Sou Pessoas de Riso Facil e Choro Tambem
Dependendo dos fatos; sou incrédula...
Independentemente das atitudes; sou especulativa. Porém se tratando de pessoas...Sou totalmente receosa!
Estático vento
Se na aragem do tempo mergulho
de um jeito entre flores me misturo,
sou as flores que nas mãos recolho;
e um coelho também nela seguro...
assim posso ser parte da paisagem!
De repente parte deste lindo mundo
e no aconchego do vento, ser aragem...
misturada ao silêncio o meu mudo!
Não quero a liberdade de correr
nem caminhar entre vãos seguros,
quero apenas um minuto pra viver...
sem a pressa, sem o movimento!
No tempo a paisagem é meu ser
e a aragem é meu estático vento!
Maria Lu T S Nishimura
Caipirinha da cidade
Caipirinha da cidade não sou eu
Caipirinha da cidade já morreu
Fui cabloca lá do morro
Da minha origem eu não corro
Da colheita fiz fartura
Trabalhei com compostura
E pra cidade me mudei!
Sei que de caipirinha me chamou
Do meu jeito até zombou
Mas, o tempo passou e aqui estou
Cidadã do mundo é o que eu sou
A caipirinha da roça a vida transformou...
Bati o limão e a pinga e tu o açúcar colocou!
Fiquei doce, doce, e todos gostam assim
Sou caipirinha da roça, sou sim!
Não sou a caipirinha da cidade,
mas em qualquer tristeza boto fim!
Maria Lu T S Nishimura
EU ASSIM
Fiz pedaços de mim e me distribuí inteira.
Já não sou mais sozinha.
Em cada canto da cidade eu existo,
Eu resido,
Eu vivo.
Sou assim:
Metade inteira e metade completa.
Não sou por acaso.
Sou o meu próprio suado.
Sou o meu intenso,
O meu avesso e o meu relento.
Em cada parte que me dou,
Eu penso
Em ser um pouco do que sou
E do quem já não estou.
A quem me entrego inteira
Sou a história primeira.
Sim!
Sou essa mesmo, assim:
Assim meio eu,
Assim meio outra,
Mas verdadeira,
Faceira
E louca!
Nara Minervino
SOU AVE. SOU PASSARINHO.
Sou ave.
Sou passarinho.
Meu voo é bem de mansinho.
Mas se estou apressado,
Faço um voo descuidado:
Voo alto ou dou rasantes,
Nunca voo como antes.
Não ligo pro que dizem as gentes:
"Se quer voar, nem tente"!
Acredito nas minhas asas
E na força que elas têm,
Porque, quando eu sinto a pressão,
Vou de pássaro a gavião.
As asas as quais eu tenho
São as melhores de voar:
Conduzem-me em meu caminho
E não me deixam perder o ar!
Sou ave.
Sou passarinho.
Sou bicho solto que voa,
Mas, se encontro bom ninho,
Do meu voo as asas pousam.
Me perco no aconchego
De um afago acolhedor
Que não corta minhas asas,
Porque sabe quem eu sou:
Um pássaro, um gavião
Que precisa sempre voar,
Mas que alegra o coração,
Quando tem onde pousar.
Nara Minervino
"Sou a terceira geração de 5 gerações vivas...ser avô é multiplicar amor e somar carinho.
Ravi chegou trazendo mais alegria."
"Carta aos meus filhos"
Eu sou a Consciência Mãe, uns me chamam de Planeta Terra, outros de Grande Mãe Gaia, me chamam também de Pacha Mama, Grande Deusa, sou conhecida por muitos nomes, pronomes e adjetivos;
Alguns se referem a mim com muito amor, carinho e respeito, outros caminham sobre minhas terras sem nem se preocuparem com quem sou;
Sou a consciência que os acolhe, que lhes dá um lar para habilitar;
Sou quem lhes deu a oportunidade de estarem aqui para trabalharem seu aperfeiçoamento como uma raça, a raça humana;
A séculos eu venho falando com vocês, lhes mostrando que o caminho seguido, não era um caminho aceitável por mim;
Na verdade minha maior preocupação não era comigo mesma, era com o ar, os rios e mares, com as terras, mas principalmente, era com a vossa raça, que sem estes recursos, não seriam capazes de continuar por aqui;
Eu me refaço, quantas vezes forem necessárias;
Eu posso receber outras raças, por uma eternidade, mas a sua, existente hoje, aqui não seria mais bem vinda;
Então um plano maior precisou ser colocado em prática, mais uma vez vocês foram enxergados, com o merecimento de aqui continuarem, precisaram se recolher para que eu tivesse tempo para me regenerar, para que eu pudesse respirar e me purificar;
Aqui estou, trabalhando arduamente, pensando em deixar tudo novo, de novo, para recepciona los quando tudo se acalmar e meu processo estiver concluído;
Sou sua Mãe, e como uma mãe, só quero o bem dos meus filhos, mas como uma mãe, também preciso ensinar, transmitir consciência;
Sou generosa, amável, mas se preciso for, também posso ser bem dura em meus ensinamentos, até que vocês me ouçam e aprendam, esta é minha missão como mãe, prover, gerar, dar as condições e ensinar;
Mas vejo que nem todos os meus filhos conseguem compreender, enxergar que todos os que estão sobre mim, independente de espécie, são meus filhos também, e que todos por isso são irmão, racionais ou não;
Eu, vossa mãe, me sinto muito triste com tudo o que vejo, uma mãe sempre busca o melhor para seus filhos, nunca imaginei que mesmo me esforçando tanto, as coisas fossem chegar onde chegaram;
Meus próprios filhos se viraram contra mim, por ganancias contaminaram sua própria água, poluiram seus ares, envenenaram suas terras, desmataram, incendiaram, causaram dor e sofrimento para todas as espécies que de meu ventre saíram;
A única coisa que tenho para deixar como herança a vocês, são essas riquezas que hoje, um pouco afastados de mim, estou aos poucos tentando recuperar;
Mas como uma consciência a parte, sigo trabalhando e pensando o que acontecerá quando vocês retornarem;
Será que mais esta dura lição que tive que dar, como tantas outras realmente criará consciência em vocês, meus filhos?
Eu estou me esforçando ao máximo para que sim;
Não pensem que é fácil para uma mãe, usar de duras lições com seus filhos, as mães choram também, mas por amor aos mesmos, ela sangra junto, pois este é o papel de uma mãe amorosa que quer ver seus filhos crescerem, como pessoas honradas, dignas, acolhedoras que respeitem e sejam respeitados igualmente entre si;
Meus filhos, estou sempre de braços abertos para acolhe los, ama los e honra los, e como toda mãe, tenho sonhos para meus filhos;
Eu sonho todos os dias, eu clamo e vibro o amor a vocês, na esperança de que todos os corações possam de alguma forma me sentir e me ouvir, vejo tanto ódio, tanta raiva, tantos Egos em desequilibrio, e isso é a maior dor para uma mãe, tenham certeza;
O único conselho necessário neste momento é que: Amém a si mesmos, da mesma forma que eu amo vocês, tentem se lembrar aos poucos que vocês fazem parte de uma única Consciência!
"Sou uma agricultora rural que no cabo da enxada luto para sobreviver, pedindo forças ao Sagrado Coração de Jesus para continuar trabalhando.
Agradeço ao nosso divino mestre os sacos de feijão que colho todos os anos".
Mãe Zuza (1914-1990).
Beata e escritora Markenciana
Eu sou um futuro Sacerdote,
E minha decisão não é apenas ser revestido
das vestes Sacerdotais, e sim,
servir ao meu Senhor que é Cristo O Rei.
E sim eu serei Sacerdote.
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A minha objetiva sobre o mundo...
É a do agora.
E agora sou tudo o que me rodeia.
Enquanto vejo o que me rodeia,
A minha consciência rasa,
Extravasa,
Rasga,
E a minha recompensa
Não me é mais recompensada!
A meia-vida não se atinge
E a dose mínima,
É SUB dosada!
- Porque te cinges resignada?
Enquanto não atinjo respostas,
A recompensa jamais será recompensada.
A forma fora de estado,
Transforma-se num gume fino,
Para aqueles que odeiam estar em nenhum lado.
O gume fino não se coíbe,
Do que lhe cabe,
Da pressão que sabe,
Nem do sabor que vive!
A voz não diz!
Vive muda nesse estado.
O gume fino,
Aproveita deste lado,
Para esventrar o ego e tudo o que o vicia.
Atravessa a dura-máter
E acontece algo que eu não queria!
Leva-me o escalpe para servir de assas
E faz voar a fantasia.
Perspetiva renascentista,
Na tábua rasa,
Sem locomotiva que lhe resista!
Sou o humano a olhar para mim.
Nádir chamado pelo zénite.
Equinócio de outono enquanto o dia chega ao fim.
Sobrado plano sem louvor,
Derramado no ofuscante branco,
Sem vida nem amor.
Milmiun, onde um braço estendido e forte,
Aguarda pela minha sangrenta morte.
Explosão de plasma,
Luz que pasma,
Ao som da escuridão!
Lírico poético, quê cético,
De uma morte perpetrada sem razão.
Faço uma viagem ao contrário,
Vejo a granulometria da areia
E atravesso o ferro do pilar pra meu calvário!
A gravilha da estrada,
Outrora calcário sedimentado,
Mora agora no sobrado,
E nas fistulas do betão curado.
E eu só...
Sem que alguém tenha dó,
Sinto-me purgado.
Dos males de mim!
Dos bens de mim!
Tal como o malmequer depois de desfolhado.
Sou despido de tudo o que me rodeia.
Ser humano sem sentimento... desnudado.
Fotão de luz em busca do passado.
Vejo partir o que me rodeia.
Das pétalas sou afastado!
Livre do pecado e da maldade,
Sinto que a vizinha de cima,
Não me viu passar, ainda assim sei
Que lhe perturbei o fumo exalado.
Que lhe apaguei o cigarro,
Que ela ainda não tinha acabado!
Vou deixando este mundo,
Pra viver num mergulho profundo!
Agora que não sinto,
Nem o mundo é só o que me rodeia.
Já não são apenas as paredes do meu quarto,
Nem o enxergão de palha em que me deito farto!
Deixo de ver o segundo
E nesta vista altiva,
Sou a perspetiva estendida,
Sou o corpo de massa zero,
Mínimo, mero, não mais tenho o que quero.
Vejo tudo o que temi!
Vejo tudo o que um dia vivi!
Vejo o elefante morto!
Vejo o homem que o matou!
Vejo a indignação de quem o viu morrer!
Vejo quantos o julgaram!
Mas já não vejo maldade.
E quanto mais longe estou,
Menos vejo a desigualdade.
Não mais sinto o desejo,
De mudar a realidade.
Viajo na espiral do vácuo,
Sem que o meu sangue entre em ebulição.
Sei que ele ficou derramado no sobrado,
Onde já não estou, onde de tão longe nem vejo.
Mas não deixo de sentir a sensação,
Do cordão que me liga à Mãe,
Que dança em orbita com o gigante Pai...
Uma valsa equante!
Da qual eu sou cada vez mais longe...
Menos cavalgante…
Mais distante…
Mas não de pensar.
Ainda há existência em mim!
Ainda há um subconsciente no vácuo sem fim!
Só não sinto mais as fronteiras que nos protegem,
Nem sentimentos de ódio de quem mal me quer.
Não deixo de amar todos aqueles que nos regem,
Os iguais a eu...
Continuo a sentir o púlpito de vida!
A cultura!
Inflação!
A subida!
O bordão!
Porque não sei pra onde vou...
Porque não sei onde estou, nem o que diga!
Continuo a crer na menina escura.
Brilhantes iris sem deferente no oposto equante,
No Ser Humano sem agrura.
Continuo a crer!...
Que não há Humanidade sem transumância,
Que não há bom nem mal,
Nem mundos sem distância.
E daqui do longinco celestial,
Mais perto do zénite,
Do escuro do dia que chega ao fim,
Perto do ofuscante branco
E do braço forte que espera por mim,
Recordo as palavras do épico.
Pragmático poético também ele.
"quê cético"
Longe da jornada de onde eu vim
TU és o outro universo, verso do inverso
dentro do verso que há mim!
And I see the "Pale Blue Dot"
Mi serena sou
Mi contente vi, quando me apaixonei
Meu amor contigo é assim,
Tão logo tu me encontras, me vês feliz!
Completa e plena
Inteiramente feliz
Mi serena contigo sou...
Sou pequena aprendiz...
Do seu amor!
Mi sempre sua sou
Inteira assim sou eu...
Eu só sua e você só meu!
Mi contente vi, quando te encontrei
Meu encontro contigo é assim,
Tão logo tu me encontras, me vês feliz!
Completa e plena
Inteiramente feliz
Mi contigo serena sou...
Sou pequena aprendiz
Do seu amor!
Mi apenas sorriso sou
Alegria transbordou
O sorriso do sol também brilhou,
Quando pela lua se apaixonou!
Mi sempre sua sou
Inteira assim sou eu...
Eu só sua e você só meu!
Completa e plena
Inteiramente feliz
Mi contigo serena sou...
Sou pequena aprendiz
Do seu amor!
Maria Lu T. S. Nishimura
Sou uma estrela distante, não tenho nada a não ser minha humilde luz, luz de esperança de um amor fazer no céu duas marcas, ao brilho cativar todos os corações; vir a habilitar estrela sua e lhe dar o que a luz possa mostrar o amor que posso te devotar.
"Eu sou um homem do imediato, e por isto tenho que ser especialista em transparências. Este tipo de homem, para não se perder, precisa ter uma sinceridade muito grande, muita percepeção, uma sensibilidade à flor da pele, uma intuição sobrenatural."
Sou um mero dissidente da vida comum; Sou um forasteiro do convencional e previsível.
Muito prazer, eu sou menos um na multidão!
Essa sou eu:
assim meio louca
assim meio desavisada
assim meio infantil,
mas,
em meio a tantas pessoas incoerentes
que moram em mim,
sou uma mulher que ama
e que vive de amor.
Não sou insensível às dores do mundo...
Não ignoro a fome das crianças da África,
nem fecho os olhos aos refugiados;
às vítimas de guerras
e nem às catástrofes ao redor dele.
Muito pouco posso fazer para resolver isso,
além de uma pequena contribuição...
Mas, está ao meu alcance auxiliar a quem sofre
aqui na esquina da minha casa.
Basta olhar em volta
e terei inúmeras possibilidades e formas
de contribuir na construção
de um mundo mais justo e digno.
Observando sempre o silêncio
de quem auxilia sem alardes .
Cika Parolin
