Soneto da Falsidade de Vinicius de Moraes
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As dívidas são bonitas nos moços de vinte e cinco anos; mais tarde, ninguém lhas perdoa.
O luxo, assim como o fogo, tanto brilha quanto consome.
Há duas coisas que não se perdoam entre os partidos políticos: a neutralidade e a apostasia.
Um empreendimento imagina-se e começa-se com facilidade; mas na maior parte das vezes sai-se dele com dificuldade.
Nos nossos revezes, queremos antes passar por infelizes, do que por imprudentes, ou inábeis.
Os defeitos de quem amamos, devemos vê-los com os mesmos olhos com que vemos os nossos.
O homem que diz não ter nascido feliz, podia ao menos vir a sê-lo mediante a felicidade dos amigos e parentes. A inveja priva-o deste ultimo recurso.
Os que não sabem aproveitar o tempo dissipam o seu, e fazem perder o alheio.
Os moços de juízo honram-se em parecer velhos, mas os velhos sem juízo procuram figurar como moços.
Todos se queixam, uns dos males que padecem, outros da insuficiência, incerteza, ou limitação dos bens de que gozam.
A dialética do interesse é quase sempre mais poderosa que a da razão e consciência.
Na admissão de uma opinião ou doutrina, os homens consultam primeiramente o seu interesse, e depois a razão ou a justiça, se lhes sobeja tempo.
A poesia é uma doença cerebral.
Existem a beleza que excita, a que comove e a que satisfaz: a melhor é a última.
A honra quer dizer o preconceito de cada pessoa e de cada condição.
Ninguém é mais adulado que os tiranos: o medo faz mais lisonjeiros que o amor.
Os grandes, os ricos e os sábios sorriem-se: os pequenos, os pobres e os néscios dão gargalhadas.
Os velhos doidos são mais doidos do que os novos.
Tudo o que não é paixão tem um fundo de aborrecimento.
Ainda é mais fácil avaliar o espírito de um homem pelas suas perguntas do que pelas suas respostas.
Duque de Lévis
Maximes et réflections sur différents sujets de morale et de politique