Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes

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As crenças religiosas fixam as opiniões dos homens, as teorias filosóficas perturbam-nas e confundem.

A familiaridade tira o disfarce e descobre os defeitos.

A maledicência pode muitas vezes corrigir-nos, a lisonja quase sempre nos corrompe.

Quem está ausente, teme e tem todos os males.

O valor que não tem por fundamento a prudência chama-se temeridade, e as façanhas dos temerários devem atribuir-se mais à sorte do que à coragem.

Beleza, presente de um dia que o Céu nos oferece.

Condenamos por ignorantes as gerações pretéritas, e a mesma sentença nos espera nas gerações futuras.

Nos nossos revezes, queremos antes passar por infelizes, do que por imprudentes, ou inábeis.

As dívidas são bonitas nos moços de vinte e cinco anos; mais tarde, ninguém lhas perdoa.

A memória dos velhos é menos pronta, porque o seu arquivo é muito extenso.

Podemos estrangular os clamores, mas como vingarmo-nos do silêncio?.

A dissimulação algumas vezes denota prudência, mas ordinariamente fraqueza.

Ser-se livre não é nada fazer, é ser-se o único árbitro daquilo que se faz ou daquilo que se não faz.

De todos os sentimentos, o mais difícil de simular é o orgulho.

Há duas coisas que não se perdoam entre os partidos políticos: a neutralidade e a apostasia.

Os defeitos de quem amamos, devemos vê-los com os mesmos olhos com que vemos os nossos.

O homem que diz não ter nascido feliz, podia ao menos vir a sê-lo mediante a felicidade dos amigos e parentes. A inveja priva-o deste ultimo recurso.

O melhor modo de venerar os santos é imitá-los.

Erasmo de Roterdã
"The "Adages" of Erasmus". London: Cambridge University Press, 1964.

A vitória de uma facção política é ordinariamente o princípio da sua decadência pelos abusos que a acompanham.

Ninguém é tão prudente em despender o seu dinheiro, como aquele que melhor conhece as dificuldades de o ganhar honradamente.