Sossego
Aprendi, o papel de boba é tão confortável! Espertos não tem sossego! Cada dia que passa, atolam-se mais nas areias movediças da vida.
Paixão que faz flutuar..que me tira o chão,o sono,o sossego,a consciência,a prudência..
Paixão que incendeia,que me desvia,que faz transgredir..
Paixão louca,que umedece a boca,me faz delirar !!
Paixão fugaz,que arrasa,que me arrasta…
SILÊNCIO É...
O ruído do sossego,
O presente ausente,
O recurso da recusa,
O graúdo viés miúdo,
O futuro do passado,
O imaturo divergente,
O indiferente diferente,
O discurso do segredo,
A coragem do covarde,
O mudo mundo do surdo,
A muda do medo em flor,
O humor do ódio no amor!
Guria da Poesia Gaúcha
Faço da minha vida um castelo.
De silêncio severo e prolongado.
Perco o riso no sossego dos meus dias.
Esquecimento das emoções.....
Da ausência de afetos.
Onde calo o meu desejo, com pensamento equilibrado.
Adormeço num sonho miserável, onde o céu derrete.!
Não confio mais nem na minha própria sombra que perambula por esta cidade. Aqui ninguém tem sossego, não se tem amor, não se busca por paz. E acabei me acostumando com esse jeito de viver. Com o tempo, fui me tornando mais descrente, mais desumano, duro, frio, metido a dono da verdade. Não me sinto feliz dessa forma. Deixa pra lá.
Fecho os olhos, enalteço a ensejo de me reencontrar consigo numa tarde de sossego, de palavra suave que regozijam as nossas alma. boa noite surpreenda-me, com a sua presença ao meu lado!
Daqui pra frente, vou me afastar de tudo que roube meu sossego e minha paz. Quero luz no meu caminho e estou correndo das sombras.
ODE AO OUTONO
Como quem quisesse cantar um segredo
Pulastes e Voastes em sossego
Do alto de um galho
Saudades de Brumário
O vento que nina as árvores
E que carrega rios
É o mesmo que varre o chao.
Colore de amarelo a estrada da solidao
O Lírio que decora velório,
Tu é o mais fiel expectador
da expectativa da dor
da vida do que foi e
dos que tentarao
em vao ser saos.
O que tu és se nao um torpor de verao?
O que tu és ingrata agonia?
Se nao a curva que a estrada rasga o chao?
És a sintonia da ironia
A insonia devida
de vida
da Vida.
Tira essa roupa..
tira essa mascara...
tira meu sossego..
hoje eu preciso apenas dos teus beijos...
hoje vem em silencio..
nao fala.. por favor nao estraga tudo..
apenas vem e me ama..
como um bom cafageste que vc e. .
MANHÃ
Demétrio Sena, Magé RJ.
De repente alcanço este sossego de saber quem sou. De saber o que faço e me sentir caber em mim. Chega o tempo em que alcanço meus sonhos e durmo para o medo que sempre tive de saber os mistérios do meu próximo passo. Do pouco além de onde piso.
Faço das verdades que agora me assaltam, meus ases num jogo. Minha pilha, minha fogueira, recarga vital. Razão pela qual sei ganhar mais um dia na roleta ou na mesa das noites. É assim que driblo essa enorme fila de assédios da hora sexta ou tardia. Consegui me alcançar na vertigem das horas, e tão somente pouso em meu colo, para me deixar seguir. Navegar na leveza de não ter mais pressa.
O meu fogo é de lenha, mas de lareira em chalé. Minha paz é de quem é, mas ao mesmo tempo se deixa estar. Hoje fecho meus olhos, abro a minh´alma e sinto este cheiro de manhã que rompe as tardes, vence as noites e continua sendo manhã.
Chamo-te, poesia!
Invado-te os sonhos,
Busco-te!
Não sossego tuas noites vazias.
Chamo-te aos meus desencantos,
Chamo-te sim!
Invado tua alma.
Atordoo-te os pensamentos,
Teu coração sem calma.
Procuro tuas mãos
vagarosamente,
folha por folha de papel,
a cor das palavras
que crias ser somente
e tão somente, tuas.
FIOS DO LUAR
Pelos fios do luar
No sossego outono
Anda de efémeros sons
Os juncos de lama negra
Pelo plutão perdido no espaço
Charco de vales sombrios
Nos lençóis quentes da cama
Poesia de caído véu
Poeta purificado em urano
Essa lua brilhante da noite
De beijo dado no escuro
Abraço de espasmo cego
Num enxame de leitura efémera
Armadura de giz em Vénus
Pelos versos feitos de raiz
Alma de mercúrio vermelho
Na fogueira de velho centeio
Algumas coisas me fazem pensar: arriscar-se tanto assim por um amor, valerá a pena? Eu sossego, piso no freio e deixo as coisas fluírem. De nada adianta insistir em algo sem saber se os resultados serão da forma como imaginei, construí ou lutei pra ter algum dia.
As dores do "cálice" golpeam
até o intangível sossego das deusas.
Mas nunca desbotam
suas cores e nem as deixam feias.
