Sou So um Palhaco
Eu não sou porto, sou partida, dessas que deixa sempre um pedaço do coração em todos os lugares de onde partiu. Um dia me acostumo a viver sem ele, ou volto para me juntar ao pedaço que não consegui mais viajar sem.
A grande jornada.
Eu já não sou quem eu era.
Um longo caminho eu percorri.
Uma estrada que com pés não pode ser trilhada.
Uma jornada cujo início e fim no mesmo lugar se deram.
Eu já não sou quem eu era.
Monstros assustadores tive que enfrentar.
Barreiras gigantescas tive que transpor.
Desafios indigestos tive que engolir.
Eu já não sou quem eu era.
Lugares inóspitos tive que visitar.
Segredos ocultos tive que desvendar.
Conselhos insalubres tive que digerir.
Eu já não sou quem eu era.
Prazeres viciantes tive que abandonar.
Certezas infundadas tive que esquecer.
O que antes era importante, agora deixou de ser.
A busca pela realização de mim mesmo.
À uma grande aventura me levou.
Mas ao ponto de partida somente cheguei.
Pois a pergunta e a resposta no mesmo lugar eu achei.
E sem se quer ter que sair do lugar.
Todas as respostas eu encontrei.
Pois nada se deu quando para fora eu olhei.
Mas tudo se fez quando para dentro eu voltei.
A verdade só enxergada quando fechados são os olhos.
Quando assim o fiz, o caminho para o meu sucesso eu enxerguei.
Pois finalmente descobri, quem eu deveria deixar de ser.
Para vislumbrar, quem eu deveria me tornar.
Hoje eu já não sou quem eu era.
Por uma grande transformação eu passei.
Onde se quer um fio de cabela se alterou.
Pois aquele quem ser eu queria.
Dentro de mim sempre morou.
Hoje, quem sempre eu quis ser agora sou.
E graças a isso, aqui estou.
Sou um incorrigível romântico
A poesia é a lira do meu coração
Com ela alinhavo um cântico
Para embalar-te na emoção
Da rima de verso semântico
Desbravada da iluminação
QUERO ENVIAR UMA CARTA
Acho que sou meio antiquada, sabe?
Estava aqui pensando em te escrever uma carta. Imaginei os traços firmes da minha caligrafia num papel qualquer, traçando palavras doces de um amor novinho.
Imaginei essas palavras preenchendo uma, duas, três folhas até, sem se tornarem cansativas ou repetitivas.
Nesta carta eu te contaria a minha história, diria tudo o que pensava sobre você e tudo o que mudou em mim.
Contaria os meus medos, sonhos e alegrias. E até mesmo os planos para nós dois.
Eu escreveria sobre minhas manias, e realmente esperaria te fazer sorrir gostosamente neste trecho.
Falaria sobre os meus sentimentos, até porque, nós dois somos sentimentais, não é mesmo?
Para terminar a carta, descreveria como eu estava: sentada à escrivaninha, com uma camiseta folgada e shorts jeans; os pés descalços balançam ritmadamente, mostrando meu nervosismo ao falar de amor. Os cabelos soltos cobrindo parte do rosto onde desabrocha aquele sorriso de criança fazendo travessura.
Não assinaria. Não com o meu nome. Talvez colocasse “seu amor” ou “um certo alguém” ou talvez só “A”. Isso seria o charme da carta.
Dobraria cuidadosamente, colocaria num envelope bege e inevitavelmente meu endereço seria escrito nele.
Imagino esta carta viajando horas antes de chegar até você.
O carteiro colocaria todas as correspondências naquela costumeira mochila, e sairia apressado sem prestar muita atenção. Na recepção do teu condomínio, o porteiro receberia meu envelope junto com vários outros.
Quando você chegasse, iria se surpreender com uma cartinha para você, e ali, antes mesmo de chegar ao teu apartamento, você iria sorrir… Aquele sorriso bobo pelo qual me apaixonei. Aquele sorriso tímido, cheio de graça e gratidão. Aquele sorriso… Sorrindo para mim.
Resolvi que não seria prudente. Por isso não escrevi. Ainda.
Beijo,
Da sua,
A.
Se eu sou o que sou, falo o que falo, vivo como eu vivo, feliz ou não, é por que eu tenho um coração perfeito.
De tantos, você é quem consegue ver quem sou verdadeiramente, talvez por ser um pouco parecida comigo, entre tantas diferenças que temos. Que nesse jeito auto protetor de ser, guarda por trás de si um jeito meigo e delicado, um jeito único de amar, e de demonstrar esse sentimento. Que tenta parecer raso mas no fundo é intenso.
Não diga: "Eu sou assim mesmo", quando alguém lhe apontar um defeito. Você não é uma estátua esculpida no mármore, é um organismo vivo, em constante evolução. Portanto, "ser assim mesmo" não é uma condição pré imposta, mas, uma escolha sua.
Era suposto eu ser o que eu sempre quis ser mas acabei por não ser porque me lembrei que sou um ser e que não devia ser um suposto ser. mas agora eu sei que eu nunca seria o que eu nunca quis ser.
"Amo e tenho de tudo para ser feliz
Sei. Eu é que preciso de melhorias
Sou este poeta, um triste aprendiz"
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
maio, 2016
A ALMA DE UM AMBULANTE
Assim sou eu, como um belo e livre pássaro, que sem restrições e destino vive aplainar pelos verdejantes campos, pela magnifica abóboda celeste e por todo o imenso planeta azul.
Assim sou eu em minha alma, que repousa aonde encontrar alento e amor... mas careço sempre da liberdade, para que vindo a vontade eu possa sair e voar, seguindo a fidelidade de todos os meus sentimentos, desejos e instintos.
Quando amo... reconheço a intensidade desta ternura, que percorre por todo o meu corpo passando de célula em célula, e minha alma de tão lúcida e transparente, suscita paixão...
Sendo livre, desloco-me pelo mundo. Assim sou eu me entregando aos encantos e desejos que toca em meu coração, ilumina minha alma e repousa em meu espirito.
Cobiço tão pouco desta existência, quero apenas uma grande fogueira junto a brisa leve da madrugada, acompanhada pela reluzente luz do luar, que testemunhará todo o delírio e sedução que a noite ofertar, volvendo me com intenso calor e encanto de uma companhia. Assim, terminado essa magica de dança, irá raiar um belo brilho do dia, e eu embriagado de entusiasmo, lhe ofertarei minha sorte e amor, aguardando que chegue um novo anoitecer, me trazendo-a novamente como recompensa para um novo luar.
Assim sou eu e minha alma de ambulante.
Me perguntaram um dia:
"VOCÊ É SEMPRE FELIZ ASSIM?"
Respondi: " NÃO. ÁS VEZES SOU TRISTE,MAS AÍ EU DISFARÇO. COLOCO O SORRISO NOS LÁBIOS E FINJO QUE ESTOU FELIZ!''
As pessoas esperam que os bons sejam sempre bons, que as alegres nunca expresse a tristeza e que os tolerantes nunca gritem! Mas somente nós mesmos sabemos o doce e o amargo de ser quem se é....
Eu sou o patinho feio de uma família cheia de lindos patinhos, saí toda descabelada, emaranhada, um desastrinho aberrativo.
Nunca tive um objetivo claro, nem pretendo.
Prefiro ter vários, no escuro.
No escuro é mais charmosa a vida à luz de velas.
Nunca tive pretensão de acumular milhões ainda mais depois que presenciei um sequestro no estacionamento de um banco e constatei que uma vida de pouca renda é mais segura, menos chamativa, e não é alvo de um aglomerado de olhares invejosos.
Materialistas sofrem muito, e nesse caso é ainda melhor ter pouco.
E quem disse que minha vida não segue uma lógica, geralmente é o tipo de pessoa que eu eu nunca invejaria. Porque considero insano.
Geralmente as pessoas que admiro são tão mulambas como eu em seu interior.
Porque ter um coração mulambo é ter liberdade pra se ser o que é em todos os lugares e com quaisquer companhias.
Que status a zelar? E o que eu tenho a perder?
Eu só quero é ser feliz.
Ser feliz é amar tudo que é passageiro com um gostinho de eternidade na boca.
Porque enquanto vc se lembrar aquele momento é eterno, e isso, é melhor que dinheiro.
Sou um poeta imperfeito,
Mas no meu sonho acredito;
E canto o amor de meu peito,
Sonhando ser infinito!...
UM JUNTADOR DE PALAVRAS
Sou juntador de palavras,
Sonhando um sonho bonito.
Sou como um pássaro sem asas
Voando pelo infinito!...
Sou juntador de palavras
Em tudo que tenho escrito;
E se me cortam as asas
Já não me importo com isto.
Pois nessa grande jornada
Em caminhar – sou perito;
Eu não desisto dos sonhos,
Sonhando eu inda persisto!
Sou juntador de palavras,
Popular... – não erudito;
Quando estou alegre – canto...
E quando estou triste – grito!
Quando estou alegre – canto,
Meu canto meio esquisito.
E quando estou triste – grito,
Meu grito grave e finito.
Mas nunca perco a esperança
Na vitória – eu admito;
Tenho fé no Deus que sirvo,
O meu Deus não é um mito.
Escrevo versos de paz
Porque a paz é meu rito;
Escrevo versos de amor
Porque no amor acredito.
Sou juntador de palavras
E sinto orgulho por isto;
Com minhas simples mensagens
Eu louvo ao meu Jesus Cristo.
Sou juntador de palavras
Não nego aqui nem além;
Qu’escrevendo dou risadas
E verto lágrimas também.
Eu sou um poeta imperfeito,
Mas meu cantar é bendito;
Com todo amor de meu peito
Por minha musa que fito!...
Sou juntador de palavras
Que dá somente o que tem;
Poemas sentimentais
Pra quando vais, quando vens.
Assim vivo no universo
Cantando o amor de meu bem;
E sou feliz com meu verso,
Sem ser maior que ninguém!
Sou um poeta de poesias livres, livre de pessoas insignificantes, livre de maldade, livre de rancor e livre de amor.
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