Sorriso
A elegância do seu sorriso, com a pureza da sua alma, reflete tudo aquilo que desejo em uma mulher. Espero que um dia, todo esse brilho ilumine a minha vida, assim como o sol, quero que traga luz e vida em todas as minhas manhãs.
Tempo é relativo
Sorrisos duram um suspiro
Momentos de angústia parecem um infinito
O relógio apressado aos sábados de sol
E os ponteiros parados quando a semana volta ao seu normal
Tempo é relativo
Crianças percebem a infância uma eternidade
Adultos correm antes que o dia se acabe
Seremos reféns se não houver a habilidade de viver o presente entendendo essa relatividade.
Nos olhos de Daniela, brilha o céu estrelado,
Um sorriso doce, encanto tão declarado.
Seu nome é poesia, em cada verso traçado,
Daniela, a musa, em sonhos é abraçado.
No jardim da vida, sua alma floresce,
Daniela, a beleza que o coração conhece.
Com gentileza e graça, ela aparece,
Um nome que no peito, amor aquece.
Nos versos deste poema, Daniela brilha,
Como um raio de sol, a vida ela cintila.
Seu nome é melodia, doce e tranquila,
Daniela, és a inspiração que me tranquiliza.
"Como você está?" - uma pergunta vazia,
Pouco importa se meu sorriso é só fantasia.
Me importa saber de você
Me importa saber se você está bem,
Me importa se você teve uma boa noite de sono, mas o que importa eu me importar?
"Minha dor quero expressar
Solitude eu vivi
E pouco me importa se você não está bem pra ouvir."
E o que você diz, quando pergunta "como você está?" mas, não espera o som da minha boca sair
Na escuridão da noite, sozinho estou.
Não sozinho exatamente, mas... sim; sozinho.
Me afasto do mundo, buscando a quietude do silêncio,
A pergunta vazia, ecoa em meus ouvidos,
Enquanto a confusão me abraça, sem pedir motivos.
Nas noites nem tão silenciosas, meu coração se debate entre o desejo de conexão e o anseio pela razão.
E na real, pouco me importa se o mundo lá fora não te entende.
Ou... não nos entende.
Então, "Como você está?" pode ser uma pergunta vazia, ou apenas uma cortesia. Mas, em minha poesia encontro desabafo para essa distopia.
Nas letras me encontro e reencontro.
E pouco me importa se o mundo lá fora não nota todos esses pontos.
Existem duas ferramentas fundamentais para o bem viver: o sorriso e o silêncio. O sorriso pode solucionar problemas e o silêncio pode evitá-los.
Aprenda sorrir nas adversidades,
Entenda às contrariedades,
Não aceite negatividades,
E viva suas vontades!
Aprendemos que o mundo é pequeno,
que pessoas são de estações,
que entre um verdadeiro amor não há contradições.
Se eu puder lhe dár um conselho certamente será o de cada dia conhecer algo novo, não necessariamente algo novo com pessoa nova e sim algo novo com a pessoa velha, pois somente assim a vida lhe concederá a verdadeira face do amor e da paixão.
Você foi a única pessoa que eu amei, e sempre que vinha à minha mente, um sorriso instantâneo era formado. Não considero que fomos amigos, pois nunca consegui te enxergar dessa forma. Não te odeio por nunca ter correspondido, até porque, através dessa experiência, eu matei o romântico para dar lugar ao forte. Se algum dia voltarmos a nos falar, não te tratarei como o centro do universo.
Um novo dia está começando, uma nova oportunidade você está ganhando.
Então, sorria e agradeça!
Conselho importante beba água, não se esqueça.
Porque se nada der certo hoje, uma coisa é certeza, no fim do seu dia você estará hidratado.
Bom dia!
Que a luz do sol ilumine o caminho de cada um de nós nesta manhã. Que os sorrisos sejam constantes e as esperanças se renovem. Que cada desafio se transforme em oportunidade de crescimento e superação. Que possamos valorizar cada instante ao lado das pessoas que amamos. Que a gratidão transborde em nossos corações, tornando cada pequeno detalhe do dia uma razão para sorrir. Desejo a todos um dia repleto de alegrias, realizações e muita paz. Que sejamos gratos por mais uma oportunidade de escrevermos uma nova página em nossas vidas. Bom dia, que seja lindo e abençoado!
- Edna Andrade
Tô tentando conter a emoção
Depois das palavras duras que ouvi.
Queria não sorrir quando manda-me mensagens ;
Queria saber ignorar-te por horas a fio;
Queria que a ira fosse maior que a benevolência
E talvez só assim, eu conseguiria ser menos eu, quando estou com você.
O sorriso é identidade
É a nossa expressão
É a forma preferível
Para a comunicação
É falar sem dizer nada
É a porta de entrada
Para o nosso coração
Olhei para ti naquele fatídico dia, esperando ver o seu sorriso novamente
tolo eu...
Mal sabia que aquele seria o nosso ''adeus''
um adeus amargo, sem abraços, sem palavras bonitas, apenas um,
fim.
O sorriso vem da boca
Também vem de um olhar
É a forma mais bonita
De a alma se expressar
O sorriso é alteração
De humor do coração
Quando está a se alegrar
E a gente segue colhendo uma delicadeza aqui, um sorriso ali, um carinho acolá. Vira e mexe esbarra na gentileza de pessoas amáveis e segue florindo ternuras e trazendo mais cor para a vida.
Para o coração pulsar feliz
basta um sorriso,
Um abraço,
Um toque de mãos
Um afago.
Amar, não requer experiência
ou habilidade.
O amor está nos pequenos
gestos cotidiano
nós detalhes mais simples.
Amanheço com o teu sorriso
no pensamento,
minha alma figura o teu rosto
e de ti me vejo tão perto,
gestos, palavras
para uma alma tão intensa,
faz toda a diferença.
Vontade de correr até você
aninhar-me no teu querer
e no conforto do teu abraço
fazer morada permanente.
_ Sueli Matochi
A larva
Porque falávamos de Benvenuto Cellini, e alguém sorriu da afirmação, que fez o grande artífice em sua Vida, de ter visto uma vez uma salamandra, Isaac Condomano disse:
― Não riam. Eu lhes juro que vi, assim como estou vendo vocês, se não uma salamandra, ao menos uma larva ou uma taquarinha.
“Contarei o caso em poucas palavras.
“Eu nasci em um país em que, como em quase toda a América, se praticavam feitiçarias, e os bruxos se comunicavam com o invisível. O mistério nativo não desapareceu com a chegada dos conquistadores. Ao contrário, aumentou na colônia, com o catolicismo, o costume de evocar as forças estranhas, o demonismo, o mau-olhado. Na cidade em que passei os meus primeiros anos, falava-se, eu bem me lembro, como coisa trivial, de aparições diabólicas, de fantasmas e de duendes. Numa família pobre, que vivia na vizinhança de minha casa, sucedeu, por exemplo, que o fantasma de um coronel peninsular apareceu a um jovem e revelou um tesouro enterrado no pátio. O jovem morreu devido à visita extraordinária, mas a família ficou rica. Um bispo apareceu a outro bispo para indicar um lugar onde se encontrava um documento perdido nos arquivos da catedral. O diabo carregou pela janela uma mulher, em uma casa que eu tenho bem presente. Minha avó me assegurou a existência noturna de um frade sem cabeça e de uma mão peluda e enorme que aparecia sozinha, como uma infernal aranha. Tudo isso aprendi de ouvir dizer, ainda criança. Mas o que eu ouvi, o que eu apalpei, foi aos quinze anos; o que eu vi e apalpei do mundo das sombras e dos arcanos tenebrosos.
“Naquela cidade, à semelhança de certas cidades provincianas espanholas, os habitantes fechavam as portas às oito, ou, ao mais tardar, às nove horas da noite. As ruas ficavam solitárias e silenciosas. Não se ouvia mais que o ruído das corujas aninhadas nos beirais, ou o latido dos cães nas lonjuras dos arredores.
“Quem saísse à procura de um médico, de um sacerdote, ou para outra urgência noturna, tinha que seguir por ruas de pavimento pedregoso e cheias de buracos, alumiado apenas por lampiões de petróleo que, fixados nalguns postes, deitavam a sua escassa luz.
“Às vezes ouviam-se ecos de música ou de cantos. Eram serenatas à moda espanhola: árias e romanças que, acompanhadas pelo violão, expressavam as ternuras românticas do namorado à amada. Tais variavam desde um só violão e o namorado sozinho, de poucos meios, até um quarteto, septeto, ou mesmo uma orquestra completa com piano, como o fidalgo endinheirado fazia soar sob as janelas da dama de seus desejos.
“Eu tinha quinze anos, uma grande ânsia de vida e de mundo. Uma das coisas que mais ambicionava era poder sair à rua e ir com a gente dessas serenatas. Mas, como fazê-lo?
“A tia-avó que cuidava de mim em minha infância, após rezar o rosário, tinha o cuidado de correr toda a casa, trancar bem as portas, guardar as chaves e deixar-me bem deitado sob o sobrecéu de minha cama. Um dia, porém, soube que à noite haveria serenata. Mais ainda: um de meus amigos, tão jovem quanto eu, assistiria à festa, cujos encantos me pintava com as mais tentadoras palavras. Todas as horas que precederam aquela noite, passei inquieto, somente a pensar e preparar o meu plano de fuga. Assim, quando as visitas de minha tia-avó partiram ― entre elas um padre e dois licenciados, que vieram para conversar sobre política e jogar uíste ou voltarete ―, uma vez feitas as orações, e estando todos deitados, pensei apenas e pôr em prática o meu plano de furtar uma chave da venerável senhora.
“Passadas umas três horas, isso pouco me custou, pois sabia onde as chaves eram guardadas e, além disso, ela dormia como um bem-aventurado. Tendo alcançado o que buscava, e sabendo a que porta a chave correspondia, consegui sair à rua, no momento em que, ao longe, os acordes de violinos, flautas e violoncelos começavam a soar. Considerei-me um homem. Guiado pela melodia, logo cheguei ao lugar onde ocorria a serenata. Enquanto os músicos tocavam, o público tomava cerveja e licores. Depois, um alfaiate, tomando ares de tenor, entoou primeiro A la luz de la pálida luna, e, em seguida, Recuerdas cuando la aurora... Entro em tantos detalhes para que vocês vejam como se me fixou na memória tudo o que aconteceu naquela noite, a meu ver extraordinária. Das janelas de Dulcinea, resolvemos ir às outras. Passamos pela praça da Catedral. E, então... Disse que eu tinha quinze anos, estava nos trópicos, e despertavam em mim, imperiosas, todas as ânsias da adolescência...
“E na prisão de minha casa, de onde saía apenas para o colégio, e com aquela vigilância, e com aqueles costumes primitivos... Eu ignorava, pois, todos os mistérios. Assim, qual não foi a minha satisfação quando, ao passar pela praça da Catedral, acompanhando a serenata, vi sentada, numa calçada, envolvida em sua mantilha, como se entregue ao sonho, uma mulher! Parei.
“Jovem? Velha? Mendiga? Louca? Que me importava! Eu ia em busca da sonhada revelação, da aventura desejada.
“As pessoas da serenata se afastavam.
“A claridade dos lampiões da praça chegava escassamente. Aproximei-me. Falei com ela; não direi que com palavras doces, mas com palavras fervorosas e urgentes. Como não obtivesse resposta, inclinei-me e toquei o ombro daquela mulher que não queria responder-me, e fazia o possível para que não lhe visse o rosto. Fui insinuante e altivo. E, quando cria ter alcançado a vitória, aquela figura voltou-se para mim, descobriu o rosto e... Oh, espanto dos espantos! Era viscosa e desfigurada aquela face. Um olho pendia sobre a maçã ossuda e purulenta. Algo como o úmido bafio de putrefação chegava a mim. De sua boca horrenda, saiu como que um riso rouco; e, depois, produzindo o mais macabro dos esgares, aquela ‘coisa’ emitiu um ruído que se poderia dizer assim:
“― Kgggggg!...
“Com o cabelo eriçado, dei um grande salto, lancei um grande grito, clamando por socorro.
“Quando chegaram os companheiros de serenata, a ‘coisa’ havia desaparecido.
“Dou-lhes a minha palavra de honra ― concluiu Isaac Codomano ―, que tudo o que lhes contei é absolutamente verdadeiro.
