Sou Apaixonada pelo meu Namorado
Estrangeiro
Sou nada e nunca serei algo,
Este pobre eu não me convence,
O interior é o meu palco,
O exterior não me pertence.
Eu recuso-me a ser o que sou,
Eu insisto em ser o que sonho,
Este caminho para onde vou,
É o lugar no qual não me ponho.
Sou uma triste peça perdida
Neste puzzle, no qual não pertenço,
Pelo instinto, perduro a vida,
Mas acabo-a pelo que penso.
O fim duma pobre criatura,
É o pecado que me perdura,
Esta minha insignificância,
A minha falta de importância.
Vivo, vivendo dos meus sentidos,
Mesmo sem fazer sentido deles,
Eles, fazem sentido do que sentem,
Mas não sentem o que faz sentido.
Tenho sentido a luta interna,
Que vai dentro dos que são próximos,
Dizem-se fonte de luz externa,
Mas no perigo são anónimos.
Sou nada e nunca serei algo,
Este pobre eu não me convence,
Sou nada e nunca serei algo,
Mas sei que a tudo o amor vence.
CABOCLO
Eu sou caboclo,
e o meu feijão de toco...
com nó nas quatro pontas
Eu carrego para o terreiro.
No lençol todo bordado
com suor dos quatro lados
e bato as vagens no cambal.
Peneiro grãos com a peneira
ou com prato jogados aos ventos
e a tarde no fim da caseira
na cadeira, eu me assento.
Ali refaço meus planos
viajando em pensamentos
eu sinto o vento na área
com a felicidade por dentro.
Antonio Montes
dores profundas no esquecimento
para sempre meu amor,
nessa escuridão clamor
nunca sou ouvido...
por tanto sou lagrimas...
do vento paira o passado.
Você se tornou meu céu
minha abelha rainha,
sou feito abelha operária
a procura do seu mel para te fazer minha.
O sorriso é lindo. Amo quem me ama, sou fã de quem é meu fã. Só não faça o que faço. Sigo sozinho pois vivo a vida ao extremo. Minha inspiradora eu voltarei para buscar.
Cada vez que eu me dou conta que sou uma cidadã brasileira me cai a ficha que no meu registro de nascimento o estado formalizou a minha condição de idiota a qual foi renovada no dia que tirei a minha carteira de identidade e reiterada com o título de eleitor.
A minha consciência tem-me salvado e protegido, colocando-me no meu devido lugar e naquilo que sou, quando aquilo que não sou irrompe negativamente e obscurece os meus sentidos.
Não me leve a sério
Sou brincadeira
Não acredite,
Quando me afastar...
Um jeito apenas
Meu
Um jeito a mais
Mais um caminho
Portas,
Pra me esconder !
08/07/2017
Gosto de lugares que me leve ao confronto do meu eu. Onde sou convidado a me render, chorar sem ser questionado, ter medo para adquirir coragem, e depois de batalhas de orações sair fortalecido pra enfrentar a via dolorosa..
Por isso amo o Getsêmani..
Meu lugar preferido.
Eu prefiro cara limpa.
Me mostrou como sou.
Cuido do meu interior.
Espírito saudável.
Corpo saudável.
Não me escondo atrás de maquiagem e etiquetas.
Sou simples...
Gosto de sentir o vento me tocar.
Vejo a riqueza na natureza.
Dinheiro como papel.
Felicidade se resume em vida com Deus e família.
O resto vem naturalmente.
Eu sou assim, gosto de ser assim. Do meu jeito, com manias, amores, defeitos, loucuras, sonhos impossíveis, fantasias… E não tenho a menor intenção de mudar. Não para agradar alguém. A não ser que esse alguém… seja eu mesmo.
Já não sou eu que resolvo,
assim como, não é mais meu
corpo que sente.
Quem decidia por mim,
agora ainda mais decide: Deus!
Meu lema é seguir em frente, não desistir nunca...
Não sou de desistir, seja em qualquer situação que eu esteja!
Meu nome é Fortunato vim na embarcação graciosa vingativa,
Sou jovem de vinte e tantos anos
Baixo e forte, estou correndo sem direção, preciso fugir dessa escravidão, já levei 20 chibatadas, cem vezes a chibata me sangrou, algemado no pelourinho, quando quase morri, foi que o Feitor me soltou, a água e o sal grosso não pôde meu coração cicatrizar, dormí com os pés presos no tronco chamado Cepo, por provar a doçura da cana, preciso achar no meio dessa floresta um quilombo que possa me abrigar, meu senhor está oferecendo recompensa para quem me achar, mas sou crioulo esperto para a casa grande nunca mais eu vou voltar, sou alforriado de espírito,
Sou sonhador, meu nome é Fortunato lopes da silva, sei tudo de roça, sei cozinhar, fallo apressado, muitos me chamam de mal encarado, porque na minha pele ninguém está, olho para o chão, não entendo a diferença, em minha terra eu era livre, aqui sou vítima da violência, vi a liberdade chegar, fui um dos poucos a passar dos 40 anos, mas voltamos para as fazendas de nossos antigos patrões, agora para pedirmos emprego, pois a liberdade nos colocou nas ruas sem dinheiro,
Os ricos não deixaram de ter escravos, apenas a Lei Áurea permitiu escravizar a todos, brancos e negros. Agora não se trabalha só no café, no algodão, no canavial, nas minas extraindo o ouro, mas sim em todos os trabalhos, chamados profissões.
