pensei, hão de cuidar do pingo...
Eu nunca fui de apego, meu rancho é a solidão...
Ainda dei o xergão e vendi o meu velho amigo...
Quando voltava pras casa, a pezito curando o trago...
Fui lembrando das andanças que fizemos pelo pago...
Lembrei até duma noite, que quase se fomo nas barranca...
Por causa de uma potranca o Picasso enlouqueceu...
Depois obedeceu e voltou a compostura...
São coisas da criatura, da natureza do bicho...
Eu sei bem como é isso comigo se assucedeu...
Mas eu já tinha vendido, de nada mais adiantava...
A vida continuava, quantos já venderam cavalos...
Uns bons outros malos, mas é coisa da tradição...
Depois pegamo outro potro...
Domamo e mais um tá pronto pras lides de precisão...
E assim se passaram os anos, e nunca mais vi o Picasso...
Mas ainda tinha a lembrança daquelas festas campera...
Debaixo de uma figueira nos posando prum retrato...
Eu virado só em dente, tamanha felicidade...
E ele bem alinhado, com pescoço arrolhado, mostrando garbosidade.
E o tempo foi passando, eu segui domando potros...
Mas um deu pior que outro nunca mais tirei pra laço...
Lembrava do meu Picasso, manso, bom de função...
Trazia ele na mão, nunca me refugo...
Desde do dia que chegou potranco bem ajeitado...
Se acostumou do meu lado vivendo ali no galpão...
A vida é cerca tombada, quando se sente saudade, dói uma barbaridade...
O coração em segredo as vezes marca no peito, qual roseta na virilha...
Não fica bem pro farroupilha ter saudade dum cavalo...
Que jeito se vai chorar, são coisas de índio macho...
Sentimento é um relaxo difícil de aquerencia...
Mas o tempo vem solito, não trás amadrinhador...
Num dia desses de inverno, juntando geada no pala...
Eu vinha nos corredor pensando nas cosa da vida...
Foi quando vi um cavalo magro ali atirado junto a cerca caída.
Fui chegado mais perto daquele coro jogado
Os olho perdido e triste, me perguntei qual existe gente mala nesse mundo.
Pra atirar assim um crinudo, pra morrer a própria sorte
Pedi licença pra morte em me cheguei sem alarde.
Não creio em divindade, mas o milagre aconteceu
Ali na beira da cerca, quando me olhou com tristeza...
Na hora tive a certeza que aquele pingo era o meu.
Levei ele pro rancho, tratei e curei os bixado...
Dei boia e fique do lado, até ele melhora...
Perdão meu Picasso amigo, agora ficas comigo...
Não te vendo nunca mais...
Por mim pouco importa se já não serves pra lida...
Aqui será tua vida até o dia que morrer...
Talvez não tenha perdão, sofresse em outras mãos...
O que fiz naquele dia?
Te vendi por alguns trocados, um amigo não tem preço, o que fiz foi judiaria...
Nunca mais vendo cavalo.
Essa noite será diferente... Não mais terei você ao meu lado... Ontem você era meu presente... Hoje você é o meu passado...
Cada dia que passa eu te amo mais, meu maior objetivo é te fazer muito feliz que o mundo seja pequeno para nosso amor e nada importe, que todo amanhecer vai ser especial, e todo anoitecer emocionante, eu te amo muito capaz de fazer o mundo parar de girar , talvez até capaz de ir buscar uma estrela só pra ter cada vez mais seu amor, te amo de uma forma que é até meio absurda, que ninguém no mundo seria capaz de explicar
Todos os dias quando eu acordo, o meu primeiro pensamento é você. você é a garota em que eu enfrentaria um tsunami só para realizar o desejo de te beijar.
É uma graça, quando alguém pensa que inventar me deixaria pra baixo meu anjo o que vem de baixo não me atingi.
SONETO SUPLICANTE
Amor, o meu plangor rasga o céu
Como lavradores no chão inviolado
Querendo arar o peito aqui calado
Com o teu olhar, e no teu amor, réu
Neste universo dum amor imolado
Escrevo sentimento neste cordel
Triunfante e tão cheio de tropel
Que faz o pensamento enevoado
Venha ver as emoções deste anel
De luz, quantidades e, de agrado
Num vento de virtude, nunca infiel
E entre muitos, o meu a ti destinado
É fulgor transparente, sem ser cruel
Apenas a sorte de amar e ser amado
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
16'00", janeiro de 2016
Se meu caminho estiver errado, que a vida me corrija e se meus passos estiverem rápidos, que meus pensamentos me acalmem.
Não adoeça o meu "amor"
Pois ele é o único elixir que cura o meu coração
Das tristezas que pousam sem permissão.
Teu amor
Tem um colorido lindo
Ele pinta meu coração de cores alegres
E ainda embeleza meus olhos
Num arco-iris sem fim...
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