Sou Pessoas de Riso Facil e Choro Tambem
Durante muito tempo, confesso, temi o mundo... mas não por suas dores naturais, nem por seus silêncios frios. Tive medo de viver em um mundo onde você não estivesse. A simples ideia da sua ausência era como um vento cortante atravessando o peito, como uma noite sem estrelas, como uma eternidade sem luz. Havia algo na sua presença que fazia o tempo parecer menos cruel, e a vida, ainda que imperfeita, tornava-se suportável, quase bela. Sem você, tudo perdia cor, propósito e rumo. E assim, mais do que temer a morte, temi a vida sem você... porque viver, se não for para dividir o olhar, o riso e o silêncio com quem se ama, é apenas existir à margem do que poderia ter sido eternidade.
Parte sofre e insiste fazer-se em pedaço,
O mundo não é capaz de interpretar tal viver,
Estas minhas linhas que o riso ficou escasso,
Ainda teremos outras noites,
Alegres e tristes,
Ainda veremos outras tantas estrelas,
Iluminadas e mortas,
Ainda que as luzes da ribalta se apaguem,
Ainda acharemos graça,
Na escureza do riso perdido,
Ainda assim,
Seremos eternos,
Diante da noite azulada,
Quando chegar o meu ditoso dia Eu não vou querer lágrimas - Vou querer alegria! Não vou querer flores - Vou querer poesias! Nada de tristeza ou gritaria! Vou querer rock,samba,bossa nova... E muitas pessoas dançando em volta da minha cova. Vou querer velas coloridas,Boas lembranças,risadas, bebidas... E o teu Belo sorriso por despedida! Vou querer muita alegria! Nada de choro,flores, gritaria!... Lembre-se: poesia... Rock,samba,bossa nova... Risadas,velas coloridas... Boas lembranças, bebidas... E teu belo sorriso por despedida!
Receba
Teu rosto revela raro ser
Resistente, reluzente, radiante
Como o baixo ruído de um rádio distante
Sem regra ou receio, deixei-me render.
Teu riso me rouba toda atenção
Rápido, remédio, irracional
Como sons ritmados de forma irreal
Sem relutar, deleito-me em seu refrão.
Teu corpo tem jeito de abrigo
Reflexivo, refúgio, resiliente
Como plantar e regar a semente
Sem rodeio ou recado, floresça comigo.
No caminho teremos dores, perdas, traições, renúncias, rejeição, amiga falsa, sonhos frustrados. Mas, apesar dos dissabores, você pode escolher leveza, riso, gratidão, crescimento, evolução, transformação e recomeço, quantas vezes forem necessárias.
Quem ri por último, ri melhor!
Estou com 70 anos, esperando pacientemente na fila.
Acho que vou me escangalhar de rir, logo mais.
Escuto o seu cantar
Como leve sinfonia
Converso com sabiá
Quando amanhece o dia
O bem-te-vi que me acusa
Com seu cantar altaneiro
As vezes ele abusa
Me entrega pro mundo inteiro
Todos os passarinhos
Jamais me megaram o canto
Estão sempre em meus caminhos
No meu riso ou no meu pranto
A vida, em sua essência transitória, é um tecido unido de eventos, uma dança complexa entre o destino e a escolha. Lamentar cada acontecimento é como resistir à correnteza de um rio implacável. A verdade reside na aceitação serena, pois mesmo nas entrelinhas do riso alheio, encontramos a resiliência que tece a narrativa singular da existência.
A ousadia de rir alto confere-nos uma superioridade em relação aos que não riem. É incrível a força do riso, a potência do seu poder de sedução.
É ela! É ela! O cheiro de cravo, A cor de canela, Eu vim de longe... Vim ver Gabriela. Como é doce! Como é bela! Ao vê-la cismar Sobre o clarão do luar Encostada à janela Deixando o tempo passar... Suspira Gabriela, Um riso ligeiro... Quanta ânsia de amar! O cheiro de cravo, A cor de canela... Os pés descalços No chão a pisar... Também quero tocar Este mesmo chão Que pisa Gabriela. Tão doce e bela! É ela! É ela! Que faz meu coração balançar. Corpo formoso, Jeito dengoso, A alma De asas abertas Sempre querendo voar... O cheiro de cravo, A cor de canela... Tão leve, impulsiva e alegre A cantar... É ela! Tão doce e bela! Generosa e pura Não para de sonhar... O cheiro de cravo, A cor de canela, Vim de longe, Vim ver Gabriela ! Sempre tão doce e bela!... Só quero te namorar! Eu também posso sonhar...
Será que ainda existe a nossa canção? Aquela que dançava no ritmo das nossas risadas, que embalava os dias e preenchia o silêncio das noites? Procure dentro do seu coração, entre as memórias que o tempo não apaga. Talvez a melodia esteja lá, suave, esperando apenas o toque da saudade para soar novamente.
Pranto e sorriso (fado)
No pranto da alma um sorriso
De ilusão. Pesar não, encanto
Pois, haver a crença é preciso
Toda a doçura do amor, tanto!
Se bem, a risada é um paraíso
Cheio de cor, de cheiro e canto
Entanto, na dor chorar é inciso
Aliviando o coração, conquanto,
Nem sempre, a regra é a hora
Portanto, tenha o querer afora
Da renúncia, te soltes da tolice
Tem muito mais, creia, confie
E, com a satisfação... contagie!
Pois, o tempo traz já a velhice!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20 janeiro, 2024, 12’12” – Araguari, MG
Estamos no limiar de uma era em que os humanos não serão necessários
em praticamente todas as áreas de atividade.
Mas ainda haverá espaço para poetas, dançarinos, cantores, atores e sua arte.
No fim, as pessoas ainda apreciarão um sorriso verdadeiro
e sentirão junto com os artistas a dor de um choro de verdade.
“Dance, meu coração! Dance hoje com alegria. As formas de amor enchem os dias e as noites de música, e o mundo ouve a melodia. Loucas de alegria, a vida e a morte dançando ao ritmo dessa música. As montanhas, o mar e a terra dançam. O mundo do homem dança em riso e lágrimas.”
Kabir Poeta de expressão Sahaja 1440-1570DC
O amor atrai uma taça de vinho;
O beijo desperta uma alma gêmea;
A paz sugere uma xícara de café;
O riso revela uma mesa de amigos.
Poema Sorriso
O mais simples sorriso
Ainda que no improviso
É gesto de maior fineza
Do rosto que traz leveza
Sorrir é bom, é tudo isso
Por isso deixe muito riso
Ainda que exista tristeza
Leve tudo com grandeza
Pois sorrir é tão preciso
Até no coração indeciso
Ele penetra com certeza
Brotando paz e gentileza
